Mercado vê mais inflação e retração menor do PIB em 2016

Do G1

Os economistas das instituições financeiras voltaram a elevar sua expectativa de inflação para este ano e também passaram a estimar uma contração menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.

As previsões foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (13), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de 100 instituições financeiras foram ouvidas.

Previsão para o IPCA em 2016

A previsão do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 7,12% para 7,19% na semana passada. Foi a quarta alta seguida do indicador. Com isso, a taxa prevista permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para 2016.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA voltou a acelerar e atingiu 0,78% em maio. De janeiro a maio, o IPCA acumula avanço de 4,05% (perto da meta central de inflação de 4,5% para este ano) e, em 12 meses, somou 9,32%.
Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação ficou estável em 5,5% na última semana, informou o BC. Deste modo, permanece abaixo do teto de 6% – fixado para 2017 – mas ainda longe do objetivo central de 4,5% para o IPCA no período.

O BC tem informado que buscará “circunscrever” o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%), e também fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017.

Produto Interno Bruto

No caso do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado passou a prever uma contração de 3,60% para o nível de atividade, contra a estimativa anterior de um “encolhimento” de 3,71% em 2016. Foi a quarta semana seguida de melhora do indicador.

Recentemente, o IBGE informou que o PIB brasileiro teve queda de 0,3% em comparação com os três meses anteriores. Foi a quinta queda trimestral seguida do PIB brasileiro. Apesar da contração, o resultado veio melhor do que a expectativa dos economistas.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Com a previsão de um novo “encolhimento” do PIB neste ano, essa também será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de queda no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948.

Para o comportamento do Produto Interno Bruto em 2017, os economistas das instituições financeiras elevaram sua previsão de alta de 0,85% para 1%, informou o BC.

Taxa de juros

O mercado financeiro subiu na semana passada a previsão para a taxa de juros no fim deste ano de 12,88% para 13% ao ano. Atualmente, os juros estão em 14,25% ao ano. Com isso, a estimativa do mercado é de um corte menor dos juros em 2016.

Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros ficou inalterada em 11,25% ao ano – o que pressupõe a continuidade da queda dos juros no ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados.

As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Quando julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, o BC pode baixar os juros.

Câmbio, balança e investimentos

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 caiu de R$ 3,68 para R$ 3,65. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar recuou de R$ 3,85 para R$ 3,81.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 subiu de US$ 50 bilhões para US$ 50,5 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a previsão de superávit permaneceu inalterada em US$ 50 bilhões.

Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 60 bilhões para US$ 61,3 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas permaneceu inalterada em US$ 60 bilhões.

‘Poderosos’ ameaçam Lava Jato, diz procurador

Do Estadão Conteúdo

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, disse ser “possível e até provável” que as investigações do maior escândalo de corrupção do País acabem. “Quem conspira contra ela são pessoas que estão dentre as mais poderosas e influentes da República”, afirmou.

Dallagnol disse que as conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o ex-presidente José Sarney (AP) e o senador e ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (RR), todos da cúpula do PMDB, expuseram uma trama para “acabar com a Lava Jato”. “Esses planos seriam meras especulações se não tivessem sido tratados pelo presidente do Congresso Nacional”, disse o procurador.

Os áudios do delator Sérgio Machado tornados públicos pela imprensa mais uma vez revelam movimentos para tentar interferir nos andamentos da Operação Lava Jato. As investigações correm algum risco?

As investigações aproximaram-se de pessoas com poder econômico ou político acostumadas com a impunidade. É natural que elas reajam. Há evidências de diferentes tipos de contra-ataques do sistema corrupto: destruição de provas, criação de dossiês, agressão moral por meio de notas na imprensa ou de trechos de relatório de CPI, repetição insistente de um discurso que aponta supostos abusos jamais comprovados, tentativas de interferência no Judiciário e, mais recentemente, o oferecimento de propostas legislativas para barrar a investigação, como a MP da leniência (medida provisória que altera as regras para celebração de acordos entre empresas envolvidas em corrupção e o poder público). Tramas para abafar a Lava Jato apareceram inclusive nos áudios que vieram a público recentemente. A Lava Jato só sobreviveu até hoje porque a sociedade é seu escudo.

É possível um governo ou o Congresso pôr fim à Lava Jato?

