Encontro em Brasília reunirá mais de 600 agentes de cultura

Brasília (DF) 16/11/2025 – Encontro do Programa Nacional dos Comitês de Cultura
Foto: Anderson Coutinho/Minitério da Cultura

Mais de 600 agentes territoriais de cultura de todo o país são aguardados em Brasília, onde acontece, deste domingo (16) até a próxima quarta-feira (19), o Encontro do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC).

Além dos agentes territoriais, selecionados pelos Institutos Federais de Educação (IFs) de 23 estados e do Distrito Federal, o evento trará gestores públicos, representantes da sociedade civil e servidores do Ministério da Cultura que atuam em cada uma das unidades federativas.

Segundo o Ministério da Cultura (MinC), o objetivo do encontro é possibilitar a troca de experiências entre os participantes e a avaliação do programa nacional criado para ampliar o acesso da população às políticas públicas de cultura e permitir o planejamento das próximas ações.

“Vêm os representantes de todo o Brasil. A galera que está aí, fazendo acontecer, levando e trazendo notícia das políticas culturais; fazendo chegar nas pontas”, disse a ministra da Cultura, Margareth Menezes, em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Representante LGBTQIA+ e integrante do Distrito Drag, Ruth Venceremos participou de umas das oficinas e destacou a importância de o evento mostrar a diversidade cultural do país. “O diferencial do evento é que nele a gente discute cultura de forma articulada com outros temas que são importantes e caros para a sociedade, como é o caso do debate sobre a democracia. Não tem como a gente pensar em uma sociedade democrática se a gente não entender que a cultura é parte dessa construção”, afirmou.

Instituído em setembro de 2023, por meio da Portaria MinC nº 64, o PNCC é pautado pela valorização e promoção da diversidade cultural, étnico-racial e regional, entre outros princípios, como o fortalecimento das diferentes identidades culturais e da participação e educação popular como método de implementação das políticas socioculturais e do Sistema Nacional de Cultura.

O PNCC está estruturado em duas estratégias: os Comitês de Cultura e os Agentes Territoriais de Cultura. Instalados em 23 estados e no Distrito Federal, os comitês buscam fortalecer a participação social, criando redes de agentes coletivos e instituições dedicadas a ações socioculturais.

Já os agentes são pessoas físicas com representatividade social e cultural, espalhadas por todo o Brasil e selecionados por meio de editais públicos com a tarefa de mapear iniciativas regionais, mobilizar comunidades e ampliar a comunicação entre sociedade e poder público.

De acordo com o Minc, dos 601 agentes culturais esperados no encontro em Brasília, 203 vêm da Região Sudeste; 175, do Nordeste; 103, do Sul; 64, do Norte e 56 do Centro-Oeste.

Comunicadores

Neste sábado (15), também em Brasília, foi realizado o Encontro de Comunicadores Populares, em parceria com o Laboratório Digital da Universidade Federal do Paraná.

O encontro buscou fortalecer a chamada Rede Nacional de Comunicadores Populares – iniciativa que busca ampliar a comunicação comunitária e dar mais visibilidade às ações culturais desenvolvidas nos territórios onde os comunicadores atuam.

Em nota, o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, destacou o diferencial da rede. “Nosso desafio é transformar nossas iniciativas em histórias que tenham significado concreto para as pessoas. Quando a gente fala que está fazendo o maior investimento em cultura da história do Brasil, o que isso significa de concreto? Significa que, pela primeira vez, temos um cinema numa aldeia indígena; uma cidade pequena que nunca tinha tido acesso a teatro está garantindo isso para suas crianças, adolescentes e pais”, disse.

“O conhecimento técnico, muita gente ensina, tem milhares de faculdades que ensinam. Mas, esse conhecimento territorial ninguém ensina, só quem nasce nele tem. E a gente vive num país de extensão continental, em que cada lugar tem seu jeito de fazer as coisas”, afirmou a chefe da Assessoria Especial de Comunicação (Ascom) do MinC, Gabriella Gualberto.

Enem: provas foram longas, mas com questões fáceis, dizem candidatos

Brasília (DF), 16/11/2025 - Candidatos comparecem a local de prova para realização do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Milhões de candidatos fizeram neste domingo (16) as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas de ciências da natureza e matemática foram aplicadas em 1.805 municípios das 27 unidades federativas.

As provas foram encerradas às 18h30, mas desde as 15h30, no horário de Brasília, os participantes já poderiam deixar a sala de aplicação, sem levar o caderno de provas.

Brasília (DF) 16/11/2025 – Erika Tauany, estudante do 3º ano de Goiás, de 17 anos, e candidata do Enem 2025 que fez a prova no Distrito Federal.
Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil
Brasília (DF) 16/11/2025 – Erika Tauany foi uma das primeiras a deixar sala de provas do Enem. Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil

A concluinte do ensino médio, Érika Tauany, de 17 anos, foi uma das primeiras a cruzar o portão de saída em uma escola em Brasília. A candidata achou as questões relativamente fáceis.

Não foi muito complicado, não. Houve algumas questões fáceis, outras difíceis, em especial na prova de física”, contou à reportagem da Agência Brasil.

Quem também deixou o local de provas depois do tempo mínimo foi Thaylla Luara, estudante que se forma no terceiro ano do ensino médio em 2025. Aos 18 anos, ela sabe o quer: se formar em administração, para ter um curso superior e seguir na carreira de policial penal. “A prova foi bem tranquila, sem qualquer dificuldade em química, física e matemática. Consegui responder tudo rapidinho.”

