Governadora Raquel Lyra autoriza início das obras de requalificação do Parque Estadual Dois Irmãos, no Recife

Intervenção vai modernizar um dos principais equipamentos ambientais do Estado, com novos espaços de lazer, recintos para animais e criação do Museu da Água

A governadora Raquel Lyra assinou, neste sábado (9), ordem de serviço para início das obras de requalificação do Parque Estadual Dois Irmãos, no Recife. Com investimento total de R$ 17,9 milhões, a iniciativa do Governo de Pernambuco prevê uma ampla transformação no equipamento, integrando preservação ambiental, lazer, educação e infraestrutura urbana em um dos maiores espaços verdes da capital pernambucana. Outro destaque do projeto é a reforma do Chalé do Prata para implantação do inédito Museu da Água. A vice-governadora Priscila Krause também acompanhou o evento.

“Eu estou muito feliz em assinar essa ordem de serviço. Temos aqui no Parque Dois Irmãos mais de mil hectares que precisam ser cada vez mais usados pelos pernambucanos, e isso só será possível com investimentos como o que estamos fazendo. Quando cuidamos de um espaço como esse, cuidamos do presente e do futuro. No nosso governo já existiu o momento de dizer não, mas agora é o tempo do sim, o tempo de garantir transformação na vida do nosso povo”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

A intervenção será executada em três etapas simultâneas e contempla desde melhorias estruturais até novos equipamentos voltados à convivência, ao bem-estar animal e à valorização histórica do parque. A execução dos serviços ficará sob responsabilidade da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab).

O projeto prevê a criação de um parque linear aberto ao público, integrado ao zoológico, ampliando as possibilidades de uso do espaço pela população. Entre os novos equipamentos estão uma bilheteria moderna, loja de apoio, quiosques, sanitários, parque infantil com mais de 400 metros quadrados, academia ao ar livre, circuito de arvorismo e uma via exclusiva para corrida e ciclismo.

“Essa assinatura inicia um novo momento para o Parque Dois Irmãos. Serão R$ 17,9 milhões investidos na requalificação deste que é um dos parques mais queridos pelos pernambucanos, sejam eles crianças ou não. Desse modo, aliando desenvolvimento com sustentabilidade, vamos aproximar ainda mais a população desse espaço tão importante”, disse a secretária de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha, Nathaly Mendonça.

A obra também inclui iniciativas voltadas à inclusão e à educação ambiental, como a implantação de um jardim sensorial. Já o Museu da Água vai ser um equipamento para valorizar a memória do Açude do Prata, primeiro manancial de abastecimento humano do Recife.

A gerente-geral do Parque Estadual de Dois Irmãos, Sávia Florêncio, destacou que a intervenção representa uma transformação estrutural no equipamento. “Este é o parque do coração dos pernambucanos. Vamos ter uma área de lazer, uma área de convivência, fazer com que um grande parque aberto urbano de educação ambiental funcione aqui como um pulmão da cidade do Recife. Nós vamos contemplar não só uma área de parque aberto, como ainda também a área do zoológico que será totalmente requalificada”, afirmou.

Durante a agenda, Raquel e Priscila visitaram uma extensa área do parque, conversaram com mulheres empreendedoras que participavam de uma feirinha no local e foram presenteadas com capacetes de obras decorados com ilustrações que remetem a Pernambuco feitos pela artista Bruna Emery.

O deputado estadual Wanderson Florêncio destacou a importância do parque para a população. “Esse parque é inesquecível na vida de muita gente. Hoje, nasce um novo Parque Dois Irmãos. Esse local precisa abrir suas portas para a população, e é isso que estamos fazendo aqui hoje”, disse. “Por muitas décadas esse parque foi esquecido, mas isso mudou. Na atual gestão estadual esse espaço enfim foi visto e será requalificado”, completou o vereador do Recife, Agora é Rubem.

Também presente no evento, o deputado federal Túlio Gadelha elogiou a gestão pelo projeto. “Os parques precisam de investimentos e eu vejo o Governo de Pernambuco fazendo isso aqui. A gestão cuida do Recife e de todos os municípios”, afirmou o deputado. “Todo mundo tem uma memória afetiva desse parque. Pernambuco precisava de um governo que colocasse coração e disposição para trazer mudança”, acrescentou a deputada federal Clarissa Tércio.

