Prefeitura de Caruaru utiliza técnica inovadora para realizar reparos nas vias

A Prefeitura de Caruaru realiza, diariamente, reparos em diferentes vias espalhadas pelo município, como uma manutenção necessária para ajustar trechos danificados por inúmeros motivos. Para isso, a gestão tem apostado em uma técnica conhecida como “bripar”, que garante uma série de vantagens em relação às intervenções que costumam ser realizadas com argamassa, por exemplo.

Um dos benefícios que mais chama atenção é o tempo de cura, ou seja, o período em que a área que passou por reparos precisa permanecer interditada. No caso do “bripar”, os trechos são liberados para uso imediatamente após a conclusão dos trabalhos, enquanto que, nos casos do uso de argamassa, pode levar, no mínimo, 28 dias para que isso aconteça.

“Essa característica pode representar uma vantagem importante para a rotina da população. Imagine que um reparo é realizado no meio da manhã e a área estará livre para a passagem de veículos em questão de minutos, evitando dificuldades no acesso à rua ou à própria garagem”, explica a secretária executiva de Manutenção da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), Danielly Almeida.

Outra vantagem do “bripar” é a durabilidade. Isso porque a técnica cria um pavimento onde o rejuntamento de brita e emulsão asfáltica aumenta a resistência da estrutura, permitindo que a pavimentação suporte cargas maiores do que o paralelepípedo assentado de forma convencional, devido a sua flexibilidade. E, neste caso, a durabilidade também está atrelada a economia para os cofres públicos.

Tanto a Siurb quanto a Autarquia de Mobilidade de Caruaru (AMC) executam a técnica nas vias da Capital do Agreste. Este é o caso dos reparos que estão sendo realizados esta semana no bairro Nina Liberato, na Zona Oeste, que estão alcançando localidades como a Avenida 22 de Abril, uma das principais vias de acesso ao bairro, e também a Rua do Frevo.

“A utilização do bripar assegura que a via seja liberada para o fluxo de veículos no menor tempo possível, reduzindo os impactos na mobilidade urbana — como a necessidade de alteração das rotas de ônibus ou de desvios por parte dos moradores — e minimizando transtornos na rotina dos cidadãos”, destaca o gerente de Engenharia da AMC, Pedro Matos.

ENTENDA COMO FUNCIONA – A primeira etapa do pavimento é uma base (camada de areia). Sobre ela, são assentados os paralelepípedos. Entre as pedras, é realizada a colocação de agregados. A área é compactada com um compactador vibratório para garantir a densidade e o acabamento. Em seguida, aplica-se a emulsão asfáltica sobre a brita, que penetra nas juntas e atua como um ligante.

Diogo Moreira conquista Campeonato Mundial de Moto2

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O brasileiro Diogo Moreira conquistou, neste domingo (16), o título do Campeonato Mundial de Moto2, segunda categoria em escala de importância da MotoGP. Desta forma, o atleta da equipe Italtrans Racing Team se tornou o primeiro piloto do Brasil a garantir, na história, um mundial em uma categoria da MotoGP.

Diogo Moreira garantiu o título porque na última etapa da temporada, disputada em Valência (Espanha), terminou na 10ª colocação. Já o único corredor com possibilidades de tirar a conquista do brasileiro, o espanhol Manuel Gonzalez, da Liqui Moly Dynavolt Intact GP, teve problemas com sua moto e terminou apenas na 22ª colocação, o que foi insuficiente para ameaçar o título do brasileiro.

Desta forma, Diogo Moreira fechou a temporada com o título graças aos 286 pontos somados no total, enquanto Manuel González garantiu o vice-campeonato com o total de 257 pontos.

Rayssa Leal conquista etapa do Rio do STU Pro Tour

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A maranhense Rayssa Leal brilhou muito na manhã deste domingo (16) e conquistou a etapa do Rio do STU Pro Tour, o circuito internacional de skate, na Praça do Ó, na Barra da Tijuca. Esta foi a quinta vez que a medalhista olímpica de 17 anos de idade venceu a competição.

Para garantir o penta no STU Pro Tour Rio, Rayssa somou o total de 75,69 pontos. Já a prata ficou com a australiana Chloe Covell, com 70,55 pontos, enquanto a holandesa Keet Oldenbeuving garantiu o bronze ao somar 58,78 pontos.

A jovem de 17 anos de idade, que é o principal nome do skate brasileiro, tem entre suas principais conquistas duas medalhas olímpicas e três títulos da Liga Mundial de Skate Street (SLS).

