Em Belém, governadora Raquel Lyra comanda comitiva pernambucana na COP-30 e reforça protagonismo do Estado sobre pautas climáticas

A governadora Raquel Lyra inicia, nesta terça-feira (11), sua participação na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30), em Belém, no Pará. Liderando a comitiva pernambucana, a gestora cumpre uma série de agendas voltadas à transição ecológica, à atração de investimentos sustentáveis e ao fortalecimento das parcerias internacionais. Ao longo do evento, a chefe do Executivo participará de encontros com lideranças nacionais e internacionais e de reuniões com empresas e instituições parceiras.

“A COP-30 é uma oportunidade para reafirmar o protagonismo de Pernambuco nas pautas climáticas e mostrar que nosso Estado está comprometido em unir crescimento econômico, sustentabilidade e compromisso social. Chegamos a Belém para fortalecer relações com o mundo e com o olhar voltado para a transição energética e a construção de parcerias que tragam investimentos concretos para o povo pernambucano”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

A agenda tem início com o painel “Powershoring no Nordeste do Brasil: como acelerar investimentos sustentáveis e a cadeia industrial de baixo carbono”, ao lado de governadores nordestinos e especialistas internacionais. Na sequência, a gestora participa da inauguração do Espaço do Consórcio Nordeste, que será um dos pontos de articulação regional durante a COP.

Ainda na terça, a chefe do Executivo estadual será recebida pela Rainha da Dinamarca, Mary Donaldson. Após o evento, a governadora também participa de encontros com empresas parceiras dinamarquesas, como a European Energy e a Maersk, reforçando oportunidades de cooperação em energia limpa e descarbonização do transporte marítimo em Suape.

Na quarta-feira (12), gestora será a única governante estadual brasileira a participar da 13ª Reunião Anual de Alto Nível de Caring for Climate, onde se reunirá com líderes globais e executivos de grandes empresas para discutir ação climática, transição energética e investimentos sustentáveis com o objetivo de acelerar ações globais e integrar o setor privado nas metas nacionais.

Acompanha a governadora Raquel Lyra a comitiva formada pelos secretários estaduais João Salles (Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais), Daniel Coelho (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha), Guilherme Cavalcanti (Desenvolvimento Econômico) e Rodolfo Costa Pinto (Comunicação); assim como o diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Monteiro Bisneto.

Fernando de Noronha anuncia atrações do Réveillon da Ilha 2026

A Administração de Fernando de Noronha confirma oficialmente a realização do Réveillon da Ilha 2026, que acontecerá nos dias 31 de dezembro, 1º e 3 de janeiro, na Praia do Porto. Serão três dias de festa, reunindo grandes nomes da música nacional e artistas locais, em um evento que promove cultura, lazer e desenvolvimento econômico para o arquipélago.

Confira a programação completa das atrações:

31 de dezembro:
Silva, San, Nego Noronha e Deb Lima

1º de janeiro:
Matheus Fernandes, Priscila Senna, Ju Medeiros e Nena Queiroga

3 de janeiro:
Xand Avião, Banda Eva, Jopin, Everton Freitas e Dayane Santos

O Réveillon da Ilha 2026 será promovido em parceria com a iniciativa privada, com acesso gratuito à população e turistas. Para quem busca maior comodidade, também haverá camarote com serviço de bebidas inclusas durante os três dias de festa. Em breve serão divulgados todos os detalhes.

A realização do evento vai gerar impactos positivos significativos na economia local, atraindo visitantes de diversas regiões do Brasil e do exterior, impulsionando a taxa de ocupação hoteleira, movimentando o comércio e gerando novos empregos temporários. Além de fomentar o turismo e a economia, o Réveillon da Ilha 2026 proporcionará momentos de lazer e celebração para os moradores, que poderão desfrutar de shows gratuitos para comemorar a chegada do novo ano.

Todo o evento será planejado e executado em estrito respeito às normas ambientais do arquipélago, garantindo a preservação dos ecossistemas locais, manejo adequado de resíduos e mínimo impacto sobre a natureza, reforçando o compromisso de Noronha com a sustentabilidade e conservação ambiental.

A Administração de Fernando de Noronha reforça o convite para que a população e visitantes participem desta grande celebração, aproveitando a programação diversificada do evento.

1º Festival Literário e Artístico de Fernando de Noronha – Literarte promete transformar a ilha no paraíso das letras

Entre os dias 14 e 16 de novembro de 2025, a Ilha de Fernando de Noronha será transformada em um polo de literatura, cultura e arte com a realização do 1º Festival Literário e Artístico de Fernando de Noronha, o Literarte, cujo tema é “Entre mares e palavras: a literatura no oceano da imaginação”.