Também acompanharam a solenidade o secretário-chefe da Casa Civil, Túlio Vilaça, o ex-deputado federal Daniel Coelho, o diretor-presidente da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Anchieta Patriota, e a reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Maria José de Sena.

Brasil ampliará parcerias com EUA sem abrir mão da soberania, diz Lula

Washington (DC), 07/05/2026 - Presidente da República, Luíz Inácio Lula da Silva, chega para encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em novas postagens nas redes sociais neste sábado (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ampliação de parcerias com os Estados Unidos e também ações de combate ao crime organizado.

No microblog X, Lula enfatizou a importância da reunião para os dois países, da última quinta-feira (7), com o presidente Donald Trump.

Representantes das equipes dos dois governos estiveram presentes na ocasião.

“Vamos seguir em tratativas para ampliar nossas parcerias, fortalecendo sempre o caminho do diálogo sem abrir mão de nossa soberania”, destacou Lula.

Ainda na postagem do X, Lula enfatizou as discussões sobre o comércio bilateral, negociações tarifárias, a cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos. “Eu saio muito satisfeito da reunião”, disse em coletiva na ocasião.

“Acho que o Presidente Trump também ficou otimista e eu espero que as coisas comecem a avançar”.

“Estão convidados”
Já no Instagram, também neste sábado, Lula destacou que um tema debatido com Trump foi o combate ao crime organizado. “Temos uma extraordinária Polícia Federal e muita experiência no combate ao tráfico de drogas e de armas. Nossas aduanas já estão cooperando neste sentido”, afirmou Lula.

Nessa mesma postagem, o presidente informou que levou aos norte-americanos que o país criou uma base na cidade de Manaus com a participação de representantes das polícias de países da América do Sul para combater o crime organizado, o tráfico de armas e drogas na fronteira brasileira.

“Se os Estados Unidos quiserem participar conosco, estarão convidados”, afirmou na rede social.

Lula reiterou a necessidade de destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções.

“Esta é outra frente de trabalho importante que estamos atuando, e que estamos dispostos a colaborar. E que integra o plano Brasil Contra o Crime Organizado, que vamos lançar na semana que vem”.

Bolsonaro entra com revisão criminal no STF para anular condenação

Brazil's former President Jair Bolsonaro stands at his home while under house arrest, amid the final phase of his trial, accused of plotting a coup after his electoral defeat, in Brasilia, Brazil, September 3, 2025. REUTERS/Diego Herculano   REFILE - CORRECTING DATE FROM

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta sexta-feira (8), no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de revisão criminal para anular a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista.

De acordo com os advogados, a condenação deve ser revista porque houve “erro judiciário”.

“O que esta revisão criminal demonstrou, assim, foi um quadro de erro judiciário em sua acepção mais grave, precisamente aquela que legitima a atuação rescindente desta Suprema Corte”, afirmaram os advogados.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma da Corte, formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Conforme determina o regimento interno do Supremo, a revisão criminal deverá ser julgada pela Segunda Turma, composta por André Mendonça e Nunes Marques, ambos indicados por Bolsonaro, além de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.

Durante o julgamento de Bolsonaro, Fux mudou para a Segunda Turma após votar pela absolvição do ex-presidente.

Recurso
No recurso, a defesa contestou a tramitação do processo que condenou Bolsonaro. Para os advogados, por estar na condição de ex-presidente, Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário da Corte, e não pela Primeira Turma.

Os advogados também afirmaram que a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid não foi voluntária e deve ser anulada. A falta de acesso integral às provas da investigação também foi suscitada.

No mérito, a defesa afirma que não foram indicadas provas da participação de Bolsonaro nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e na liderança de um plano para planejar um golpe de Estado.

“É incontroverso nos autos que não há nenhuma ordem ou orientação do ex-presidente em relação ao 8 de janeiro”, afirmaram os advogados.

Bolsonaro foi condenado por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar por razões de saúde.

Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria até decisão do STF

Brasília (DF), 29/09/2025 – Posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ele foi eleito para suceder o ministro Luís Roberto Barroso, cujo mandato terminou ontem (28). Também assume o cargo o novo vice-presidente, Alexandre de Moraes (c). Os dois ministros comandarão o Supremo pelos próximos dois anos (2025-2027).
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu neste sábado (9) a aplicação da Lei da Dosimetria em pedidos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O ministro, que foi sorteado para ser relator de ações que questionam a validade da Lei da Dosimetria, decidiu que a suspensão terá validade até que a Corte julgue as ações contrárias à legislação.