É, sim, possível e até provável, pois quem conspira contra ela são pessoas que estão dentre as mais poderosas e influentes da República. À medida que as investigações avançam em direção a políticos importantes de diversos partidos, a tendência é de que os que têm culpa no cartório se unam para se proteger. É o que se percebe nos recentes áudios que vieram a público. Neles, os interlocutores dizem que alertaram diversos outros políticos quanto ao perigo do avanço da Lava Jato. É feita também a aposta num “pacto nacional” que, conforme também se extrai dos áudios, tinha como objetivo principal acabar com a Lava Jato. Não podemos compactuar com a generalização de que políticos são ladrões, porque ela pune os honestos pelos erros dos corruptos e desestimula pessoas de bem a entrarem na política. Contamos com a proteção de políticos comprometidos com o interesse público, mas não podemos menosprezar o poder das lideranças que estão sendo investigadas.

Curitiba foi comparada à “Torre de Londres” nas gravações. É justa a comparação?

A comparação é absolutamente infundada. A Torre de Londres foi usada para a prática de tortura. Na tortura, suprime-se o livre arbítrio da vítima e se extrai a verdade por meio de tratamento cruel. Na colaboração, respeita-se o livre arbítrio de quem, quando decide colaborar, recebe um prêmio. Mais de 70% dos colaboradores da Lava Jato jamais foram presos. Nos casos minoritários em que prisões antecederam as colaborações, eram estritamente necessárias e não tiveram por objetivo a colaboração, mas sim proteger a sociedade, que corria risco com a manutenção daquelas pessoas em liberdade.

O que o conteúdo dos áudios demonstra, na sua opinião?

Os áudios revelam um ajuste entre pessoas que ocupam posições-chave no cenário político nacional e, por isso, com condições reais de interferir na Lava Jato. Discutiram concretamente alterar a legislação e buscar reverter o entendimento recente do Supremo que permite prender réu após decisão de segunda instância. Eles chegam a cogitar romper a ordem jurídica com uma nova Constituinte, para a qual certamente apresentariam um bom pretexto, mas cujo objetivo principal e confesso seria diminuir os poderes do Ministério Público e do Judiciário. Esses planos seriam meras especulações se não tivessem sido tratados pelo presidente do Congresso Nacional, com amplos poderes para mandar na pauta do Senado; por um ex-presidente com influência política que dispensa maiores comentários; por um futuro ministro (do Planejamento) e na presença de outro futuro ministro, o da Transparência (Fabiano Silveira, também nomeado pelo presidente em exercício Michel Temer e já fora do governo). Quando a defesa jurídica não é viável, porque os fatos e provas são muito fortes, é comum que os investigados se valham de uma defesa política. Agora, a atuação igualmente firme contra pessoas vinculadas a novos partidos, igualmente relevantes no cenário nacional, reforça mais uma vez que a atuação do Ministério Público é técnica, imparcial e apartidária. Não vemos pessoas ou partidos como inimigos. Nosso inimigo é a corrupção, onde quer que esteja, e, nessa guerra, existe apenas um lado certo, o da honestidade e da justiça. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Dirceu e Vaccari propõem acordo de leniência ao PT

Do Congresso em Foco

Presos pela Operação Lava Jato desde o ano passado, os petistas José Dirceu e João Vaccari Neto sugeriram a correligionários que a sigla faça um acordo de “leniência partidária”, informa a Folha de S.Paulo. A proposta, segundo a reportagem, foi apresentada ao menos a dois deputados do partido e a dois advogados.

“Não sei se foi o Dirceu que pensou nisso, mas ele defende. Pensamos nessa possibilidade e em outras. declarou Roberto Podval, advogado do ex-ministro, à Folha.

Pelo acordo de leniência, empresas assumem crimes e colaboram com as investigações. Em troca, pagam multas, mantêm a possibilidade de fazer contratos com o governo e seus executivos podem aderir ao acordo, com redução da pena ou até perdão judicial. É uma espécie de delação premiada, só que para pessoas jurídicas (empresas).

Conforme a reportagem, Dirceu e Vaccari defendem que outros partidos envolvidos na Lava Jato também façam o acordo de leniência. Esta é a primeira vez que petistas cogitam que a sigla assuma ter praticado crimes e faça uma espécie de autocrítica desde que surgiram as denúncias de desvios na Petrobras.

