Eleições 2026: eleitor pode se inscrever para ser mesário voluntário

São Paulo (SP) 06/10/2024 - Movimentação de eleitores na 1ª Zona Eleitoral no bairro da  Bela Vista,  EMEF Celson Leite Ribeiro Filho. Foto Paulo Pinto/Agencia Brasil

Os tribunais regionais eleitorais (TREs) estão com inscrições abertas para ampliar e renovar o banco de mesários voluntários que atuarão nas eleições gerais de 2026, em outubro.

O cadastro pode ser feito de forma permanente na justiça eleitoral. Cabe ao mesário fiscalizar o processo nas zonas eleitorais.

Campanha

Desde março, uma campanha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convoca colaboradores para atuarem como mesários.

O conteúdo veiculado em emissoras de rádio e televisão foca no recrutamento de novos colaboradores e foi adaptado para as redes sociais (Instagram, TikTok e Linkedin) para atingir o público jovem.

Quem pode ser mesário

Todo eleitor com mais de 18 anos pode se inscrever, desde que esteja em situação regular com a Justiça eleitoral.

Não pode ser mesário quem concorre a um cargo elegível nesta eleição, nem parentes de até segundo grau de candidatos, além de membros de diretórios de partidos políticos que exerçam função executiva.

Autoridades policiais também estão impedidas de serem convocadas, pois participam do processo eleitoral de outras formas, como na segurança dos locais de votação e no transporte de urnas.

Como se voluntariar

O cadastro é feito online, preferencialmente, pelo aplicativo e-Título, ou nos sites dos tribunais regionais eleitorais.

O candidato a mesário também pode entrar em contato com o cartório eleitoral por meio do de telefone ou WhatsApp local, disponibilizado nos sites dos TREs.

Convocação

O cadastro voluntário não significa convocação imediata para a função de mesário. Se não tiver vaga, o cadastro fica guardado para futuras eleições.

Caso seja selecionado, a confirmação será formalizada por meio de uma carta convocatória oficial da Justiça eleitoral. O documento detalha informações como a função a ser desempenhada, além das datas e locais tanto do treinamento quanto do pleito.

Muitos tribunais enviam a convocação de forma digital (via WhatsApp oficial ou e-Título), além da carta física.

No dia da eleição, a ausência não justificada do mesário pode gerar penalidade. Em caso de impedimento para o trabalho, o convocado deve apresentar uma justificativa, como um atestado médico, que será analisado.

Se a justificativa não for aceita, a penalidade poderá ser uma suspensão.

Capacitação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) orienta os mesários a realizarem o treinamento preparatório pelo aplicativo Mesário, disponível para download.

Convocados terá acesso também a treinamentos eleitorais específicos e orientações de técnicos da justiça eleitoral, sobre atuação como mesário, secretário ou presidente de mesa no dia das eleições.

Pelo aplicativo, as aulas são organizadas em blocos de assunto. Cada etapa concluída desbloqueia as fases seguintes do treinamento.

Como atuam

Toda seção eleitoral conta com quatro mesários, e cada um deles tem uma função específica: presidente, primeiro mesário, segundo mesário e secretário.

Entre as principais atribuições dos mesários estão:

  • organizar a fila de eleitores e observar as prioridades;
  • inspecionar urnas eletrônicas e cabines de votação;
  • controlar a entrada e a movimentação de pessoas na seção eleitoral;
  • localizar o nome do eleitor no caderno de votação;
  • colher a assinatura ou a impressão digital do eleitor;
  • entregar o comprovante de votação no fim do processo, entre outras atribuições.

Benefícios

Quem trabalha como mesário (convocado ou voluntário) não recebe remuneração, apenas o auxílio-alimentação no valor de R$ 65 por turno trabalhado, (conforme a Portaria TSE nº 86/2025).

Outros benefícios previstos em lei e regulamentados pelo TSE são:

  • dois dias de folga para cada dia trabalhado nas eleições e para cada dia de treinamento;
  • caso previsto em edital, o trabalho como mesário pode ser critério de desempate em concursos públicos;
  • mesários podem validar o serviço eleitoral como atividade extracurricular em faculdades ou universidades que têm acordo com o TRE.

Os dias de folga devem ser acordados com a empresa, órgão ou instituição em que o mesário trabalha.

Eleições de 2026

Em outubro, mais de 150 milhões de brasileiras e brasileiros vão escolher o presidente da República, governadores e senadores, bem como deputados federais, estaduais e distritais.

O primeiro turno das eleições gerais ocorrerá em 4 de outubro. Se houver necessidade, um eventual segundo turno para definir presidente e governadores está marcado para 25 de outubro.

Este ano também marca os 30 anos da urna eletrônica nas eleições do Brasil. O equipamento informatizado para registrar o voto foi usado pela primeira vez em 1996.

Nestas três décadas, o Brasil se consolidou como o país com a maior eleição informatizada do mundo.