Moraes firmou o entendimento ao analisar o caso de Nara Faustino de Menezes, condenada por participação nos atos de 8 de janeiro e que queria a aplicação da Lei 15.402/2026 promulgada ontem (8), após o Congresso derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A legislação tornada válida pelos congressistas estabelece a redução das penas de condenados pelo 8 de janeiro.

Moraes argumentou que não poderia começar a julgar os pedidos de redução das penas com base na nova lei, uma vez que existem ações tramitando no STF que questionam a validade do texto.

A pena menor para os condenados é questionada por duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs): a 7966 e 7967, que foram ajuizadas na sexta-feira (8) pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação partidária PSOL-Rede.

“A superveniência de interposição de ação direta de inconstitucionalidade e, consequentemente a pendência de julgamento em controle concentrado de constitucionalidade, configura fato processual novo e relevante, que poderá influenciar no julgamento dos pedidos realizados pela Defesa, recomendando a suspensão da aplicação da lei, por segurança jurídica, até definição da controvérsia pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL”, escreveu.

O ministro determinou ainda que a execução penal deverá prosseguir integralmente, mantidas todas as medidas anteriormente determinadas.

Na sexta-feira, Moraes concedeu o prazo de cinco dias para que a Presidência da República e o Congresso Nacional se manifestem sobre a Lei da Dosimetria.

Marília e Humberto lideram para o Senado, aponta DataTrends

Marília e Humberto lideram para o Senado, aponta DataTrends

A pesquisa do Instituto DataTrends para o Senado Federal em Pernambuco, divulgada nesta sexta-feira (8), mostra a ex-deputada federal Marília Arraes em posição de destaque na corrida pelas duas vagas que estarão em disputa em 2026. O levantamento ouviu 4 mil eleitores em 75 municípios pernambucanos entre os dias 30 de abril e 3 de maio, com margem de erro de 1,6 ponto percentual para mais ou para menos. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números PE-05320/2026 e BR-08337/2026.

No primeiro cenário estimulado, Marília aparece com 49% das intenções de voto, seguida pelo senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa, que soma 24%. Na sequência aparecem Anderson Ferreira com 15%, Eduardo da Fonte com 11%, Túlio Gadelha com 7%, Paulo Rubem Santiago com 3%, Carlos Sant’Anna e Jô Cavalcanti, ambos com 1%. Brancos e nulos somam 50%, enquanto 39% disseram não saber ou preferiram não responder.

No segundo cenário, sem Marília Arraes, Humberto Costa lidera com 35%. Eduardo da Fonte e Mendonça Filho aparecem empatados com 16%, seguidos por Túlio Gadelha, com 9%. Paulo Rubem Santiago e Jô Cavalcanti registram 3% cada, enquanto Fernando Dueire tem 2%. Neste cenário, os brancos e nulos chegam a 65%, e os indecisos somam 49%.

Já no terceiro cenário, Marília Arraes mantém a liderança com 48%, seguida de Humberto Costa, que sobe para 29%. Anderson Ferreira registra 15%, enquanto Miguel Coelho aparece com 9%. Túlio Gadelha marca 6%, Paulo Rubem Santiago 4%, Jô Cavalcanti 2% e Carlos Sant’Anna 1%. Brancos e nulos representam 50%, enquanto os indecisos chegam a 36%.

No quarto cenário apresentado pelo instituto, Marília Arraes tem 45% das intenções de voto e Humberto Costa aparece com 31%. Mendonça Filho registra 12%, Miguel Coelho 9%, Túlio Gadelha 7%, Paulo Rubem Santiago 3%, Jô Cavalcanti 2% e Carlos Sant’Anna 1%. Brancos e nulos somam 52%, enquanto 38% dos entrevistados disseram ainda não ter decidido o voto.

Como a disputa para o Senado prevê a escolha de dois nomes por eleitor, os percentuais ultrapassam 100%, podendo atingir até 200% na soma total das intenções de voto.

