Feira da Agricultura Familiar conta com Central de Sustentabilidade

Mais do que um espaço de comercialização de produtos locais, a Feira da Agricultura Familiar se fortaleceu, nessa quinta-feira (21), como ambiente de cidadania, formação e transformação social, com o lançamento da Central de Sustentabilidade. A iniciativa foi promovida pela Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Secretaria de Serviços Públicos (Sesp) e o Transforma Caruaru.

O projeto “Raízes Sustentáveis: Feira com Propósito” transformou a feira em um verdadeiro laboratório de conscientização ambiental. Agricultores, consumidores e crianças da primeira infância participaram de dinâmicas lúdicas e educativas que mostraram, de forma prática, a importância da coleta seletiva e do cuidado com o meio ambiente.

Para a coordenadora pedagógica Raquel Silva, investir em educação ambiental desde cedo é um passo fundamental. “Quando a criança aprende desde cedo a importância da preservação ambiental, ela cresce com hábitos que transformam a sociedade. É um aprendizado que ultrapassa os muros da escola e chega às famílias e comunidades”, destacou.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Weslley Nascimento, reforçou que a iniciativa amplia o papel da feira no cotidiano da cidade. “A feira é um espaço de valorização da agricultura local e, agora, também de sustentabilidade. Todas as quintas-feiras os coletores estarão disponíveis, garantindo que a população tenha um ponto fixo para o descarte correto dos recicláveis”, afirmou.

Com a Central de Sustentabilidade, Caruaru dá um passo importante na integração entre meio ambiente, educação e cidadania, mostrando que práticas simples podem gerar grandes transformações sociais.

A Feira da Agricultura Familiar funciona todas as quintas-feiras, das 5h às 12h, na Via Parque, próximo ao antigo Grande Hotel, no Centro de Caruaru.

Senac Caruaru realiza Semana da Pessoa com Deficiência com atividades inclusivas e reflexivas

Com o tema “Deficiência não Define”, o Senac em Caruaru, através do Núcleo Psicopedagógico, realiza de 21 a 28 de agosto de 2025 a Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. A proposta é promover a reflexão sobre a importância de construir uma sociedade mais justa e acessível, em que essas pessoas tenham voz, autonomia e oportunidades.

“A deficiência é frequentemente associada a estereótipos e preconceitos. Ao abordar o tema, os estudantes podem entender que essa condição não define a pessoa e que cada indivíduo tem suas próprias habilidades e potencialidades. Eles podem aprender a valorizar e respeitar as diferenças, criando um ambiente mais acolhedor e inclusivo”, explicou Risonete Rodrigues, integrante do Núcleo Psicopedagógico do Senac em Caruaru.

A programação contempla atividades gratuitas e diversificadas. Na manhã do dia 21, os estudantes do Mediotec irão confeccionar tirinhas e charges inspiradas no tema da semana. À tarde, haverá palestra com a professora doutoranda Ineuda Pereira, ex-coordenadora de Educação Inclusiva de Limoeiro e idealizadora do grupo Musical Girassol, seguida da apresentação da Dança de Salão Inclusiva com o professor Nelson Santos.

Nos dias seguintes, os alunos da turma Teens de Inglês vão criar e expor cartazes sobre o tema, enquanto as tirinhas produzidas pelos estudantes do Mediotec serão apresentadas em uma exposição no dia 27. A programação se encerra no dia 28 com a apresentação do grupo de Dança e Teatro da APAE de Agrestina, celebrando a arte, a inclusão e a diversidade.

Polícia Federal abre licitação para construção de nova sede em Recife

A Superintendência Regional da Polícia Federal em Pernambuco (SR/PF/PE) anuncia a abertura da licitação para a construção de sua nova sede no Recife. O edital da Concorrência nº 90001/2025 – SR/PF/PE será publicado ainda em agosto de 2025, com sessão pública prevista para outubro e início das obras em dezembro. O orçamento estimado da obra é de 95 milhões de reais e o prazo previsto de conclusão é de 38 meses.