A leniência também é apontada como alternativa ao PT caso o partido seja condenado a pagar multas que o inviabilizem. De acordo com a Folha, a proposta enfrenta resistência entre petistas. “Não vejo sentido, já que não temos notícia de que políticos do PT agiram para beneficiar empresas em troca de dinheiro e vemos as atividades do Vaccari como legais”, disse ao jornal o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que esteve com Vaccari e Dirceu semana passada.

Cunha perde apoio do Planalto e do Centrão

Do Congresso em Foco

O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), perdeu apoio do Palácio do Planalto, do PMDB e do Centrão (maior bloco parlamentar informal do Congresso, composto por 220 deputados) na luta para manter o mandato. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Cunha está acuado por antigos aliados, que o pressionam a renunciar ao comando da Casa, e pela Operação Lava Jato. O peemedebista teme ser preso caso abra mão da presidência. Ele argumenta que o gesto o deixaria frágil para se livrar do processo de cassação. O deputado afastado quer evitar a perda do foro privilegiado e a consequente remessa de seus processos, hoje no Supremo Tribunal Federal (STF), para o juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato na primeira instância.

De acordo com a reportagem, Cunha foi procurado por dois parlamentares do Centrão que o aconselharam a renunciar ao comando da Casa para não prejudicar o presidente interino Michel Temer. Segundo o relato, o deputado afastado reagiu aos gritos e disse que jamais tomará essa iniciativa. Na quinta-feira passada, quando sua esposa, Cláudia Cruz, virou ré na Lava Jato, o peemedebista enviou mensagens a colegas afirmando que Moro fará um “cerco” em sua família caso ele renuncie à presidência, da qual está afastado por determinação do Supremo há mais de um mês.

Conforme o Estadão, setores do PMDB e o Planalto temem que, em ato de vingança, Cunha faça acusações contra o partido e Michel Temer. Na avaliação de líderes do Centrão, o deputado afastado enfrentará uma situação mais tranquila no plenário caso renuncie ao comando da Câmara. O Conselho de Ética vota nesta terça-feira (14) parecer que pede a cassação do mandato do deputado, acusado de mentir à CPI da Petrobras sobre a existência de contas bancárias na Suíça. Ele tenta, por meio de aliados, abrandar sua pena em estratégia em andamento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Para que a cassação seja aprovada, são necessários 257 votos em plenário. Até o momento, nove partidos já se manifestaram a favor da perda do mandato de Cunha: PT, PCdoB, PDT, Rede, Psol, DEM, PSDB, PSB e PPS, que reúnem 218 deputados.

Dilma condena intolerância e preconceito ao lamentar atentado nos EUA

Da Agência Brasil

A presidenta afastada Dilma Rousseff lamentou o atentado a uma boate gay em Orlando, Flórida, nos Estados Unidos, ocorrido na madrugada de ontem (12). “Estamos vivendo momentos terríveis, tempos de preconceito e intolerância que ceifam vidas humanas”, disse.

Pelo Twitter, Dilma manifestou seus sentimentos às famílias das vítimas, ao presidente norte americano, Barack Obama, e ao povo dos Estados Unidos. “Vamos juntos lutar contra esta barbárie”.

O guarda de segurança Omar S. Mateen, de 29 anos, entrou por volta das 2h na boate Pulse, matou 50 pessoas e deixou 53 feridos. Ele nasceu nos Estados Unidos e é filho de paquistaneses. Durante três horas, ele permaneceu na boate, onde fez reféns e foi morto pela polícia durante uma troca de tiros.

O chefe de polícia de Orlando, John Mina, classificou o atentado como “um dos piores tiroteios em massa na nossa história dos Estados Unidos.”

Edição: Juliana Andrade

Inflação projetada pelo mercado financeiro sobe para 7,19%

Agência Brasil

A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, subiu pela quarta vez seguida, ao passar de 7,12% para 7,19%. Para 2017, a estimativa é mantida em 5,50% há quatro semanas. As projeções fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo Banco Central (BC) e divulgada às segundas-feiras.