A abertura acontece às 14h, na Praça São Miguel (Mãezinha), com a presença de autoridades, inauguração dos pontos de acesso a livros e o lançamento de publicações. Na ocasiãp, uma edição especial da Revista Continente sobre Fernando de Noronha será apresentada, além do lançamento da segunda edição da coletânea de xilogravuras e cordéis, escrita por alunos da Escola Arquipélago, idealizada e organizada pelo Memorial Noronhense Marieta Borges, em parceria com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Durante três dias, escritores de diferentes gerações, músicos, artistas noronhenses, de Pernambuco e de outras partes do país, vão se encontrar em um dos cenários mais paradisíacos do Brasil, reforçando a vocação de Noronha como um espaço não apenas de belezas naturais, mas também de expressões culturais. Todas as atividades vão acontecer na Praça São Miguel, na Vila dos Remédios.

O homenageado desta primeira edição é o escritor pernambucano Raimundo Carrero, um dos autores mais influentes e premiados da literatura brasileira, que, neste ano, comemora os 50 anos da publicação do seu romance de estreia, “A história de Bernarda Soledade – a tigre do Sertão”, publicado em 1975. Carrero também participa da programação na abertura do evento, quando lançará “A vida é traição”, sua mais recente obra, publicada pela editora Record.

De acordo com o superintendente de Turismo, Cultura e Esportes, Paulo Henrique Guerra, o Literarte é fruto de uma conversa com o trade turístico da ilha, com o presidente da Associação dos Donos de Pousadas e do Conselho de Turismo (Contur), Ailton Flor, para levar algo diferente para Noronha no aspecto cultural. Paulo acredita que o evento vai ficar no calendário oficial de Noronha. “Eu não tenho dúvida que a população vai consumir esse festival e ter o sentimento de pertencimento. E também os turistas que estarão na ilha na ocasião do festival. Eles irão ver uma coisa diferente. Vai ser uma surpresa muito agradável e que realmente fará a diferença na história e no calendário cultural do arquipélago.”

A curadoria do festival é do jornalista, escritor e crítico literário, Ney Anderson, que também faz parte da Assessoria de Comunicação do distrito. A coordenação do evento é assinada por Regina Piechocki e Edmar Fernandes, ambos da Superintendência de Turismo, Cultura e Esportes de Fernando de Noronha.

Para Ney Anderson, o Literarte representa a concretização de um sonho antigo. Na ocasião, ele lançará o seu mais recente livro de contos, “Apocalipse Todo Dia”. “O Literarte tem o objetivo de transformar Fernando de Noronha, por três dias, na ilha das letras e da arte. O clima bucólico do local, de cenários paradisíacos, combina demais com leitura e a troca de ideias. Tenho certeza de que será um evento lindo. Está sendo um prazer fazer a curadoria, pois será algo que vai marcar positivamente a história da ilha”, disse.

A programação reúne nomes de destaque da cena literária, como Aline Bei, fenômeno de vendas e uma das autoras mais lidas da nova geração; Santiago Nazarian, romancista e tradutor; Mailson Furtado, poeta cearense vencedor do Jabuti de Livro do Ano em 2018, e Cida Pedrosa, pernambucana que também já foi agraciada com o Jabuti de Livro do Ano, sendo a primeira mulher nordestina a receber tal honraria.

Outro nome de destaque na programação é Cícero Belmar, autor com sólida trajetória na literatura, na dramaturgia e no jornalismo pernambucano. Tem também Klester Cavalcanti, autor de livros reportagens adaptados para o cinema, que vai lançar na ilha a obra “Matou uma, matou todas”, sobre feminicídio no Brasil, em uma painel de debate com Wanessa Moura, que acabou de publicar o livro “Entre falésias e feridas – um olhar sobre a saúde mental em Fernando de Noronha”. A poeta Mariane Bigio, referência em literatura de cordel e infantil, também compõe o Literarte, assim como Luna Vitrolira, poeta e performer. O influenciador literário Lucas Barros, que tem milhares de seguidores nas redes sociais, vai fazer algumas intervenções literárias durante o evento.

O Literarte valoriza fortemente os talentos de Fernando de Noronha, destacando escritores e escritoras noronhenses, como Graziele Rodrigues, Ikaro Silvester, Elda Paz, Thania Brito, entre outros, que darão voz às histórias e lendas da ilha em alguns debates na programação. Um painel especial vai colocar os professores das escolas do arquipélago falando sobre a literatura e os livros como necessários para a transformação na educação.

