Noronha é destaque nacional e conquista dois prêmios do turismo brasileiro

O arquipélago de Fernando de Noronha foi destaque na primeira edição do prêmio “O Melhor do Turismo Brasileiro”, promovido pelo Estadão, ao conquistar o primeiro lugar em duas categorias. A cerimônia ocorreu nesta quinta-feira (23), no Wish Foz do Iguaçu Resort, em Foz do Iguaçu (PR). 

A ilha venceu como Destino Top of Mind, sendo reconhecido como o lugar mais lembrado pelos brasileiros, e também na categoria Praia do Nordeste, com a Baía do Sancho. A premiação está estruturada em 25 categorias, distribuídas em trilhas como destinos, hotelaria e infraestrutura e serviços.

O prêmio adota metodologia desenvolvida pela FIA Business School, que combina análise quantitativa baseada em dados públicos de plataformas de turismo, e qualitativa, conduzida por um júri técnico formado por especialistas do setor, jornalistas e acadêmicos. Entre os critérios avaliados estão relevância, inovação, impacto no destino, sustentabilidade e qualidade da experiência.

Para o superintendente de Turismo, Cultura e Esportes de Noronha, Islian Pereira, a conquista está diretamente ligada ao modelo de gestão adotado na ilha, que prioriza a conservação ambiental, o ordenamento turístico e a valorização da experiência do visitante.

“Noronha não é apenas um destino, é um ecossistema vivo de histórias, talentos e uma natureza que impõe respeito e inspiração. São com esses critérios que o Governo do Estado de Pernambuco, juntamente com a Administração Geral de Fernando de Noronha, na pessoa de Virgílio Oliveira, zela e proteje aquele paraíso natural. Aqui, quero agradecer a todos que de forma direta e indireta contribuíram com mais essa conquista para Noronha, obrigado”, comemorou Islian.

A gerente de Comunicação do Governo de Pernambuco e gestora do Sistema Golfinho de Comunicação na ilha, Léa Renata, também participou da premiação.

Rota do Café de Taquaritinga sofre com falta de abastecimento d’água

O alerta foi trazido pelo pré-candidato a deputado federal Gilson Machado Neto, ex-ministro do Turismo e da Cultura do governo Bolsonaro, e pelo vereador Gilson Machado Filho. Segundo eles, a falta de planejamento no abastecimento de água da capital pernambucana do café, Taquaritinga do Norte, compromete o crescimento do mercado que exporta café para os Estados Unidos e países europeus. “A gente tem aqui café premiado e muita gente não conhece. É necessário divulgar mais e olhar para as necessidades da região que impactam na produção do café”, alertou Gilson Filho.

Os dois estiveram em Taquaritinga, no último sábado, e visitaram um dos maiores produtores da região: o Café Yaguara. A produção é focada em cafés orgânicos e especiais, além de pequenas exportações, e utiliza a técnica do café sombreado, na qual os pés de café são cultivados embaixo da vegetação nativa da região. “O município sofre com o desabastecimento, e moradores e produtores precisam comprar caminhão-pipa para se abastecer”, relatou o empresário David Peebles, um dos donos da cafeteria Yaguara.

Gilson Machado lembrou da importância do incentivo à produção local. “Como ministro do Turismo e da Cultura do governo Bolsonaro, eu sei do potencial dessa região como rota turística nacional e internacional e da necessidade de articulação política entre Pernambuco e um Governo Federal que incentive o crescimento da região”, reforçou.

Mega-Sena acumulada vai sortear R$ 100 milhões no próximo sábado

Apostadores fazem fila em casa lotérica. A Caixa Econômica Federal sorteia hoje (08) as seis dezenas do concurso 2.149 da Mega-Sena acumulada, que deve pagar um prêmio de R$ 170 milhões.

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.999 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (23). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 100 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 09 – 24 – 26 – 38 – 45 – 58

111 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 28.755,27 cada
5.741 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 916,43 cada

Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de sábado (25), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Aposentados e pensionistas do INSS começam a receber 13º nesta sexta

Cerca de 23,3 milhões dos 35,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber nesta sexta-feira (24) a primeira parcela da antecipação do décimo terceiro.

Com a previsão de injetar R$ 78,2 bilhões na economia, o pagamento começa para quem ganha um salário mínimo. Os 11,9 milhões restantes, que ganham além do mínimo, começam a receber a antecipação do décimo terceiro em 2 de maio.

