Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% ao ano

Brasília (DF), 11/10/2024 - Edifício sede da CNI. Foto: CNI/Divulgação

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa Selic em 15% ao ano, anunciada nesta quarta-feira (28), teve repercussão negativa entre representantes da indústria, da construção civil e de entidades sindicais, que apontam impactos sobre o crescimento econômico, o crédito e o emprego.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o atual patamar dos juros impõe um custo elevado à economia e desconsidera a trajetória recente de desaceleração da inflação. Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, o Banco Central deveria ter iniciado o ciclo de flexibilização monetária.

“Ao manter a Selic em nível insustentável, o Copom prejudica a economia e aprofunda a desaceleração do crescimento. É indispensável iniciar a redução dos juros já na próxima reunião”, afirmou em nota.

Segundo a CNI, a inflação corrente e as expectativas inflacionárias caminham para o centro da meta. O IPCA fechou 2025 em 4,26%, abaixo do teto de 4,5%, enquanto projeções do Boletim Focus indicam inflação de 4% em 2026 e convergência gradual para 3% nos anos seguintes. Ainda assim, a taxa real de juros segue em torno de 10,5% ao ano, cerca de 5,5 pontos percentuais acima da taxa neutra estimada pelo próprio Banco Central.

O setor da construção civil também manifestou preocupação. Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, os juros elevados restringem o crédito imobiliário, reduzem a demanda por novos empreendimentos e dificultam a viabilização de projetos. “Uma política monetária contracionista desacelera a atividade e afeta toda a cadeia produtiva, com reflexos prolongados sobre emprego e renda”, disse.

Em tom mais moderado, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) avaliou que a decisão reflete cautela diante de incertezas fiscais e externas. O economista Ulisses Ruiz de Gamboa destacou que, apesar da desaceleração da atividade, inflação e expectativas ainda se mantêm acima da meta. Para ele, o comunicado do Copom será decisivo para entender se há sinalização de início do ciclo de cortes.

Centrais sindicais

Já as centrais sindicais reagiram de forma mais dura. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou que a manutenção da Selic mantém o Brasil no topo do ranking mundial de juros reais e penaliza a população. “Juros altos encarecem o crédito, reduzem o consumo e resultam em menos empregos”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Segundo a entidade, cada ponto percentual da Selic acrescenta cerca de R$ 50 bilhões aos gastos públicos com juros da dívida.

A Força Sindical classificou a decisão como “irresponsabilidade social” e acusou o Banco Central de favorecer a especulação financeira em detrimento do setor produtivo. Para o presidente da entidade, Miguel Torres, a política monetária atual restringe o crédito, eleva o endividamento das famílias e trava o desenvolvimento econômico.

Apesar das críticas, o Copom manteve a Selic pela quinta vez consecutiva em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. A decisão veio em linha com a expectativa da maioria dos analistas de mercado, em um cenário de inflação ainda acima da meta, incertezas fiscais e riscos externos.

BC mantém juros básicos em 15% ao ano pela quinta vez seguida

Apesar do recuo da inflação e do dólar, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

Essa é a quinta reunião seguida em que o Copom mantém os juros básicos. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.

No comunicado, o Copom confirmou que deverá começar a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.

“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o BC.

A decisão unânime ocorreu com o Copom desfalcado. No fim de 2025, expirou o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só encaminhará as indicações dos substitutos na volta do Congresso Nacional, em fevereiro.

Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho do ano passado, sendo mantida nesse nível desde então.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2025, o IPCA ficou em 4,26% , o menor nível anual desde 2018. Com o resultado, o indicador voltou a ficar dentro do teto da meta contínua de inflação.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro de 2026, a inflação desde fevereiro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 3,5% a previsão do IPCA para 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de março.

As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4%, levemente acima acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,05%.

Crédito caro

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central aumentou de 1,5% para 1,6% a projeção de crescimento para a economia em 2026.

O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,8% do PIB em 2026.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Lula discursa na abertura do Fórum Econômico da AL e Caribe, no Panamá

Brasília (DF), 13/01/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa do lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária, na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, na manhã desta quarta-feira (28), do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, que ocorre na Cidade do Panamá.

Lula será o segundo a discursar na abertura do evento, logo depois do presidente do país anfitrião, José Raúl Mulino.

Entre os temas a serem abordados pelos líderes da região estão infraestrutura e desenvolvimento, inteligência artificial, comércio, energia, mineração e segurança alimentar.

Está prevista ainda a visita a uma das eclusas do Canal do Panamá, onde os chefes de Estado farão a foto oficial do evento.

Na agenda de Lula, também há a previsão de reuniões bilaterais e encontros com outros presidentes que também participam do evento. Equador, Guatemala, Bolívia, Chile e Jamaica já confirmaram presença.