30 anos da Urna Eletrônica: adoção do equipamento agilizou voto e eliminou fraudes

Série 30 anos da Urna Eletrônica  07.05.2026

Identidade visual da série “30 anos da Urna Eletrônica”

A série “30 anos da Urna Eletrônica”, produzida pela Secretaria de Comunicação e Multimídia (Secom) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai mostrar como o voto eletrônico gerou, ao eliminar os votos em cédulas de papel, uma grande revolução no processo eleitoral brasileiro que, por décadas, foi vulnerável a fraudes, extravios e erros humanos.

Em quatro matérias, que serão publicadas nos dias 7, 9, 11 e 13 de maio, a série contará a história do nascimento da urna eletrônica, como ela funciona, a importância do equipamento para a inclusão de segmentos sociais no direito cidadão ao exercício do voto e como o sistema de votação é transparente, seguro, ágil e auditável.

A série estreia nesta sexta-feira (7), trazendo o contexto histórico da criação da urna eletrônica.

A origem

A criação de um aparelho mecanizado para coletar votos era um desejo antigo no país. O primeiro Código Eleitoral, de 1932, previa em seu artigo 57 o “uso das máquinas de votar, regulado oportunamente pelo Tribunal Superior [Eleitoral]”, devendo ser assegurado o sigilo do voto.

O pontapé para a criação do sistema informatizado de votação foi dado com a consolidação do cadastro único e automatizado de eleitoras e eleitores. Isso começou em 1985 e foi finalizado em 1986, na gestão do ministro Néri da Silveira na Presidência do TSE, quando o Brasil contava com um eleitorado de cerca de 70 milhões. Antes, não havia um registro nacional, o que abria espaço para fraudes no cadastro.

O primeiro nome do equipamento foi Coletor Eletrônico de Votos (CEV). O projeto foi concebido a partir de algumas premissas básicas: o dispositivo teria de ser capaz de eliminar a intervenção humana nos procedimentos de apuração e totalização dos resultados, bem como de garantir maior segurança e transparência ao processo eleitoral. Além disso, deveria ser leve e compacto (para facilitar o transporte) e prático para se usar.

Em 1994, sob a Presidência do ministro Sepúlveda Pertence, o TSE realizou pela primeira vez o processamento eletrônico do resultado das eleições gerais daquele ano com recursos computacionais da própria Justiça Eleitoral.

Trajetória de sucesso

Entretanto, o projeto da urna eletrônica genuinamente brasileira só começou em 1995, quando o TSE formou uma comissão técnica liderada por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) para desenvolver o projeto da “máquina de votar”.

O resultado foi um sucesso. A urna eletrônica combinou tela, teclado e CPU em uma só máquina, com teclado similar ao de um telefone justamente para possibilitar que a pessoa analfabeta e a pessoa com deficiência visual pudessem interagir com o novo dispositivo sem dificuldade.

Em 1996, já foi possível coletar e totalizar os votos de mais de 32 milhões de brasileiros, um terço do eleitorado da época, por meio das mais de 70 mil urnas eletrônicas produzidas para aquelas eleições. Participaram dessa votação e apuração informatizada 57 cidades com mais de 200 mil eleitores, entre elas, as 26 capitais dos estados (o Distrito Federal não participou por não eleger prefeito).

Quatro anos depois, nas Eleições Municipais de 2000, as urnas eletrônicas chegavam a todos os cantos do país, na primeira eleição totalmente informatizada. Desde então, a Justiça Eleitoral vem ampliando o parque de urnas eletrônicas para atender ao crescimento do eleitorado brasileiro, garantindo a segurança, a confiabilidade, a agilidade e a auditabilidade do equipamento.

Resposta brasileira

A adoção da urna eletrônica foi a bem-sucedida resposta brasileira para retirar do sistema eleitoral as cédulas de papel, que, durante décadas, foram vulneráveis às fraudes. O equipamento reforçou a conscientização social de que uma democracia representativa se legitima pela vontade soberana do povo, por meio do voto devidamente coletado e apurado em eleições limpas, sem suspeitas.

Ao completar três décadas de atividade, a urna eletrônica registrou e apurou os votos de milhões de eleitoras e eleitores em diversas eleições gerais e municipais, com segurança e total transparência. No pleito municipal de 2024, mais de 153 milhões de eleitores votaram em mais de 570 mil urnas eletrônicas instaladas em 5.569 municípios, consolidando o Brasil como o país com a maior eleição informatizada do mundo.