Música, oficinas e outras artes

O Literarte vai além da literatura. A programação inclui debate do cantor Cannibal e show da banda Café Preto; apresentações musicais de Amandi Cortez, Joelson Santos, Marina do Mar e dança flamenca. Recitais de poesia com autores noronhenses e microfone aberto, para estimular a participação do público com leituras de poesia, contos, crônicas e textos autorais. Ainda haverá oficinas da Galeria Reciclada, no espaço Tenda Criativa, promovida pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), que alia arte e sustentabilidade, com o mestre Júlio Gonçalves. No mesmo espaço, também vai ser feita oficina de cordel e xilogravura, voltada para crianças e as famílias. O projeto Criando Asas, já tradicional na ilha, com contação de histórias e brincadeiras cantadas, compõe a grade de programação da Tenda Criativa, com as contadoras Érica Montenegro e Chirlene Grangeiro se apresentando.

Outro destaque é o lançamento da Revista Continente, com edição especial dedicada inteiramente a Fernando de Noronha, além da publicação do Folheto de Cordel com os vencedores do 2º Concurso de Escrita Criativa da Cepe.

O festival é promovido pela Administração Distrital, através da Superintendência de Turismo, Cultura e Esportes. A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) é apoiadora do evento e também a livraria oficial, que fará ainda a doação de livros para as bibliotecas da ilha. Outros parceiros do Literarte são a Associação dos Donos de Pousadas e do Conselho de Turismo (Contur) e o Convention & Visitors Bureau.

SERVIÇO

Evento: Literarte – I Festival Literário e Artístico de Fernando de Noronha.
Tema: Entre mares e palavras: a literatura no oceano da imaginação
Datas: 14 a 16 de novembro de 2025
Locais: Praça São Miguel (Mãezinha)
Entrada: Gratuita

PROGRAMAÇÃO LITERARTE 2025

PALCO

14 de novembro – Sexta-feira | 14h às 20h

14h – Show de abertura com Maracatu Nação Noronha
14h30 – Solenidade de abertura
15h – Ação de doação de livros para as bibliotecas da ilha
15h30 – Lançamento da Revista Continente – Edição Especial Fernando de Noronha
16h15 – Lançamento da coletânea de xilogravuras e cordéis
17h – Painel de abertura: Raimundo Carrero fala sobre o romance “A vida é traição” e os cinquenta anos de literatura — mediação de Ney Anderson
18h – Recital poético com Luna Vitrolira
19h – Aline Bei e Ney Anderson: conversam sobre o romance “Uma delicada coleção de ausências”
20h – Show de encerramento com Amandi Cortez

15 de novembro – Sábado | 15h às 21h

15h – Roda de conversa: Luna Vitrolira, Elda Paz (poeta da ilha) e Cida Pedrosa — O fazer poético — mediação de Pedro Ribeiro
15h45 – Ney Anderson fala sobre o livro “Apocalipse Todo Dia” — mediação de Thania Brito
16h30 – Cláudia Prosini e Márcia Hazin apresentam Telma Buia e o Patrimônio Cultural de Fernando de Noronha — mediação de Pedro Ribeiro
17h15 – Apresentação artística com Marina do Mar
17h45 – Klester Cavalcanti e Wanessa Moura debatem sobre “Matou uma, matou todas” e “Entre falésias e feridas – um olhar sobre a saúde mental em Fernando de Noronha” — mediação de Lucas Barros
18h30 – Grazielle Rodrigues, Ikaro Silvester e Thania Brito: As lendas e histórias de Noronha
19h15 – Cícero Belmar e Santiago Nazarian: A urbanidade nas obras e os personagens em confronto com o mundo — mediação de Lucas Barros
20h – Cannibal e Mailson Furtado: A importância da arte para os jovens da periferia das grandes e pequenas cidades — mediação de Ney Anderson
20h45 – Apresentação artística com Joelson Santos

16 de novembro – Domingo | 15h às 19h

14h – Apresentação de abertura – dança flamenca
14h30 – Lançamento do livro “As aventuras de um arco-íris”, produzudo pelas crianças do projeto social Casa da Infância Plena
15h30 – Mariane Bigio: bate-papo sobre literatura infantil e cordel — mediação de Wanessa Moura
16h15 – Professores de Literatura de Noronha: Os livros como transformação na educação — mediação de Andrea Vasconcelos
17h – Roda de conversa com autores e escritores da ilha
18h – Show de encerramento com Café Preto