Lula envia novo Plano Nacional de Cultura ao Congresso nesta segunda

São Paulo (SP), 04/10/2025 – Primeira Viradinha reúne mais de 400 atividades gratuitas neste fim de semana para crianças e suas famílias.
Foto: Prefeitura de SP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva envia, na segunda-feira (17), o texto do novo Plano Nacional de Cultura (PNC) para apreciação do Congresso Nacional. Uma cerimônia no Palácio do Planalto, a partir das 10h, marcará a iniciativa do Executivo. O documento vai orientar as políticas culturais do país pelos próximos 10 anos.

Segundo divulgação do governo, o plano reafirma a cultura como política de Estado e pilar estratégico da democracia, da soberania e de um desenvolvimento socialmente justo.

“O Brasil volta a ter um Plano Nacional de Cultura construído com a escuta do povo. Estamos reafirmando que cultura é direito, é desenvolvimento e é o coração da nossa democracia”, destaca a ministra Margareth Menezes, que estará na solenidade no Palácio do Planalto.

Estão confirmadas também as participações de agentes territoriais e representantes dos comitês de cultura de todo o Brasil, integrantes do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), que simbolizam a participação popular e o compromisso coletivo com a construção de políticas culturais democráticas e acessíveis.

Pacto federativo

No evento, Lula também deve assinar o decreto que cria a Comissão Intergestores Tripartite (CIT). A ideia é que essa decisão proporcione uma pactuação federativa na implementação de políticas públicas de cultura para o país.

Essa Comissão Intergestores Tripartite será, segundo o governo, o espaço permanente de diálogo entre União, estados e municípios, ao fortalecer a governança federativa e a cooperação entre gestores públicos de cultura.

Encontro em Brasília reunirá mais de 600 agentes de cultura

Brasília (DF) 16/11/2025 – Encontro do Programa Nacional dos Comitês de Cultura
Foto: Anderson Coutinho/Minitério da Cultura

Mais de 600 agentes territoriais de cultura de todo o país são aguardados em Brasília, onde acontece, deste domingo (16) até a próxima quarta-feira (19), o Encontro do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC).

Além dos agentes territoriais, selecionados pelos Institutos Federais de Educação (IFs) de 23 estados e do Distrito Federal, o evento trará gestores públicos, representantes da sociedade civil e servidores do Ministério da Cultura que atuam em cada uma das unidades federativas.

Segundo o Ministério da Cultura (MinC), o objetivo do encontro é possibilitar a troca de experiências entre os participantes e a avaliação do programa nacional criado para ampliar o acesso da população às políticas públicas de cultura e permitir o planejamento das próximas ações.

“Vêm os representantes de todo o Brasil. A galera que está aí, fazendo acontecer, levando e trazendo notícia das políticas culturais; fazendo chegar nas pontas”, disse a ministra da Cultura, Margareth Menezes, em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Representante LGBTQIA+ e integrante do Distrito Drag, Ruth Venceremos participou de umas das oficinas e destacou a importância de o evento mostrar a diversidade cultural do país. “O diferencial do evento é que nele a gente discute cultura de forma articulada com outros temas que são importantes e caros para a sociedade, como é o caso do debate sobre a democracia. Não tem como a gente pensar em uma sociedade democrática se a gente não entender que a cultura é parte dessa construção”, afirmou.

Instituído em setembro de 2023, por meio da Portaria MinC nº 64, o PNCC é pautado pela valorização e promoção da diversidade cultural, étnico-racial e regional, entre outros princípios, como o fortalecimento das diferentes identidades culturais e da participação e educação popular como método de implementação das políticas socioculturais e do Sistema Nacional de Cultura.

O PNCC está estruturado em duas estratégias: os Comitês de Cultura e os Agentes Territoriais de Cultura. Instalados em 23 estados e no Distrito Federal, os comitês buscam fortalecer a participação social, criando redes de agentes coletivos e instituições dedicadas a ações socioculturais.

Já os agentes são pessoas físicas com representatividade social e cultural, espalhadas por todo o Brasil e selecionados por meio de editais públicos com a tarefa de mapear iniciativas regionais, mobilizar comunidades e ampliar a comunicação entre sociedade e poder público.

De acordo com o Minc, dos 601 agentes culturais esperados no encontro em Brasília, 203 vêm da Região Sudeste; 175, do Nordeste; 103, do Sul; 64, do Norte e 56 do Centro-Oeste.

Comunicadores

Neste sábado (15), também em Brasília, foi realizado o Encontro de Comunicadores Populares, em parceria com o Laboratório Digital da Universidade Federal do Paraná.