Cansativa e difícil

Já outros candidatos relataram que as 90 questões foram mais difíceis que as do primeiro dia de provas, principalmente por causa dos conteúdo de matemática e física, que geralmente exigem mais cálculos e tempo de resolução.

Este foi o caso de Janderson Polibio, que fez o Enem para testar os conhecimentos após a conclusão do ensino médio há 13 anos. Das 90 questões, ele diz ter arriscado as respostas em um terço delas para garantir pontos extras.

“Fiz só o que eu sabia, o que eu lembrava. Chutei umas 30 questões. Não adianta eu ficar na prova sem me lembrar, sem nem ter noção do que é. Melhor chutar e ir pra casa”, justificou a saída precoce em Brasília.

Brasília (DF) 16/11/2025 – Janderson Polibio, que já concluiu o ensino médio há 13 anos, veio fazer o Enem 2025 para autotestar os conhecimentos
Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil
Brasília (DF) 16/11/2025 – Janderson Polibio, que já concluiu o ensino médio há 13 anos, foi fazer o Enem 2025. Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil

No Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet), no Maracanã, zona norte do Rio de Janeiro, muitos candidatos relataram que a prova estava longa e cansativa.

“Achei cansativa, mas as questões estavam tranquilas, mais do que a gente esperava. Consegui fazer tudo. Vamos ver. Estou confiante”, contou Amanda Barbosa, 18 anos, que tenta uma vaga para nutrição.

Outra que achou cansativa foi a candidata Ana Gabriela, de 19 anos. “Cansativa, mas bem mais simples que a do ano passado quando fiz de treineira. Me preparei mais para este ano, estudei e as questões foram um pouquinho mais fáceis este ano”, disse a participante que quer fazer pedagogia.

Leonardo Drummond, 23 anos, achou a prova difícil. “Estudei me preparei, vamos ver aí o que vai dar. Matemática não é muito a minha praia não”, disse à reportagem o candidato para administração.

Para Davi da Paz Morais, 20 anos, “as questões estavam bem elaboradas e não teve nenhuma sem sentido”. “Achei boa a prova”, disse o jovem, que pretende cursar faculdade de direito.

Treineiros

Matheus Oliveira, de 16 anos, estudante do 1º ano de uma escola privada do centro da capital federal, foi o primeiro candidato a deixar o centro universitário de Brasília, onde prestou o Enem pela primeira vez como treineiro.

Mesmo considerando o nível de exigência da prova de matemática maior do que as demais, como química, biologia e física, Mateus considera necessário fazer o Enem para conhecer a prova sem ainda a pressão de ter que entrar em uma faculdade.

“Acho bom para me acostumar com a prova do jeito que ela é, que é diferente do que estou acostumado a fazer. É muito diferente dos simulados, porque, aqui, tive a pressão do horário no portão e lá dentro [da sala]”.

Na condição também de treineiros, estavam os irmãos Felipe e Bruno Turazzi, de 16 e 17 anos, respectivamente, estudantes do primeiro e segundo ano do ensino médio de uma escola privada do Distrito Federal. Os dois fizeram o Enem por sugestão da mãe.

Brasília (DF) 16/11/2025 – Os irmãos Felipe e Bruno Turazzi, de 16 e 17 anos, fizeram o Enem na condição de treineiro em 2025 para adquirir experiência.
Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil
Brasília (DF) 16/11/2025 – Os irmãos Felipe e Bruno Turazzi, de 16 e 17 anos, fizeram o Enem na condição de treineiros. Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil

Felipe achou a prova difícil. “É muito grande e muito complexa. Estou no primeiro [do ensino médio] e não aprendi o conteúdo de todos os anos para fazer bem o Enem. E ainda estou na minha semana de provas e preciso estudar”.

Bruno Turazzi pensa em cursar direito, e reconheceu que não foi bem também nas provas de hoje. “Sou muito ruim em matemática, o que complica.” Porém, disse que a experiência foi válida. “Eu já posso saber como são as questões.”

As notas dos treineiros não podem ser usadas para ingresso em universidades e somente serão conhecidas após 60 dias da divulgação das notas dos participantes regulares, em janeiro de 2026.

Famílias aguardavam do lado de fora

Enquanto os estudantes faziam a prova, do lado de fora de um dos locais de aplicação, estava a dona de casa Geni de Oliveira Penna Matos, que aguardava a saída da neta Leslianne Lohana de Matos Pereira.

As duas percorreram 50 quilômetros, vindas de Águas Lindas de Goiás, e chegaram ao local às 10h30. A jovem quer ingressar em uma faculdade pública para ser cardiologista ou fisioterapeuta.

Brasília (DF) 16/11/2025 – Geni de Oliveira Penna Matos, avó de uma candidata que faz prova do Enem 2025, neste domingo
Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil
Brasília (DF) 16/11/2025 – Geni de Oliveira Penna Matos, avó de candidata que faz prova do Enem 2025. Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil

A avó, que cursou somente o 1º ano do ensino fundamental, ficou na torcida por um bom desempenho da neta, criada por ela desde o falecimento da mãe.

“Meu coração está explodindo. Leslianne se preparou muito bem para poder vir fazer essa prova.”

Quem passava pela mesma aflição era o pedreiro Darci Pinto de Sousa Pedreiro, pai de Keyse, de 18 anos. A filha busca entrar na faculdade de medicina.