As estimativas estão acima do centro da meta de inflação de 4,5%. O limite superior da meta de inflação é 6,5%, este ano e 6% em 2017. É função do Banco Central fazer com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

Juros

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Na semana passada, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 14,25% ao ano por considerar que a inflação acumulada em 12 meses é alta e as expectativas para o índice de preços estão distante da meta. Por isso, o comitê disse que não havia espaço para redução da taxa básica.

A mediana (desconsidera os extremos nas projeções) das expectativas das instituições financeiras para a Selic, passou de 12,88% para 13% ao ano, ao final de 2016, e segue em 11,25% ao ano, no fim de 2017.

A estimativa de instituições financeiras para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi alterada de 3,71% para 3,60%. Para 2017, a estimativa de crescimento passou de 0,85% para 1%.

A projeção para a cotação do dólar ao final de 2016 caiu de R$ 3,68 para R$ 3,65. Para 2017, a estimativa passou de R$ 3,85 para R$ 3,81.

Dida de Nan é o escolhido como vice na chapa de Edson Vieira

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Após uma reunião ocorrida na tarde de ontem (12), onde participaram o prefeito Edson Vieira, o deputado estadual Diogo Moraes, vereadores e lideranças que integram a base governista, ficou definido o nome do vereador Dida de Nan para a chapa que disputará a reeleição em outubro próximo.

Dida foi vereador por dois mandatos e atuou como líder do governo. Para o prefeito Edson Vieira, Dida é o nome de consenso e já consolida a união na chapa na pré-campanha.

“Dida tem inúmeras virtudes, soma em nosso grupo, é leal e tem a cara do povo, além de uma história de compromisso com Santa Cruz do Capibaribe que já conhece seu trabalho. Ele prontamente aceitou nosso convite para darmos início a essa longa caminhada”, disse o prefeito que pontuou ainda a qualidade dos demais integrantes do grupo que também se colocaram à disposição para concorrer ao seu lado na próxima disputa.
“Muitas pessoas também se colocaram à disposição do nosso projeto, e todas entenderam nossa decisão, cada um agrega ao nosso projeto independentemente do perfil deles, todos estão capacitados para a disputa, mas é evidente que temos que tomar uma decisão, que foi tomada com base no diálogo e no entendimento de todos que acompanham nosso grupo”.

O deputado estadual Diogo Moraes falou sobre a escolha do prefeito. “Dida é um homem integro, leal e de fibra e já provou isso em outras disputas. Além do mais, ele compõe o PSB em Santa Cruz do Capibaribe, atendendo assim o partido do Governador Paulo Câmara, o prefeito Edson Vieira e o povo de Santa Cruz do Capibaribe”, disse Moraes.

Dida recebeu a indicação com entusiasmo, e se mostrou empolgado para mais uma etapa na pré-candidatura na disputa eleitoral.
“Edson conhece minha história de lealdade, fidelidade e trabalho pelo grupo e por Santa Cruz do Capibaribe, sempre ajudei Edson como militante, partidário e também como vereador, agora vamos juntos mais uma vez enfrentar de cabeça erguida os novos desafios. E também quero agradecer os colegas que também colocaram seus nomes, e podem ficar certos que vou honrar com muita determinação todos, e vamos partir cada vez mais juntos para enfrentar toda jornada”, disse Dida de Nan.

Humberto faz balanço de 30 dias de governo Temer: ilegítimo e antipopular

Após 30 dias de governo interino do presidente Michel Temer (PMDB), o senador Humberto Costa (PT-PE) fez um balanço da gestão do peemedebista. Segundo o senador, a gestão de Temer demonstrou ser um “completo desastre”. “É um governo ilegítimo e com agenda extremamente antipopular”.

O senador destacou a ausência de representação social no primeiro escalão do governo interino. “Desde a sua formação, a gestão de Temer é marcada pela ausência de mulheres e negros. É um governo golpista e que não respeitou o voto de 54 milhões de brasileiros. Um governo que olha para aqueles que ele representa: homens brancos e ricos”, destacou Humberto.

Humberto criticou ainda a “agenda conservadora” que Temer tem buscado implantar neste período. “Em 30 dias de governo, nós só vimos ações para retirar direitos de trabalhadores e do povo mais pobre. Ele fala de reforma trabalhista, reforma da previdência, do fim de grande parte dos atendimentos do Bolsa Família, da extinção de programas como o Minha Casa, Minha Vida. Até quando ele e os seus ministros vão falar de saúde, eles falam com a perspectiva de eliminar o caráter de atendimento universal que tem o SUS. Fora isso, nunca se viu tantas quedas de ministros pressionados por atos de corrupção por eles realizados”, destacou o senador.