O encontro buscou fortalecer a chamada Rede Nacional de Comunicadores Populares – iniciativa que busca ampliar a comunicação comunitária e dar mais visibilidade às ações culturais desenvolvidas nos territórios onde os comunicadores atuam.

Em nota, o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, destacou o diferencial da rede. “Nosso desafio é transformar nossas iniciativas em histórias que tenham significado concreto para as pessoas. Quando a gente fala que está fazendo o maior investimento em cultura da história do Brasil, o que isso significa de concreto? Significa que, pela primeira vez, temos um cinema numa aldeia indígena; uma cidade pequena que nunca tinha tido acesso a teatro está garantindo isso para suas crianças, adolescentes e pais”, disse.

“O conhecimento técnico, muita gente ensina, tem milhares de faculdades que ensinam. Mas, esse conhecimento territorial ninguém ensina, só quem nasce nele tem. E a gente vive num país de extensão continental, em que cada lugar tem seu jeito de fazer as coisas”, afirmou a chefe da Assessoria Especial de Comunicação (Ascom) do MinC, Gabriella Gualberto.

Enem: provas foram longas, mas com questões fáceis, dizem candidatos

Brasília (DF), 16/11/2025 - Candidatos comparecem a local de prova para realização do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Milhões de candidatos fizeram neste domingo (16) as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas de ciências da natureza e matemática foram aplicadas em 1.805 municípios das 27 unidades federativas.

As provas foram encerradas às 18h30, mas desde as 15h30, no horário de Brasília, os participantes já poderiam deixar a sala de aplicação, sem levar o caderno de provas.

Brasília (DF) 16/11/2025 – Erika Tauany, estudante do 3º ano de Goiás, de 17 anos, e candidata do Enem 2025 que fez a prova no Distrito Federal.
Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil
Brasília (DF) 16/11/2025 – Erika Tauany foi uma das primeiras a deixar sala de provas do Enem. Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil

A concluinte do ensino médio, Érika Tauany, de 17 anos, foi uma das primeiras a cruzar o portão de saída em uma escola em Brasília. A candidata achou as questões relativamente fáceis.

Não foi muito complicado, não. Houve algumas questões fáceis, outras difíceis, em especial na prova de física”, contou à reportagem da Agência Brasil.

Quem também deixou o local de provas depois do tempo mínimo foi Thaylla Luara, estudante que se forma no terceiro ano do ensino médio em 2025. Aos 18 anos, ela sabe o quer: se formar em administração, para ter um curso superior e seguir na carreira de policial penal. “A prova foi bem tranquila, sem qualquer dificuldade em química, física e matemática. Consegui responder tudo rapidinho.”

Cansativa e difícil

Já outros candidatos relataram que as 90 questões foram mais difíceis que as do primeiro dia de provas, principalmente por causa dos conteúdo de matemática e física, que geralmente exigem mais cálculos e tempo de resolução.

Este foi o caso de Janderson Polibio, que fez o Enem para testar os conhecimentos após a conclusão do ensino médio há 13 anos. Das 90 questões, ele diz ter arriscado as respostas em um terço delas para garantir pontos extras.

“Fiz só o que eu sabia, o que eu lembrava. Chutei umas 30 questões. Não adianta eu ficar na prova sem me lembrar, sem nem ter noção do que é. Melhor chutar e ir pra casa”, justificou a saída precoce em Brasília.

Brasília (DF) 16/11/2025 – Janderson Polibio, que já concluiu o ensino médio há 13 anos, veio fazer o Enem 2025 para autotestar os conhecimentos
Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil
Brasília (DF) 16/11/2025 – Janderson Polibio, que já concluiu o ensino médio há 13 anos, foi fazer o Enem 2025. Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil

No Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet), no Maracanã, zona norte do Rio de Janeiro, muitos candidatos relataram que a prova estava longa e cansativa.

“Achei cansativa, mas as questões estavam tranquilas, mais do que a gente esperava. Consegui fazer tudo. Vamos ver. Estou confiante”, contou Amanda Barbosa, 18 anos, que tenta uma vaga para nutrição.

Outra que achou cansativa foi a candidata Ana Gabriela, de 19 anos. “Cansativa, mas bem mais simples que a do ano passado quando fiz de treineira. Me preparei mais para este ano, estudei e as questões foram um pouquinho mais fáceis este ano”, disse a participante que quer fazer pedagogia.

Leonardo Drummond, 23 anos, achou a prova difícil. “Estudei me preparei, vamos ver aí o que vai dar. Matemática não é muito a minha praia não”, disse à reportagem o candidato para administração.

Para Davi da Paz Morais, 20 anos, “as questões estavam bem elaboradas e não teve nenhuma sem sentido”. “Achei boa a prova”, disse o jovem, que pretende cursar faculdade de direito.