Brasileira lidera construção de código para mineração em alto-mar

Brasília (DF), 09/05/2026 - A secretária-geral da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA), Leticia Carvalho, durante entrevista para a Agência Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com sede em Kingston, na Jamaica, a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês) é uma instância da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por gerir os recursos minerais do fundo do mar para além da jurisdição nacional, em uma área que abrange 54% dos oceanos.

Comandado pela oceanógrafa brasileira Letícia Carvalho desde 2025, o organismo está empenhado na conclusão de um código para mineração em águas profundas. Trata-se de um conjunto de regras internacionais para permitir a extração de recursos no leito dos oceanos de forma sustentável.

Após mais de dez anos de diálogos e trabalhos na construção de um consenso para o documento final, os 171 membros mais a União Europeia – são signatários da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar –, se reunirão em junho e julho para a segunda etapa da 31 ª Sessão da ISA com o objetivo de concluir o código.

No Brasil, durante a primeira visita oficial como secretária-geral da ISA, Letícia Carvalho falou com exclusividade à Agência Brasil sobre o andamento dos trabalhos de construção do Código de Mineração e sobre a experiência de ser a primeira mulher, cientista e latino-americana a ocupar o cargo.

Confira os principais trechos da entrevista:

Agência Brasil: A ISA tem trabalhado na construção de um Código para Mineração do Fundo do Mar. em qual estágio está a preparação desse documento?

Letícia Carvalho: Esse é um trabalho longo e, como todo trabalho multilateral, ele exige consenso. Por isso, já são mais de dez anos de negociação. A ISA tem, durante 30 anos de sua existência, um arcabouço normativo muito consolidado para a parte de prospecção e explotação [extração] de recursos minerais.

Isso significa, que desenvolvemos estudos que visam entender a viabilidade dessa mineração no sentido custo-benefício econômico, mas também o entendimento do ecossistema marinho como um todo e, sobretudo, as necessidades obrigatórias no âmbito da Autoridade Internacional de proteção desses ecossistemas onde esses domínios minerais acontecem.

Atualmente, a ISA encontra-se dedicada a cumprir a última etapa desse processo regulatório, que é mais importante, porque ela irá adotar o Código de Mineração, ou seja, passaremos de uma etapa crucial de pesquisa, geração de conhecimento, ciência, acúmulo de dados, para uma etapa de explotação e uso comercial.

Chegaremos, então à escala comercial dessa mineração tão esperada por tantas indústrias, como a de segurança, transição energética, como mais uma fonte desses recursos, sobretudo, para países que não têm acesso ou não dispõem de minerais críticos em seus territórios.

Eu tenho grandes esperanças que os países virão reunidos na próxima sessão da ISA e até o final desse ano, imbuídos de uma grande vantagem política em adotar o Código de Mineração ao mais tardar, se não ao final desse ano, ao início do ano que vem.

Agência Brasil: Qual a importância dessa regulação?

Letícia Carvalho: O código é um elemento fundamental para a plena atuação da autoridade internacional como órgão regulador multilateral. Sem ele, ficamos sem a capacidade de regular e governar todas as atividades inerentes à mineração comercial em fundos marinhos em alta profundidade.

As atividades minerais precisam acontecer de forma a não gerar danos descontrolados ou irreversíveis a esses ambientes sensíveis fora de jurisdição dos territórios nacionais, que representam um território de 54% dos oceanos, ou seja, toda a massa continental caberia duas ou três vezes dentro desse espaço se colocada conjuntamente.

É a última fronteira onde os seres humanos ainda não realizaram atividades comerciais até o momento e, por isso, há uma necessidade de auxiliar nos usos múltiplos de diferentes recursos nos oceanos. Compatibilizar usos pacíficos de desenvolvimento econômico, proteção ambiental e outros usos é realmente um dos fundamentos da governança oceânica.

Brasília (DF), 09/05/2026 - A secretária-geral da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA), Leticia Carvalho, durante entrevista para a Agência Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A secretária-geral Letícia Carvalho está no Brasil para a 31ª sessão da ISA  – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Agência Brasil: Quando falamos de riquezas do fundo do mar estamos falando de quais tipos de recursos?

Letícia Carvalho: Há recursos pesqueiros, biodiversidade. Boa parte das comunicações fazem uso de cabos submarinos, transmitem a maior parte dos dados que hoje são compartilhados globalmente por cabos assentados no assoalho oceânico, onde também se encontram minerais.

Então, há uma grande importância da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos em atuar como reguladora e também conciliadora desses diferentes usos. Ou seja, a proteção ambiental vem intrínseca como uma obrigação.

Não é possível autorizar atividades de exploração comercial sem que seus contratantes ou investidores atuem de forma incisiva em proteção ambiental, em mitigação, e prevenção de riscos.

Há também uma grande necessidade de coordenação que a própria Autoridade realiza, buscando compartilhar trabalhos com outras entidades multilaterais, como a FAO, por exemplo, referente aos recursos pesqueiros ou com a Associação Internacional de Cabos Submarinos, no sentido de evitar conflitos e buscar sinergias.

Entre as diversas atividades que devem acontecer na área oceânica, desde a navegação na superfície, até as suas áreas mais profundas, onde estão os assoalhos oceânicos. E me refiro à profundidade de 2 mil metros até 11 mil metros abaixo do nível do mar.