Acordo bilateral

Com o presidente panamenho, Lula deve assinar um acordo de cooperação tratando de investimentos, expansão comercial e logística entre os países.

O Brasil é o 15º maior usuário do Canal do Panamá. Sete milhões de toneladas de produtos brasileiros exportados passam por lá.

O intercâmbio entre os dois países aumentou 78% no último ano, chegando a US$ 1,6 bilhão, com destaque para as exportações brasileiras de petróleo e derivados.

O Panamá também foi o primeiro país da América Central a se associar ao Mercosul.

A previsão é de que Lula retorne ao Brasil ainda hoje. O fórum continua até quinta-feira (29). Mais de 2,5 mil líderes políticos, empresários e acadêmicos participam do evento.

Trailer da Paixão de Cristo 2026 mostra a construção da Nova Jerusalém

Assista ao trailer da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém com a participação dos artistas Dudu Azevedo (Jesus), Beth Goulart (Maria), Marcelo Serrado (Pilatos) e Carlo Porto (Herodes). O filme, que também faz uma homenagem a Plínio Pacheco, idealizador e construtor da cidade teatro onde acontece o espetáculo, foi dirigido pelo cineasta pernambucano Eduardo Morotó.

No vídeo, além de cenas com os personagens principais, são mostradas passagens com o ator Kiko Melo no papel de Plínio Pacheco à frente da construção da Nova Jerusalém, coordenado os ensaios e na máquina de escrever criando os textos para a encenação da Paixão de Cristo.

“O filme vai mostrando o sonho dele se tornando realidade, intercalando cenas como a da última ceia, do fórum romano, da crucificação, numa narrativa que mistura memórias com o que está sendo preparado para a próxima temporada”, disse o diretor.

“Através dos filmes e registros visuais, o público pode conhecer e reviver como Plínio deu vida à maior história de amor de todos os tempos, transformando projetos e palavras datilografadas em pedra, cena e emoção”.

A temporada 2026 da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém será realizada de 28 de março a 4 de abril, no agreste pernambucano, a 180 km do Recife. Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos no site oficial do evento www.novajerusalem.com.br.

Seis prefeituras estão na mira da PF por suspeita de desvios na saúde

Pelo menos seis prefeituras de cidades do Rio Grande do Norte estão na mira da Polícia Federal por suspeita de envolvimento em um esquema criminoso de desvio de recursos públicos e fraudes em processos de licitação de saúde no estado.

Uma operação foi deflagrada nesta terça-feira (27) e cumpriu 35 mandados de busca e apreensão no estado. Segundo apurou a TV Globo, as prefeituras alvos de medida são Mossoró, Serra do Mel, Tibau, Paraú, São Miguel e José da Penha. Todas ficam na região Oeste potiguar. As informações são do g1.

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), está entre os alvos da operação. Ele negou qualquer irregularidade em sua conduta. (leia abaixo)

Além de Allyson, também foram alvo de mandados de busca da PF o vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (PSD), o prefeito de Sâo Miguel, Leandro do Rego Lima (União), o Prefeito de Paraú, Júnior Evaristo (PP) e secretários de José da Penha. A casa do irmão do prefeito de São Miguel também foi alvo de busca.

O g1 procurou, mas não recebeu retorno dos demais mencionados até a última atualização desta reportagem.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados.

A operação tem como base auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU). Documentos do órgão apontam que há falhas na execução contratual. Inclusive, indícios de compra de materiais que não foram entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço dos produtos.

Os mandados foram cumpridos nas cidades de Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas.

Um empresário de Serra do Mel, foi conduzido em flagrante para a Polícia Civil por posse ilegal de arma de fogo. A PF também confirmou que apreendeu dinheiro na casa de um dos sócios de uma empresa investigada. Porém, o valor não foi divulgado até a última atualização desta reportagem.

Segundo apuração da TV Globo, a Justiça determinou medidas cautelares diversas contra os empresários, inclusive pagamento de fiança e implementação de tornozeleira eletrônica relativos a sócios e funcionários das empresas investigadas.

Veja o que dizem os municípios:

Mossoró

A defesa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, disse que a operação investiga fatos ocorridos em diferentes entes municipais, “e não se confunde com a atuação pessoal do chefe do Poder Executivo de Mossoró”. Nas redes sociais, o prefeito disse que teve celular, notebook e HDs levados pelos policiais. 

Segundo a defesa, o mandado foi deferido com base em diálogos envolvendo terceiros e decorre de decisão judicial proferida em fase investigativa, “sem qualquer juízo de culpa”. Além disso, a defesa afirmou que o prefeito adotou medidas em 2023 para aumentar a transparência sobre a compra e gestão dos medicamentos.