Treineiros

Matheus Oliveira, de 16 anos, estudante do 1º ano de uma escola privada do centro da capital federal, foi o primeiro candidato a deixar o centro universitário de Brasília, onde prestou o Enem pela primeira vez como treineiro.

Mesmo considerando o nível de exigência da prova de matemática maior do que as demais, como química, biologia e física, Mateus considera necessário fazer o Enem para conhecer a prova sem ainda a pressão de ter que entrar em uma faculdade.

“Acho bom para me acostumar com a prova do jeito que ela é, que é diferente do que estou acostumado a fazer. É muito diferente dos simulados, porque, aqui, tive a pressão do horário no portão e lá dentro [da sala]”.

Na condição também de treineiros, estavam os irmãos Felipe e Bruno Turazzi, de 16 e 17 anos, respectivamente, estudantes do primeiro e segundo ano do ensino médio de uma escola privada do Distrito Federal. Os dois fizeram o Enem por sugestão da mãe.

Brasília (DF) 16/11/2025 – Os irmãos Felipe e Bruno Turazzi, de 16 e 17 anos, fizeram o Enem na condição de treineiro em 2025 para adquirir experiência.
Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil
Brasília (DF) 16/11/2025 – Os irmãos Felipe e Bruno Turazzi, de 16 e 17 anos, fizeram o Enem na condição de treineiros. Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil

Felipe achou a prova difícil. “É muito grande e muito complexa. Estou no primeiro [do ensino médio] e não aprendi o conteúdo de todos os anos para fazer bem o Enem. E ainda estou na minha semana de provas e preciso estudar”.

Bruno Turazzi pensa em cursar direito, e reconheceu que não foi bem também nas provas de hoje. “Sou muito ruim em matemática, o que complica.” Porém, disse que a experiência foi válida. “Eu já posso saber como são as questões.”

As notas dos treineiros não podem ser usadas para ingresso em universidades e somente serão conhecidas após 60 dias da divulgação das notas dos participantes regulares, em janeiro de 2026.

Famílias aguardavam do lado de fora

Enquanto os estudantes faziam a prova, do lado de fora de um dos locais de aplicação, estava a dona de casa Geni de Oliveira Penna Matos, que aguardava a saída da neta Leslianne Lohana de Matos Pereira.

As duas percorreram 50 quilômetros, vindas de Águas Lindas de Goiás, e chegaram ao local às 10h30. A jovem quer ingressar em uma faculdade pública para ser cardiologista ou fisioterapeuta.

Brasília (DF) 16/11/2025 – Geni de Oliveira Penna Matos, avó de uma candidata que faz prova do Enem 2025, neste domingo
Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil
Brasília (DF) 16/11/2025 – Geni de Oliveira Penna Matos, avó de candidata que faz prova do Enem 2025. Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil

A avó, que cursou somente o 1º ano do ensino fundamental, ficou na torcida por um bom desempenho da neta, criada por ela desde o falecimento da mãe.

“Meu coração está explodindo. Leslianne se preparou muito bem para poder vir fazer essa prova.”

Quem passava pela mesma aflição era o pedreiro Darci Pinto de Sousa Pedreiro, pai de Keyse, de 18 anos. A filha busca entrar na faculdade de medicina.

O pai, que estudou até o 7º ano do ensino fundamental, valoriza o estudo das três filhas. “O que a gente não conseguiu, eu tento que alguma delas consiga. O tempo passou para mim e o delas chegou para isso. Estou na expectativa e com esperanças. A Keyse se preparou, é bem dedicada. O tempo todo estava na mesa de estudos.”

Saída definitiva

A partir das 18h, os candidatos puderam sair com o caderno de questões.

O participante com solicitação de tempo adicional, aprovada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), tem direito a 60 minutos extras.

No caso dos candidatos que tiveram solicitação para o recurso de videoprova em Língua Brasileira de Sinais (Libras), o acréscimo será de 120 minutos, portanto, 20h30.

Reaplicação

Os participantes que perderam a aplicação de um ou dos dois dias de provas do Enem afetados por problemas logísticos, desastres naturais ou doenças infectocontagiosas poderão solicitar a reaplicação do Enem.

A solicitação deverá ser feita a partir desta segunda-feira (17) até 12h da próxima sexta-feira (21), no horário de Brasília, por meio da Página do Participante, no site do Inep, com login de acesso pela plataforma Gov.br.

A solicitação de reaplicação será analisada individualmente pelo Inep. Para os casos em que o pedido for aceito, as provas serão reaplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro.