O benefício extra será pago em duas parcelas. A primeira será paga nesta sexta até 8 de maio. A segunda vai de 25 de maio a 8 de junho. As datas são definidas com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS) e com base na renda do beneficiário. Quem ganha apenas o salário mínimo começa a receber antes de quem recebe mais que o mínimo.

decreto com a antecipação do décimo terceiro do INSS foi assinado no fim de março pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este será o sétimos ano seguido em que os segurados do INSS receberão do décimo terceiro antes das datas tradicionais, em agosto e em dezembro. Em 2020 e 2021, o pagamento ocorreu mais cedo por causa da pandemia de covid-19. Em 2022 e 2023, as parcelas foram pagas em maio e junho. Em 2024 e 2025, em abril e maio.

A consulta pode ser feita no aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets, ou no site gov.br/meuinss. Quem não tiver acesso à internet pode consultar a liberação do décimo terceiro pelo telefone 135. Nesse caso, é necessário informar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmar alguns dados ao atendente antes de fazer a consulta. O atendimento telefônico está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

 

Brasília (DF), 15/04/2026 - Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar antecipação do 13º salário. Foto: INSS/Divulgação
 Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar antecipação do 13º salário. Foto: INSS/Divulgação

Conforme os dados mais recentes do INSS, de fevereiro, 23,3 milhões de pessoas, cerca de 66,2% do total dos segurados do INSS, ganham até um salário-mínimo por mês (R$ 1.621). Outros 11,9 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Desse total, 13,7 mil ganham o teto da Previdência Social, de R$ 8.475,55.

A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do décimo terceiro na primeira parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro e terá o valor calculado proporcionalmente.

O Ministério da Previdência esclarece que os segurados que recebem benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) também têm direito a uma parcela menor do décimo terceiro, calculada de acordo com a duração do benefício. Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Renda Mensal Vitalícia, não têm direito a décimo terceiro salário.

Prefeitura de Caruaru realiza Dia D da Campanha de Influenza Municipal 2026 neste sábado (25)

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Saúde, realiza no próximo sábado (25) o Dia D da Campanha de Vacinação contra a Influenza 2026. A ação tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal e reforçar a proteção da população, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

A mobilização acontecerá em diversos pontos da cidade, com horários estendidos para facilitar o acesso da população aos locais de vacinação.

Podem se vacinar: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos, trabalhadores da saúde, puérperas, professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, integrantes das forças armadas, trabalhadores portuários, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, adolescentes em medidas socioeducativas (de 12 a 21 anos), pessoas privadas de liberdade, profissionais do sistema prisional, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições especiais, população em situação de rua, povos indígenas, quilombolas e trabalhadores dos Correios.

Muito cuidado com as pesquisas

Por Maurício Rands
As pesquisas eleitorais representam uma fotografia do momento. Podem ter caráter científico se bem usados os métodos de estratificação das amostras e de tratamento estatístico dos dados. Mas isso não as isenta dos riscos do manejo interessado. Os incentivos vão desde axiomas antidemocráticos como os famigerados “em política o feio é perder” ou “os fins justificam os meios”, chegando à pura e simples corrupção. Alguns não se importam com as manipulações, acreditando ingenuamente que a pesquisa relevante é apenas a do eleitor nas urnas. Não percebem que as pesquisas, ainda que falseadas, afetam a decisão do eleitor que geralmente é infenso a votar no candidato sem chances.

​Nesses descaminhos, as pesquisas podem falhar voluntária ou involuntariamente. Tome-se o caso das últimas pesquisas para governador em Pernambuco. A do Datafolha apresentou dados em descompasso com o de outros institutos que vinham apontando empate técnico entre a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito João Campos. Especialistas apontam que alguns institutos, mesmo gozando de reputação nacional estabelecida, cometem lapsos metodológicos. Sobretudo quando a eleição ainda está distante. À medida em que a data do pleito se avizinha, vão fazendo os ajustes na metodologia e na amostra. No caso da Datafolha, em alguns estados ela terceiriza as equipes de entrevistadores. E no início concentra as amostras de entrevistados nas capitais e regiões metropolitanas, visto que entrevistas em locais mais remotos têm maiores custos. No caso de Pernambuco, isso pode justificar a diferença para as demais pesquisas que vinham apontando empate entre os principais concorrentes ao governo.