Após a publicação do certame, as empresas interessadas em participar da licitação poderão entrar em contato com a Comissão de Licitações e com o Grupo Técnico de Edificações da Polícia Federal em Pernambuco através dos canais de comunicação oficiais, disponibilizados na plataforma COMPRAS.GOV.BR.

O novo complexo da Polícia Federal será erguido no bairro do Recife Antigo, no mesmo endereço onde funcionava a antiga sede. O projeto contempla um prédio principal com 10.000 m² de área construída e um edifício de serviços e garagem com 4.000 m².

*O PRÉDIO PRINCIPAL TERÁ SETE PAVIMENTOS E CONTARÁ COM:*

• Espaços administrativos modernos, com ambientes integrados para otimizar fluxos de trabalho.

• Delegacias especializadas.

• Laboratórios e instalações de alto padrão para a Perícia Criminal, ampliando a capacidade técnica e científica da PF.

• Setor específico para atendimento de flagrantes.

• Auditório moderno para eventos institucionais e treinamentos com capacidade para 180 pessoas.

• Centro de treinamento policial com infraestrutura adequada para capacitação de servidores.

• Sala de Comando e Controle, equipada para operações estratégicas.

• Amplas áreas de atendimento ao público, oferecendo maior conforto e eficiência nos serviços prestados.

O projeto arquitetônico incorpora soluções sustentáveis, como sistemas de reuso de água e de aproveitamento da água da chuva, ampla área verde com o plantio de árvores no entorno do edifício, além de arquitetura planejada para eficiência energética, respeitando as diretrizes do IPHAN e da Prefeitura do Recife.A edificação também contará com sistemas avançados de segurança predial e de controle de acesso, reforçando a proteção das instalações e das atividades institucionais.

A nova sede permitirá a unificação do efetivo da Polícia Federal em Pernambuco, hoje disperso em quatro prédios distintos, em um único endereço. A centralização trará ganhos de eficiência administrativa, melhoria nas condições de trabalho dos servidores e mais qualidade no atendimento ao cidadão. Além disso, o retorno da PF ao Recife Antigo possui grande significado histórico e contribuirá diretamente para a revitalização urbana e social da região, fortalecendo a presença da instituição no coração da cidade.

Eduardo Bolsonaro admite em mensagem que intenção não era anistia para todos, mas salvar o pai

Caruaru lança Central de Sustentabilidade na Feira da Agricultura Familiar

Iniciativa une práticas ambientais, educação e cidadania em ação inédita

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Secretaria de Serviços Públicos (Sesp) e o Transforma Caruaru, realiza, na próxima quinta-feira(21), a partir das 8h, na Feira da Agricultura Familiar, o projeto Raízes Sustentáveis: Feira com Propósito.

A ação marca a implementação da Central de Sustentabilidade, criada para incentivar práticas ambientais e ampliar a conscientização da população sobre o descarte correto de resíduos.

Durante a programação, haverá coleta de materiais recicláveis, fortalecendo a política de reaproveitamento de recursos e preservação do meio ambiente. O evento também contará com atividades de educação ambiental voltadas às crianças da primeira infância, por meio de dinâmicas lúdicas e pedagógicas, despertando desde cedo a importância do cuidado com a natureza e a adoção de hábitos sustentáveis.

Mais do que um espaço de comercialização de produtos locais, a Feira da Agricultura Familiar se consolida como um ambiente de cidadania, formação e transformação social.

“A criação da Central de Sustentabilidade é um marco no fortalecimento das práticas ambientais em nosso município”, afirma o secretário de Desenvolvimento Rural, Weslley Nascimento. “Ao unir coleta seletiva e ações educativas, promovemos conscientização, geramos responsabilidade coletiva e garantimos que as futuras gerações cresçam com uma visão voltada para o respeito ao meio ambiente. A gestão tem o compromisso de integrar desenvolvimento rural e sustentabilidade de forma contínua e participativa”, completou.

