Em encontro com prefeitos e a bancada federal em Brasília, governadora Raquel Lyra destaca parceria com municípios

Em mais um compromisso em Brasília nesta terça-feira (19) em defesa dos interesses de Pernambuco, a governadora Raquel Lyra participou do encontro de prefeitos pernambucanos com a Bancada Federal, na Câmara dos Deputados. Na agenda, que foi mais uma programação da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a gestora reafirmou as parcerias que tem feito com as cidades e parlamentares para melhorias em favor da população, como investimento em segurança, requalificação de estradas e fortalecimento da assistência social. A gestora também ressaltou a garantia do contrato para as obras de retomada da Transnordestina.

“Venho aqui para reafirmar meu compromisso com vocês e agradecer aos representantes de Pernambuco por acreditarem no nosso trabalho, no nosso Estado. Sempre busco trabalhar como alguém que apoia os municípios e toda movimentação na Câmara também se reflete nas cidades. A Transnordestina é um exemplo de obra estratégica para o desenvolvimento do Nordeste brasileiro. Com ela, vamos conectar Pernambuco ao Brasil, garantindo infraestrutura logística com os nossos aeroportos, portos e estradas. Agradeço ao governo federal que se colocou à disposição do Governo de Pernambuco para destravar ações como essa que beneficiam nosso estado”, destacou a governadora Raquel Lyra.

O deputado federal Túlio Gadêlha destacou união para o propósito de avanços para Pernambuco. “Desde 2023, temos visto trabalhos e parceria entre o Governo de Pernambuco e o governo federal. Vemos também um Governo do Estado que vem ajudando fortemente os municípios de Pernambuco em várias ações que beneficiam diretamente a população. Que através dessa Marcha, a gente possa dar as mãos, olhar os problemas e pensar nas resoluções em conjunto”, registrou.

“Nos reunimos para destacar quais são os temas de interesse dos municípios que estão tramitando no Congresso Nacional. Muitas vezes são geradas obrigações para os municípios sem contrapartidas e sem que a gente participe das discussões. Não podemos ser surpreendidos, precisamos discutir juntos, porque é no município que tudo acontece. Agradeço a presença de todos, estamos debatendo para a construção de um Pernambuco melhor”, frisou o prefeito de Aliança e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Pedro Freitas.

INTEGRAÇÃO – Encerrando a agenda desta semana em Brasília, a governadora participou de um encontro com prefeitos e prefeitas para momento de integração realizado pela Amupe.

Quando o rio some, o sertão sangra: a urgência de devolver a água ao Nordeste

Por Marcelo Rodrigues

Há uma lógica perversa que governa o destino dos rios brasileiros, sobretudo os que cortam o Nordeste semiárido. Durante décadas, a engenharia do concreto convenceu gestores e planejadores de que a natureza era um obstáculo a ser domesticado. Rios foram canalizados, margens impermeabilizadas, vazões represadas. O resultado está à vista: cidades que afogam nas primeiras chuvas de verão e secam até a agonia nos meses de estiagem. O problema não é a irregularidade das chuvas. É o que fizemos com a água depois que ela cai.

A paisagista urbana Cecília Herzog, integrante da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, tem sido precisa ao nomear essa contradição. O modelo de desenvolvimento que asfaltou o solo e entubou os cursos d’água agravou os efeitos das chuvas porque ignorou uma lei elementar da física: a água não desaparece. Ela sempre encontra o ponto mais baixo do terreno. Quando não encontra solo permeável para se infiltrar nem calha natural para fluir, vira catástrofe. Essa lógica é ainda mais brutal no Nordeste, onde a caatinga — o único bioma exclusivamente brasileiro — dependia, por milênios, de uma relação de equilíbrio entre o solo raso, a vegetação xerófita e os cursos d’água intermitentes.

A ciência tem documentado esse desequilíbrio com precisão crescente. Estudos publicados em periódicos como a revista Catena e a Environmental Science & Policy demonstram que a remoção da cobertura vegetal nativa em áreas de caatinga reduz em até 40% a capacidade de recarga dos aquíferos rasos, que abastecem a maior parte das comunidades rurais do semiárido. A compactação do solo pelo desmatamento e pelo pisoteio do gado diminui a infiltração da água das chuvas e acelera o escoamento superficial, que carrega sedimentos para os reservatórios e os assoreiam prematuramente. O Nordeste não perde água apenas pela evaporação intensa — perde porque o solo não consegue mais retê-la.