Quando a gente fala de acordos e tratados multilaterais, existe o tratado de alto mar, que é o BBNJ. Eu queria saber por que o tema mineração ainda não entrou, ele não faz parte desse tratado, já que ele é sobre exatamente essas jurisdições além das nacionais.

>> Clique aqui e leia mais sobre o Tratado de Alto-Mar

Agência Brasil: Recentemente a ISA criou um biobanco. De que forma esse recurso contribui com os debates da mineração e do uso de outros recursos do fundo do mar?

Letícia Carvalho: O biobanco deriva de uma obrigação que existe na regulação da Autoridade em que aqueles interessados em minerar – governos, investidores privados – são obrigados a fazer pesquisa exploratória em situ [no local] e a conservar amostras de sedimento por até 15 anos.

Isso criou um instrumento que eu tenho uma grande satisfação e um grande orgulho, que é o maior banco de dados sobre os fundos marinhos e os assoalhos oceânicos existentes em todo o mundo: o Deep Data.

Com o BBNJ [Tratado de Alto-Mar], nós passamos por meio da nossa capacidade reguladora legalmente vinculante a obrigar que os contratantes coletem não só amostras de sedimento, mas que também preservem a parte biológica que eventualmente venha nessas amostras sedimentares, unindo a possibilidade de obter conhecimento a partir do interesse da mineração.

Essas amostras, então, são alocadas dentro do recém-criado biobanco, em uma grande parceria que a Autoridade Internacional tem com o governo da Coreia.

Há um laboratório novo sendo criado, uma estrutura, porque a conservação de amostras de material biológico por 15 anos requer outros requerimentos, sobretudo refrigeração, laboratórios especializados.

Com isso, a Autoridade Internacional assinou, há dois anos, um grande projeto de construção de um laboratório específico, que será o repositório dessas amostras biológicas, já criando um elemento de colaboração com o BBNJ com a proteção da biodiversidade marinha no futuro.

Então, esse banco de dados será hospedado dentro de uma universidade coreana. As amostras já estão sendo coletadas pelos nossos contratantes e os dados biológicos deverão começar a ser enviados a partir do ano que vem, quando se inaugura o laboratório.

Assim, teremos um novo repositório, que além de dados sedimentares, que a ISA já tem sob sua governança, dados biológicos de biodiversidade, com a responsabilidade de preservação às custas do contratante por mais 15 anos. Ou seja, não utilizaremos dinheiros ou recursos de pagamento de impostos, mas sim dos próprios interessados na mineração.

Brasília (DF), 09/05/2026 - A secretária-geral da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA), Leticia Carvalho, durante entrevista para a Agência Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Oceanógrafa Letícia Carvalho é a primeira mulher e brasileira a comandar a Autoridade – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Agência Brasil: Você é a primeira mulher e primeira brasileira à frente da ISA. Como avalia essa conquista e qual a importância dessa liderança para o Brasil e a equidade de gênero em organismos internacionais?

Letícia Carvalho: É uma grande honra para mim, um grande privilégio. Eu fui forjada na ciência, nas universidades públicas brasileiras, na ciência brasileira, que é impressionantemente desenvolvida.

Como cientista, migrei para um espaço muito especial, que é aquele que é uma ciência orientada. A informação da tomada de decisão, ou seja, é uma ponte entre ciência e política pública.

Eu hoje me encontro nessa função, com essa responsabilidade de agrega todo esse meu histórico.

Eu acho que a importância de ser a primeira mulher é simplesmente trazer a liderança feminina, que é extremamente pragmática, é extremamente voltada a uma tomada de decisão cuidadosa, inclusiva.

Acho que trazemos isso quase de forma intrínseca à nossa condição feminina de cuidado e inclusão. Isso é uma marca muito importante das poucas mulheres – e aí me refiro a um lado talvez ainda não tão positivo – que estão em posições de liderança como eu, em cargos tão específicos.

Eu sou a única mulher, a única latino-americana, a ocupar o cargo mais alto da governança dos oceanos dentro do arcabouço multilateral internacional. Eu trago, com isso, uma responsabilidade muito grande de ser exemplo para outras muitas mulheres jovens que, futuramente, possam vir a pensar e a sonhar em exercer atividades como essa.

Com isso, queria destacar um aspecto muito importante: o meu principal programa – que trago no meu coração dentro da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos – visa justamente promover a liderança feminina na sua participação em assuntos de governança oceânica, ainda muito dominada por homens, pela tradição militar e dos pescadores, em sua grande maioria homens.

Busco trazer e elevar a liderança feminina, tanto na pesca, nas atividades a bordo, a presença feminina dentro de navios, de forma segura, e esse programa visa justamente isso.

Agora inaugura uma nova vertente dedicada à formação de mulheres para a liderança em diplomacia e governança oceânica.