O pai, que estudou até o 7º ano do ensino fundamental, valoriza o estudo das três filhas. “O que a gente não conseguiu, eu tento que alguma delas consiga. O tempo passou para mim e o delas chegou para isso. Estou na expectativa e com esperanças. A Keyse se preparou, é bem dedicada. O tempo todo estava na mesa de estudos.”

Saída definitiva

A partir das 18h, os candidatos puderam sair com o caderno de questões.

O participante com solicitação de tempo adicional, aprovada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), tem direito a 60 minutos extras.

No caso dos candidatos que tiveram solicitação para o recurso de videoprova em Língua Brasileira de Sinais (Libras), o acréscimo será de 120 minutos, portanto, 20h30.

Reaplicação

Os participantes que perderam a aplicação de um ou dos dois dias de provas do Enem afetados por problemas logísticos, desastres naturais ou doenças infectocontagiosas poderão solicitar a reaplicação do Enem.

A solicitação deverá ser feita a partir desta segunda-feira (17) até 12h da próxima sexta-feira (21), no horário de Brasília, por meio da Página do Participante, no site do Inep, com login de acesso pela plataforma Gov.br.

A solicitação de reaplicação será analisada individualmente pelo Inep. Para os casos em que o pedido for aceito, as provas serão reaplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro.

Enem 2025: cerca de 70% dos inscritos fizeram as duas etapas da prova

Rio de Janeiro (RJ), 16/11/2025 – Estudantes aguardam abertura dos portões no segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no Cefet Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou que a presença nos dois domingos de provas (9 e 16 de novembro), do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025, foi de aproximadamente de 70% dos mais de 4,81 milhões de inscritos confirmados.

Considerando somente a abstenção no primeiro dia do Enem 2025, no último domingo (9), o índice foi de 27%.

Em entrevista coletiva à imprensa, o ministro da Educação, Camilo Santana, ressaltou que as presenças nos dois domingos de provas de 2025, se assemelha aos resultados dos anos anteriores.

O balanço é preliminar. Os dados definitivos serão divulgados junto ao resultado do exame, em janeiro de 2026.

O ministro anunciou que o gabarito oficial do segundo dia de provas do Enem será divulgado na próxima quinta-feira (20).

“Vai ser um dia bom para os alunos comemorarem. E o resultado final será apresentado apenas divulgado em janeiro de 2026”, adiantou o ministro Camilo Santana.

Novidades em 2026

O titular da pasta também anunciou que o governo irá utilizar o Enem para fins de avaliação do ensino médio, a partir de 2026.

Essa mudança, segundo o ministro, ocorre devido à desmotivação dos estudantes em se dedicar à prova do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica), já que o foco e a dedicação máxima deles estão no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como principal meio de acesso à universidade.

Segundo o ministro, a estratégia trará, anualmente, um resultado mais eficiente e fidedigno sobre o desempenho desses alunos, pois refletirá a prova à qual eles dedicam mais esforço.

O Inep já realizou os estudos e padrões necessários para implementar essa nova forma de avaliação.

“Nós vamos trabalhar em 2026 para produzir uma avaliação da educação da conclusão da educação básica por meio do Enem, que certamente colocará em um outro patamar a aferição da qualidade da nossa educação básica. Teremos estudantes muito mais motivados para a participação nessa avaliação e uma prova que cobre todos os as habilidades e conhecimentos , explicou o presidente do Inep, Manuel Palacios.

Outra novidade anunciada pelo ministro é de que o MEC solicitou ao Inep um estudo para avaliar a aplicação do Enem de 2026, na língua portuguesa, nas capitais de três países do Mercosul para candidatos brasileiros e estrangeiros.

O Inep estuda a aplicação das provas no modelo digital para este novo público de Buenos Aires (Argentina), Assunção (Paraguai) e Montevidéu (Uruguai).

O instituto deve concluir esses estudos até o fim de março de 2026 para que seja anunciado já na publicação do edital do Enem, prevê Santana.

“Nós vamos apresentar ao longo do ano que vem, antes também do anúncio das inscrições. Será uma coisa inédita, que vinha sendo cobrado também por nós do ministério”, afirmou Camilo.

Ocorrências

Cerca de 1,7 mil candidatos foram eliminados por comportamentos considerados inadequados durante a aplicação do segundo dia de provas do Enem. O número preliminar, teria ficado abaixo da média histórica, contabilizada pelo Inep.

De forma geral, a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 em todo o país foi finalizada sem ocorrências significativas, anunciou o ministro, como falta de energia no Rio Grande do Sul e ocorrências no Ceará.

Em coletiva de imprensa, na sede do Inep, o ministro Camilo Santana confirmou que devido ao tiroteio na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (16), os inscritos que fariam o segundo dia de prova no Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) 173 Rainha Nzinga Angola, em Acari, Zona Norte do Rio, terão as provas reaplicadas em 17 de dezembro.

Aplicação regular

No segundo dia de provas, os participantes resolveram questões de matemática e ciências da natureza (química, física e biologia).

De forma inédita, o exame adotou a metodologia testlet, que agrupa itens variados em torno de um mesmo texto para avaliar o conhecimento do participante.

“O testlet é uma inovação na construção dos testes do Inep e, certamente, teve uma grande acolhida, por conta da capacidade de melhor avaliar o letramento dos nossos estudantes”, avaliou Manuel Palacios, do Inep.

O exame foi aplicado em todas as 27 unidades da federação, em cerca de 165 mil salas de prova, todas elas, de forma inédita, foram equipadas com detector de metais para coibir tentativas de fraudes. As salas estavam distribuídas em cerca de 12 mil locais de prova, de 1.805 municípios.

