Romero Sales Filho destaca a importância da criação de políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência Física

No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência Física (03/12), o deputado estadual Romero Sales Filho reforça a necessidade de mais políticas públicas que garantam mais qualidade de vida e os plenos direitos das pessoas com deficiência. “Precisamos de pautas que tragam mais humanização e celeridade para o tratamento dessas pessoas”, afirma o parlamentar.

Desde o seu primeiro mandato, o deputado tem trabalhado essa pauta como uma de suas prioridades. São cinco leis vigentes de autoria do parlamentar, por exemplo, que englobam os direitos gerais e acessibilidade para pessoas com deficiência física, visual e auditiva.

A Lei Nº 17.228 estabelece que as placas de estacionamento reservado contenham o número de telefone para reclamações em caso de uso indevido. A Lei Nº 16.890 amplia o direito ao uso de vagas reservadas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista, Síndrome de Down, microcefalia e demais deficiências intelectuais ou múltiplas.

Outra importante iniciativa de Romero Sales Filho foi a criação da Lei Nº 16.864, que garante o direito das pessoas com deficiência, além de crianças, adolescentes e idosos, a serem acompanhadas durante consultas médicas e atendimentos ambulatoriais. Já a Lei Nº 17.050 obriga estabelecimentos bancários, unidades de saúde e lotéricas a oferecer atendimento prioritário a pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, doença grave, doenças raras e autismo, ampliando também para pessoas ostomizadas.

Além disso, a Lei Nº 18.533 determina a presença de Tradutor e Intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) em estabelecimentos de saúde privados que já disponibilizam tecnologia assistiva para deficientes auditivos.

A atuação do deputado também se sobressai no tocante aos direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com a Lei Nº 17.352 o parlamentar ajudou a assegurar a permanência de acompanhante para pessoas com TEA durante internamentos em hospitais, UPAs, maternidades e instituições de saúde públicas e privadas. “Também incluímos o autismo no rol de atendimento prioritário em bancos e unidades de saúde. Essa ação ainda foi reforçada pela criação da carteirinha de identificação da pessoa com TEA (CIPTEA), facilitando o acesso e garantindo velocidade de atendimento nas unidades de saúde, instituições e serviços públicos e privados”, destaca.

Mas, sem dúvida, um grande destaque do mandato do parlamentar é a sua dedicação aos portadores de fibromialgia. Por meio das Leis 17.49/2021 e 16.690/2019, Romero Sales Filho garantiu a criação de uma política pública voltada para a proteção e garantia de direitos das pessoas com fibromialgia. Entre as ações que integram essa política estão a implementação de centros especializado de tratamento, realização de campanhas educativas, o combate à discriminação, garantia de acompanhante durante internamentos e o acesso garantido a tratamentos, exames e fisioterapia.

“Nós também realizamos o primeiro Simpósio de Fibromialgia do Estado de Pernambuco como forma de promover mais visibilidade para os portadores da doença, garantindo mais acolhimento e políticas públicas direcionadas para essas pessoas. Todo esse trabalho é fruto da parceria com associações e pacientes com quem o nosso mandato mantém um contato permanente”, ressalta.

Dentro das ações desenvolvidas em seu mandato o parlamentar também deu especial atenção aos pacientes ostomizados. Além de instituir, em Pernambuco, o Novembro Verde como mês dedicado à conscientização e combate à discriminação da pessoa com ostomia e incontinência, o deputado é o autor da Lei que instituiu o Dia Estadual do Ostomizado (16 de dezembro) e de Lei que ampliou o atendimento prioritário para incluir pessoas ostomizadas.

Vereador Júnior Letal recebe visita do diretor do presídio de Caruaru

O vereador Júnior Letal recebeu, na tarde desta terça-feira, o diretor do Presídio Juiz Plácido de Souza, Romero, para discutir ações sociais desenvolvidas na unidade prisional.

Durante a visita, Júnior Letal destacou o projeto “Lutando pela Liberdade – Ano 3”, que incentiva os detentos a trabalharem e reduzirem suas penas, sendo referência em ressocialização em Caruaru.

Romero também reforçou a parceria com o Centro Social Comunitário Caruaru, realizando a doação de bolas produzidas pelos internos para ajudar as escolinhas de esporte.

O vereador agradeceu a visita e ressaltou o trabalho desenvolvido:

“Romero é um profissional dedicado, que transforma vidas dentro do presídio. Ficamos felizes com essa parceria.”