Para o senador, o governo tem caráter provisório e a mobilização popular vai garantir o retorno de Dilma Rousseff (PT) ao comando da Presidência da República. “Esse governo que está ai não se sustenta. É por isso que temos que continuar a protestar exatamente para que esse governo que balança tanto definitivamente caia e a gente possa ter o governo Dilma, que foi escolhido pela maioria dos brasileiros, de volta”, afirmou.

Juventude Negra-Frente irá realizar audiência em Caruaru

A Frente de Combate ao Extermínio a Juventude Negra, da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), irá realizar no dia16 de junho às 09h, uma audiência pública na Câmara Municipal de Caruaru.

A Frente vai reunir parlamentares, autoridades, movimentos sociais e sociedade civil para discutir o combate ao preconceito, à discriminação e a violência, para aprofundar, no âmbito legislativo, as políticas de combate ao extermínio da juventude negra na cidade.

Solicitada pelo vereador Carlos Santos (PRB), através do Requerimento nº 1207/2016 , a audiência pretende abordar uma situação desconfortável para as divulgadas políticas públicas de inclusão social e de proteção aos direitos humanos: o alto índice de jovens negros assassinados em comparação com as mortes de jovens brancos.

As propostas resolutivas geradas pela audiência, segundo o vereador Carlos Santos, deverão compor um documento que será encaminhado para os setores e as autoridades competentes. “Mas fiquem certos de que nós vamos buscar uma solução para esse problema, junto com a população de Caruaru. Vamos cobrar das autoridades responsáveis uma resposta para essa situação”, assegurou o vereador.

O deputado Ossesio Silva (PRB) é coordenador geral da Frente, além de mais cinco membros, a deputada Teresa Leitão (PT) e os deputados Professor Lupércio (SD), Eduíno Brito (PHS), Edílson Silva (PSOL) e Joel da Harpa (PROS).

A cidade de Caruaru está entre as 13 cidades mais violentas contra jovens negros indicadas pelo Plano Juventude ViVa em Pernambuco. Atualmente, o município possui cerca de 30% de sua população considerada jovem, com idade entre 15 e 29 anos.

Brasil apresenta redução de 87% nas notificações dos casos de Zika

O risco de transmissão das doenças pelo mosquito Aedes aegypti no Brasil no período dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos é mínimo. É o que apontam os dados apresentados pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta sexta-feira (10), no Rio de Janeiro, durante entrevista coletiva com correspondentes estrangeiros. Os índices dos casos do vírus Zika estão em declínio no país e já caíram 87% no comparativo entre fevereiro e maio deste ano.

O pico de maior incidência de notificações da doença foi registrado na terceira semana de fevereiro, com 16.059 casos. Na primeira semana de maio, os registros despencaram para 2.053. Os números reforçam, mais uma vez, os resultados das ações de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, além de demonstrar um comportamento diferente do habitual neste ano. Em 2016, o declínio de casos começou antes do previsto, uma vez que historicamente o pico das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é em abril.

“De acordo com estudo divulgado pela Universidade de Cambridge, a expectativa é de menos de um caso de infecção entre os 500 mil turistas que devem chegar para as Olimpíadas. O risco de Zika é mínimo, principalmente pelas condições climáticas da época e pela mobilização no combate ao mosquito aqui no Rio de Janeiro”, destacou o ministro Ricardo Barros. Ele disse ainda que o Rio de Janeiro terá um reforço de 2,5 mil profissionais da área da saúde e todos os atletas sob a responsabilidade do Comitê Olímpico terão disponíveis repelentes, roupas específicas e os materiais necessários. “Assim como na Copa do Mundo e na Jornada Mundial da Juventude, temos certeza que a cortesia do povo e a qualidade da realização de megaeventos estão garantidas para os jogos Olímpicos”, completou.