Então eu acho que essa presença de uma mulher também desperta o olhar para a necessidade de trazer outras mulheres para esses espaços. E como cientista técnica e alguém orientada à prática, eu acho que eu venho a colaborar com um valor bastante importante nesse momento, enquanto o regime internacional do fundo do mar muda da exploração de estudos para implementação.

A minha bagagem como técnica, cientista, reguladora, alguém que esteve à frente nas tratativas para desenhar, implementar e assumir a responsabilidade pelo seu pleno cumprimento, pode agregar valor à capacidade de implementação com integridade.

PM retira estudantes da reitoria da USP

A Polícia Militar (PM) fez, na madrugada deste domingo (10), a desocupação do saguão da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), ocupado por aproximadamente 150 pessoas desde a última quinta-feira (7). Cerca de 50 policiais participaram da ação. Segundo a PM, não houve feridos.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP informou que houve seis feridos levados para a UPA Rio Pequeno. Dois já foram liberados e quatro continuam internados, sendo que um deles teve o nariz fraturado. Segundo o DCE, os policiais usaram bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e cassetetes que feriram os estudantes.

A PM disse que quatro pessoas foram levadas ao 7º Distrito Policial, onde foi registrado boletim de ocorrência por dano ao patrimônio público e alteração de limites. Após a qualificação, elas foram liberadas.

Após a desocupação, uma vistoria no espaço constatou os danos ao patrimônio público, entre eles a derrubada do portão de acesso, portas de vidro quebradas, carteiras escolares danificadas, mesas avariadas e danos à catraca de entrada, afirmou a corporação.

Ainda segundo a PM, no local, também foram apreendidos entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes, como facas, canivetes, estiletes, bastões e porretes.

A Polícia Militar ressalta que eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas. O policiamento segue no local para garantir a ordem pública e a integridade do patrimônio público.

Os estudantes fizeram a paralisação para reivindicar aumento no valor pago pelo Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil, melhorias nas moradias estudantis e também nos restaurantes universitários, conhecidos como bandejões.

Nota
Em nota, a USP lamentou os acontecimentos durante o processo de reintegração de posse do prédio da Reitoria e disse que não foi informada previamente da desocupação do espaço pela PM.

“Importante ressaltar que, ao longo de todo esse período, a Reitoria manteve a disposição permanente para o diálogo e para o acompanhamento dos encaminhamentos acordados nas negociações com o movimento estudantil”, diz a nota.

A USP acrescentou que as negociações, no entanto, chegaram a um limite diante:

Do atendimento de diversos itens da pauta por parte da Reitoria;
Da constituição de 7 grupos de trabalho para estudo de viabilidade de outros pontos da pauta;
Da insistência em reivindicações que não podem ser atendidas; e
De itens de pauta fora do âmbito de atuação da Universidade e a presença de pessoas externas à comunidade acadêmica.
A universidade afirmou que continua aberta a um novo ciclo de diálogo com a finalidade de consolidar o que já foi encaminhado nas reuniões com a representação estudantil, “o que pressupõe a manutenção do direito de ir e vir em todos os espaços”.

São João na Roça faz da chuva cenário para mais uma grande noite de cultura popular em Xicuru

O Maior e Melhor São João do Mundo chegou debaixo de chuva ao Sítio Xicuru, nesta sexta-feira (8). Entre moradores da região e turistas, os forrozeiros transformaram a noite chuvosa em cenário para uma grande celebração da cultura nordestina no São João na Roça.

A noite começou com as apresentações itinerantes do Batalhão de Bacamarteiros 333 e da Banda de Pífanos Vitoriano Jovem, que levaram música e identidade cultural ao público presente.

No palco, Forró Chicote abriu a programação com muito arrasta-pé. Em seguida, Dudu do Acordeon manteve o clima festivo com clássicos do forró, enquanto a dupla Sirano e Sirino encerrou a noite colocando o público para cantar e dançar mesmo debaixo de chuva.

“Faço questão de vir porque sou defensora da cultura, apoiar o São João na Roça é uma forma de defender a nossa cultura e manter viva essa tradição tão bonita. Só deixei de ir em uma noite até agora e quero participar de todas as outras.”, destacou a moradora de Caruaru, Nadir Ribeiro, que acompanha a programação sempre ao lado das amigas.

Guarda Municipal de Caruaru detém suspeito por furto de trilhos na Via Parque

A Guarda Municipal de Caruaru deteve um homem suspeito de furtar trilhos de alumínio na noite da sexta-feira (8), na Via Parque, no bairro Vila Kennedy. A ocorrência foi registrada após denúncias recebidas pela Central Integrada de Monitoramento, por meio do telefone funcional e do 153, informando que um indivíduo estaria depredando a estrutura do local.

Ao chegar na área indicada, a equipe flagrou o suspeito retirando os trilhos de alumínio. Durante a abordagem, ele desobedeceu à ordem de parada e tentou fugir, sendo alcançado após perseguição a pé. Algumas pessoas chegaram a agredir o suspeito antes da intervenção da equipe.

Na ação, foram apreendidos cerca de 18 quilos de trilhos de alumínio e um pé de cabra, ferramenta utilizada para remover o material. Após revista pessoal, nenhum armamento ou entorpecente foi encontrado. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia, juntamente com o material apreendido, para adoção das medidas cabíveis.