A renaturalização de rios urbanos emerge, nesse contexto, não como uma ideia romântica de retorno à natureza, mas como uma resposta técnica e economicamente racional. Experiências documentadas na América Latina e na Europa mostram que a reabertura de cursos d’água canalizados, combinada com a restauração das matas ciliares, reduz os picos de inundação, melhora a qualidade da água e aumenta a resiliência das cidades frente a eventos climáticos extremos. No Nordeste, onde os rios perenes são raros e os intermitentes são patrimônio cultural e ecológico, recuperar essa rede hídrica significa recuperar a própria base da vida.

A caatinga, frequentemente subestimada em políticas ambientais nacionais, é um sistema de extraordinária eficiência hídrica. Suas plantas desenvolveram mecanismos sofisticados de armazenamento e economia de água ao longo de milhões de anos de adaptação. Espécies como o umbuzeiro acumulam água nas raízes tuberosas; o juazeiro mantém a folhagem verde mesmo na seca mais severa, fornecendo sombra e umidade relativa ao solo próximo. Quando a vegetação nativa é preservada ou restaurada nas margens dos rios e riachos do semiárido, ela funciona como uma esponja viva — amortece os pulsos de chuva, alimenta o lençol freático e prolonga a disponibilidade hídrica além da estação chuvosa.

O problema é que o Brasil ainda não desenvolveu políticas de escala suficiente para tratar a renaturalização como prioridade. A Lei n.º 12.651/2012, conhecida como Código Florestal, prevê a proteção das Áreas de Preservação Permanente nas margens dos cursos d’água, mas sua aplicação no semiárido é historicamente precária. Pesquisas do Instituto Nacional do Semiárido (INSA) apontam que mais de 50% das APPs ripárias na região se encontram em algum grau de degradação. Sem a mata ciliar, o rio não tem margem — e sem margem, o rio não tem futuro.

Mas o que se faz com o rio principal é apenas parte do problema. Os afluentes — os riachos, as grotas, os olhos d’água que alimentam as bacias maiores — têm sido sistematicamente ignorados ou destruídos com ainda menos resistência institucional. São esses cursos secundários que regulam a chegada da água ao rio-tronco, que amortecem as cheias, que mantêm úmidas as várzeas onde comunidades inteiras plantam e criam. Quando um afluente é barrado sem critério, desviado para irrigar monoculturas de exportação ou simplesmente soterrado sob aterros irregulares, o rio que ele alimenta começa a morrer pela raiz. A bacia hidrográfica é um organismo — e nenhum organismo sobrevive quando seus capilares são cortados um a um.

O barramento indiscriminado de rios e riachos no semiárido tem uma história longa e pouco honrosa. Parte dessa história se confunde com a chamada indústria da seca — o conjunto de práticas políticas e econômicas que transformou a escassez hídrica em instrumento de poder e acumulação. Açudes construídos em terras privadas com recursos públicos, desvios de cursos d’água autorizados por conveniência eleitoral, outorgas de uso concedidas a grandes proprietários rurais em detrimento de comunidades que dependem da mesma fonte há gerações. A água, que deveria ser bem de uso comum do povo, foi tratada como ativo privado. E quando a água vira mercadoria, os pobres sempre ficam sem beber.

As consequências humanas dessa ganância são mensuráveis e documentadas. O êxodo rural do Nordeste — um dos maiores movimentos populacionais da história brasileira — tem na escassez hídrica uma de suas causas estruturais. Pesquisas do IPEA e da Embrapa Semiárido mostram que comunidades que perdem acesso à água por barramento ou desvio de afluentes enfrentam colapso da produção agrícola de subsistência em até dois anos, seguido de migração forçada. Crianças deixam de frequentar a escola. Idosos adoecem pela ingestão de água contaminada em cisternas mal mantidas. A saúde mental das populações atingidas se deteriora de forma silenciosa, sem que os índices de desenvolvimento humano consigam capturar toda a dimensão da perda.

O que está em jogo não é apenas uma questão ambiental. É uma questão de justiça. As populações que mais sofrem com a escassez hídrica no Nordeste são exatamente aquelas que menos contribuíram para o desmatamento, o barramento irregular e a impermeabilização do solo. Agricultores familiares, comunidades quilombolas, povos de fundo de pasto — esses grupos dependem diretamente dos serviços ecossistêmicos que os rios, seus afluentes e a caatinga prestam, e que a degradação vem destruindo com a cumplicidade do Estado. Devolver o rio ao seu leito natural, proteger cada afluente como parte indivisível da bacia, restaurar a mata ciliar e tratar a água como bem comum são escolhas políticas. E escolhas políticas sempre têm um endereço — e uma responsabilidade que não prescreve.