Enem 2025: cerca de 70% dos inscritos fizeram as duas etapas da prova

Rio de Janeiro (RJ), 16/11/2025 – Estudantes aguardam abertura dos portões no segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no Cefet Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou que a presença nos dois domingos de provas (9 e 16 de novembro), do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025, foi de aproximadamente de 70% dos mais de 4,81 milhões de inscritos confirmados.

Considerando somente a abstenção no primeiro dia do Enem 2025, no último domingo (9), o índice foi de 27%.

Em entrevista coletiva à imprensa, o ministro da Educação, Camilo Santana, ressaltou que as presenças nos dois domingos de provas de 2025, se assemelha aos resultados dos anos anteriores.

O balanço é preliminar. Os dados definitivos serão divulgados junto ao resultado do exame, em janeiro de 2026.

O ministro anunciou que o gabarito oficial do segundo dia de provas do Enem será divulgado na próxima quinta-feira (20).

“Vai ser um dia bom para os alunos comemorarem. E o resultado final será apresentado apenas divulgado em janeiro de 2026”, adiantou o ministro Camilo Santana.

Novidades em 2026

O titular da pasta também anunciou que o governo irá utilizar o Enem para fins de avaliação do ensino médio, a partir de 2026.

Essa mudança, segundo o ministro, ocorre devido à desmotivação dos estudantes em se dedicar à prova do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica), já que o foco e a dedicação máxima deles estão no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como principal meio de acesso à universidade.

Segundo o ministro, a estratégia trará, anualmente, um resultado mais eficiente e fidedigno sobre o desempenho desses alunos, pois refletirá a prova à qual eles dedicam mais esforço.

O Inep já realizou os estudos e padrões necessários para implementar essa nova forma de avaliação.

“Nós vamos trabalhar em 2026 para produzir uma avaliação da educação da conclusão da educação básica por meio do Enem, que certamente colocará em um outro patamar a aferição da qualidade da nossa educação básica. Teremos estudantes muito mais motivados para a participação nessa avaliação e uma prova que cobre todos os as habilidades e conhecimentos , explicou o presidente do Inep, Manuel Palacios.

Outra novidade anunciada pelo ministro é de que o MEC solicitou ao Inep um estudo para avaliar a aplicação do Enem de 2026, na língua portuguesa, nas capitais de três países do Mercosul para candidatos brasileiros e estrangeiros.

O Inep estuda a aplicação das provas no modelo digital para este novo público de Buenos Aires (Argentina), Assunção (Paraguai) e Montevidéu (Uruguai).

O instituto deve concluir esses estudos até o fim de março de 2026 para que seja anunciado já na publicação do edital do Enem, prevê Santana.

“Nós vamos apresentar ao longo do ano que vem, antes também do anúncio das inscrições. Será uma coisa inédita, que vinha sendo cobrado também por nós do ministério”, afirmou Camilo.

Ocorrências

Cerca de 1,7 mil candidatos foram eliminados por comportamentos considerados inadequados durante a aplicação do segundo dia de provas do Enem. O número preliminar, teria ficado abaixo da média histórica, contabilizada pelo Inep.

De forma geral, a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 em todo o país foi finalizada sem ocorrências significativas, anunciou o ministro, como falta de energia no Rio Grande do Sul e ocorrências no Ceará.

Em coletiva de imprensa, na sede do Inep, o ministro Camilo Santana confirmou que devido ao tiroteio na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (16), os inscritos que fariam o segundo dia de prova no Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) 173 Rainha Nzinga Angola, em Acari, Zona Norte do Rio, terão as provas reaplicadas em 17 de dezembro.

Aplicação regular

No segundo dia de provas, os participantes resolveram questões de matemática e ciências da natureza (química, física e biologia).

De forma inédita, o exame adotou a metodologia testlet, que agrupa itens variados em torno de um mesmo texto para avaliar o conhecimento do participante.

“O testlet é uma inovação na construção dos testes do Inep e, certamente, teve uma grande acolhida, por conta da capacidade de melhor avaliar o letramento dos nossos estudantes”, avaliou Manuel Palacios, do Inep.

O exame foi aplicado em todas as 27 unidades da federação, em cerca de 165 mil salas de prova, todas elas, de forma inédita, foram equipadas com detector de metais para coibir tentativas de fraudes. As salas estavam distribuídas em cerca de 12 mil locais de prova, de 1.805 municípios.

Ao todo, o MEC contabilizou mais de 585 mil colaboradores que trabalham nos dois dias de aplicação do Enem, entre eles, funcionários do Inep, dos Correios, Advocacia Geral da União (AGU), Samu-192, agentes das Polícia Rodoviária Federal e das Polícias Militares e dos bombeiros militares, vinculados às Secretaria de Segurança Pública dos estados mais o Distrito Federal.