TENDA CRIATIVA

14 de novembro – Sexta-feira

15h às 17h – Oficina do Projeto Galeria Reciclada, com mestre Júlio Gonçalves e equipe
17h às 18h – Projeto Criando Asas, com Érica Montenegro e Chirlene Grangeiro

15 de novembro – Sábado

15h às 17h – Oficina Galeria Reciclada – Cepe, com mestre Júlio Gonçalves e equipe
17h às 18h – Projeto Criando Asas, com Érica Montenegro e Chirlene Grangeiro

16 de novembro – Domingo

15h às 17h – Oficina Galeria Reciclada – Cepe, com mestre Júlio Gonçalves e equipe
17h às 18h – Oficina de cordel e xilogravura, com Mariane Bigio

Caruaru fortalece pecuária de pequeno porte com Dia de Campo sobre Melhoramento Genético

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), realizou no sábado (8) o Dia de Campo de Melhoramento Genético de Pequenos Ruminantes, no Haras e Rebanho HCN, localizado no Sítio Lagoa do Paulista, zona rural do município. O evento contou com o apoio do Sebrae, Banco do Nordeste, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Haras e Dorper HCN.

Com foco no melhoramento genético e nas biotecnologias aplicadas à reprodução animal, a ação integrou o Plano Municipal de Desenvolvimento Rural (PMDR) e teve como objetivo capacitar produtores, técnicos e estudantes sobre técnicas como inseminação artificial e transferência de embriões, que contribuem para o aumento da produtividade e a redução de custos na criação de caprinos e ovinos.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Weslley Nascimento, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da pecuária de pequeno porte. “Estamos promovendo conhecimento, inovação e acesso a tecnologias que podem transformar a realidade dos criadores locais, tornando a produção mais eficiente e sustentável”, afirmou o secretário.

Entre os participantes estava a agricultora Adriana Melo, que pretende iniciar a criação de caprinos e ovinos e participou do evento para aprender mais sobre o setor. “Foi uma oportunidade muito rica. Aprendi sobre técnicas que podem ajudar quem está começando, e saio mais motivada a investir nesse tipo de produção”, contou Adriana.

A programação contou com palestras técnicas sobre manejo reprodutivo e uma demonstração prática de transferência de embrião.

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Lula critica “velhas retóricas” que justificam intervenção em países

Brazil's President Luiz Inacio Lula da Silva and guests pose for a family photo on the day of the EU-CELAC summit, which brings together leaders from Latin American and Caribbean nations and EU member states to discuss trade and investment, in Santa Marta, Colombia, November 9, 2025. REUTERS/Luisa Gonzalez

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou, neste domingo (9), em Santa Marta, na Colômbia, a defesa do multilateralismo entre os países e criticou articulações que buscam justificar uso da força e intervenção ilegal em países.

“Ameaça de uso da força militar voltou a fazer parte do cotidiano da América Latina e do Caribe. Velhas manobras retóricas são recicladas para justificar intervenções ilegais”, afirmou o presidente, que não citou nominalmente países envolvidos.

“Somos uma região de paz e queremos permanecer em paz. Democracias não combatem o crime violando o direito internacional”, completou.

As declarações foram durante a sessão plenária do primeiro dia da 4ª reunião de Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE).

Pressão americana

O encontro acontece em um cenário de preocupação de governos latino-americanos com a ofensiva dos Estados Unidos contra supostos traficantes de drogas em águas internacionais no Mar do Caribe e no oceano Pacífico.

Por ordem do presidente americano, Donald Trump, desde setembro, militares têm alvejado barcos na região, sob a alegação de que transportavam drogas de países como a Venezuela para os Estados Unidos.

Na última sexta-feira (7), um ataque deixou três mortos. O anúncio da ofensiva foi feito pelo secretário de Defesa americano (equivalente ao nosso ministro da Defesa), Pete Hegseth. Operações como essa já deixaram ao menos 70 mortos.

Trump tem apresentado um discurso intimidador contra a Venezuela, inclusive insinuando ações ofensivas terrestres. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, nega envolvimento do país com narcotraficantes e diz que o norte-americano busca criar motivos para invadir o país, dono das maiores reservas de petróleo do mundo.

Região dividida

O encontro na cidade banhada pelo Mar do Caribe reúne líderes de 27 países da UE e 33 da Celac. Lula afirmou que os dois grupos de países são centrais para a construção de uma ordem mundial baseada na paz, no multilateralismo e na multipolaridade.