17º Encontro do PT Pernambuco acontece neste domingo (24) com posse da nova direção estadual

O Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras de Pernambuco realiza, no próximo domingo (24), o seu 17º Encontro Estadual, reunindo 400 delegados e delegadas eleitos(as) em todo o estado durante o PED 2025. A atividade acontecerá no Centro de Formação e Lazer (CFL), do SINDSPREV-PE, no bairro da Guabiraba, em Recife, e marcará a transição da presidência de Doriel Barros para Carlos Veras, eleito no último Processo de Eleições Diretas com 93% dos votos válidos, para o mandato 2025-2029.

O encontro contará com a presença das principais lideranças do PT em Pernambuco — senador(a), deputados(as), prefeitos(as), vereadores(as) e presidentes(as) dos diretórios municipais — além de petistas dos movimentos sindicais e sociais, fortalecendo a unidade e o compromisso coletivo do partido com a luta do povo pernambucano.

A programação terá início às 9h com a participação do ex-ministro José Dirceu. Em seguida, será apresentada a tese política que orientará o encontro, seguida de falas, debates e da votação das emendas. O encerramento contará com a posse da nova direção estadual, com a presença do presidente nacional do PT, Edinho Silva.

A direção do PT Pernambuco será composta por 80 membros, distribuídos proporcionalmente entre as cinco chapas que participaram do processo. Durante o encontro, além da posse da nova direção, serão deliberadas propostas estratégicas de organização do PT no estado, com foco no fortalecimento partidário e na luta pela continuidade do projeto de reconstrução do Brasil com a reeleição do presidente Lula em 2026.

O atual presidente, Doriel Barros, que esteve à frente do Diretório Estadual nos últimos cinco anos, destacou a importância da unidade do partido: “Foi um período de muita luta e resistência, mas também de grandes conquistas. O PT sai mais fortalecido e unido para os desafios que virão em Pernambuco e no Brasil.”

O novo presidente, Carlos Veras, reforçou o compromisso não apenas com a militância, mas também com toda a classe trabalhadora: “Assumo a presidência com o compromisso de ampliar a participação popular, fortalecer nossa organização e manter o PT como referência de esperança e transformação. Pernambuco terá um partido ainda mais presente nas lutas do povo, ao lado do presidente Lula, para garantir direitos e reconstruir o Brasil.”

SERVIÇO

17º Encontro Estadual do PT Pernambuco

Data: Domingo, 24 de agosto de 2025

Horário: 9h às 15h

Local: Centro de Formação e Lazer (CFL), do SINDSPREV-PE, bairro da Guabiraba – Recife

Participação: 400 delegados(as) eleitos(as) durante o PED 2025, juntamente com as principais lideranças do PT em Pernambuco — senador(a), deputados(as), prefeitos(as), vereadores(as) e presidentes(as) de diretórios municipais — além de militantes petistas oriundos dos movimentos sindicais e sociais.

Preço da cesta básica cai em 15 das 27 capitais em julho

Supermercados, alimentos, cesta básica 
Foto: EBC/Arquivo

O preço do conjunto dos alimentos básicos diminuiu, em julho, em 15 capitais e aumentou em 12, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quarta-feira (20) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Essa é a primeira vez que a pesquisa engloba todas as 26 capitais e o Distrito Federal. Até então, o levantamento era feito apenas em 17 capitais.

As quedas mais importantes no preço da cesta básica ocorreram em Florianópolis (2,6%), Curitiba (2,4%), Rio de Janeiro (2,3%) e Campo Grande (2,1%). Já as maiores altas ocorreram no Nordeste: Recife (2,8%), Maceió (2%), Aracaju (2%), João Pessoa (1,8%), Salvador (1,8%), Natal (1,4%) e São Luís (1,4%).

São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior preço (R$ 865,90), seguida por Florianópolis (R$ 844,89), Porto Alegre (R$ 830,41), Rio de Janeiro (R$ 823,59) e Cuiabá (R$ 813,48).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, foram registrados os menores valores do conjunto de alimentos básicos: Aracaju (R$ 568,52), Maceió (R$ 621,74), Salvador (R$ 635,08) e Porto Velho (R$ 636,69).