Ao todo, o MEC contabilizou mais de 585 mil colaboradores que trabalham nos dois dias de aplicação do Enem, entre eles, funcionários do Inep, dos Correios, Advocacia Geral da União (AGU), Samu-192, agentes das Polícia Rodoviária Federal e das Polícias Militares e dos bombeiros militares, vinculados às Secretaria de Segurança Pública dos estados mais o Distrito Federal.

O ministro também valorizou que o Enem de 2025 voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos maiores de 18 anos, desde que atendam a requisitos como pontuação mínima. Ele comentou o número de inscritos que indicaram essa intenção na inscrição.

“Quase 100 mil pessoas se inscreveram para a finalidade de certificação e também a novidade deste ano foi a pré-inscrição dos alunos do ensino médio.”

Reaplicação das provas

Os participantes que perderam a aplicação de um ou dois dias de provas do Enem afetados por problemas logísticos, desastres naturais ou doenças infectocontagiosas poderão solicitar a reaplicação do Enem a partir desta segunda-feira (17) até 12h da próxima sexta-feira (21), no horário de Brasília.

“Todos os que se sentirem prejudicados, por exemplo, pela falta de energia e fatores externos às escolas, terão direito à reaplicação nos dias 16 e 17 de dezembro. Lembrando que a solicitação de reaplicação vale a partir de amanhã, 17 de novembro a 21 de novembro. Incluindo as pessoas que se sentiram prejudicadas no Paraná”, garantiu o ministro Camilo Santana.

O Enem foi suspenso em Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, após a passagem de um tornado pelo município no dia 7 de novembro. O município ficou 90% destruído, de acordo com a Defesa Civil.

A solicitação deverá ser feita a partir por meio da Página do Participante, no site do Inep, com login de acesso pela plataforma Gov.br.

A solicitação de reaplicação será analisada individualmente pela equipe do Inep.

O inscrito fará a prova somente do dia em que sua participação foi inviabilizada, pelo motivos citados no edital de abertura do Enem.

Para os casos em que o pedido for aceito (deferido), as provas serão reaplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro.

COP 30

A 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) é responsável por outra alteração do calendário do Enem 2025, nos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará.

Excepcionalmente, nas três localidades paraenses, os candidatos farão os dois dias de provas nos domingos 30 de novembro e 7 de dezembro.

Para que serve o Enem
As notas finais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem ser usadas para acesso a universidades públicas, em diversas modalidades; para concorrer a bolsas de estudo integrais e parciais em universidades privadas; para pleitear o crédito estudantil para o pagamento das mensalidades de faculdades privadas; para ingresso sem vestibular em faculdades; para estudar em Portugal; para autoavaliação pelo treineiros; e para certificação de conclusão do ensino médio ou declaração parcial de proficiência nessa etapa do ensino básico.

Os concluintes do ensino médio em 2025 que fazem parte do programa Pé-de-Meia e participarem dos dois dias de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem receber um incentivo adicional de R$ 200, em parcela única depositada na conta da Caixa Econômica Federal aberta em nome do estudante.

China apoia combate à mudança do clima, diz presidente da COP30

Belém (PA), 12/11/2025 - O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, fala em entrevista para a TV Brasil e Agência Brasil no estúdio da EBC, na COP30. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
© Bruno Peres/Agência Brasil

O embaixador André Corrêa do Lago vê uma disputa geopolítica entre os Estados Unidos e a China no debate sobre clima.

“Uma coisa muito clara nesta COP é a presença muito forte da China e essa situação curiosa em que nós temos a China como a grande apoiadora dessa nova economia e o governo norte-americano defendendo um retorno a uma economia antiga”, afirmou Corrêa do Lago, em entrevista ao programa Brasil no Mundo que foi ao ar na TV Brasil neste domingo (16), às 19h30.

“O país para o qual os Estados Unidos estão de olhando é a China e a China está totalmente apoiadora desta agenda de combate à mudança do clima. Então tornou-se quase um embate geopolítico dentro desta negociação de qual direção o mundo deve tomar”, afirma o embaixador, que é o atual presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

Ele considera que há uma preocupação entre certos setores econômicos e políticos dos EUA de que, ao abandonar a transição energética, o país perca a liderança tecnológica nesta nova fase da economia global.

“Essa diferença de caminhos é uma coisa muito interessante de se observar nesta COP”, afirma.

Corrêa do Lago alertou também para o que considera um novo negacionismo, o “negacionismo econômico”.

“É muito o que defende o secretário de Energia dos EUA [Chris Wright], que não nega o impacto das atividades humanas sobre a mudança do clima. Ele considera que a mudança do clima é uma consequência de algo que é muito positivo que é o desenvolvimento, portanto, acredita que a solução está mais ligada a se adaptar do que a mitigar”, afirma.

Corrêa do Lago destaca o que considera uma tendência à imposição da agenda também pelo aspecto econômico, já que em muitos setores da economia as tecnologias que usam substitutos dos combustíveis dos fósseis já estão mais baratas. “Fica muito difícil você negar isso”, comenta.

Ao falar da ausência dos Estados Unidos, Corrêa destacou a presença de governadores, como o da Califórnia, que juntos representam 60% do PIB norte-americano.

“A ausência do governo norte-americano faz com que o governo não participe, mas a ausência mais marcante dos EUA é se persistirem em um direcionamento de voltar para os combustíveis fósseis”, avalia. “Isso teria um impacto muito grande pelo peso dos EUA na economia mundial”.