Marcelo Rodrigues, professor, jurista, ambientalista, observador urbano, sertanista, consultor ambiental da @prefcaruaru, ex-secretário do Meio Ambiente do Recife.

Após anúncio de retomada da Transnordestina, governadora Raquel Lyra e ministro dos Transportes, George Santoro, garantem R$ 473 milhões em obras de infraestrutura

Dando continuidade às agendas em Brasília, a governadora Raquel Lyra e o ministro dos Transportes, George Santoro, assinaram, nesta terça-feira (19), ordens de serviço que somam R$ 439,1 milhões em investimentos voltados à infraestrutura viária de Pernambuco. As ações contemplam obras estratégicas em diferentes regiões do Estado, incluindo a pavimentação de trecho da BR-316, a construção do Viaduto da Vitarella, na BR-101, e a revitalização da BR-363, em Fernando de Noronha. No encontro, também foi aberto o aviso de licitação para a Travessia de Toritama, de R$ 34,3 milhões, somando em todos os projetos em R$ 473,4 milhões. Na ocasião, atendendo pedido do presidente Lula, a gestora e o ministro informaram que a assinatura do contrato de retomada das obras da Transnordestina em Pernambuco será reagendada.

“Mais uma etapa de investimentos em Pernambuco, fruto de um trabalho em parceria. Estamos dando ordem de serviço da estrada de Ibimirim, vamos refazer a estrada de Fernando de Noronha, que passou décadas sem investimento, agora veio o edital de licitação da travessia de Toritama, obra fundamental para que os polos de confecções possam estar melhor conectados. E temos a alegria de poder anunciar que o contrato da Transnordestina está pronto para ser assinado junto com o presidente Lula, além do Viaduto da Vitarella, que é sonhado há muito tempo. Em nome do povo de Pernambuco, só podemos agradecer”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

O maior investimento anunciado é para a manutenção e pavimentação das BRs-316 e 110, entre os municípios de Inajá, Ibimirim e Petrolândia. Serão executados 102,2 quilômetros de asfalto, com aporte de R$ 387,8 milhões, fortalecendo a conexão entre o Sertão do Moxotó e o Sertão de Itaparica e melhorando o escoamento da produção e o deslocamento da população.

Durante a assinatura, o ministro dos Transportes, George Santoro, destacou a importância da parceria para viabilizar obras estruturadoras em Pernambuco e acelerar investimentos em infraestrutura viária no Estado. “A agenda da Transnordestina dá um peso importante para o país. Essas obras aqui são todas parte do PAC do presidente Lula. Repassar recursos para a infraestrutura é fundamental, sem isso a gente não consegue avançar e tirar os nós logísticos do país, e a Transnordestina entra nisso. Estamos fazendo uma política pública, colocando recurso público para viabilizar projetos que não poderiam ser feitos só com a iniciativa privada”, pontuou o ministro Santoro.

Na Região Metropolitana do Recife, foi autorizada a construção do Viaduto da Vitarella, na BR-101, em Jaboatão dos Guararapes. A intervenção contará com investimento de R$ 19,6 milhões com objetivo de melhorar a fluidez do tráfego e reduzir congestionamentos em um dos principais corredores viários da RMR.

Em Fernando de Noronha, o pacote contempla a revitalização da BR-363, principal via da ilha, com extensão de 6,8 quilômetros e investimento de R$ 31,7 milhões. Também foi anunciada a abertura da licitação para a revitalização da BR-104, na travessia urbana de Toritama, no Agreste Setentrional. O projeto prevê intervenção em 2,87 quilômetros da rodovia, com investimento estimado em R$ 34,3 milhões.

Presente na agenda, o senador Fernando Dueire destacou a articulação feita pela gestão estadual para garantir os investimentos para o desenvolvimento regional. “Precisamos reconhecer o trabalho, o esforço e a diligência do Governo de Pernambuco. Estamos muito felizes com o Ministério abraçando estes projetos. Foi um esforço imenso”, afirmou o senador Fernando Dueire.

O deputado federal Túlio Gadêlha reforçou a parceria. “Tenho certeza que a gente vai aprofundar essa parceria com outros projetos que virão. Esse é um time de parlamentares que fazem parte do apoio ao presidente Lula e à governadora Raquel”, disse. Por sua vez, o deputado federal Clodoaldo Magalhães disse que os anúncios “são obras importantes para dinamizar as cadeias produtivas de Pernambuco e Alagoas, do Nordeste”.

O diretor-presidente da Infra S.A., Jorge Bastos, falou da força da Transnordestina. “Quando a Transnordestina ficar pronta no eixo Pernambuco, ela vai ser competitiva, vai levar carga de produção para os portos”, registrou.