“Desde o primeiro momento, o prefeito colaborou integralmente com a diligência, franqueando acesso às informações solicitadas, em respeito às instituições e à legalidade, convicto de que a apuração técnica e imparcial dos fatos demonstrará a correção de sua conduta”, diz a nota.

José da Penha

A Prefeitura de José da Penha considerou que a investigação é algo “comum” e que “mediante irregularidades em um contrato público com a empresa, todos os demais contratos firmados com municípios são alvos de investigação, independentemente de dolo ou culpa por parte dos municípios”.

A prefeitura confirmou que teve contratos com a empresa investigada, “dentro da legalidade”, e sem “nenhum ilícito”, durante os anos de 2023 a 2025 e disse que a PF cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas das secretárias de Planejamento, Ana Jarvis de Souza; de Saúde, Thaciane Maria Ferreira de Souza; e do pregoeiro municipal, Fabiano Ferreira Alves, “não tendo sido apreendida nenhuma documentação em suas residências, somente o aparelho celular”.

A prefeitura ainda informou que vai fornecer todos os contratos com a empresa investigada à PF em um prazo de 30 horas.

Os demais municípios não comentaram a ação até a última atualização desta reportagem.

Boulos acredita que fim da escala 6×1 pode ser aprovado neste semestre

Brasília (DF) 21/01/2026 - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, participa do programa Bom Dia, Ministro  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira (27) ter a expectativa de que o fim da escala 6×1 seja aprovado ainda neste semestre. Segundo ele, o governo federal está empenhado na diminuição da carga de trabalho semanal e no aumento do tempo livre para os trabalhadores.

“Eu espero que isso possa ser pautado [para votação no Congresso Nacional], aprovado e promulgado pelo presidente Lula neste primeiro semestre, para que os trabalhadores brasileiros tenham paz, tenham descanso e possam ter tempo com a sua família para lazer, para cuidado, que é o básico para qualquer um”, disse o ministro.

Boulos concedeu entrevista coletiva após participar de ato na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, para a criação de Grupo de Trabalho Técnico da Maré que deverá formular políticas para o Complexo da Maré, na zona norte do Rio.

“Nós vamos acabar com a escala 6×1 no Brasil. Essa é uma necessidade do trabalhador brasileiro”, afirmou.

Boulos disse atuar, com o Ministério do Trabalho, em prol da mudança e que já se reuniu e manterá conversas “nas próximas semanas” com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) para tratar do tema.

226 assinaturas

O fim da escala 6×1 está previsto na Proposta de Emenda Constitucional nº 8/2025 apresentada à Câmara dos Deputados em fevereiro do ano passado e assinada por 226 deputados – sendo a deputada Erika Hilton (PSOL/SP), correligionária de Boulos, a autora da proposta e primeira signatária.

Indagado por jornalistas sobre a eventual resistência entre grandes empresários à mudança na carga de trabalho, Boulos avaliou que “o grande empresário ser contra não é nenhuma surpresa”.

“Quando foi que grande empresário foi a favor de direito do trabalhador? Nunca vi na história. Se dependesse deles, seria escala 7×0. Se dependesse de muitos deles, não teria sido nem promulgada a Lei Áurea neste país.”

No fim do ano passado, o Palácio do Planalto “erradicou escala a 6×1” para os trabalhadores terceirizados na Presidência da República, como o pessoal que presta serviço na copa e na limpeza.

“São centenas de trabalhadores no Palácio do Planalto e, em dezembro, a gente assinou o fim da escala 6×1. Todos esses trabalhadores estão no máximo na escala 5×2”, garantiu Boulos.

Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2025 – Ato do Dia do Trabalhador pede o fim da escala 6x1 e melhores condições de trabalho e renda, na Cinelândia, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Ato do Dia do Trabalhador pede o fim da escala 6×1 e melhores condições de trabalho e renda, na Cinelândia, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Dólar cai para R$ 5,20 e atinge menor valor em 20 meses

Dólar

Em um dia de euforia no mercado financeiro, o dólar teve forte queda e atingiu o menor valor em 20 meses. Já a bolsa de valores subiu quase 2%, superou a marca inédita de 180 mil pontos e voltou a bater recorde.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (27) vendido a R$ 5,206, com recuo de R$ 0,074 (-1,41%). A cotação operou em queda contínua durante toda a sessão e fechou próxima da mínima do dia.

A moeda estadunidense está no menor valor desde 28 de maio de 2024, quando estava em R$ 5,15. A divisa acumula queda de 5,16% em 2026.

O mercado de ações teve um dia de fortes ganhos. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 181.919, com alta de 1,79%, batendo mais um recorde.

Tanto o fluxo de capital estrangeiro para o Brasil como fatores internos contribuíram para o otimismo no mercado financeiro. O mercado global presencia a migração de recursos, especialmente dos Estados Unidos, para países emergentes após os recuos recentes de Donald Trump em relação à Groelândia e à imposição de tarifas à União Europeia.