Confira aqui a apresentação completa

Nas cidades onde haverá jogos Olímpicos e Paralímpicos os números apresentam comportamento
semelhante ao nacional, com pico da doença entre fevereiro e queda expressiva nos meses seguintes. O município do Rio de Janeiro, por exemplo, teve o maior registro de casos na terceira semana de fevereiro, com 2.116 casos. Nas semanas posteriores, os dados caíram, chegando a 208 casos notificados em maio, o que representa uma redução de 90%.

Ao contrário do hemisfério norte, o Brasil está no período do inverno, quando historicamente e epidemiologicamente os índices das doenças transmitidas pelo mosquito estão em declínio e atingem o menor índice. A data corresponde exatamente com os meses de agosto e setembro, quando serão realizados os Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Brasil.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, relembra que na Copa do Mundo de 2014 as pessoas também tinham medo de vir ao país e pegar doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. “Durante a Copa foram registrados apenas três casos em turistas. As estatísticas mostram que o período dos jogos não é endêmico. Isso ocorre principalmente porque no inverno as chuvas são menos frequentes o que dificulta a proliferação do mosquito”, afirmou.

ESTUDOS – Um recente estudo desenvolvido por cientistas do Hospital São Paulo/Escola Paulista de Medicina de São Paulo e cientistas de outros quatro países, divulgado na Revista da Universidade de Cambridge, da Inglaterra, aponta que o risco de turistas contraírem o vírus Zika durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos é de 1,8 casos por um milhão de pessoas. Para dimensionar a probabilidade, pesquisadores analisaram a curva de casos por semana epidemiológica de dengue na cidade do Rio de Janeiro. Após a análise foi possível calcular um parâmetro da presença do Aedes aegypti no período dos jogos em 2016.

Considerando a previsão de 500 mil turistas estrangeiros durante os Jogos, seriam menos de um caso de Zika no período. “Se vierem um milhão de turistas para o Brasil durante as Olimpíadas, que é um número considerável, nós provavelmente não teremos mais de cinco casos de Zika entre os turistas. Então, é um risco muito baixo e de pequena repercussão do ponto de vista de saúde pública”, pontuou o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Marcelo Burattini, um dos autores do estudo. Para o professor, a região Sudeste no período das Olimpíadas praticamente não tem atividade de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. “A nossa estimativa deveria ser considerada como limite superior, como risco máximo a ser atingido. O risco real provavelmente vai ser menor do que isso”, afirmou.

JOGOS OLÍMPICOS – O Ministério da Saúde, em parceria com o governo do Estado do Rio de Janeiro e a prefeitura do Rio de Janeiro, organizou uma série de ações pelo país para garantir a assistência à saúde durante a competição. Foram investidos R$ 72 milhões na compra, aparelhamento e custeio de 146 ambulâncias que estarão disponíveis para cobertura da população durante o período das competições. Está previsto também R$ 2,8 milhões para aquisição de equipamentos de proteção individual (EPI) – como luvas de proteção e máscaras – e antídotos para emergência com químicos, biológicos e radiológicos, além da capacitação de 1,7 mil profissionais para situações de emergência como acidentes químicos e biológicos.

Estão sendo contratados 2.500 profissionais de saúde temporários, entre médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem para reforçar o atendimento nos hospitais federais do estado do Rio. Além disso, estão em atuação 3.500 profissionais, como agentes externos, para inspecionar e eliminar focos da dengue, instruir as pessoas e visitar toda a região do entorno das áreas onde serão realizados os Jogos. Será ativado o CIOCS (Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde) a partir do dia 5 de julho para monitorar as situações de risco, a demanda por atendimento, a vigilância epidemiológica e sanitária, além de coordenar respostas diante de emergências em saúde pública.

Para orientar os visitantes com informações para prevenção de saúde, o Ministério da Saúde disponibiliza a página do Saúde do Viajante (www.saude.gov.br/viajante).

NOTIFICAÇÃO – O vírus Zika está presente em 60 países, incluindo o Brasil, cuja população representa apenas 15% das pessoas expostas ao vírus. O Ministério da Saúde tornou compulsória a notificação dos casos de Zika em fevereiro deste ano. No entanto, antes mesmo da obrigatoriedade em todo o país, alguns estados adotaram a notificação de todos os casos suspeitos do vírus Zika, como o Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Esta iniciativa pode demonstrar um maior cuidado com as questões de prevenção e controle deste agravo na população.