“Tenho lealdade a quem ajuda Caruaru, por isso eu reafirmo que um dos meus senadores em 2026 será Humberto Costa”, diz Rodrigo Pinheiro

O prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, do PSD, concedeu entrevista ao programa ‘Cidade em Foco’, da Rede Pernambuco de Rádios e ao Blog do Alberes Xavier. Ele participou da programação do 1º Congresso Nacional de Vereadoras, Vereadores e Agentes Públicos, que acontece até este domingo em sua cidade.

Na entrevista, Rodrigo Pinheiro falou sobre a disputa eleitoral de 2026, mais especificamente sobre os candidatos que receberão o seu apoio na disputa por vagas para o Senado Federal. O prefeito cravou seu apoio à reeleição do senador petista Humberto Costa. “Humberto tem cumprido com tudo aquilo que acordou comigo, além disso, existe um alinhamento muito forte do mandato dele com a política de agricultura familiar, que é muito forte em nossa cidade. Houve esse entrosamento de ações promovidas pela gestão e o direcionamento de emendas do senador, que têm chegado e se transformado em obras importantes para a população”.

“Tenho lealdade a quem ajuda Caruaru, por isso eu reafirmo que um dos meus senadores em 2026 será Humberto Costa”, disse ele, que, em seguida, falou sobre quem poderá ser o seu ‘segundo senador’. “O segundo voto para o Senado definiremos mais adiante, com a participação do nosso grupo e ouvindo pessoas importantes, como a nossa governadora Raquel Lyra”.

Inteligência artificial no serviço público: Entre o avanço tecnológico e a responsabilidade social

Por Marcelo Rodrigues

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa futurista para se tornar realidade concreta na administração pública brasileira. O debate já não gira em torno de quando essa tecnologia chegará aos municípios, mas de como será implementada para transformar a relação entre cidadãos e governo. A questão central transcende o fascínio tecnológico: trata-se de usar ferramentas digitais para simplificar processos, eliminar burocracias e garantir que serviços essenciais cheguem de forma mais rápida e eficiente a quem realmente precisa deles.

A partir de 2023, observou-se uma aceleração significativa na digitalização das prefeituras brasileiras. Três fatores convergiram para esse avanço: a expansão da infraestrutura de internet em território nacional, a consolidação de políticas voltadas para cidades inteligentes e o desenvolvimento de capacidades técnicas para processar grandes volumes de informações. Hoje, algoritmos inteligentes operam em setores vitais como saúde, mobilidade urbana, segurança pública, educação e zeladoria. O impacto é mensurável: filas diminuem, deslocamentos desnecessários são evitados e processos que demandavam dias ou semanas passam a ser resolvidos em minutos.
Chatbots que atendem milhares de solicitações simultaneamente, sistemas que identificam problemas urbanos por meio de fotografias enviadas pela população, triagem automática de demandas e modelos preditivos que antecipam crises já fazem parte do cotidiano administrativo de diversos municípios. Essa transformação não representa apenas modernização cosmética, mas uma mudança estrutural na forma como o poder público organiza suas operações e responde às necessidades da sociedade.

Na área da saúde, algoritmos analisam prontuários eletrônicos, históricos de consultas e padrões de atendimento para identificar pacientes em situação de risco, reduzir taxas de absenteísmo e otimizar o agendamento de procedimentos. Essa capacidade preditiva permite intervenções preventivas que salvam vidas e reduzem custos do sistema. Na educação, modelos de aprendizado de máquina conseguem detectar padrões que indicam probabilidade de evasão escolar, possibilitando ações direcionadas antes que o aluno abandone definitivamente os estudos. Experiências brasileiras demonstram índices de acerto superiores a noventa por cento nessas previsões, transformando dados em políticas públicas efetivas.

A mobilidade urbana também se beneficia dessa transformação tecnológica. Sistemas equipados com visão computacional analisam fluxos de trânsito em tempo real, identificam congestionamentos, detectam infrações e auxiliam equipes de segurança na identificação de situações críticas. Câmeras inteligentes não apenas registram imagens, mas interpretam cenários, reconhecem padrões e geram alertas automáticos que agilizam respostas das autoridades.