Fundo Florestas para Sempre

Durante a entrevista para os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, o embaixador falou também sobre o novo instrumento de financiamento lançado pelo Brasil, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF).

“O fundo apresentado pelo Brasil é muito inovador, ao mesmo tempo lida com a questão essencial que é a preservação de florestas, e lida também com biodiversidade e populações locais”, afirma.

O embaixador acredita que é um fundo que, por estar fora dos mecanismos oficiais da COP, tem mais condições de receber recursos de países em desenvolvimento, como Brasil e China.

“Porque tudo que está dentro da convenção está no princípio que os países desenvolvidos devem fornecer recursos para os países em desenvolvimento”, explica. “Portanto, é inovador em vários sentidos, inclusive ao abrir a porta para que países como a China participem”.

Corrêa do Lago afirma que o foco do TFFF são fundos soberanos – fundos de investimentos geridos por países – que buscam rendimentos fixos e deve ter novos anúncios de investimentos após a COP. Segundo ele, o fato de ser um fundo inovador faz com que os países levem um tempo a entender o modelo.

Pará Mais Sustentável terá R$ 81,2 mi do Fundo Amazônia

Mato Grosso- 06/09/2025 - Bacia do Rio Xingu . Foto: Prefeitura de São José do Xingu (MT)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Governo do Pará anunciaram nesta sexta-feira (14), na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), a aprovação do projeto Pará Mais Sustentável, no valor de R$ 81,2 milhões, com recursos do Fundo Amazônia. A iniciativa será executada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas).

O projeto beneficiará 27 municípios das Regiões de Integração do Baixo Amazonas e Xingu, que correspondem a aproximadamente 56% do território paraense. Entre eles estão Alenquer, Almeirim, Altamira, Anapu, Aveiro, Belterra, Brasil Novo, Curuá, Faro, Juruti, Marabá, Medicilândia, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Novo Repartimento, Óbidos, Oriximiná, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Prainha, Santarém, São Félix do Xingu, Senador José Porfírio, Terra Santa, Uruará e Vitória do Xingu.

Serão executadas ações voltadas à regularização ambiental e fundiária, ao fortalecimento da sociobioeconomia e ao desenvolvimento socioeconômico de baixo carbono no estado, atingindo prioritariamente pequenos agricultores familiares, comunidades quilombolas, cooperativas e associações produtivas ligadas às cadeias da sociobiodiversidade. O prazo de execução é cinco anos.

Segundo o BNDES, entre as ações estão o apoio à inscrição e à retificação de Cadastros Ambientais Rurais (CARs) e à regularização fundiária de imóveis rurais e territórios quilombolas; o fortalecimento das instituições públicas responsáveis pela assistência técnica e extensão rural, pela regularização ambiental e pelo fomento a atividades produtivas sustentáveis.

Também estão previstos o suporte a bionegócios desenvolvidos por organizações socioprodutivas do território, a realização de capacitações, campanhas de sensibilização e eventos integradores, entre eles duas Feiras de Negócios regionais. O projeto implantará ainda Unidades Demonstrativas de Referência Tecnológica para difusão de soluções voltadas às cadeias da bioeconomia regional.

A expectativa é que o projeto resulte no aumento do número de CARs aptos à validação e o avanço da regularização fundiária de imóveis da agricultura familiar e de territórios quilombolas, além do fortalecimento da atuação de agentes públicos envolvidos na agenda ambiental para ampliar a dinâmica das cadeias da sociobiodiversidade, estimulando novos produtos, agregando valor e contribuindo para elevar e manter a renda das comunidades locais.

“O projeto beneficia agricultores familiares, comunidades quilombolas, cooperativas e associações das cadeias da sociobiodiversidade”, detalhou.

“Ele reúne regularização ambiental e fundiária, fortalecimento de órgãos públicos, assistência técnica e fomento a atividades produtivas sustentáveis. A iniciativa vai dinamizar e alavancar cadeias da sociobiodiversidade, ampliar a agregação de valor, estimular novos produtos e fortalecer a geração e manutenção de renda nas comunidades locais”, afirmou a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

O Fundo Amazônia foi criado em 2008 e se tornou o principal mecanismo de cooperação internacional para o clima no Brasil, combinando proteção florestal, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida na Amazônia Legal. A partir da retomada das doações em 2023, após quatro anos de paralisação, o Fundo passou de três doadores para nove. Entraram no Fundo União Europeia, Suíça, EUA, Reino Unido, Dinamarca e outros parceiros que se somam aos contribuintes históricos, Noruega e Alemanha.

“Estamos imprimindo uma nova velocidade ao Fundo Amazônia. A urgência climática e as demandas da região exigem ações em outra escala com impacto concreto no território. Saímos de uma média histórica de R$ 300 milhões por ano para R$ 1,2 bilhão, quatro vezes mais, com projetos estruturados e transformadores. Hoje celebramos mais uma dessas iniciativas. O projeto com o governo do Pará se tornou uma referência e inspira soluções para os demais estados da Amazônia”, ressaltou Campello.

Segundo o BNDES, o Fundo Amazônia beneficiou, desde sua criação, aproximadamente 260 mil pessoas, apoiou 144 projetos e fortaleceu mais de 600 organizações comunitárias em toda a região. A iniciativa já alcançou 75% dos municípios da Amazônia Legal e contratou R$ 1,6 bilhão adicionais apenas no período pós-retomada, entre 2023 e 2025. O fundo é coordenado pelo MMA e operacionalizado pelo BNDES, contribuindo diretamente para o cumprimento das metas climáticas brasileiras, dos compromissos do Acordo de Paris e dos objetivos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).