“Nesses 30 anos, a urna acabou com a fraude eleitoral, acabou com a possibilidade de uma pessoa votar por outra. Acabou com a possibilidade, portanto, de a gente ter um resultado que não corresponde ao votado pelo povo”, enfatizou a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, no evento no TSE que celebrou a data.

Os modelos de urna

Ao longo da trajetória, a urna eletrônica passou por constantes aprimoramentos, tanto em seus componentes de software, quanto na modernização estética do equipamento (hardware). Esses aperfeiçoamentos seguiram a evolução tecnológica, sempre com o objetivo de fortalecer as barreiras de segurança e de entregar aos milhões de eleitoras e eleitores um equipamento intuitivo e de fácil uso no momento do voto.

Até as Eleições Municipais de 2024, 14 modelos de urnas eletrônicas já foram utilizados. Confira os principais avanços tecnológicos da urna eletrônica nestes 30 anos:

– Segurança: inclusão de uma arquitetura de segurança única no mundo, a qual permite que a urna apenas funcione com sistemas autênticos e que tais sistemas funcionem apenas na urna, além do uso de criptografias avançadas, lacres físicos mais resistentes, entre outros itens.

– Transparência: diversos mecanismos e possibilidades para avaliar a integridade e a idoneidade da votação e da apuração, bem como da totalização dos votos.

– Biometria: desde 2008, a biometria (identificação pelas impressões digitais) vem sendo ampliada gradualmente, auxiliando mesárias ou mesários a validarem a identidade de eleitoras e eleitores.

– Acessibilidade: foram introduzidos e aprimorados recursos para pessoas com deficiência visual e auditiva, como fones de ouvido, sintetizador de voz, teclado com sinalização em braile (desde a UE96 original), bem como o uso de intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) na tela da urna.

– Eficiência: a sucessão de novos modelos tornou o processo eleitoral mais ágil, reduzindo o tempo de habilitação para o voto de eleitoras e eleitores nas seções eleitorais.

– Sustentabilidade: os equipamentos passaram a consumir menos energia e foram projetados para serem mais duráveis e facilmente reciclados, contribuindo para a preservação do meio ambiente.

Prefeitura de Caruaru anuncia Cartão Ração para protetores de animais

Reafirmando o compromisso da gestão municipal com o avanço das políticas públicas de proteção animal, a Prefeitura de Caruaru lança o Cartão Ração, iniciativa anunciada pelo prefeito Rodrigo Pinheiro ao lado da Secretaria de Sustentabilidade e Bem-Estar Animal.

O Cartão Ração é um programa que tem como objetivo oferecer suporte alimentar para animais resgatados por protetores independentes, reconhecendo o trabalho essencial realizado por esses voluntários. A iniciativa busca fortalecer essa rede de apoio e garantir melhores condições para o cuidado dos animais em situação de abandono.

“Nosso compromisso é transformar a causa animal em política pública permanente. O Cartão Ração chega para apoiar quem está na linha de frente, cuidando dos animais resgatados e ajudando a combater o abandono. Essa é uma iniciativa construída com diálogo, escuta e responsabilidade social”, afirmou o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro.

A gestão municipal reforçou o compromisso com a causa animal, destacando que novas ações continuarão sendo desenvolvidas para ampliar a proteção e o bem-estar dos animais, consolidando avanços que não devem parar.

“Essa iniciativa nasce da escuta dos protetores. Queremos dar suporte real a quem cuida dos animais e avançar cada vez mais na causa animal em Caruaru. Reforçamos a importância para esses protetores em relação a castração e posteriormente adoção desses animais para que novas vagas possam surgir”, destacou Fagner dos Animais, Secretário de Sustentabilidade e Bem-Estar Animal.

Com tarifas, exportações para Estados Unidos caem 11,3% em abril

Ministério da Agricultura e Pecuária abre mais dois novos mercados na Austrália e Costa Rica. Navio Mercante; exportações; importações; comércio exterior, mercado externo; conteiner. Foto: MAPA/Divulgação

As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 11,3% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto as vendas para a China cresceram 32,5% no período. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

As vendas para os Estados Unidos somaram US$ 3,121 bilhões em abril deste ano, ante US$ 3,517 bilhões registrados em abril de 2025. As importações de produtos norte-americanos caíram 18,1%, passando de US$ 3,780 bilhões para US$ 3,097 bilhões.