A gestão ambiental emerge como uma das áreas mais promissoras para aplicação de inteligência artificial nos municípios brasileiros. Algoritmos processam dados meteorológicos, topográficos e históricos de ocupação urbana para prever enchentes, deslizamentos e outros desastres naturais, permitindo evacuações preventivas e salvando vidas. Sistemas inteligentes monitoram a qualidade do ar em tempo real, identificam focos de poluição e auxiliam na fiscalização ambiental. Na coleta de resíduos, modelos preditivos otimizam rotas, reduzem consumo de combustível e aumentam a eficiência da reciclagem. Sensores combinados com aprendizado de máquina detectam desmatamento irregular, queimadas e despejo clandestino de lixo, acelerando a ação das autoridades ambientais. Essa capacidade de antecipação e resposta rápida transforma a relação entre cidades e meio ambiente, tornando a gestão municipal mais sustentável e responsável.

Entretanto, essa transformação digital impõe responsabilidades inéditas aos gestores públicos. A exclusão digital permanece como obstáculo estrutural que afeta milhões de brasileiros, especialmente em áreas periféricas e rurais. Para que a inteligência artificial funcione como instrumento democrático, é indispensável ampliar o acesso à conectividade, promover alfabetização digital e comunicar de maneira clara como dados pessoais serão coletados, armazenados e utilizados.

A privacidade emerge como questão sensível e inadiável. Sistemas que manipulam informações sobre saúde, localização ou hábitos dos cidadãos exigem protocolos rigorosos de segurança e auditoria constante. Outro risco preocupante é o viés algorítmico: se os dados utilizados para treinar modelos de inteligência artificial refletem desigualdades históricas ou apresentam distorções, há perigo real de que essas ferramentas perpetuem ou ampliem injustiças sociais e raciais existentes.
A regulação brasileira sobre inteligência artificial ainda está em construção. Essa lacuna normativa gera incertezas sobre responsabilidades, custos de longo prazo e dependência de fornecedores privados de tecnologia. A participação de universidades, especialistas em ética, gestores públicos e organizações da sociedade civil é fundamental para elaborar políticas públicas equilibradas que maximizem benefícios e minimizem riscos.

O potencial transformador da inteligência artificial no serviço público brasileiro é inegável, mas seu sucesso depende menos dos algoritmos e mais da qualidade da governança aplicada. Prefeituras precisam investir em capacitação de servidores, garantir transparência nos processos decisórios e assumir compromissos éticos claros. O futuro das cidades brasileiras será determinado não pela sofisticação tecnológica dos sistemas implementados, mas pela seriedade com que gestores públicos conduzem essa transição, colocando sempre o interesse coletivo acima do deslumbramento com a inovação.​​​​​​​​​​​​​​​​

Marcelo Rodrigues, é advogado especialista em direito ambiental e urbanístico, consultor técnico em sustentabilidade da Prefeitura Municipal de Caruaru, ex-Secretário de Meio Ambiente do Recife.

Mirassol faz história com vaga direta para Copa Libertadores

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O Mirassol fez história nesta terça-feira (2) no Campeonato Brasileiro. Com a vitória de 2 a 0 sobre o Vasco em pleno estádio de São Januário, o Leão da Alta se tornou o primeiro estreante da Série A a garantir uma vaga na fase de grupos da Copa Libertadores.

Graças ao triunfo sobre o Cruzmaltino, o Mirassol chegou aos 66 pontos quando falta apenas mais uma rodada para o final da competição, e garantiu no mínimo a quarta posição, o que lhe confere uma vaga direta para a competição de clubes mais importante do continente.

Esta não é a primeira vez que um estreante da Série A do Brasileiro se classifica para uma competição internacional no ano da estreia na competição nacional (Grêmio Barueri, em 2009, e Cuiabá, em 2021, chegaram à Copa Sul-Americana). Porém, é a primeira vez que um estreante se garante na Libertadores.

Vitória sobre o Vasco

Atuando fora de casa, a equipe comandada por Rafael Guanaes apostou nas transições rápidas para agredir o Vasco de Fernando Diniz. Já o Cruzmaltino, que tinha a troca de passes como seu principal fundamento de jogo, encontrava dificuldades para abrir espaços na bem postada defesa do Leão.

Desta forma, o Mirassol só conseguiu assegurar a vitória na etapa final, quando passou a se sobrepor fisicamente a seu adversário. Aos 24 minutos, Renato Marques abriu o placar. E, já nos acréscimos, Carlos Eduardo driblou Léo Jardim antes de bater para o gol vazio e dar números finais ao marcador.