​Outro tópico que justifica a cautela com as pesquisas é o fato de que, até o momento, os eleitores que não escolheram seus candidatos ainda são muito numerosos. Assim como é elevado o percentual dos que admitem mudar de voto. Como lembrou Renato Meirelles em O Globo de 16.4.26, nada menos do que 62% dos entrevistados na última pesquisa Quaest não souberam dizer em quem votariam para presidente quando inicialmente indagados sem o estímulo do disco com as alternativas. Isso significa 96 milhões que não externam espontaneamente uma preferência. Trata-se de dado relevante porque a urna eletrônica funciona como o voto espontâneo. O eleitor, quando chega na cabine, não se depara com um disco com os candidatos. Outro fator que recomenda cautela com os resultados das pesquisas atuais é o fato de que 43% dos entrevistados admitem mudar de voto. Ou seja, 67 milhões que declaram voto em algum candidato, mas admitem mudar. Acrescente-se a frequente discrepância entre os votos espontâneos e os votos na estimulada. Na última Datafolha para Pernambuco, João Campos apresentou uma dianteira de 12%. Mas na espontânea, Raquel Lyra apresentou índices superiores (28 % a 26%).

​Ainda um outro dado recomenda cautela nas apostas sobre quem será vitorioso em Pernambuco. Historicamente, é raro um governante com mais de 60% de aprovação na pré-campanha perder uma tentativa de reeleição. No Brasil, o índice de aprovação acima de 50% funciona quase como um “porto seguro”, embora erros graves ou crises possam afetar essa tendência. Mesmo com índices menores de aprovação, alguns incumbentes ainda assim são competitivos. Foi o caso de Jair Bolsonaro, que em 2022 tornou-se o primeiro presidente a perder a reeleição. Embora seus índices de “ótimo/bom” oscilassem entre 25% e 35%, ele perdeu para Lula por pequena diferença. Isso também sugere que a força de quem está sentado na cadeira continua relevante.

Especialistas em marketing político afirmam que governantes com 60% de aprovação só perdem a reeleição se ocorrer uma unificação total da oposição em torno de um único nome; ou quando o incumbente é tragado em um escândalo ético pessoal intransponível; ou ainda, quando a rejeição individual (o “não voto de jeito nenhum”) for maior que 30% mesmo com o governo bem avaliado. Nenhuma dessas exceções aplica-se à candidatura da governadora Raquel Lyra. As pesquisas têm convergido ao apontar um índice de aprovação do seu governo acima de 60%. Isso pode lhe conferir uma vantagem com tendência a se consolidar à medida que as ações do seu governo forem ainda mais conhecidas. No caso do presidente Lula, a maioria das pesquisas aponta empate técnico com Flávio Bolsonaro. Mas a maior polarização no plano nacional é um fator importante. Embora ele tenha aprovação menor que 50% e tenha elevados índices de rejeição, o debate sobre as realizações de seu governo pode contar em uma eleição que segue sendo um clássico imprevisível.
Maurício Rands, advogado formado pela FDR da UFPE, professor de Direito Constitucional da Unicap, PhD pela Universidade Oxford

TSE e Google reforçam ação digital para regularização do título de eleitor a 13 dias do prazo final

TSE e Google fazem ação digital sobre regularização do título de eleitor

A 13 dias do encerramento do prazo para regularização do título de eleitor, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Google reforçaram, nesta quinta-feira (23), a ação conjunta para ampliar o acesso de eleitoras e eleitores aos serviços da Justiça Eleitoral. O prazo final para alistamento, transferência de domicílio e atualização cadastral termina em 6 de maio. A partir do dia 7, o cadastro eleitoral será fechado para a organização das Eleições 2026.

Como parte da iniciativa, a página inicial da Busca Google no Brasil exibe nesta quinta um link direto para o Autoatendimento Eleitoral, facilitando o acesso aos serviços on-line e ampliando a visibilidade das ferramentas disponíveis.

Ao clicar no link, as usuárias e os usuários são direcionados à plataforma oficial do TSE, na qual é possível solicitar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral e atualizar ou corrigir dados cadastrais de forma digital.

Calendário
Confira os principais marcos do calendário do cadastro eleitoral em 2026:

6 de maio: último dia para tirar ou transferir o título

7 de maio: fechamento do cadastro eleitoral

4 de outubro: 1º turno das eleições

25 de outubro: 2º turno (onde houver)

3 de novembro: reabertura do cadastro eleitoral

Como regularizar
O TSE recomenda que eleitoras e eleitores consultem a situação eleitoral pelo aplicativo e-Título ou pelas páginas oficiais da Justiça Eleitoral na internet. Eventuais multas por ausência em eleições anteriores podem ser pagas por Pix ou cartão de crédito diretamente no site do TSE, o que agiliza a regularização.