Com esses números, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos fechou abril com superávit de US$ 20 milhões para o lado brasileiro.

Tarifas pesam
Esta foi a nona queda consecutiva nas exportações brasileiras ao mercado norte-americano desde a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em meados de 2025.

Apesar da retirada de parte dos produtos brasileiros da lista tarifária no fim do ano passado, o Mdic estima que 22% das exportações brasileiras continuem sujeitas às taxas impostas em julho de 2025. O grupo inclui itens submetidos apenas à tarifa adicional de 40% e também produtos que acumulam a alíquota extra com a taxa-base de 10%.

Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, os números indicam uma recuperação gradual do fluxo comercial.

“Ainda observamos redução da exportação, mas ele vem se recuperando ao longo dos meses. Neste ano, superamos US$ 3 bilhões após vários meses abaixo desse patamar”, afirmou.

Avanço chinês
Na direção oposta, as exportações brasileiras para a China cresceram 32,5% em abril, alcançando US$ 11,610 bilhões, contra US$ 8,763 bilhões no mesmo mês de 2025.

As importações vindas do país asiático também avançaram, com alta de 20,7%, passando de US$ 5,018 bilhões para US$ 6,054 bilhões.

O resultado garantiu ao Brasil um superávit comercial de US$ 5,56 bilhões com a China no quarto mês do ano.

De janeiro a abril, as exportações brasileiras para o mercado chinês cresceram 25,4%, totalizando US$ 35,61 bilhões. As importações tiveram leve queda de 0,4%, somando US$ 23,96 bilhões.

Com isso, o superávit brasileiro com a China no período atingiu US$ 11,65 bilhões.

Petróleo recua
O diretor da Secex também comentou a queda nas exportações brasileiras de petróleo bruto registrada no mês passado. Segundo Herlon Brandão, o movimento está relacionado à volatilidade do mercado internacional e não ao imposto de exportação criado pelo governo para financiar a redução do preço do diesel.

A medida foi adotada em meio à alta internacional do petróleo provocada pela guerra no Irã.

“É possível que observemos esse aumento de novo no mês seguinte. Então acredito que não seja possível atribuir uma questão do imposto de exportação de petróleo bruto”, disse.

Brandão afirmou ainda que o Brasil mantém competitividade no setor petrolífero devido ao baixo custo de produção e à forte demanda externa, o que pode favorecer uma retomada das exportações já em maio.

Em abril, as exportações de petróleo bruto subiram mais de 10% em relação a abril do ano passado, mas a alta tem a ver com o aumento de 23,7% dos preços médios, influenciados pela guerra no Oriente Médio. O volume exportado recuou 10,6% no último mês, segundo a Secex.

Bolsa cai mais de 2% e atinge menor nível desde o fim de março

São Paulo (SP), 19/05/2025 - Pregão da B3. Foto: B3/Divulgação

O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira (7) em clima de aversão ao risco, pressionado pela forte queda do petróleo no exterior, pela repercussão de balanços de empresas e pelas incertezas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã.

O Ibovespa recuou mais de 2%, atingindo o menor nível desde o fim de março, e o dólar fechou perto da estabilidade.

A perspectiva de um acordo temporário entre Washington e Teerã para interromper o conflito no Oriente Médio reduziu os temores sobre o abastecimento global do petróleo e derrubou os preços do produto, afetando ações de petroleiras e influenciando os mercados globais.

Principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 2,38%, aos 183.218 pontos, menor nível desde 30 de março. Na mínima do dia, o indicador chegou a 182.868 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 32,08 bilhões.

A queda foi intensificada pela queda nos lucros de grandes empresas do setor financeiro e de energia. O recuo do petróleo no mercado internacional também pressionou papéis da Petrobras, com o maior peso na composição do Ibovespa, e de outras petrolíferas.

Em Nova York, o índice S&P 500 fechou em queda de 0,38%.

Dólar oscila
O dólar comercial apresentou volatilidade moderada e encerrou o pregão praticamente estável diante da alternância de notícias sobre a guerra no Oriente Médio e as negociações diplomáticas envolvendo EUA e Irã.

A moeda estadunidense fechou com leve alta de 0,05%, cotada a R$ 4,923. No acumulado de 2026, porém, registra queda de 10,31% em relação ao real.