No cenário interno, a divulgação de que a prévia da inflação oficial desacelerou em janeiro impulsionou a bolsa.

A maioria dos investidores aposta que os juros básicos só começarão a cair na reunião de março. Apesar disso, aumentaram as chances de que o Banco Central comece a reduzir a Taxa Selic (juros básicos da economia) na reunião desta quarta-feira (28), o que se refletiu na queda dos juros no mercado futuro

Justiça de SC suspende lei que proibiu cotas raciais nas universidades

Alunos em sala de aula. Foto: Sam Balye/Unsplash

A Justiça de Santa Catarina decidiu nesta terça-feira (27) suspender a lei estadual que proibiu a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado.

A medida suspende a eficácia da Lei 19.722/2026, que foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) e sancionada pelo governador Jorginho Melo.

A norma permite a reserva de vagas somente para pessoas com deficiência, alunos oriundos de escolas públicas ou com base em critérios exclusivamente econômicos.

A decisão foi proferida pela desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta e atendeu ao pedido de suspensão feito pelo diretório estadual do PSOL.

A magistrada entendeu que a lei deve ser suspensa porque o Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu a constitucionalidade das ações afirmativas de cotas raciais nas universidades.

“A proibição legislativa genérica e desvinculada de avaliação concreta de necessidade ou adequação revela-se, ao menos em juízo de cognição sumária, dissonante da interpretação constitucional já consolidada”, disse a desembargadora.

O caso também foi parar no Supremo. Ontem, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades protocolaram ações de inconstitucionalidade contra a proibição de cotas no estado.

Mais cedo, o ministro Gilmar Mendes, relator dos processos, deu prazo de 48 horas para o governo de Santa Catarina se manifestar sobre a validade da lei.

O Agente Secreto e Apocalipse nos Trópicos são indicados ao Bafta

Rio de Janeiro (RJ), 06/11/2025 – O cinema brasileiro volta a ocupar seu espaço nas telas com O Agente Secreto, novo longa do pernambucano  Kleber Mendonça Filho, que chega nesta quinta-feira (6) a mais de 700 cinemas, em 370 cidades brasileiras, em uma estreia simultânea com Alemanha e Portugal.
Foto: Victor Jucá/Divulgação

O Bafta, premiação da Academia Britânica de Cinema, anunciou, nesta terça-feira (27), os indicados às suas diversas categorias, e o Brasil conquistou três indicações. O filme O Agente Secreto e o documentário Apocalipse nos Trópicos estão na disputa. A cerimônia de entrega será no dia 22 de fevereiro.

O Agente Secreto, filme de Kleber Mendonça Filho, foi indicado às categorias de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Roteiro Original. Já Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa e Alessandra Orofino, foi indicado para Melhor Documentário. O brasileiro Adolpho Veloso também foi indicado na categoria de Melhor Fotografia pelo filme Sonhos de Trem (Train Dreams).

Na categoria de Filme em Língua Não Inglesa, O Agente Secreto, disputa com Foi Apenas Um Acidente (França), Valor Sentimental (Noruega), Sirat (Espanha) e A Voz de Hind Rajab (Tunísia). Em roteiro original, os concorrentes são Eu Juro, Marty Supreme, Valor Sentimental e Pecadores.

Na categoria de Documentário, Apocalipse nos Trópicos concorre com 2000 Meters To Andriivka, Mr. Nobody Against Putin, Seymour Hersh: Em Busca da Verdade e A Vizinha Perfeita.

O longa de Kleber Mendonça também está indicado para a premiação do Oscar, em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Direção de Elenco e também terá Wagner Moura concorrendo como Melhor Ator. A entrega das estatuetas será no dia 15 de março, em Los Angeles (EUA).

O Agente Secreto se tornou um dos principais concorrentes ao maior prêmio do cinema mundial após seu ótimo desempenho no Globo de Ouro agora em janeiro, quando venceu como Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, com Moura.

O documentário de Petra Costa, por outro lado, tem uma árdua batalha pela frente. Apesar da vitória em diversos festivais de cinema no mundo, a produção ficou de fora das indicações do Oscar e do Globo de Ouro.

Mega-Sena acumula mais uma vez e prêmio principal vai a R$ 102 milhões

22/06/2023 - Brasília - Mega-Sena, concurso da  Mega-Sena, jogos da  Mega-Sena, loteria da  Mega-Sena. - Volantes da Mega Sena sendo preenchidos para apostas em casas lotéricas da Caixa. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.965 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (27). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 102 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 01 – 20 – 22 – 23 – 35 – 57

65 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 47.303,48 cada

4.783 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.059,63 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (29), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. Para o bolão, o sistema fica disponível até às 20h30 no portal Loterias Caixa e no aplicativo Loterias Caixa.