Soteldo decisivo

No duelo entre tricolores em Porto Alegre, o Fluminense contou com dois gols do venezuelano Soteldo para derrotar o Grêmio por 2 a 1, André descontou para a equipe da casa. Para a equipe das Laranjeiras o triunfo é de grande importância para ficar vivo na luta por uma vaga direta para a próxima edição da Libertadores.

“Muito coisa boa resultará desta parceria”, diz Trump sobre Lula

Kuala Lampur, 26/10/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático - ASEAN. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta terça-feira (2) sobre o telefonema que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para repórteres na Casa Branca, Trump disse que os dois falaram sobre sanções – uma aparente referência às sanções de sua administração ao Judiciário brasileiro por causa do processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Trump afirmou ainda que ele e Lula “tiveram uma ótima conversa”, acrescentando: “Falamos sobre comércio. Falamos sobre sanções, porque, como vocês sabem, eu os sancionei em relação a certas coisas que aconteceram.”

Em uma postagem nas redes sociais, Trump disse que estava ansioso para ver e conversar com Lula em breve, acrescentando que “muito coisa boa resultará desta parceria recém-formada!”, segundo informações da agência Reuters.

Lula

Mais cedo, a Presidência da República informou que Lula, durante telefonema com Trump, afirmou que deseja “avançar rápido” nas negociações para retirada da sobretaxa de 40% imposta pelo governo norte-americano, que ainda vigora sobre alguns produtos brasileiros, .

Lula e Trump também conversaram sobre cooperação para o combate ao crime organizado. Em comunicado, o Palácio do Planalto informou que a conversa entre os líderes foi “muito produtiva” e durou 40 minutos.

No dia 20 de novembro, a Casa Branca anunciou a retirada de 238 produtos da lista do tarifaço, entre eles, café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina.

De acordo com o governo, 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda permanecem sujeitas às sobretaxas. No início da imposição das tarifas, 36% das vendas brasileiras ao mercado norte-americano estavam submetidas a alíquotas adicionais.

Na conversa com Trump, Lula indicou ter sido muito positiva a decisão do governo estadunidense, mas destacou que “ainda há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos entre os dois países e que o Brasil deseja avançar rápido nessas negociações”.

Tarifaço

O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada pelo presidente Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter a relativa perda de competitividade da economia dos Estados Unidos para a China nas últimas décadas.

No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%. Mas, em 14 de novembro, o país norte-americano também isentou determinados produtos agrícolas brasileiros dessas tarifas recíprocas.

Já em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo Trump, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

As decisões dos EUA, de revogar parte das tarifas, foi influenciada pelo diálogo recente entre Trump e o presidente Lula, durante encontro na Malásia, em outubro, e outros contatos telefônicos que foram seguidos de negociações entre as equipes dos dois países.

Tratativas

O Brasil busca avançar nas tratativas para retirar novos produtos da lista de itens tarifados. Após algum alívio para o agronegócio, o governo avalia que os produtos industriais permanecem como foco de preocupação. Parte desses segmentos, especialmente bens de maior valor agregado ou fabricados sob encomenda, têm mais dificuldade para redirecionar exportações para outros mercados.

Temas não tarifários também seguem na pauta de discussão, incluindo áreas como terras raras, big techs, energia renovável e o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata).

Bolsa supera os 161 mil pontos e volta a bater recorde

Bolsa de Valores B3 do Brasil em São Paulo

Num dia de euforia no mercado financeiro, a bolsa superou a marca de 161 mil pontos pela primeira vez e bateu mais um recorde de fechamento. O dólar caiu para o menor nível em duas semanas.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta terça-feira (2) aos 161.092 pontos, com alta de 1,56%. O indicador não apenas se recuperou da queda da segunda-feira (1º) como superou o recorde anterior, de 159 mil pontos alcançado na sexta-feira (28).

A bolsa brasileira sobe 1,27% na semana. Em 2025, o Ibovespa acumula ganhos de 33,93%.

O mercado de câmbio também teve um dia positivo. O dólar comercial fechou esta terça vendido a R$ 5,33, com recuo de R$ 0,028 (-0,52%). A cotação operou estável durante a manhã, mas caiu à tarde, até fechar na mínima do dia.

No menor nível desde 18 de novembro, a moeda estadunidense cai 13,75% em 2025.

Tanto fatores internos como externos influenciaram o mercado. No cenário internacional, as taxas dos títulos públicos estadunidenses caíram com o aumento das apostas de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) cortará os juros na reunião da próxima semana. Isso fez o dólar cair em todo o planeta.

