Índice que reajusta contratos de aluguel tem alta de 5,59% em 12 meses

Da Agência Brasil

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), que reajusta os contratos de aluguel, registrou alta de 5,59% nos últimos 12 meses. Em junho, a variação foi 0,67% e, em maio, foi 0,41%. A variação acumulada do começo do ano até junho foi 4,33%.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) apresentou taxa de variação de 0,41%. No mês anterior, a taxa foi 0,3%. O índice relativo aos bens finais variou 0,6% em junho. Em maio, esse grupo de produtos teve variação de 0,5%.

O índice referente ao grupo bens intermediários variou 0,36%. Em maio, a taxa havia sido 0,81%. O principal responsável por esse movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,92% para 0,3%.

O grupo matérias-primas brutas variou 0,24% em junho. Em maio, esse índice registrou variação de -0,6%. Os itens que mais se destacaram foram: soja (-4,07% para -0,44%), aves (-3,6% para 0,98%) e suínos (-6,18% para 6,98%).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou variação de 0,83% em junho, ante 0,68% em maio. Cinco das oito classes de despesa mostraram acréscimo em suas taxas. A principal contribuição partiu do grupo despesas diversas (0,87% para 5,47%). Tiveram também variação positiva alimentação (0,67% para 0,98%), transportes (0,14% para 0,28%), educação (0,44% para 0,82%) e comunicação (-0,04% para 0,25%). Apresentaram decréscimo os grupos saúde e cuidados pessoais (1,48% para 0,79%), vestuário (1,17% para 0,37%) e habitação (0,75% para 0,7%).

Índice que reajusta aluguel atinge 3,69% em 2014

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) encerrou dezembro com alta de 0,62%, o que representa um decréscimo em relação a novembro, quando a taxa subiu 0,98%. No acumulado desde janeiro, o índice atingiu 3,69%, ficando abaixo da variação registrada em igual período do ano passado (5,51%). O índice serve de base de cálculo para a renovação da maioria dos contratos de aluguel.

O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que o resultado foi influenciado, principalmente, pelos preços no setor atacadista com reflexos de queda das commodities (produtos primários com cotação no mercado internacional).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu com menor intensidade, passando de 1,26% para 0,63% e, no acumulado de 12 meses, subiu 2,13%.

Entre os destaques, a soja em grão aumentou 1,69%, ante 6,05%; os suínos registraram queda de 9,41%, ante 7,37% e os bovinos aumentaram 3,59%, ante 5,86%. No mesmo período, ocorreram altas do café em grão (de -3,02% para 2,17%), do arroz em casca (de 0,18% para 2,22%) e do cacau (de -7,38% para 1,59%).

Os preços no comércio varejista pressionaram o IGP-M. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu de 0,53% para 0,76% e a alta mais expressiva ocorreu no grupo alimentação (de 0,55% para 0,85%). Essa elevação foi provocada em parte pelas carnes bovinas (de 1,94% para 4,71%). Desde janeiro, o IPC registrou alta de 6,76%.

O terceiro componente – o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) – apresentou decréscimo com taxa de 0,25%, ante 0,30%. No acumulado do ano, a taxa ficou em 6,74%, puxado pela mão de obra que, no período, aumentou 7,93% e pelos materiais, equipamentos e serviços, que tiveram alta de 5,44%.