Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

Da Folhape

Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) em Pernambuco entraram em greve às 22h da terça-feira (19) por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após assembleias realizadas no Recife, Caruaru, Garanhuns, Caruaru e Petrolina. A paralisação faz parte de uma mobilização nacional que envolve 31 sindicatos.

Nesta quarta (20), o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos em Pernambuco (Sintect-PE) informou que realizará piquetes pela manhã e, à tarde, haverá nova assembleia em horário ainda a ser definido.

Até o momento, também aderiram à greve trabalhadores de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Brasília, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Juiz de Fora, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Santos, São José do Rio Preto, Sergipe, Santa Catarina, Vale do Paraíba e Uberlândia.

Segundo o Sintect-PE, as negociações junto à ECT vêm ocorrendo em Brasília, sem grandes avanços. Além de adiar a negociação por três vezes, a categoria reclama que a empresa retirou cláusulas e sugeriu alterações que ferem direitos dos trabalhadores. O Comando Nacional de Mobilização e Negociação (CNMN) vai permanecer em Brasília para possível diálogo.

“A empresa já tinha essa proposta de retirada de direitos desde o primeiro dia. Vamos estar aqui no sábado, no domingo, qualquer dia que for necessário, mas não haverá nenhum recuo da categoria, vamos negociar na greve”, disse secretário-geral da Federação dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos (Fentect), José Rivaldo da Silva.

Segundo o Sintect-PE, as alterações e exclusões nas Cláusulas Saúde do Trabalhador foram as seguintes:

– Fim da cláusula 33, que garante o pagamento das remunerações ao empregado inapto para o retorno ao trabalho, enquanto ele aguarda julgamento de recurso no INSS;

– Mediação no TST da cláusula 28 (plano de saúde);

– Redução dos dias de ausência remunerada para levar dependentes ao médico e redução da idade dos dependentes (de 18 para 6 anos);

– Alteração de atendimento psicológico por atendimento psicossocial para vítimas de assaltos;

– Fim da ginástica laboral; e

– Redução do número de cipeiros, evitando que mais trabalhadores tenham a estabilidade provisória.

Pedro Augusto é jornalista e repórter do Jornal VANGUARDA.

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