O ministro também valorizou que o Enem de 2025 voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos maiores de 18 anos, desde que atendam a requisitos como pontuação mínima. Ele comentou o número de inscritos que indicaram essa intenção na inscrição.

“Quase 100 mil pessoas se inscreveram para a finalidade de certificação e também a novidade deste ano foi a pré-inscrição dos alunos do ensino médio.”

Reaplicação das provas

Os participantes que perderam a aplicação de um ou dois dias de provas do Enem afetados por problemas logísticos, desastres naturais ou doenças infectocontagiosas poderão solicitar a reaplicação do Enem a partir desta segunda-feira (17) até 12h da próxima sexta-feira (21), no horário de Brasília.

“Todos os que se sentirem prejudicados, por exemplo, pela falta de energia e fatores externos às escolas, terão direito à reaplicação nos dias 16 e 17 de dezembro. Lembrando que a solicitação de reaplicação vale a partir de amanhã, 17 de novembro a 21 de novembro. Incluindo as pessoas que se sentiram prejudicadas no Paraná”, garantiu o ministro Camilo Santana.

O Enem foi suspenso em Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, após a passagem de um tornado pelo município no dia 7 de novembro. O município ficou 90% destruído, de acordo com a Defesa Civil.

A solicitação deverá ser feita a partir por meio da Página do Participante, no site do Inep, com login de acesso pela plataforma Gov.br.

A solicitação de reaplicação será analisada individualmente pela equipe do Inep.

O inscrito fará a prova somente do dia em que sua participação foi inviabilizada, pelo motivos citados no edital de abertura do Enem.

Para os casos em que o pedido for aceito (deferido), as provas serão reaplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro.

COP 30

A 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) é responsável por outra alteração do calendário do Enem 2025, nos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará.

Excepcionalmente, nas três localidades paraenses, os candidatos farão os dois dias de provas nos domingos 30 de novembro e 7 de dezembro.

Para que serve o Enem
As notas finais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem ser usadas para acesso a universidades públicas, em diversas modalidades; para concorrer a bolsas de estudo integrais e parciais em universidades privadas; para pleitear o crédito estudantil para o pagamento das mensalidades de faculdades privadas; para ingresso sem vestibular em faculdades; para estudar em Portugal; para autoavaliação pelo treineiros; e para certificação de conclusão do ensino médio ou declaração parcial de proficiência nessa etapa do ensino básico.

Os concluintes do ensino médio em 2025 que fazem parte do programa Pé-de-Meia e participarem dos dois dias de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem receber um incentivo adicional de R$ 200, em parcela única depositada na conta da Caixa Econômica Federal aberta em nome do estudante.

China apoia combate à mudança do clima, diz presidente da COP30

Belém (PA), 12/11/2025 - O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, fala em entrevista para a TV Brasil e Agência Brasil no estúdio da EBC, na COP30. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
© Bruno Peres/Agência Brasil

O embaixador André Corrêa do Lago vê uma disputa geopolítica entre os Estados Unidos e a China no debate sobre clima.

“Uma coisa muito clara nesta COP é a presença muito forte da China e essa situação curiosa em que nós temos a China como a grande apoiadora dessa nova economia e o governo norte-americano defendendo um retorno a uma economia antiga”, afirmou Corrêa do Lago, em entrevista ao programa Brasil no Mundo que foi ao ar na TV Brasil neste domingo (16), às 19h30.

“O país para o qual os Estados Unidos estão de olhando é a China e a China está totalmente apoiadora desta agenda de combate à mudança do clima. Então tornou-se quase um embate geopolítico dentro desta negociação de qual direção o mundo deve tomar”, afirma o embaixador, que é o atual presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

Ele considera que há uma preocupação entre certos setores econômicos e políticos dos EUA de que, ao abandonar a transição energética, o país perca a liderança tecnológica nesta nova fase da economia global.

“Essa diferença de caminhos é uma coisa muito interessante de se observar nesta COP”, afirma.

Corrêa do Lago alertou também para o que considera um novo negacionismo, o “negacionismo econômico”.

“É muito o que defende o secretário de Energia dos EUA [Chris Wright], que não nega o impacto das atividades humanas sobre a mudança do clima. Ele considera que a mudança do clima é uma consequência de algo que é muito positivo que é o desenvolvimento, portanto, acredita que a solução está mais ligada a se adaptar do que a mitigar”, afirma.