Eleições 2026: saiba de onde podem vir os recursos de campanha

Identidade visual da série Por Dentro das Eleições. Na imagem, aparecem as logos do TSE e das El...

Antes mesmo do início da propaganda eleitoral, candidatas, candidatos e partidos políticos devem observar regras específicas para arrecadar recursos destinados às campanhas nas Eleições 2026. A legislação eleitoral define de onde esse dinheiro pode vir e estabelece mecanismos de controle para garantir transparência e fiscalização pela Justiça Eleitoral (JE). As regras estão previstas na Resolução TSE nº 23.607/2019, com atualizações, que trata da arrecadação, dos gastos de campanha e da prestação de contas.

Segundo a norma, a arrecadação só pode começar após o cumprimento dos requisitos exigidos em lei. No caso de candidatas e candidatos, os critérios incluem o pedido de registro de candidatura, a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), a abertura de conta bancária específica para a campanha e a emissão de recibos eleitorais.

Quais recursos podem financiar as campanhas?

De acordo com a resolução, os recursos destinados às campanhas eleitorais somente são admitidos quando provenientes de fontes permitidas em lei. Entre elas, estão:

  • recursos próprios das candidatas ou dos candidatos;
  • doações financeiras ou estimáveis em dinheiro de pessoas físicas;
  • doações de outros partidos políticos e de outras candidatas ou de outros candidatos;
  • comercialização de bens e/ou serviços ou promoção de eventos de arrecadação realizados diretamente pela candidata, pelo candidato ou pelo partido político;
  • recursos próprios dos partidos políticos, desde que identificada a origem.

Os recursos próprios dos partidos políticos são permitidos desde que tenham origem identificada e sejam provenientes:

  • do Fundo Partidário;
  • do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC);
  • de doações de pessoas físicas efetuadas aos partidos políticos;
  • de contribuição das filiadas e dos filiados;
  • da comercialização de bens, serviços ou promoção de eventos de arrecadação;
  • de rendimentos decorrentes da locação de bens próprios dos partidos políticos.

Também podem ser utilizados rendimentos gerados pela aplicação financeira dos recursos arrecadados para a campanha. Nesse caso, os rendimentos mantêm a mesma natureza da origem dos recursos aplicados e devem ser movimentados na conta bancária correspondente.

A resolução ainda proíbe que partidos transfiram ou utilizem, direta ou indiretamente, em campanhas eleitorais, recursos provenientes de doações feitas por pessoas jurídicas, ainda que recebidos em exercícios anteriores.

Empréstimos com recursos próprios

A legislação eleitoral permite o uso de recursos próprios obtidos por meio de empréstimos para financiar campanhas. Nesse caso, a contratação deve ser feita em instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central do Brasil.

Para candidatas e candidatos, os empréstimos precisam estar garantidos por bens que integrem seu patrimônio no momento do registro da candidatura e não podem ultrapassar a capacidade de pagamento decorrente da atividade econômica da pessoa candidata.

Candidatas, candidatos e partidos políticos devem comprovar à JE a contratação regular do empréstimo e, no caso das candidaturas, a quitação integral dos valores utilizados na campanha. A norma também prevê que a Justiça Eleitoral pode exigir a identificação da origem dos recursos usados para pagar o empréstimo.

Regras para o uso do FEFC

O FEFC é disponibilizado pelo Tesouro Nacional ao TSE e distribuído aos diretórios nacionais dos partidos. Os recursos do fundo que não forem utilizados nas campanhas devem ser devolvidos integralmente ao Tesouro no momento da prestação de contas.

A legislação prevê ainda percentuais mínimos do FEFC para o financiamento de candidaturas de mulheres, de pessoas negras e de pessoas indígenas. A aplicação desses valores é fiscalizada pela JE e deve ser comprovada pelos partidos na prestação de contas. Os recursos destinados a essas candidaturas devem ser utilizados exclusivamente nas respectivas campanhas.

Prazo para arrecadação e pagamento de despesas

Partidos, candidatas e candidatos podem arrecadar recursos e assumir despesas de campanha até o dia da eleição. Após a data, a arrecadação só é permitida para quitar despesas já contraídas e ainda não pagas, desde que os débitos sejam integralmente quitados até o prazo de entrega da prestação de contas à JE.

A resolução prevê também que dívidas de campanha possam ser assumidas pela legenda, desde que observadas as exigências da Justiça Eleitoral.

Dívidas de campanha e prestação de contas

Débitos de campanha não assumidos pelo partido podem levar à desaprovação das contas da candidatura. Segundo a resolução, recursos cuja origem não seja identificada, provenientes de fontes vedadas ou utilizados acima dos limites legais, devem ser devolvidos ao poder público.

Relator pede informações em ações contra Lei da Dosimetria

Foto: Bruno Carneiro/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou informações ao presidente da República e ao Congresso Nacional, no prazo de cinco dias, nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7966 e 7967, ajuizadas nesta sexta-feira (8) pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação partidária PSOL-Rede contra a chamada Lei da Dosimetria.