No entanto, o presidente reconheceu que a América Latina e o Caribe voltaram a ser uma região dividida, “mais voltada para fora do que para si própria”. Ele citou ameaças como o extremismo político, manipulação da informação e crime organizado.

“Vivemos de reunião e reunião repletas de ideias e iniciativas que, muitas vezes, não saem do papel”, disse.

Combate ao crime

Menos de duas semanas depois da operação do governo do estado do Rio de Janeiro contra a facção Comando vermelho, que deixou 121 mortos – incluindo quatro policiais –, Lula afirmou que a segurança é um dever do Estado e direito fundamental.

“Não existe solução mágica para acabar com a criminalidade. É preciso reprimir o crime organizado e suas lideranças, estrangulando o seu financiamento e rastreando e eliminando o tráfico de armas”, defendeu.

O presidente não citou especificamente o caso no Rio de Janeiro.

Lula afirmou que nenhum país pode enfrentar o desafio isoladamente. Ele relembrou duas ações que classifica como plataformas permanente de cooperação para combater crimes financeiros e o tráfico de drogas de armas e de pessoas: o comando tripartite da tríplice fronteira com a Argentina e o Paraguai, e o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, reunindo nove países sul-americanos.

COP30

O presidente aproveitou o discurso para chamar a atenção dos países para os avanços e esforços da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que começará nesta segunda-feira (10), em Belém.

“A COP30, que está acontecendo no coração da Amazônia, é uma oportunidade para a América Latina e o Caribe mostrarem ao mundo que conservar as florestas é cuidar do futuro do planeta”, pontuou.

Ele exaltou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, da sigla em inglês), uma das principais bandeiras do Brasil na COP30.

“Solução inovadora para que nossas florestas valham mais em pé do que derrubadas.”

O presidente pediu ainda esforços em direção à transição energética, ou seja, predomínio de energia limpa ante combustíveis fósseis, emissores de gases do efeito estufa, causadores do aquecimento global.

“Nossa região é fonte segura e confiável de energia limpa e pode acelerar a redução da dependência dos combustíveis fósseis.”

Mulher no comando da ONU
Ao defender políticas para igualdade de gênero, Lula pediu a presença de uma mulher latino-americana no cargo mais alto das Nações Unidas.

“Apesar de representarem mais da metade da população mundial, nunca exerceram a mais alta função das Nações Unidas. É chegada a hora de ter uma latino-americana no cargo de secretária-geral da ONU”, disse.

O atual secretário-geral, o português António Guterres, tem mandato até 2026. O Brasil já havia defendido uma presença feminina no cargo máximo da instituição. São citados nomes como o da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet e o da primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley.

Ainda neste domingo, o presidente Lula deixa Santa Marta e segue diretamente para Belém, que receberá, a partir desta segunda-feira (10), a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

Padre e mais 2 pessoas morrem em desabamento em Salvador

O desabamento de parte de uma varanda em Salvador provocou a morte de três pessoas e deixou oito feridos, na noite de sábado (8). O padre Carlos Augusto da Cruz Silva, de 45 anos, está entre os mortos. Ele era vigário episcopal para o Serviço da Caridade e atuava na Paróquia Santos Cosme e Damião, na capital baiana.

Morreram também Darcy Anunciação, de 70 anos, e Ana Maria dos Santos, de 50, que eram fiéis da igreja do padre Carlos.

As causas do desabamento serão apuradas em conjunto pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), pela Defesa Civil de Salvador e pela Polícia Civil, que vai instaurar inquérito para investigar as responsabilidades. Os órgãos vão apurar se a construção era irregular.

A Arquidiocese de Salvador se manifestou em notas sobre o que chamou de “tragédia” em relação às mortes do sacerdote e das outras duas vítimas. Segundo a arquidiocese, Carlos Augusto estava na casa de familiares quando a laje cedeu. A entidade religiosa afirma que ele demonstrou atenção especial aos pobres.

xpansão das facções aumenta a criminalidade nas cidades do interior

Rio de Janeiro - Protesto contra morte de Cláudia Ferreira da Silva. Baleada em operação da PM no Morro da Congonha, Madureira, teve o corpo arrastado durante socorro em viatura policial(Fernando Frazão/Agência Brasil)

A desconcentração da violência letal nas grandes cidades, com a interiorização do crime e o avanço das facções para médias e pequenas cidades do país é destacada pelo Atlas da Violência 2025 – Retrato dos municípios brasileiros e dinâmica regional do crime organizado, divulgado nesta sexta-feira (7). O levantamento foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

O relatório evidencia dois motivos para esse fenômeno. “Em primeiro lugar, as cidades que eram mais violentas há 10 anos conseguiram reduzir a letalidade. Por outro aspecto, em face da interiorização do crime, muitas cidades menores passaram a vivenciar em maior número a violência letal”.