Os recursos do fundo impulsionam ações de combate ao desmatamento, de gestão territorial e fortalecimento institucional, de bioeconomia e cadeias produtivas sustentáveis, além de iniciativas de geração de renda. Também apoiam a proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais e ampliam investimentos em monitoramento, pesquisa e inovação ambiental.

Ministério da Saúde faz acordo para construção do primeiro hospital inteligente do SUS

O Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC USP) terá o primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS) implantado pelo Ministério da Saúde. Além do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, o ministério implementará uma rede nacional de serviços de saúde de alta precisão, que prevê também 14 UTIs nas cinco regiões do país e a modernização de unidades de excelência no Rio de Janeiro e Distrito Federal.

O acordo de cooperação assinado nesta sexta-feira (14), oficializa a parceria com a USP e o estado de São Paulo, que fará a cessão do terreno. O Ministério da Saúde conclui as etapas finais do pedido de investimento junto ao Banco do BRICS para viabilizar o projeto, na ordem de R$ 1,7 bilhão.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o hospital inteligente e a rede de serviços de alta precisão só é possível graças à cooperação internacional, que envolve bancos de desenvolvimento, parceiros estratégicos e instituições de pesquisa.

“O Brasil entra com força nesse novo ambiente global de reorganização da saúde, onde tecnologia da informação, inteligência artificial e práticas inovadoras estão redesenhando a forma de cuidar das pessoas. Esse projeto é um marco para o SUS, para a inovação tecnológica e para o papel do país no cenário internacional”, afirmou o ministro.

A idealizadora do projeto do Hospital Inteligente de Urgência e Emergência, a Professora Titular de Emergências da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Ludhmila Hajjar, destacou a importância da criação de hospitais inteligentes no país.

“O paciente grave, de emergência, é o que mais se beneficia dessas tecnologias redutoras de tempo, que vão instituir terapias personalizadas. Esse hospital dá um salto para a medicina de precisão, centrada no paciente. É um SUS que vai cuidar de maneira eficiente e segura do paciente de alta complexidade”, disse.

A rede nacional de serviços de medicina de alta precisão do SUS faz parte do Programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde, voltado à expansão da atenção especializada.

Em março deste ano Padilha apresentou a proposta para a implementação da rede nacional de serviços inteligentes junto ao Banco dos BRICS. Em julho, a demanda foi anunciada pela presidente da Dilma Rousseff, durante reunião de lideranças do bloco no Rio de Janeiro.

Em outubro, durante agenda oficial na China, Padilha firmou acordos de cooperação tecnológica com instituições chinesas e apresentou o projeto ao banco para reforçar o apoio financeiro da instituição para a construção do instituto.

Uma missão técnica do banco do BRICS já visitou o local previsto para a construção do novo Instituto do HC-USP, sendo a assinatura do ACT pelo Ministério da Saúde, governo do Estado de São Paulo, Faculdade de Medicina da USP e Hospital das Clínicas o último documento para a avaliação final.

Sobretaxa de 40% continua a ser entrave com EUA, apontam entidades

Homem usando máscara de proteção trabalha numa usina siderúrgica. 2/3/2020. China Daily via REUTERS

Apesar de indicar a disposição para negociações por parte dos Estados Unidos, a retirada da tarifa de 10% para 238 produtos traz apenas pequeno alívio para a maioria dos setores. Segundo a maior parte das entidades dos setores afetados pelo tarifaço, o principal entrave permanece: a sobretaxa adicional de 40% imposta no fim de julho pelo governo Donald Trump.

A medida beneficia diretamente 80 itens que o Brasil vende aos Estados Unidos, mas a sobretaxa de 40% continua a afetar a maior parte dos produtos brasileiros. Na avaliação das entidades, o Brasil precisará intensificar o diálogo diplomático para buscar a eliminação completa das tarifas extras e restaurar condições de competitividade no mercado norte-americano.

Apenas quatro produtos passam a ter isenção completa de tarifas para os Estados Unidos: três tipos de suco de laranja e a castanha-do-pará. Os outros 76 continuam sujeitos à tarifa de 40%, entre os quais cafés não torrados, cortes de carne bovina, frutas e hortaliças.

Indústria

As entidades industriais brasileiras avaliaram a medida como um gesto positivo, mas insuficiente. Segundo análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os 80 itens beneficiados pela suspensão da tarifa de 10% representaram US$ 4,6 bilhões em exportações em 2024, cerca de 11% do total enviado pelo Brasil aos EUA.

A CNI afirma que a manutenção da sobretaxa de 40% mantém o Brasil em desvantagem frente a concorrentes que não enfrentam as mesmas barreiras. A entidade reforça a urgência no avanço das negociações.

“É muito importante negociar o quanto antes um acordo para que o produto brasileiro volte a competir em condições melhores”, declarou em nota o presidente da entidade, Ricardo Alban.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também considera o corte um avanço limitado.

“É um passo importante, mas ainda insuficiente”, afirmou em comunicado o presidente Flávio Roscoe. A federação reforça que produtos importantes da pauta de exportação do estado, como carnes e café, continuam afetados.

Carne

Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) teve a reação mais favorável, destacando o retorno de previsibilidade ao comércio bilateral. Em nota, a associação afirmou que a redução “reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países.”