A comparação dos valores da cesta de julho de 2024 com julho de 2025, mostrou que, nas 17 capitais onde a pesquisa era realizada nesse período, houve alta de preço em todas, com variações entre 2%, em Belém, e 19,5%, em Recife.

No acumulado do ano até julho, nas 17 capitais pesquisadas também foi registrado aumento em todas, com taxas que oscilaram entre 0,3%, em Goiânia, e 11,4%, em Recife.

Com base na cesta mais cara que, em julho, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional de que o salário mínimo deveria ser suficiente para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor do salário mínimo necessário, no sétimo mês do ano, deveria ter sido R$ 7.274,43 ou 4,79 vezes o mínimo atual, de R$ 1.518.

De acordo com a pesquisa, quando é comparado o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em média, nas 27 capitais pesquisadas em julho, 50,9% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos e, em junho, 51,1% da renda líquida.

Produtos

O preço do quilo do arroz caiu em julho em comparação a junho em quase todas as capitais pesquisadas, exceto no Recife (alta de 0,65%). Destacam-se as variações registradas em Porto Velho, queda de 7,1%; Palmas, menos 5,2%; e Florianópolis, menos 5%.

O preço do feijão diminuiu em 24 capitais em julho, em comparação a junho. O grão preto, pesquisado nos municípios do Sul, Rio de Janeiro e Vitória, apresentou queda nas cinco capitais, as mais expressivas verificadas em Vitória (-6,9%) e Florianópolis (-5,2%). Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, foram observadas altas apenas em três localidades: Porto Velho (0,6%), Maceió (0,4%) e São Luís (0,3%). Já as diminuições variaram entre -4,3%, em Fortaleza, e -0,2%, em Aracaju.

O valor do quilo do café em pó caiu em 21 das 27 cidades pesquisadas em julho de 2025, em comparação ao mês anterior. As quedas mais significativas foram registradas em Belo Horizonte (-8,1%) e Teresina (-3,9%). Só seis capitais apresentaram aumento no valor, com destaque para Macapá (7%), Cuiabá (1,3%) e Boa Vista (1,1%).

“Apesar dos enxutos estoques nacionais e mundiais, o avanço da colheita e o consequente aumento da disponibilidade de café no Brasil têm pressionado as cotações para baixo. E os preços domésticos acompanharam as oscilações da commodity nas Bolsas de Nova York e Londres, diante da tarifação de 50% nas importações norte-americanas, o que gerou especulações quanto ao possível escoamento da safra brasileira”, destacou o Dieese, em nota.

O preço da carne bovina de primeira teve comportamento variado nas 27 cidades analisadas: houve aumento em 11 capitais, com destaque para Boa Vista (2%) e Salvador (1,8%). Foram registradas quedas em outras 16 capitais, a mais importante em Belém (- 2,9%).

“Ao longo de 2025, a demanda externa por carne bovina tem sido intensa. O abate de animais foi mais lento e os preços da carne caíram no Brasil, após o anúncio de 50% de tarifa para as exportações brasileiras para os Estados Unidos”, informou o Dieese.

Bolsonaro omitiu transferência de R$ 2 milhões a Michelle, diz PF

Brasília (DF) 25/03/2025 - O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete denunciados pela trama golpista vão se tornar réus na ação.
O caso será julgado pela Primeira Turma da Corte, colegiado formado por cinco dos 11 ministros que compõem o tribunal. 
Foto: Antonio Augusto/STF

A Polícia Federal apontou, no novo indiciamento de Jair Bolsonaro, que o ex-presidente transferiu R$ 2 milhões para sua esposa, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, um dia antes de prestar depoimento nas investigações sobre a atuação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, em favor de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.

Segundo a PF, o ex-presidente omitiu a transferência. Bolsonaro já tinha confirmado publicamente que repassou outros R$ 2 milhões para bancar a estadia de Eduardo nos Estados Unidos.

“Vale ressaltar que Jair Bolsonaro omitiu informação à Polícia Federal em seu depoimento no INQ 4.995/DF de que teria repassado outros valores a Eduardo Bolsonaro, além dos R$ 2 milhões. Também não houve qualquer justificativa para transferência de recursos no mesmo valor para Michelle Bolsonaro apenas um dia antes do interrogatório”, diz o relatório.