Durante a manhã, o mercado reagiu positivamente à possibilidade de um acordo temporário para interromper os combates entre iranianos e estadunidenses. Nesse cenário, o dólar perdeu força frente a diversas moedas emergentes.

No Brasil, a divisa chegou à mínima de R$ 4,89 pouco antes das 10h, mas voltou a oscilar perto da estabilidade ao longo do dia.

À tarde, novas informações envolvendo o Estreito de Ormuz aumentaram a cautela dos investidores. Reportagem do The Wall Street Journal indicou que o governo norte-americano pretende retomar operações de escolta a navios comerciais na região.

O movimento elevou dúvidas sobre a possibilidade de um acordo definitivo entre Washington e Teerã, levando o dólar a R$ 4,93 por volta das 14h30, antes de a cotação desacelerar novamente.

Investidores também acompanharam a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos e o encontro com Donald Trump. Segundo Trump, a reunião foi “muito boa” e incluiu discussões sobre comércio e tarifas.

Petróleo recua
Os contratos internacionais de petróleo fecharam em queda após um pregão marcado por forte volatilidade.

O barril do tipo Brent, usado como referência pela Petrobras, recuou 1,19%, para US$ 100,06. O petróleo tipo WTI, do Texas, usado nas negociações nos Estados Unidos, caiu 0,28%, encerrando a US$ 94,81.

Os preços chegaram a cair menos após a reportagem do Wall Street Journal. Mais tarde, a emissora de televisão Al Jazeera, citando fontes militares estadunidenses, informou que a notícia da retomada das escoltas estava incorreta.

O governo iraniano afirmou que ainda avalia as propostas apresentadas pelos Estados Unidos para encerrar o conflito. Paralelamente, Teerã intensificou o controle sobre embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz, principal rota marítima para exportação global de petróleo.

Jogo do Flamengo na Libertadores é cancelado por atos de vandalismo

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A partida entre Flamengo e Independiente Medellín (Colômbia), pelo Grupo A da Copa Libertadores da América, foi cancelada, na noite desta quinta-feira (7), após torcedores da equipe colombiana realizarem atos de vandalismo no estádio Atanásio Girardot, em Medellín.

A bola rolou por pouco mais de três minutos no estádio colombiano, até que torcedores lançaram sinalizadores e bombas em direção ao campo de jogo, em especial perto do gol defendido pelo goleiro Rossi, do Flamengo. Além disso, alguns torcedores tentaram invadir o gramado, o que levou a Polícia a entrar em ação de forma imediata.

Diante deste panorama, por determinação da arbitragem da partida, os jogadores das duas equipes seguiram para os vestiários, onde permaneceram aguardando por 1 hora e 15 minutos até que a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) decidiu cancelar o jogo.

Após a decisão da Conmebol o diretor de futebol do Flamengo, José Boto, se pronunciou, em um vídeo publicado nas redes sociais, defendendo o cancelamento da partida e a atribuição dos pontos ao Rubro-Negro.

“[Estou aqui para] comunicar que a Conmebol decidiu suspender o jogo. O jogo está suspenso, será aberto um expediente. Como é óbvio, esperamos conquistar os três pontos, porque a responsabilidade não é nossa. Os regulamentos são claros, e a equipe mandante não conseguiu a segurança. O próprio presidente [do Independiente Medellín], que a princípio queria jogar com portões fechados, tirando todos os torcedores do estádio, reconheceu para nós que não havia condições de segurança nem dentro nem fora do estádio. Quero dizer que nós queríamos jogar, mas que queríamos que fossem oferecidas todas as condições de segurança para os nossos jogadores, para nossos torcedores, para nós fora do estádio quando fôssemos para o aeroporto. E essas condições de segurança não foram oferecidas e, por isto, veio a decisão da Conmebol, que parece a mais correta. Porque, acima de tudo, está a segurança e a integridade física das pessoas”, declarou.

Vitória do Mirassol

Outra equipe brasileira a entrar em campo pela competição continental nesta quinta foi o Mirassol, que, jogando no Maião, derrotou a LDU (Equador) pelo placar de 2 a 0 e assumiu a liderança do Grupo G.

Graças ao triunfo construindo com gols do zagueiro Lucas Oliveira e do zagueiro Reinaldo, a equipe do interior paulista chegou aos nove pontos. Já equipe equatoriana, com o revés, ficou empatada em número de pontos com o Lanús (Argentina), ambos com seis pont