Corrêa do Lago destaca o que considera uma tendência à imposição da agenda também pelo aspecto econômico, já que em muitos setores da economia as tecnologias que usam substitutos dos combustíveis dos fósseis já estão mais baratas. “Fica muito difícil você negar isso”, comenta.

Ao falar da ausência dos Estados Unidos, Corrêa destacou a presença de governadores, como o da Califórnia, que juntos representam 60% do PIB norte-americano.

“A ausência do governo norte-americano faz com que o governo não participe, mas a ausência mais marcante dos EUA é se persistirem em um direcionamento de voltar para os combustíveis fósseis”, avalia. “Isso teria um impacto muito grande pelo peso dos EUA na economia mundial”.

Fundo Florestas para Sempre

Durante a entrevista para os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, o embaixador falou também sobre o novo instrumento de financiamento lançado pelo Brasil, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF).

“O fundo apresentado pelo Brasil é muito inovador, ao mesmo tempo lida com a questão essencial que é a preservação de florestas, e lida também com biodiversidade e populações locais”, afirma.

O embaixador acredita que é um fundo que, por estar fora dos mecanismos oficiais da COP, tem mais condições de receber recursos de países em desenvolvimento, como Brasil e China.

“Porque tudo que está dentro da convenção está no princípio que os países desenvolvidos devem fornecer recursos para os países em desenvolvimento”, explica. “Portanto, é inovador em vários sentidos, inclusive ao abrir a porta para que países como a China participem”.

Corrêa do Lago afirma que o foco do TFFF são fundos soberanos – fundos de investimentos geridos por países – que buscam rendimentos fixos e deve ter novos anúncios de investimentos após a COP. Segundo ele, o fato de ser um fundo inovador faz com que os países levem um tempo a entender o modelo.

Pará Mais Sustentável terá R$ 81,2 mi do Fundo Amazônia

Mato Grosso- 06/09/2025 - Bacia do Rio Xingu . Foto: Prefeitura de São José do Xingu (MT)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Governo do Pará anunciaram nesta sexta-feira (14), na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), a aprovação do projeto Pará Mais Sustentável, no valor de R$ 81,2 milhões, com recursos do Fundo Amazônia. A iniciativa será executada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas).

O projeto beneficiará 27 municípios das Regiões de Integração do Baixo Amazonas e Xingu, que correspondem a aproximadamente 56% do território paraense. Entre eles estão Alenquer, Almeirim, Altamira, Anapu, Aveiro, Belterra, Brasil Novo, Curuá, Faro, Juruti, Marabá, Medicilândia, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Novo Repartimento, Óbidos, Oriximiná, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Prainha, Santarém, São Félix do Xingu, Senador José Porfírio, Terra Santa, Uruará e Vitória do Xingu.

Serão executadas ações voltadas à regularização ambiental e fundiária, ao fortalecimento da sociobioeconomia e ao desenvolvimento socioeconômico de baixo carbono no estado, atingindo prioritariamente pequenos agricultores familiares, comunidades quilombolas, cooperativas e associações produtivas ligadas às cadeias da sociobiodiversidade. O prazo de execução é cinco anos.

Segundo o BNDES, entre as ações estão o apoio à inscrição e à retificação de Cadastros Ambientais Rurais (CARs) e à regularização fundiária de imóveis rurais e territórios quilombolas; o fortalecimento das instituições públicas responsáveis pela assistência técnica e extensão rural, pela regularização ambiental e pelo fomento a atividades produtivas sustentáveis.

Também estão previstos o suporte a bionegócios desenvolvidos por organizações socioprodutivas do território, a realização de capacitações, campanhas de sensibilização e eventos integradores, entre eles duas Feiras de Negócios regionais. O projeto implantará ainda Unidades Demonstrativas de Referência Tecnológica para difusão de soluções voltadas às cadeias da bioeconomia regional.

A expectativa é que o projeto resulte no aumento do número de CARs aptos à validação e o avanço da regularização fundiária de imóveis da agricultura familiar e de territórios quilombolas, além do fortalecimento da atuação de agentes públicos envolvidos na agenda ambiental para ampliar a dinâmica das cadeias da sociobiodiversidade, estimulando novos produtos, agregando valor e contribuindo para elevar e manter a renda das comunidades locais.

“O projeto beneficia agricultores familiares, comunidades quilombolas, cooperativas e associações das cadeias da sociobiodiversidade”, detalhou.