Ação deliberada

Na conclusão da investigação, enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, a PF aponta que Bolsonaro teve atuação deliberada para apoiar seu filho a fomentar medidas para barrar o andamento da ação penal da trama golpista.

“O conjunto de elementos probatórios arrecadados indica, portanto, que o ex-presidente Jair Bolsonaro atuou deliberadamente, de forma livre e consciente, desde o início de 2025, e com maior ênfase nos meses de maio, junho e julho de 2025 ─ quando se acentuaram as ações de Eduardo Bolsonaro no exterior ─ com a finalidade de se desfazer dos recursos financeiros que tinha em sua posse imediata, bem como evitar possíveis medidas judiciais que limitassem e/ou impedissem de consumar o intento criminoso de apoiar financeiramente as ações do parlamentar licenciado no exterior”, concluiu a PF.

Pressão estrangeira

Em maio, a abertura da investigação na PF contra Eduardo e Jair Bolsonaro foi solicitada ao Supremo pelo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, para apurar a suposta atuação do parlamentar para incitar o governo dos Estados Unidos a adotar medidas contra Moraes, escolhido relator do caso por também atuar no comando das ações da trama golpista e no inquérito das fake news.

O governo dos Estados Unidos anunciou nos últimos meses uma série de ações contra o Brasil e autoridades brasileiras, como o tarifaço de 50% contra importações de produtos do país, uma investigação comercial contra o Pix e sanções financeiras contra o Ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky.

Eduardo pediu licença de 122 dias do mandato parlamentar em março e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. Um pedido de cassação contra seu mandato foi enviado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos) à Comissão de Ética da Casa, na última sexta-feira (16), após representações apresentadas pelo PT e pelo PSOL.

“Resolveu anistia, resolveu tudo”, diz Bolsonaro sobre tarifaço

Brasília (DF), 26/03/2025  - Ex-presidente Jair Bolsonaro durante declaração a imprensa após virar Réu no STF. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) encontrou no celular do ex-presidente Jair Bolsonaro um áudio no qual ele condiciona a aprovação de anistia aos condenados pela trama golpista à negociação para retirada das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

A gravação foi obtida a partir da busca e apreensão realizada pela PF no mês passado.

Em conversa com o pastor Silas Malafaia, um de seus apoiadores, Bolsonaro disse que “se não começar votando a anistia, não tem negociação”.

“Malafaia, o que eu mais tenho feito é conversar com pessoas mais acertadas no tocante que se não começar votando a anistia, não tem negociação sobre tarifas. Não adianta um ou outro governador querer ir para os Estados Unidos, para embaixada, tentar sensibilizar. Não vai conseguir. Da minha parte, é por aí”, afirmou.

Durante a conversa, Bolsonaro também disse que não gostaria de se expor publicamente no caso do tarifaço imposto ao Brasil.

“Eu também não posso me expor, como você quer que eu me exponha, porque não resolve nada. Se eu der uma de machão, não resolve nada. Eu tenho meus contatos, não falo com ninguém. Resolveu a anistia, resolveu tudo. Não resolveu, já era”, completou.

Mais cedo, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro foram indiciados pela PF pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

A decisão foi tomada após a PF concluir as investigações sobre a atuação de Eduardo junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.

O governo dos Estados Unidos anunciou nos últimos meses uma série de ações contra o Brasil e autoridades brasileiras, como o tarifaço de 50% contra importações de produtos do país, uma investigação comercial contra o Pix e sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky.

Trump e integrantes de seu governo afirmam que Bolsonaro é alvo de uma “caça às bruxas” e que Moraes age contra a liberdade de expressão e empresas americanas que administram redes sociais.

Em maio, a abertura da investigação na PF contra Eduardo e Jair Bolsonaro foi solicitada ao Supremo pelo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, para apurar a suposta atuação do parlamentar para incitar o governo dos Estados Unidos a adotar medidas contra Moraes, escolhido relator do caso por também atuar no comando das ações da trama golpista e no inquérito das fake news.