De acordo com o Atlas, as capitais como Fortaleza, São Luís, Goiânia, Cuiabá e o Distrito Federal registraram “reduções superiores a 60% nas taxas de homicídios entre 2013 e 2023”. Fato que contrasta com “o avanço da criminalidade e das disputas entre facções em municípios médios e interiores, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, que passaram a concentrar episódios de violência antes restritos às metrópoles”.

Diminuição dos homicídios

Mesmo com a ampliação territorial das facções criminosas, o levantamento mostra uma continuada redução dos homicídios no país, tendência que se observa desde 2018.

“Em alguns estados, o processo começou muito antes, como é o caso de São Paulo, estado onde as mortes por causas violentas vêm diminuindo de forma contínua há mais de duas décadas”.

Expansão das facções

O relatório indica também que as facções criminosas estão presentes em todas as unidades da Federação, mas de maneira desigual. “Em alguns estados, a presença de vários grupos alimenta disputas territoriais intensas e letais, como ocorre na Bahia, onde atuam o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) em aliança com facções locais, como o Bonde do Maluco e o Comando da Paz”.

A mesma disputa por território ocorre também em Pernambuco, o estado abriga pelo menos 12 facções em conflito. Elas são responsáveis por impulsionar as altas taxas de homicídios no estado.

“No Amazonas e no Amapá, as guerras entre CV, PCC e organizações regionais, como a Família Terror do Amapá e o Cartel do Norte, têm provocado escaladas de violência em cidades médias e portuárias estratégicas”, aponta o Atlas.

Já em outras regiões, os conflitos por domínio de territórios são de baixa intensidade, revelando uma convivência relativamente estável entre grupos rivais. “É o caso de São Paulo, onde prevalece uma espécie de pacificação, resultante do domínio de mercados ilegais por uma única e poderosa organização criminosa, o PCC”.

O mesmo acontece também em Minas Gerais. O estado também “abriga diversas facções fragmentadas, mas com menor grau de conflito aberto, e Santa Catarina, cuja atuação do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) ocorre em um cenário de violência mais controlada e pontual”.

Diversidades de estratégias

O Atlas da Violência 2025 também destaca para o que chama de “diversidade de estratégias entre os grupos criminosos”.  Segundo o documento, os grupos criminosos com “estruturas mais estáveis e voltadas ao lucro tendem a conter o uso da violência ostensiva, enquanto organizações menores e fragmentadas recorrem com mais frequência a confrontos armados para afirmar poder e manter o controle territorial”.

Infiltração em atividades lícitas

O levantamento alerta para o fato do crime organizado se infiltrar em atividades produtivas lícitas e na gestão pública. Esse fenômeno, segundo o Atlas, “ameaça o Estado Democrático de Direito, com expansões na política, nas atividades produtivas lícitas e na gestão e contratos das administrações públicas. Essa expansão econômica e institucional das facções, segundo os autores, representa uma das faces mais perigosas do crime organizado contemporâneo”.

No caminho contrário dessa expansão do crime organizado, o relatório identifica avanços em políticas públicas qualificadas de segurança, que os do documento chamam de “revolução invisível na segurança pública”. “A partir da década de 2010, essa transformação tem englobado cada vez mais estados e municípios, combinando ações preventivas, qualificação policial e o uso de inteligência integrada”.

Dados de homicídios

Enquanto os municípios grandes (mais de 500 mil habitantes) tiveram, em 2023, taxa média de 23,6 homicídios por 100 mil habitantes, as cidades médias (entre 100 mil e 500 mil habitantes) apresentaram taxa média de 24,2 por 100 mil e as pequenas (até 100 mil habitantes) de 20 homicídios por 100 mil habitantes.

Os números mostram que os 20 municípios mais violentos do país possuíam, em média, população de 330 mil habitantes e uma média das taxas de homicídio estimadas de 65,4, o que é quase três vezes da média nacional. Por outro lado, a média das taxas de homicídio estimadas no grupo dos 20 municípios com menor letalidade era de 3,8. Portanto, comparando os 20 municípios mais e menos violentos do país, a prevalência de homicídio no primeiro grupo foi 17 vezes maior do que no último grupo – uma diferença maior do que aquela entre a taxa de homicídio do Brasil e da Europa, em que essa relação é de 10,4 vezes.