Na sequência, os autos serão enviados à Advocacia-Geral da União (AGU) e, depois, à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terão prazo de três dias cada para se manifestar. O rito adotado pelo relator está previsto no artigo 10 da Lei das ADIs (Lei 9.868/1999).

As entidades questionam a promulgação da Lei 15.402/2026, que alterou dispositivos da Lei de Execução Penal e do Código Penal para inserir novas regras de progressão de regime e remição da pena a condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, além de criar causa especial de diminuição de pena para delitos praticados em contexto de multidão. Destacam que as mudanças têm impacto sobre os condenados pela tentativa de golpe de Estado e pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Argumentos

Entre outros pontos, PSOL-Rede e ABI sustentam que a nova lei cria tratamento executório mais favorável para crimes voltados à ruptura institucional. Na prática, afirmam, condenados por atentados à ordem democrática passariam a receber regime mais brando do que o aplicado a autores de crimes violentos comuns.

Outro argumento é a alegada violação ao princípio constitucional da individualização da pena. As autoras alegam que a Constituição exige que a sanção penal considere a gravidade concreta da conduta e as circunstâncias pessoais do réu, vedando que o legislador estabeleça mecanismos automáticos de execução penal.

A chamada Lei da Dosimetria foi promulgada nesta sexta-feira (8) pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei. Um dos pontos centrais das ações ajuizadas questiona a forma como o tema foi apreciado pelo Congresso Nacional.

Segundo a ABI e a federação PSOL-Rede, houve análise fragmentada do veto, e tendo o presidente da República vetado integralmente o projeto de lei, não seria possível restabelecer apenas partes da norma. A seleção isolada de dispositivos pela Mesa do Congresso, segundo argumentam, configuraria subversão das regras constitucionais que disciplinam a matéria.

As ações também apontam violação ao princípio do bicameralismo. De acordo com as requerentes, o Senado promoveu alteração substancial no texto originalmente aprovado pela Câmara dos Deputados, sem devolver o projeto para nova deliberação dos deputados.

Leia a íntegra do despacho

Com check-in digital, hóspede pode chegar a hotel com ficha preenchida

Brasília - DF - 19/04/2026 - Mais de 3,4 mil hospedagens já atuam com nova Ficha Digital de Hóspedes, de acordo com o Ministério do Turismo. Foto: Foto: Roberto Castro/MTur

Hotéis, pousadas e hostels de todo o Brasil passaram a usar obrigatoriamente a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes em formato 100% digital.

Com a ferramenta, os hóspedes vão poder fazer check-in com antecedência, antes da chegada ao hotel, por meio de link, QR code enviado pela hospedagem.

O procedimento pode ser feito ainda diretamente em dispositivos disponibilizados na hospedagem.

O sistema segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a proteção das informações pessoais dos usuários.

Adotada desde 20 de abril, a ficha digital é a versão eletrônica de um cadastro que existe há décadas e sempre foi obrigatório nos meios de hospedagem no Brasil.

Mudanças

Antes
Ficha preenchida manualmente no balcão do hotel

Processos mais lentos

Dados dispersos em diferentes formatos

Agora
Preenchimento online e antecipado
Check-in mais rápido
Informações organizadas em sistema digital integrado.
O presidente do Sindicato dos Hotéis e Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO), Alfredo Lopes, conta que a capital fluminense vem implementando o novo modelo desde o ano passado e que as principais redes já o adotaram.

“Imagina quando chegava um grupo grande no hotel, a demora que era para fazer o check-in de todos que chegavam. Na Espanha, o visitante faz o check-in no primeiro hotel, ganha um QR Code, e não precisa fazer o procedimento nos outros hotéis. Esse é o próximo passo no Brasil”, disse Lopes.

Segurança de dados
De acordo com o governo, a ficha digital não representa qualquer tipo de monitoramento de turistas. O sistema não foi criado para rastrear deslocamentos, controlar viagens ou vigiar cidadãos.

Os dados coletados são basicamente os mesmos já exigidos anteriormente no modelo em papel, como informações de identificação do hóspede. Esses dados têm finalidades administrativas, estatísticas e de apoio à segurança pública, como já ocorria antes da digitalização.

As informações abastecem o Sistema Nacional de Registro de Hóspedes, que permite ao governo ter uma visão mais precisa do fluxo turístico no país, como número de visitantes, perfil dos turistas e taxa de ocupação hoteleira.

Não há coleta de informações sobre gastos, consumo ou comportamento dos turistas. O sistema não acompanha rotas, não monitora deslocamentos e não permite rastreamento individual de pessoas.

Esses dados são utilizados de forma agregada, ou seja, sem identificação individual, para apoiar a formulação de políticas públicas voltadas ao turismo, melhorar serviços e orientar investimentos no setor.