Eduardo pediu licença de 122 dias do mandato parlamentar em março e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. Um pedido de cassação contra seu mandato foi enviado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos) ao Conselho de Ética da Casa, na última sexta-feira (16), após representações apresentadas pelo PT e pelo PSOL.

Nesse processo, o ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado por mandar recursos, via pix, para custear a estadia de seu filho no exterior, enquanto ele buscava sanções que visavam pressionar a justiça brasileira.

Silas Malafaia

Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (20) a realização de busca e apreensão contra o pastor Silas Malafaia.

O pastor teve o celular apreendido quando estava no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Na decisão, o ministro cita que, segundo a Procuradoria-Geral da República, o pastor teria agido como “orientador e auxiliar das ações de coação” promovidas pelo ex-presidente e por seu filho.

Transferência

A Polícia Federal apontou, no indiciamento de Jair Bolsonaro, que o ex-presidente transferiu R$ 2 milhões para sua esposa, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, um dia antes de prestar depoimento nas investigações sobre a atuação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, em favor de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.

Segundo a PF, o ex-presidente omitiu a transferência. Bolsonaro já tinha confirmado publicamente que repassou outros R$ 2 milhões para bancar a estadia de Eduardo nos Estados Unidos.

Pedido de asilo a Milei

A PF informou ainda ter encontrado no celular de Bolsonaro um pedido de rascunho de asilo ao presidente da Argentina, Javier Milei.

De acordo com as investigações, o documento tem 33 páginas – sem assinatura e sem data – estava salvo no aparelho desde 2024, quando Bolsonaro foi acusado em outra operação, destinada à apuração das acusações sobre a trama golpista.

PF indicia Bolsonaro e Eduardo em inquérito sobre sanções dos EUA

Brasília (DF) 19/11/2024 Deputado Eduardo Bolsonaro durante entrevista a imprensa.  Foto Lula Marques/ Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira (20) que indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o filho dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

A decisão foi tomada após a PF concluir as investigações sobre a atuação de Eduardo junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.

O governo dos Estados Unidos anunciou nos últimos meses uma série de ações contra o Brasil e autoridades brasileiras, como o tarifaço de 50% contra importações de produtos do país, uma investigação comercial contra o Pix e sanções financeiras contra o Ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky.

Trump e integrantes de seu governo afirmam que Bolsonaro é alvo de uma “caça às bruxas” e que Moraes age contra a liberdade de expressão e empresas americanas que administram redes sociais.

Em maio, a abertura da investigação na PF contra Eduardo e Jair Bolsonaro foi solicitada ao Supremo pelo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, para apurar a suposta atuação do parlamentar para incitar o governo dos Estados Unidos a adotar medidas contra Moraes, escolhido relator do caso por também atuar no comando das ações da trama golpista e no inquérito das fake news.

Eduardo pediu licença de 122 dias do mandato parlamentar em março e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. Um pedido de cassação contra seu mandato foi enviado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos) à Comissão de Ética da Casa, na última sexta-feira (16), após representações apresentadas pelo PT e pelo PSOL.

Nesse processo, o ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado por mandar recursos, via pix, para custear a estadia de seu filho no exterior, enquanto ele buscava sanções que visavam pressionar a justiça brasileira.

Julgamento do Golpe

O ex-presidente Bolsonaro também é réu na ação penal da trama golpista no Supremo, cujo julgamente está marcado para 2 de setembro. Serão julgados neste dia os denunciados como integrantes do núcleo 1 na ação penal, apontados como líderes do conluio que, segundo a PF e a PGR, buscava reverter o resultado das eleições de 2022 e culminou nos atentados contra as sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Jair Bolsonaro e mais sete aliados estarão no banco dos réus: Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

Nessa ação, eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal e foi beneficiado por uma decisão da Câmara dos Deputados que suspendeu do processo os crimes que ocorreram após a sua diplomação. Ramagem continua respondendo pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Os outros três núcleos de réus processados têm ações penais em fase de alegações finais, última etapa antes do julgamento, que deverá ocorrer ainda neste ano.