Em 1.548 (29,6%) dos 5.237 municípios classificados como pequenos não houve nenhum homicídio estimado (registrado ou oculto). Entre os de tamanho médio, foram encontrados 10 com taxas acima de 60 homicídios por 100 mil habitantes. No outro extremo, 51 municípios médios apresentaram taxas menores de 10 homicídios estimados por cem mil habitantes. Já entre os 46 classificados como grandes, oito apresentaram taxas abaixo de 10.

Operação Contenção

Rio de Janeiro (RJ), 31/10/2025 - Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção que deixou 121 mortos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Moradores, familiares e representantes da sociedade civil se reúnem na comunidade da Vila Cruzeiro para manifestação de repúdio à Operação Contenção que deixou 121 mortos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Atlas da Violência 2025 traz crítica ao governo do Rio, por causa da Operação Contenção realizada no dia 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão. A conclusão do relatório descreve que “muitos governos continuam a oferecer à sociedade como suposta solução para o enfrentamento ao crime organizado, ações que contribuem negativamente para a segurança pública, como o espetáculo midiático da Operação no Complexo do Alemão”, alerta.

“Há pelo menos 40 anos, essas ações policiais baseadas na brutalidade e no entra e sai nas comunidades se reptem sem qualquer sinal de efetividade no sentido de reduzir o poder do CV, muito pelo contrário. Como resultado da operação 121 pessoas foram mortas, 118 armas foram apreendidas e 113 pessoas foram presas, dos quais 54 possuíam alguma anotação criminal”.

O levantamento trata ainda do custo social da operação que vai muito além da perda de vidas humanas, incluindo a de quatro policiais.

“Além dos danos materiais e destruição de valores econômicos, com a perda no comércio, transporte, escolas, postos de saúde – e no limite o Rio de Janeiro praticamente parado – as cenas de guerra certamente fizeram aumentar a sensação de insegurança, o que trará reflexos adversos futuros”.

Cita também que entre os mortos, 39 eram oriundos de outros estados e possivelmente integrantes do CV. Fato esse que chama a atenção para dois pontos:

“Em primeiro lugar, o ‘trabalho’ remoto e a integração nacional das maiores redes criminais nos remetem à necessidade urgente de uma ampla integração e interoperabilidade entre as agências do sistema de segurança pública no país. Em segundo, as autoridades devem estar atentas à repercussão que essas mortes podem gerar sobre o mercado criminal e eventuais disputas, sobretudo no Pará, Amazonas, na Bahia, no Ceará e Goiás”.

Nota da Polícia Militar do RJ

A  Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) informou por meio de nota que, “no âmbito da instituição, a corporação atua de maneira ostensiva no perímetro das comunidades e seus acessos e realiza operações planejadas para desmobilizar as facções criminosas e prender seus integrantes”.

“O desafio da Polícia Militar no cenário urbano se reflete em números. Somente este ano, a corporação já prendeu mais de 29 mil pessoas e apreendeu mais de 4.300 adolescentes infratores. Também foram apreendidas mais de 4.200 armas de fogo, dentre estas 695 fuzis. Ainda este ano, a corporação removeu mais de 4.400 quilos de materiais de mais de 3.700 pontos com barricadas nas vias de todo o Estado do Rio de Janeiro”, acrescentou a SEPM .

A nota conclui que Polícia Militar continuará seguirá com investimentos em “tecnologia, Inteligência e estratégia para combater o crime organizado e prender seus integrantes, buscando elevar a sensação de segurança dos cidadãos fluminenses”.

Suíça anuncia doação de R$ 33 milhões para Fundo Amazônia

Baixo Amazonas (PA), 17/09/2022 - A árvore gigante da Amazônia brasileira, a quarta maior do mundo, está em território paraense: o angelim vermelho (Dinizia excelsa), com 88,5 metros de altura e 3,15 m de diâmetro, variando de 400 a 600 anos de existência, é encontrado na Unidade de Conservação Estadual de Uso Sustentável Floresta Estadual do Paru (Flota do Paru), na Região de Integração Baixo Amazonas, no oeste paraense. Foto: Agência Pará/Divulgação

O Brasil receberá 5 milhões de francos suíços, aproximadamente R$ 33 milhões, da Suíça para o Fundo Amazônia. O anúncio foi feito neste domingo (9) pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e pelo presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, durante o evento “Presença Suíça na COP30”, em Belém.

Criado em 2008, o Fundo Amazônia é uma iniciativa que apoia projetos e ações contra o desmatamento, em defesa do desenvolvimento sustentável e da melhoria das condições de vida da população na Amazônia Legal brasileira. Gerido pelo BNDES, o fundo conta com aportes de doações não reembolsáveis de governos estrangeiros e empresas nacionais.