Governadora Raquel Lyra inaugura terceira Cozinha Comunitária e novo Centro de Referência da Mulher de Condado

Unidades reforçam as políticas de segurança alimentar e proteção às mulheres na Mata Norte pernambucana

“Sou mãe solo, preciso muito, e sei que não vou mais passar fome graças a essa refeição do Programa Bom Prato”. Foi com essas palavras que a dona de casa Iraci Gonçalves comemorou a inauguração da terceira Cozinha Comunitária do município de Condado, na Mata Norte do Estado. Neste sábado (9), além deste equipamento, a governadora Raquel Lyra entregou o novo Centro de Referência da Mulher (CRM) da cidade, ampliando as ações do Governo de Pernambuco nas áreas de combate à fome e proteção às mulheres em situação de violência.

“Estamos aqui em Condado para inaugurar o Centro de Referência para acolhimento da mulher vítima de violência. Temos convênio para 30 municípios, já entregamos dez e até o dia 30 de maio vamos inaugurar os 20 restantes. Além disso, também inauguramos mais uma cozinha comunitária, a de número 286 no nosso Estado. Estamos fazendo política de um jeito sério, decente, respeitando o direito das pessoas”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

A nova Cozinha Comunitária funciona na Rua Vicente Borges, nº 74, no Centro de Condado, das 6h às 14h, com oferta de 200 marmitas de almoço por dia. O equipamento foi batizado em homenagem a Tereza Cecília, conhecida pelas campanhas de arrecadação de alimentos, pelo cuidado com famílias em situação de vulnerabilidade e pela proximidade com a comunidade.

“O combate à fome é prioridade na gestão. Este é um equipamento que não traz só o alívio à fome, mas também dignidade para essas famílias, a segurança de que elas vão ter uma alimentação saudável e constante. Todos os insumos são de qualidade e é uma parceria grande do Governo do Estado com os municípios para que a gente possa alcançar toda a população pernambucana”, explicou a secretária de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas, Andreza Pacheco.

A unidade conta com uma equipe formada por um cozinheiro, três auxiliares, um nutricionista e um coordenador, responsáveis pelo preparo, organização e acompanhamento das refeições. Para implantação das cozinhas comunitárias, o Governo de Pernambuco investe R$ 50 mil no início da operação, além de R$ 20 mil mensais para manutenção.

Com a nova unidade em Condado, Pernambuco passa a contar com 286 cozinhas comunitárias em funcionamento. Desde 2023, 231 cozinhas foram implantadas no Estado, que já serviram mais de 25,8 milhões de refeições.

O prefeito de Condado, Albino Silva, destacou a importância da parceria entre município e Estado. “Ao todo, teremos 900 refeições entregues no município de Condado todos os dias. É com essa parceria com o Governo do Estado que pensamos no melhor para o povo pernambucano”, disse.

CENTRO DE REFERÊNCIA DA MULHER – Além da cozinha, a governadora também inaugurou o Centro de Referência da Mulher (CRM) Malba Lúcia Rabelo de Sousa, equipamento voltado ao acolhimento e atendimento especializado de mulheres em situação de violência. O espaço oferecerá acompanhamento psicológico, social e orientação jurídica, além de ações de prevenção, fortalecimento da autonomia e articulação com a rede de proteção do município.

O novo CRM integra a política estadual de expansão da rede de atendimento às mulheres. Pernambuco contava anteriormente com 30 centros de referência e, com a política de cofinanciamento implementada pelo Governo do Estado, esse número está sendo ampliado para 61 unidades em todo o território pernambucano. O programa prevê repasse mensal de R$ 15 mil durante 18 meses, além da entrega de kit de mobília para estruturação dos equipamentos.

A unidade de Condado recebeu o nome de Malba Lúcia Rabelo de Sousa, empreendedora vítima de feminicídio em 1995. O equipamento funcionará articulado com os serviços de saúde, assistência social, segurança pública e sistema de justiça, garantindo atendimento humanizado e contínuo às mulheres do município.

Presente na cerimônia, o deputado estadual Antônio Moraes destacou as ações da gestão na Mata Norte. “Nós temos feito muitas entregas com o Governo de Pernambuco na Mata Norte e a cidade de Condado é prova disso. Essa cozinha comunitária e o CRM mostram isso. A PE-062, que foi requalificada, também. Esse é um governo que se preocupa com quem mais precisa”, afirmou.

O deputado federal Túlio Gadelha foi outro parlamentar que também elogiou as ações que estão sendo desenvolvidas pela gestão estadual. “Agora temos um governo em Pernambuco que gosta de gente, de andar na rua. Precisamos ter alguém no Estado que cuide da mulher, e é isso que o Centro de Referência da Mulher faz: cuida e acompanha”, disse.

O deputado federal Eduardo da Fonte, por sua vez, ressaltou a importância da política de combate à fome. “Pela segurança alimentar de quem sente fome, o Governo de Pernambuco tirou do papel e colocou as cozinhas comunitárias nos quatro cantos do Estado”, afirmou. Já o deputado federal Lula da Fonte destacou as entregas direcionadas às mulheres. “O Centro de Referência da Mulher e a cozinha comunitária inaugurados certamente vão servir grandemente à população de Condado. Duas das muitas ações que o Governo de Pernambuco tem entregue em todas as regiões do Estado”, acrescentou.