No cenário doméstico, a aprovação pelo Senado do projeto de lei que aumenta a taxação de fintechs e de bets (empresas de apostas esportivas) foi bem recebida pelos investidores. A medida ajudará o governo a fechar as contas em 2026.

Além disso, a alta de 0,1% na produção industrial em outubro ajudou a impulsionar a bolsa. Embora positivo, o número veio abaixo das expectativas, o que aumentou as chances de o Banco Central começar a cortar os juros em janeiro.

O dólar intensificou a queda, e a bolsa ampliou a alta após a divulgação da conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Em entrevista coletiva na Casa Branca, Trump não deu detalhes do diálogo, mas elogiou Lula, dizendo que “gosta dele”, ajudando a reduzir as tensões entre Estados Unidos e Brasil.

Justiça atesta que Bolsonaro vai terminar de cumprir pena em 2052

Brasília (DF), 10/06/2025 - O ex presidente Jair Bolsonaro chegando para depoimento na 1 turma do STF.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes começa a ouvir os réus do núcleo 1 na ação da trama golpista, os interrogatórios ocorrerão presencialmente na sala de julgamentos da primeira turma da corte 
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve terminar de cumprir a condenação a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista em novembro de 2052. O cálculo foi feito pela Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme atestado de pena a cumprir, o término da pena do ex-presidente está previsto para o dia 4 de novembro de 2052. Pelo cálculos da VEP, Bolsonaro terá direito a passar para o semiaberto no dia 23 de abril de 2033 e de cumprir livramento condicional a partir do dia 13 de março de 2037.

A data de início da contagem é o dia 4 de agosto deste ano, data na qual Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar, período que poderá ser descontado da pena.

Os prazos para progressão de regime ainda poderão ser reduzidos em função de outros descontos previstos pela legislação, como leitura de livros e realização de cursos na prisão.

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.

Na semana passada, a defesa do ex-presidente apresentou novo recurso contra a condenação.

Os advogados protocolaram os chamados embargos infringentes para tentar derrubar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que negou outro recurso da defesa, os embargos de declaração, e determinou a execução da condenação de Bolsonaro e mais seis réus do núcleo 1 da trama golpista.

Lula cita feminicídios e cobra luta de homens contra a violência

Ipojuca (PE), 02/12/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia alusiva à ampliação da capacidade operacional da Refinaria Abreu e Lima (RNEST). Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se nesta terça-feira (2) sobre os casos recentes de feminicídios que chocaram o país e cobrou dos próprios homens uma resposta para mudar a cultura de violência de gênero que predomina na sociedade. A declaração foi dada durante um evento em Ipojuca (PE), região metropolitana do Recife, que marcou o lançamento das obras de expansão da capacidade operacional da Refinaria Abreu e Lima (Rnest).

“Queria fazer um discurso para nós, homens. O que está acontecendo na cabeça desse animal, que é tido como a espécie animal mais inteligente do planeta Terra, para tanta violência? Eu acordei domingo [30] para tomar café e, no café, a Janja [primeira-dama] começou a chorar. De noite, vendo o Fantástico [da TV Globo], a Janja voltou a chorar. Ontem [segunda], ela voltou a chorar”, disse o presidente.

O presidente disse que a primeira-dama lhe pediu uma “luta mais dura” para enfrentar a violência de homens contra mulheres. Ele citou alguns dos episódios de violência mais trágicos registrados nos últimos dias.

“Essa semana teve um cara que pegou duas pistolas na mão e descarregou contra a mulher. Teve um outro que matou a mulher grávida com três filhos, tocou fogo na casa. Teve um outro que atropelou a mulher a arrastou ela [por] um quilômetro. Essa mulher vai sobreviver com as duas pernas amputadas. A pergunta que eu faço é a seguinte: o Código Penal brasileiro tem pena para fazer justiça a um animal irracional como esse?”, questionou.

Dois dos casos citados por Lula ocorreram na capital paulista. Em um deles, um homem fugiu após atirar por pelo menos seis vezes, e usando duas armas, contra sua ex-companheira em uma pastelaria em que ela trabalhava na zona Norte de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (1º). Ele não aceitava o fim do relacionamento. O outro crime, também uma tentativa de feminicídio, foi praticado Douglas Alves da Silva, de 26 anos, que atropelou e arrastou Tainara Souza Santos, 31 anos, na manhã de sábado (29), também na zona norte da capital paulista. Ela teve as pernas amputadas após ter sido arrastada embaixo do veículo por cerca de um quilômetro, e segue internada em um hospital da cidade.