“A medida reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil, marcada pela qualidade, pela regularidade e pela contribuição para a segurança alimentar mundial”, informou a entidade.

“A redução tarifária devolve previsibilidade ao setor e cria condições mais adequadas para o bom funcionamento do comércio”, completou o comunicado da Abiec.

Segundo a entidade, a tarifação sobre carne bovina brasileira caiu de 76,4% para 66,4%, com a retirada da tarifa global de 10%. Antes do governo de Donald Trump, os Estados Unidos taxavam o produto em 26,4%.

Café

O setor cafeeiro mantém cautela e aguarda esclarecimentos sobre o alcance da redução. Em nota emitida na noite de sexta-feira (14), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) considera necessária uma análise técnica adicional. Produtor de metade do café tipo arábicas do planeta, o Brasil fornece cerca de um terço dos grãos aos Estados Unidos.

No caso brasileiro, a concorrência com outros grandes exportadores de café representa o principal obstáculo. A tarifa estadunidense para os grãos brasileiros caiu de 50% para 40%, mas as tarifas foram zeradas para o produto colombiano e praticamente zeradas para o café vietnamita.

“O café também reduziu 10% [pontos percentuais], mas tem concorrente que reduziu 20% [pontos percentuais]. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade”, disse no início da tarde o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Flamengo goleia Sport e assume liderança do Campeonato Brasileiro

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O Flamengo goleou o Sport por 5 a 1, na noite deste sábado (15) na Arena Pernambuco, e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro conseguiu garantir a ponta da classificação porque o Palmeiras foi derrotado por 1 a 0 na Vila Belmiro.

Com a vitória na partida atrasada da 12ª rodada da competição nacional, o time da Gávea chegou aos 71 pontos. Já o Leão, que permaneceu na lanterna da classificação com apenas 17 pontos, teve o rebaixamento para a Série B matematicamente confirmado.

Apesar de encerrar a partida com vitória, o Flamengo começou a partida perdendo. Aos 14 minutos o atacante Pablo abriu o placar. Porém, aos 35 minutos o lateral Matheus Alexandre acabou sendo expulso por acúmulo de cartões amarelos e o Rubro-Negro assumiu o comando das ações. Assim, aos 40 minutos Luiz Araújo acertou um belo chute para deixar tudo igual.

E qualquer possibilidade de vitória do Sport foi por água abaixo aos 41 minutos, quando o zagueiro Ramon Menezes também recebeu o segundo cartão amarelo na partida e foi expulso. Assim, na etapa final o time da Gávea não teve dificuldades para se impor e golear graças ao faro de gol de Juninho, Bruno Henrique, Ayrton Lucas e Douglas Telles.

Santos respira

Quem acompanhou com atenção a vitória do Flamengo foi o Palmeiras, que, mesmo cheio de desfalques, precisava vencer o Santos na Vila Belmiro para permanecer na liderança do Brasileiro. Porém, o Verdão acabou derrotado por 1 a 0 na partida atrasada da 13ª rodada da competição.

Com o tropeço no clássico, a equipe do técnico português Abel Ferreira permaneceu com 68 pontos, agora na vice-liderança. Já para o Peixe os três pontos conquistados em casa representaram um respiro na luta para fugir do rebaixamento. Graças à vitória, obtida com um gol do argentino Rollhseirer aos 45 minutos do segundo tempo, o Santos agora está na 16ª posição, com 36 pontos.

Enem 2025: confira as dicas para o segundo dia de exame

São Paulo (SP), 09/11/2025 - Estudantes no primeiro dia de provas do ENEM na UNIP Vergueiro em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.

Horas finais para quem fará o segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio de 2025, quando os candidatos terão 90 questões das provas de matemática e ciências da natureza (biologia, física e química), aplicadas em mais de 1,8 mil municípios de todos os estados mais o Distrito Federal.

Agência Brasil entrevistou o diretor de Ensino e Inovações Educacionais na plataforma SAS Educação, Ademar Celedônio, e traz dicas para quem vai encarar até cinco horas as provas que exigem mais cálculos e raciocínio lógico do Enem.

Brasília (DF) 15/11/2025 – Ademar Celedônio, Diretor de Ensino e Inovações Educacionais no SAS Educação. Foto: Ademar Celedônio/Arquivo pessoal
Professor Ademar Celedônio, Diretor de Ensino e Inovações Educacionais no SAS Educação – Ademar Celedônio/Arquivo pessoal

Ciências da natureza

O entrevistado explica que o Enem costuma ser constante e previsível em termos de conteúdo. Ademar Celedônio resumiu os temas mais recorrentes e esperados, neste domingo, na prova de ciências da natureza e suas tecnologias do exame, que abrange física, biologia e química

Física

·  eletricidade: foco em consumo de energia elétrica, circuitos elétricos, e outras fontes de energia (solar, eólica);

· termodinâmica: é um tema de presença constante.

· ondas: questões que abordam espectros (infravermelho, ultravioleta, etc.).

Biologia

· meio ambiente: será um tema certo com destaque para desequilíbrios em ecossistemas e ciclos biogeoquímicos, além de relações ecológicas;

· saúde: cobrança de doenças causadas por bactérias e protozoários. Ele observa que questões sobre atualidades em Saúde com as vacinas têm sido cobradas nos últimos anos pelo Enem.

Química

aplicações práticas: temas focados em funções orgânicas com aplicações e química ambiental (como poluição da água e tecnologias ambientais) devem ser destacados.

