Empresários pessimistas para as vendas no final do ano

A economia brasileira vem passando por um momento de retração da produção e consumo de bens e serviços. De acordo com pesquisa da Fecomércio-PE, a expectativa de mais da metade dos empresários entrevistados é que o volume de vendas neste fim de ano se reduzirá quando comparado com as vendas no mesmo período em 2014 (56%).

Essa proporção ainda é mais alta na Região Metropolitana do Recife (58,6%), enquanto no Agreste e no Sertão os percentuais ficam mais baixo, representando respectivamente, 49,2% e 44,4%. No comércio tradicional, para 58,8% dos empresários das três regiões analisadas, o volume de vendas neste fim de ano será inferior ao obtido no mesmo período em 2014.

Em relação aos serviços de alimentação, a expectativa dos empresários dessas regiões é ainda mais pessimista, uma vez que 67,9% dos entrevistados acreditam que seu volume de vendas será menor nessa época. Já nos shoppings centers, 47,3% dos entrevistados acham que as vendas serão menores. Também nos malls, a parcela dos gestores que têm expectativa de vendas mais baixa no setor alimentício foi de 73,2%.

Para justificar a possível baixa nas vendas, os empresários do comércio varejista e do setor de serviços de alimentação apontaram como problemática o desemprego e a inflação elevados. Para tentar reverter o quadro, os empresários destacam entre as ações que poderão ajudar nas vendas os descontos (58,1% dos gestores do comércio e 44,8% em alimentação); as campanhas publicitárias (53,7% no comércio e 34,2% no setor de alimentação); e a abertura dos estabelecimentos em horário especial, com 40,3% das indicações dos comerciantes e 27,9% dos serviços de alimentação.

Com isso, é natural que o tradicional movimento de contratação de mão de obra temporária no final do ano também seja diminuído. Bem menos de metade dos entrevistados declararam que contrataram ou contratarão mão de obra temporária neste período. Além disso, a expectativa de efetivação desses empregos também é muito pequena.

Consumidores

Além da pesquisa com os empresários, também foi feito um levantamento com os consumidores pernambucanos. De acordo com o apurado, 62,4% dos entrevistados demonstraram intenção em comemorar o Natal e réveillon.

A compra de presentes (50,4%), seguida pela confraternização em casa (48,4%) foram as formas preferidas dos consumidores para comemorarem essas festividades. Apenas 16,6% das pessoas pesquisadas pretendem comemorar em confraternização fora de casa, entre as quais se incluem a ida a restaurantes, bares, boates e clubes.

Em relação ao valor nas comemorações, o consumidor pernambucano está disposto a gastar em média R$ 422,00. Na Região Metropolitana do Recife, esse montante é mais elevado (R$ 479,00), diminuindo para R$ 442,00 no Agreste e baixando significativamente para R$ 277,00 no Sertão.

Para quem vai realizar as confraternizações em casa, a intenção dos consumidores pernambucanos é de gastar em média R$ 254,00, o que no Recife corresponde a R$ 272,00, no Agreste de R$ 270,00 e no Sertão R$ 192,00. Para as confraternizações fora de casa, o gasto médio previsto atinge o valor de R$ 236,00.

Já com a compra de presentes, ao pernambucanos entrevistados pretendem gastar em média R$ 281,00. Este ano, a preferência para presentear continua com ‘vestuário e acessórios’, registrado por 53,3% dos entrevistados. Em seguida, o item ‘perfumes e cosméticos’ apontado por 34,6%, ‘calçados e acessórios de couro’ (27,1%), ‘brinquedos e games’ (24,8% ) e ‘joias, bijuterias, relógios e óculos’ (21,1% ).

Ainda em relação às compras dos presentes, os consumidores pernambucanos demonstraram preferência por efetuar o pagamento em dinheiro, à vista (55,0%). Devido às altas taxas de juros cobradas pelas administradoras de cartões de crédito, apenas 28,8% dos pesquisados revelaram a intenção de pagarem suas compras dessa forma, diferente de 2014, que teve a expressiva marca de 41,9%.

Pedro Augusto é jornalista e repórter do Jornal VANGUARDA.

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