Em São Vicente Férrer, governadora Raquel Lyra entrega restauração da PE-089 e autoriza convênio para construção de nova escola

Em mais um avanço na recuperação das estradas, a governadora Raquel Lyra entregou, neste sábado (9), em São Vicente Férrer, no Agreste Setentrional, a restauração de dez quilômetros da PE-089, no trecho entre o entroncamento com a PE-074, no distrito de Siriji, e a área urbana do município. Com investimento de quase R$ 40 milhões, a intervenção beneficia diretamente cerca de 250 mil moradores do Agreste e da Zona da Mata do Estado. Na ocasião, a gestora também entregou quatro novos ônibus escolares ao município, e assinou um convênio com a Prefeitura para a construção de uma escola, com investimento de mais de R$ 11 milhões.

“Temos feito um investimento histórico nas estradas pernambucanas, conectando pessoas e garantindo o direito de ir e vir com segurança. A restauração da PE-089 era um sonho antigo do Agreste Setentrional e da Zona da Mata Norte. Agora, essa rodovia e tantas outras fazem parte de um conjunto de investimentos que resgata a autoestima do nosso povo e permite que as pessoas prosperem em sua própria terra. Hoje, também lançamos um convênio com a Prefeitura de São Vicente Férrer para a construção de uma nova escola. Tudo isso demonstra que o Governo de Pernambuco está presente, junto às prefeituras, promovendo transformação nos municípios e mudando a vida de quem mais precisa”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

A restauração da PE-089 contou com a recuperação completa do pavimento, recomposição estrutural e aplicação de novo revestimento asfáltico. A recuperação do trecho também incluiu intervenções em drenagem, sinalização vertical e horizontal, além de ações de proteção ambiental. As obras na rodovia garantem melhorias nas condições de trafegabilidade, reduzem o tempo de deslocamento e fortalecem a mobilidade e a integração entre os municípios das regiões. “Essa é mais uma obra de muita qualidade do PE na Estrada. No total, são mais de R$ 5 bilhões investidos pelo Governo do Estado somente neste programa, desde 2023. É uma mudança histórica nas rodovias pernambucanas”, destacou o secretário de Mobilidade e Infraestrutura, Pedro Neves.

Anfitrião do evento, o prefeito de São Vicente Férrer, Marcone Santos, destacou a força das entregas estaduais em parceria com os municípios. “O Governo de Pernambuco está realizando sonhos, com obras que a população já não esperava mais que fossem acontecer, como a PE-089, que beneficia muito nossa cidade, o Agreste e a Zona da Mata”, frisou o gestor municipal.

Nascida e criada em São Vicente Férrer, Maria do Amparo enfatizou que o município aguardava há anos por essa intervenção. “Nossa comunidade, que vive da agricultura, sempre sofreu com o abandono da PE-089. Nasci e me criei aqui e nunca houve uma gestão que olhasse por nós. Agora, só temos a agradecer”, pontuou a moradora.

Acompanhando a governadora no evento, o deputado estadual Antônio Moraes destacou o compromisso do Governo do Estado com as rodovias. “Essa obra era um sonho de São Vicente Férrer e da Zona da Mata. Essas regiões não recebiam investimentos robustos em estradas e, hoje, a partir das ações do Governo do Estado, temos várias obras rodoviárias entregues, trazendo desenvolvimento”, apontou o parlamentar.

Presente no evento, o deputado federal Eduardo da Fonte destacou que o Governo do Estado tem realizado obras que promovem a transformação de Pernambuco. “A PE-089 transforma a vida e a realidade de São Vicente e da Zona da Mata Norte. Esse Governo entrega ações que transformam vidas”, disse. Já o deputado federal Lula da Fonte ressaltou que “a restauração da PE-089 assegura o direito de ir e vir da população em uma estrada segura”. Por fim, o também deputado federal Túlio Gadêlha enfatizou que o Governo do Estado “trabalha e entrega obras pensando na população de Pernambuco”, celebrou Gadêlha.

MACAPARANA – Antes da agenda em São Vicente Férrer, a governadora Raquel Lyra visitou a cidade de Macaparana, na Mata Norte. No município, a gestora assinou autorização de início de obras para pavimentação de diversas ruas da área urbana da cidade, do Bairro Terra Prometida e nos distritos de Lagoa Grande e Poço Comprido, com investimento de R$ 3 milhões do Governo do Estado. O prefeito de Macaparana, Paquinha, falou sobre a parceria com a gestão estadual. “Nossa cidade só tem a ganhar com essa união”, disse o gestor municipal.

Estiveram presentes na agenda o secretário estadual Túlio Vilaça (Casa Civil); os prefeitos Arsênio Medeiros (Bom Jardim), Dió Filho (Riacho das Almas) e Éder Waltter (Vicência); o prefeito de Aliança e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Pedro Freitas; além do diretor-presidente do Departamento de Estradas e Rodagem de Pernambuco (DER-PE), André Fonseca.