Prejuízo dos Correios chega a R$ 8,5 bilhões em 2025

Brasília (DF), 23/04/2026 - Presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, fala durante entrevista sobre resultados dos 100 dias do plano de reestruturação da empresa. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Os Correios registraram um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025. O valor é mais de três vezes superior ao verificado em 2024, quando a estatal anunciou prejuízo e R$ 2,6 bilhões.

De acordo com a empresa, o resultado é influenciado, majoritariamente, pelo provisionamento de obrigações judiciais e o aumento de custos operacionais.

A maior parte desse valor advém de processos judiciais, que custaram aos Correios R$ 6,4 bilhões no ano passado (55,12% acima de 2024). O passivo na Justiça é formado especialmente por demandas trabalhistas, como os pagamentos reivindicados pelos empregados para receberem adicionais de periculosidade e adicionais pela atividade de distribuição e coleta externa.

No ano passado, a receita bruta dos Correios, não considerados os pagamentos que a empresa deveria fazer, foi de R$ 17,3 bilhões (11,35% abaixo de 2024). O balanço da empresa será publicado no Diário Oficial da União.

Diante do acúmulo de prejuízos, a empresa buscou credores e recebeu um aporte que totalizou R$ 12 bilhões em empréstimos de bancos públicos e privados.

Ciclo vicioso
Desde o último trimestre de 2022, os Correios apresentam resultados parciais negativos. No total, a empresa acumula 14 trimestres de ônus.

“É um ciclo vicioso. A dificuldade de caixa gera dificuldade de pagamento ao fornecedor, isso afeta a operação. Ao afetar a operação, a gente macula a capacidade de aumentar o volume [de trabalho] ou de gerar novos contratos”, explicou o presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, em entrevista coletiva na sede da empresa em Brasília.

Segundo ele, a estatal também não consegue compensar imediatamente a baixa nas receitas com cortes de gastos.

“A estrutura de custo é muito rígida, e está ancorada em despesas de custos fixos. Quando há uma queda de receita, não se consegue diminuir a despesa no mesmo momento para poder fazer esse equacionamento”, explicou.

Desmaterialização da carta
O balanço negativo ocorre em anos de mudança estrutural no campo de atividade dos Correios, quando as empresas de comércio eletrônico expandem sua atividade logística – não mais dependendo dos Correios.

O fenômeno concorrencial ocorre após a estatal perder nicho do mercado de postagem com as mudanças das formas de comunicação, o que Rondon chama de “desmaterialização” da carta.

Economista por formação, o presidente assumiu o cargo em setembro do ano passado, com mandato até agosto de 2027, com objetivo de reestruturar a estatal.

Entre medidas saneadoras, a empresa abriu dois planos de demissão voluntária (PDV). Na edição deste ano, 3.181 aderiram ao desligamento. O volume de adesões foi menor que o obtido no PDV 2024/2025, 3.756 empregados, mas o ingresso no plano só foi possível em prazo menor – entre fevereiro e abril deste ano.
A perspectiva inicial da estatal era fazer 10 mil desligamentos. Outros processos de demissão voluntária poderão ser abertos no futuro.

Privatização fora de pauta
Os Correios adotaram medidas para diminuir custos com as operações de recebimento, distribuição e entrega; renegociaram dívidas com fornecedores e estenderam prazos de pagamento. Também começaram a reduzir gastos com a ocupação de imóveis e com a manutenção de agências.

Emmanoel Rondon acredita que a empresa apresente resultados econômicos positivos a partir de 2027 e que, conforme a reestruturação, possa captar mais recursos entre financiadores.

Ele não considera a possibilidade de privatização, como defendem correntes de economistas pró-mercado.

“Esse assunto não está na pauta aqui. Estamos apresentando os resultados. Privatização ou não é uma decisão do controlador [o governo federal]. O que que a gente quer? Aqui estamos trabalhando em um plano de gestão de recuperação, para que a empresa permaneça íntegra, viável, que preste um bom serviço, dê resultado positivo”, afirmou.

STF determina atualização anual do valor do mínimo existencial

Palácio do Supremo Tribunal Federal na Praça dos Três poderes em Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (23) determinar a atualização anual do valor do chamado mínimo existencial para evitar o superendividamento da população.

O mínimo existencial foi definido pela Lei 14.181 de 2021, conhecida como Lei do Superendividamento, para fixar que uma parte da renda do consumidor não pode ser comprometida com o pagamento de dívidas. A restrição deve ser observada por bancos e empresas que concedem empréstimo pessoal.