“Ele reúne regularização ambiental e fundiária, fortalecimento de órgãos públicos, assistência técnica e fomento a atividades produtivas sustentáveis. A iniciativa vai dinamizar e alavancar cadeias da sociobiodiversidade, ampliar a agregação de valor, estimular novos produtos e fortalecer a geração e manutenção de renda nas comunidades locais”, afirmou a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

O Fundo Amazônia foi criado em 2008 e se tornou o principal mecanismo de cooperação internacional para o clima no Brasil, combinando proteção florestal, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida na Amazônia Legal. A partir da retomada das doações em 2023, após quatro anos de paralisação, o Fundo passou de três doadores para nove. Entraram no Fundo União Europeia, Suíça, EUA, Reino Unido, Dinamarca e outros parceiros que se somam aos contribuintes históricos, Noruega e Alemanha.

“Estamos imprimindo uma nova velocidade ao Fundo Amazônia. A urgência climática e as demandas da região exigem ações em outra escala com impacto concreto no território. Saímos de uma média histórica de R$ 300 milhões por ano para R$ 1,2 bilhão, quatro vezes mais, com projetos estruturados e transformadores. Hoje celebramos mais uma dessas iniciativas. O projeto com o governo do Pará se tornou uma referência e inspira soluções para os demais estados da Amazônia”, ressaltou Campello.

Segundo o BNDES, o Fundo Amazônia beneficiou, desde sua criação, aproximadamente 260 mil pessoas, apoiou 144 projetos e fortaleceu mais de 600 organizações comunitárias em toda a região. A iniciativa já alcançou 75% dos municípios da Amazônia Legal e contratou R$ 1,6 bilhão adicionais apenas no período pós-retomada, entre 2023 e 2025. O fundo é coordenado pelo MMA e operacionalizado pelo BNDES, contribuindo diretamente para o cumprimento das metas climáticas brasileiras, dos compromissos do Acordo de Paris e dos objetivos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).

Os recursos do fundo impulsionam ações de combate ao desmatamento, de gestão territorial e fortalecimento institucional, de bioeconomia e cadeias produtivas sustentáveis, além de iniciativas de geração de renda. Também apoiam a proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais e ampliam investimentos em monitoramento, pesquisa e inovação ambiental.

Ministério da Saúde faz acordo para construção do primeiro hospital inteligente do SUS

O Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC USP) terá o primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS) implantado pelo Ministério da Saúde. Além do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, o ministério implementará uma rede nacional de serviços de saúde de alta precisão, que prevê também 14 UTIs nas cinco regiões do país e a modernização de unidades de excelência no Rio de Janeiro e Distrito Federal.

O acordo de cooperação assinado nesta sexta-feira (14), oficializa a parceria com a USP e o estado de São Paulo, que fará a cessão do terreno. O Ministério da Saúde conclui as etapas finais do pedido de investimento junto ao Banco do BRICS para viabilizar o projeto, na ordem de R$ 1,7 bilhão.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o hospital inteligente e a rede de serviços de alta precisão só é possível graças à cooperação internacional, que envolve bancos de desenvolvimento, parceiros estratégicos e instituições de pesquisa.

“O Brasil entra com força nesse novo ambiente global de reorganização da saúde, onde tecnologia da informação, inteligência artificial e práticas inovadoras estão redesenhando a forma de cuidar das pessoas. Esse projeto é um marco para o SUS, para a inovação tecnológica e para o papel do país no cenário internacional”, afirmou o ministro.

A idealizadora do projeto do Hospital Inteligente de Urgência e Emergência, a Professora Titular de Emergências da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Ludhmila Hajjar, destacou a importância da criação de hospitais inteligentes no país.

“O paciente grave, de emergência, é o que mais se beneficia dessas tecnologias redutoras de tempo, que vão instituir terapias personalizadas. Esse hospital dá um salto para a medicina de precisão, centrada no paciente. É um SUS que vai cuidar de maneira eficiente e segura do paciente de alta complexidade”, disse.

A rede nacional de serviços de medicina de alta precisão do SUS faz parte do Programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde, voltado à expansão da atenção especializada.

Em março deste ano Padilha apresentou a proposta para a implementação da rede nacional de serviços inteligentes junto ao Banco dos BRICS. Em julho, a demanda foi anunciada pela presidente da Dilma Rousseff, durante reunião de lideranças do bloco no Rio de Janeiro.

Em outubro, durante agenda oficial na China, Padilha firmou acordos de cooperação tecnológica com instituições chinesas e apresentou o projeto ao banco para reforçar o apoio financeiro da instituição para a construção do instituto.

Uma missão técnica do banco do BRICS já visitou o local previsto para a construção do novo Instituto do HC-USP, sendo a assinatura do ACT pelo Ministério da Saúde, governo do Estado de São Paulo, Faculdade de Medicina da USP e Hospital das Clínicas o último documento para a avaliação final.