Matemática

Com base nas edições anteriores, o diretor da SAS Educação, Ademar Celedônio, aposta em uma prova de matemática com foco intenso em assuntos básicos e práticos do cotidiano e diz que conteúdos do ensino médio não serão predominantes.

“Espero uma prova com conteúdos de razão e proporção, regra de três, juros simples, proporcionalidades e conteúdos que não sejam tão focados, por exemplo, nas áreas de ensino médio. Mas, devem cair conteúdos de geometria analítica, funções, mas não logaritmos. Ano após ano, o Enem vem se mantendo constante nesses assuntos, cobram muitos assuntos de praticidade da matemática, do dia a dia.”

As mais fáceis

Para otimizar o desempenho, o candidato não deve fazer a prova em ordem linear (da primeira à última questão).

“Até pra controlar o nervosismo, a grande dica é não fazer a prova de forma linear, não fazer a prova direto da primeira até a última, sem pular aquelas questões que são de conteúdos mais difíceis. Deve-se procurar aquelas questões que o candidato entende que são as mais fáceis.”

Estratégia para Teoria de Resposta ao Item

O diretor de Ensino aconselha os candidatos a abordarem as provas de forma estratégica, considerando o sistema de correção Teoria de Resposta ao Item (TRI), adotado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para pontuar o desempenho dos candidatos a partir da coerência pedagógica dos acertos na prova.

“É importante o aluno acertar as questões fáceis na Teoria de Resposta ao Item para poder pontuar bem. Quem acerta as questões fáceis é mais privilegiado na nota do que quem acerta só as questões difíceis”.

Para o educador, as questões de gráficos e gráficos, leituras, interpretações de gráficos e tabelas concentram as questões mais fáceis.

“Assuntos da prova como logaritmos, trigonometria, geometria analítica, funções, em geral, são questões de média complexidade ou difíceis. Já os assuntos do cotidiano na matemática, como porcentagem, regra de 3, juros simples e outras aplicações do ensino fundamental, pelos microdados do Enem, a gente percebe que essas são as mais fáceis.”

Área prioritária

O conselho de Ademar Celedônio é começar pelo bloco de matemática, mesmo este que esteja na metade final do caderno de provas, pois é a disciplina com maior potencial para notas altas e pode ser um fator significativo na nota final, de acordo com o educador.

“Entre as disciplinas do segundo dia, matemática é aquela que, pela Teoria de Resposta ao Item, é que mais o aluno pode se aproximar de uma nota 1 mil, Tirar uma boa nota em matemática pode ser um fator significativo. Então, para controlar um pouco a ansiedade, minha dica é  procurar as questões de gráfico e tabela da prova de matemática e também, buscar as questões mais simples, de conteúdos mais próximos do cotidiano, como porcentagem, regra de três e juros simples.”

Controle do Tempo

O especialista aponta que fator fundamental para o candidato é controlar o tempo de prova, mesmo sem poder portar qualquer tipo de relógio durante a aplicação. A dica é observar a contagem do tempo mencionada pelo fiscal da prova, em sala.

“A cada hora, o candidato precisa resolver em média 20 questões, ou seja, uma questão deve ter a dedicação de até três minutos, em média. Então, se em uma hora, o candidato  tiver feito menos de 17 questões ou mais do que 23, ele estará indo muito devagar ou muito rápido e precisará melhorar um pouco da estratégia dele.

Horários

Os portões dos locais de provas serão abertos às 12 horas, deste domingo, e fechados às 13 horas, no horário de Brasília.  Os candidatos que moram em estados com fuso horário diferente da capital federal devem converter os horários locais e se ajustar ao fuso oficial.

É proibida a entrada do participante no local de prova, após o fechamento dos portões dos locais de provas.

A duração do exame no segundo domingo do Enem 2025 será de cinco horas e o término regular está agendado para às 18 horas e 30 minutos. Portanto, meia hora mais cedo em relação ao primeiro domingo de provas.

Para mais informações, o candidato pode acessar a Página do Participante , no site do Inep, com login e senha da plataforma Gov.Br.

Crime organizado demanda articulação nacional, diz procurador do RJ

Operação conjunta das polícias Civil e Militar no Complexo da Maré, apreende fuzis e munição em paiol do tráfico de drogas.

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, disse  que o enfrentamento ao crime organizado demanda articulação nacional e políticas de Estado, e não de governo, na área de segurança pública.

“O Estado, sob pena de se deslegitimar, precisa dar uma resposta consistente”, disse durante o Congresso Nacional do Ministério Público, em Brasília.

Moreira destacou que o Ministério Público deve atuar de forma coordenada e integrada, com estrutura adequada, em vez de isoladamente em seus órgãos de execução.

Ao descrever a gravidade do cenário atual, o procurador citou o expressivo volume financeiro movimentado pelas organizações criminosas e, no caso do Rio de Janeiro, o impressionante poderio bélico das facções, que dispõem de verdadeiros exércitos equipados.

“O que há no Brasil é muito grave. A criminalidade organizada, historicamente subestimada, movimenta quantias vultosas, com enorme poder corruptor, capazes inclusive de desequilibrar a economia formal”, afirmou.

O PGJ esclareceu que o Ministério Público deve agir sempre com prudência, equilíbrio e independência, sem espaço para radicalismos ideológicos.

“Não podemos aderir nem a discursos que pregam o processo penal mínimo, nem a concepções que propõem a extinção do direito penal”, afirmou.