Pela decisão da Corte, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deverá propor estudos para verificar a viabilidade de atualização anual do valor do mínimo.

Os ministros também entenderam que os empréstimos obtidos por meio de crédito consignado também estarão sujeitos ao mínimo existencial. Antes da decisão, os consignados estavam excluídos da restrição.

Julgamento
A Corte julgou a validade de decretos que regulamentaram a Lei do Superendividamento.

As normas definiram o conceito de mínimo existencial para proteger o consumidor e evitar a concessão de empréstimos que comprometam toda a renda mensal com o pagamento de dívidas.

Em 2022, um decreto do ex-presidente Jair Bolsonaro fixou o mínimo existencial em R$ 303, equivalente a 25% do salário mínimo vigente na época. Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva corrigiu o mínimo para R$ 600, valor que está em vigor.

Após a edição dos decretos, a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) e a Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep) entraram com ações na Corte. As entidades questionaram o valor mínimo fixado nos decretos e alegaram que o valor é insuficiente para garantir condições básicas de dignidade.

Votos
O julgamento começou nesta quarta-feira (22), quando foi formada maioria de votos para determinar a atualização do mínimo existencial.

Na sessão de hoje, o último voto do julgamento foi proferido pelo ministro Nunes Marques.

O ministro entendeu que é imprescindível que haja uma proteção para evitar o endividamento das famílias.

“Entendo que a melhor solução, por ora, é manter o valor de R$ 600. Por isso, acompanho a proposta para determinar que o CNM realize anualmente estudos técnicos de impacto regulatório para subsidiar a eventual revisão desse valor”, afirmou.

Dólar volta a R$ 5, e bolsa cai com tensão no Oriente Médio

Dólar

O dólar voltou a fechar acima de R$ 5, e a bolsa de valores recuou nesta quinta-feira (23), em um dia marcado pela piora do cenário externo e aumento da aversão ao risco diante de novas incertezas sobre a guerra no Oriente Médio.

A moeda estadunidense encerrou o dia em alta de R$ 0,029 (+0,62%), cotada a R$ 5,003. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,78%, aos 191.378,43 pontos.

Dólar inverte movimento
Após operar em queda durante boa parte do dia, o dólar ganhou força à tarde, acompanhando o movimento global de busca por ativos mais seguros. A mudança de direção ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de autoridades iranianas, que colocaram em dúvida a sustentação de um possível cessar-fogo.

Trump afirmou que um acordo com o Irã só será fechado quando for “apropriado” para os interesses norte-americanos, enquanto o governo iraniano adotou um tom mais agressivo. Também surgiram relatos de ativação de defesas aéreas no Irã, elevando a tensão.

Com isso, o dólar à vista saiu da mínima de R$ 4,94, registrada no início da tarde, para atingir a máxima de R$ 5,018 por volta das 16h40 e diminuir a alta no fim do pregão. No mercado futuro, o contrato para maio avançou 0,74%.

No exterior, o índice que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de divisas também subiu, refletindo o mesmo movimento de cautela.

Dados do Banco Central mostraram ainda saída líquida de US$ 3,2 bilhões do país em abril até o dia 17, ampliando o fluxo negativo desde o início do conflito.

Bolsa acompanha exterior
O Ibovespa seguiu a tendência negativa dos mercados internacionais e fechou em queda, pressionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pela queda das bolsas em Nova York.

O índice chegou a oscilar entre 190.929 pontos na mínima e 193.346 pontos na máxima, com volume financeiro de R$ 24,9 bilhões.

O ambiente de maior risco foi intensificado após ações militares e estratégicas envolvendo o Estreito de Ormuz, região vital para o transporte global de petróleo. A apreensão de navios pelo Irã e ameaças militares dos Estados Unidos aumentaram a preocupação dos investidores.

Petróleo dispara
O petróleo teve forte alta, impulsionado pelo aumento das tensões e temores sobre o fornecimento global do combustível.

O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, fechou a US$ 105,07, com alta de 3,1%. O WTI avançou 3,11%, a US$ 95,85. Durante o dia, os preços chegaram a subir cerca de US$ 5 por barril.

O mercado reagiu a relatos de confrontos internos no Irã, ataques aéreos e à renúncia de um negociador-chave nas conversas indiretas com os EUA. Além disso, o controle mais rígido do Irã sobre o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo, aumentou o temor de interrupções no abastecimento.

A combinação de incerteza geopolítica, restrições no transporte marítimo e declarações conflitantes de autoridades mantém os mercados sob forte volatilidade.

*Com informações da Reuters