Já no Recife, um homem de 39 anos foi preso em flagrante, também no sábado, suspeito de provocar um incêndio que matou sua esposa, grávida, e os quatro filhos do casal.

“Cada um de nós, homens, precisamos ser o professor do outro. Cada um de nós temos que educar nossos filhos, cada um de nós temos que educar nossos companheiros. Se você não está bem com sua companheira, por favor, seja grande, não bata nela, se separe dela. Se ela não gosta de você, ela não é obrigada a ficar com você, deixa ela cuidar da vida dela. Não aprisione essa pessoa, não seja malvado, não seja ignorante. Porque, pensando bem, não existe pena para punir um cara desse, porque até a morte é suave. É preciso que haja um movimento nacional dos homens, contra os animais que batem, que judiam, que maltratam as mulheres”, prosseguiu Lula.

Feminicídio é o homicídio de uma mulher cometido em razão do seu gênero, caracterizado por violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação contra a condição feminina. É considerado a expressão máxima da violência de gênero e ocorre frequentemente como desfecho de um histórico de agressões, podendo ser motivado por ódio, inferiorização ou sentimento de posse sobre a vítima. No Brasil, é considerado um crime hediondo e, quando tipificado como qualificador do homicídio, a pena é de reclusão de 12 a 30 anos.

Desde janeiro, 207 mulheres foram mortas somente no estado de São Paulo, vítimas de feminicídio. Em outubro, foram 22 vítimas desse tipo de crime e outras 5.838 mulheres que sofreram lesão corporal dolosa.

Conscientização masculina

Ainda em seu discurso, o presidente citou o fato de ter sido criado pela mãe, junto com outros cinco irmãos, e educado a jamais agir com violência em relação às mulheres. Lula pediu lição de caráter, dignidade e respeito por parte dos homens, e reforçou o apelo por campanha masculina coletiva de enfrentamento da violência de gênero.

“A partir de agora, eu estou num movimento dos homens que vão começar a conscientizar esse país de que homem não nasceu para bater em mulher, para estuprar criança ou fazer violência. Levante a mão quem está comigo nessa luta. Nós vamos fazer uma campanha forte”, enfatizou.

Refinaria

Considerada a refinaria mais moderna da Petrobras, a Rnest receberá investimentos de cerca de R$ 12 bilhões para a conclusão do Trem 2 e outras atividades de manutenção do Trem 1, o que deve adicionar 130 mil barris por dia de capacidade de processamento da planta. A estimativa é de que a refinaria alcance, ao fim do projeto, em 2029, 260 mil barris diários. De acordo com a estatal, deverá atender 17% da demanda nacional de diesel, mas também produzirá gasolina, GLP e nafta.

Planalto rejeita texto na Câmara que mantém escala 6×1

Lojas reabertas no Shopping Light após início da fase de transição do Plano São Paulo para combate à covid-19, que permite o funcionamento das lojas de shopping centers das 11h às 19h.

Ministros do governo federal anunciaram na tarde desta terça-feira (2) uma posição contrária ao parecer do deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE) sobre a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem o fim da escala de trabalho 6×1.

O texto do parlamentar deve ser votado nesta quarta-feira (3), na Câmara dos Deputados, em uma subcomissão que analisa o tema. Em seguida, se aprovada, a matéria será levada à discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

“O governo quer aqui reafirmar aos parlamentares que a nossa posição é de fim da escala 6 por 1. Nós entendemos que tem que ter qualidade de vida na vida dos trabalhadores”, afirmou a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

“Não adianta só reduzir a jornada, é necessário também que os trabalhadores tenham um tempo para resolver os seus problemas, tempo de lazer, tempo de cuidar da sua família”, acrescentou a ministra, em declaração à imprensa.

Gleisi estava acompanhada do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da primeira proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o tema na Câmara (PEC 221/2019), e da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), autora do projeto de lei 67/2025, que também propõe a redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas.

“Nós fomos surpreendidos pelo relatório da subcomissão. Então, vamos seguir defendendo essa posição do fim da escala de trabalho 6×1, sem redução do salário, no Parlamento, na sociedade, nas ruas, e dialogar com o conjunto dos parlamentares. É uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira em todas as pesquisas”, disse o ministro Guilherme Boulos