A iniciativa, retomada em 2023, após ter ficado paralisada durante o governo de Jair Bolsonaro, também apoia o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento no restante do Brasil e em outros países tropicais. Os recursos do fundo já apoiaram 144 projetos, beneficiando mais de 600 organizações comunitárias e cerca de 260 mil pessoas.

As ações buscam ainda fortalecer o manejo florestal, a bioeconomia, a inclusão produtiva, a valorização dos saberes tradicionais e o fortalecimento de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas.

O anúncio ocorre na véspera da abertura da COP30, em Belém, com a presença de 194 países, além da União Europeia.

Nesta segunda-feira (10), têm início as negociações da conferência, que girarão em torno das definições das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês). As NDCs são metas de mitigação, ou seja, compromissos adotados pelos países para redução de emissões de gases de efeito estufa.

O Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% de suas emissões até 2035, abrangendo todos os gases de efeito estufa e todos os setores da economia. Até o momento, 79 países já divulgaram suas NDCs. Eles são responsáveis por 64% das emissões. Os 118 restantes são responsáveis por 36%. A expectativa é que a agenda de mitigação da crise climática avance com ações mais concretas de financiamento dos países em desenvolvimento.

Abstenção no primeiro dia do Enem 2025 chegou a 27%

Brasília (DF) 09/11/2025 - Candidatos chegam para fazer a prova nesse primeiro dia de Enem Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O primeiro dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 teve 27% de abstenção, mantendo uma taxa semelhante à do ano passado (26,6%). A porcentagem é menor do que nos anos de 2023 (28,1%) e 2022 (28,3%).

“A abstenção manteve a média e aumentou o número de participantes”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana, na noite deste domingo (9).

Mais de 4,8 milhões de candidatos estavam habilitados a participar do Enem. Ele disse que houve 3.240 participantes eliminados por diferentes irregularidades. “Foi tudo tranquilo”, destacou.

O ministro citou que foram eliminados candidatos que não atenderam as orientações dos fiscais, utilizaram materiais impressos, ausentaram-se dos assentos fora do horário permitido, portaram equipamentos eletrônicos ou deixaram o local da prova portando o caderno de questões antes de 30 minutos do final da aplicação

Gabarito 

O ministro informou que o gabarito oficial do primeiro dia de prova deve ser divulgado na próxima quinta-feira (13). Camilo Santana recordou que o exame foi aplicado em 1.805 municípios e envolveu mais de 300 mil pessoas de apoio.

Neste domingo, o exame cobrou questões de múltipla escolha das seguintes áreas do conhecimento: língua portuguesa; literatura; língua estrangeira (inglês ou espanhol); história; geografia; filosofia e sociologia, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação. Foram 90 questões além da redação.

O ministro defendeu o tema da redação, sobre as perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira.

“Achei que foi um tema muito atual e que exige de todos nós brasileiros um olhar muito cuidadoso, porque o país começou a inverter a sua curva etária, aumentando o número de pessoas idosas”.

Segundo professores ouvidos pela Agência Brasil, o tema da redação do Enem, ajudou a promover debates atuais como violações de direitos e etarismo, que é o preconceito contra uma pessoa por causa de sua idade.

 

Brasília - 09/11/2025 -  MEC faz balanço do primeiro dia do Enem 2025. Foto: Print/Youtube do MEC.
Ministro da Educação, Camilo Santana, e presidente do Inep, Maunel Palácios, fazem balanço do primeiro dia do Enem 2025

“Prova linda”

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palácios, avaliou que a prova estava “linda”, “maravilhosa”.

“Trabalhando com as habilidades e conhecimentos previstos nas nossas referências curriculares, é um grande tema para a gente discutir nos próximos dias. É a avaliação que o Enem representa da conclusão da educação básica no país”, disse.

O ministro da Educação destacou que os casos de reaplicação do exame têm data marcada: os dias 16 e 17 dezembro. Entre os alunos que terão essa oportunidade, estão os estudantes das cidades paranaense vítimas do tornado.

Segundo dia

O segundo dia de prova será no próximo domingo (16), quando serão cobrados conteúdos de ciências da natureza e matemática.

Além de avaliar o ensino nas escolas, o Enem é a principal porta de entrada em universidades, principalmente nas públicas. A nota pode ser usada pelos estudantes no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), voltado às públicas, e no Programa Universidade para Todos (Prouni) e no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), os dois direcionados a instituições particulares.