Também participaram da reunião o deputado estadual Joãozinho Tenório; os prefeitos Mano Medeiros (Jaboatão dos Guararapes), Sérgio Colin (Toritama) e Fabinho Lisandro (Salgueiro); os secretários estaduais Pedro Neves (Mobilidade e Infraestrutura), Túlio Vilaça (Casa Civil) e João Salles (Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais); o assessor especial do Governo de Pernambuco, André Teixeira Filho. Também estiveram o diretor de Empreendimentos da Infra S.A., André Ludolfo; o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Fabrício Galvão; o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Bruno Praxedes; o secretário especial adjunto da Casa Civil, Márcio Vale; o assessor especial do Ministério dos Transportes, Eduardo Praça; e diretor-executivo do grupo Atitude, Francisco Saboya.

Instituições ligadas à indústria têxtil e de confecções do Agreste se unem na mobilização “Em Defesa do Polo de Confecções de Pernambuco”

Após a publicação da Medida Provisória pelo Governo Federal, no último dia 12 de maio, que atualiza as regras de tributação simplificada de remessas postais internacionais e permite zerar o imposto de importação para compras de até US$ 50, a chamada “Taxa das Blusinhas”, entidades e lideranças empresariais ligadas à indústria têxtil e de confecções do Agreste se mobilizaram para buscar, junto aos órgãos governamentais, soluções para proteger o setor.

Para isso, foi criado o grupo “Em Defesa do Polo de Confecções de Pernambuco”, que se reúne, nesta quarta-feira (20/05), às 10h, em Santa Cruz do Capibaribe. A proposta do encontro é elaborar uma pauta de reivindicações que será entregue à governadora Raquel Lyra, em reunião no Palácio do Campo das princesas, no Recife, na segunda-feira, dia 25.

Pedro Miranda, diretor-presidente do NTCPE ressalta a relevância desta mobilização. “A publicação da Medida Provisória sobre as compras internacionais acendeu um alerta vermelho no Agreste, pois a concorrência desleal ameaça diretamente a sobrevivência do Polo de Confecções de Pernambuco. Diante disso, a criação do grupo de mobilização representa um passo legítimo e urgente para unir o setor e buscar a parceria estratégica do Governo do Estado que é capaz de garantir os incentivos e salvaguardas necessários para proteger a indústria têxtil e os empregos dos pernambucanos”.

Estarão presentes no encontro que será realizado no auditório do Moda Center representantes do NTCPE (Núcleo gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em PE), HUB Associação do Condomínio Moda Center, ACIC (Associação Comercial e Empresarial de Caruaru), ACIT (Associação Comercial e Empresarial de Toritama), Ascap (Associação Comercial e Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe), CDL Santa Cruz do Capibaribe, Sindivest/PE, Sinditêxtil/PE, Associação dos Sulanqueiros de Caruaru, Sindloja Santa Cruz do Capibaribe, Facep (Federação das Associações Comerciais de Pernambuco), Apatec (Associação Pernambucana dos Atacadistas de Tecidos, Confecções e Artigos de Armarinho) e Asfac Caruaru (Associação dos Sulanqueiros e Feirantes de Caruaru).

Serviço: Mobilização “Em Defesa do Polo de Confecções de Pernambuco”
Data e horário: quarta-feira, 20 de maio, às 10h
Local: Auditório do Moda Center (Santa Cruz do Capibaribe)
Entidades participantes: NTCPE, HUB Associação do Condomínio Moda Center, ACIC, ACIT, Ascap, CDL Santa Cruz do Capibaribe, Sindivest/PE, Sinditêxtil/PE, Associação dos Sulanqueiros de Caruaru, Sindloja Santa Cruz do Capibaribe, Facep, Apatec e Asfac Caruaru.

Hipertensão Arterial pode comprometer a visão e, em casos graves, levar à perda visual

A pressão alta é uma doença cardiovascular que impacta diretamente o funcionamento do coração, do sistema vascular e dos rins. Porém, não são apenas essas partes do corpo que são afetadas. Os olhos também podem sofrer danos importantes, muitas vezes silenciosos, que podem evoluir até para perda severa da visão.

O termo médico da doença é Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), considerada uma das enfermidades crônicas mais comuns no mundo. Dados do Ministério da Saúde mostram que a Hipertensão Arterial já afeta 29,7% dos adultos brasileiros, segundo o Vigitel 2024. Em Recife, capital pernambucana, o índice chega a 30,8%.

Ainda segundo o órgão, oito em cada dez pessoas diagnosticadas com a doença fazem uso de medicamentos para controlar a pressão. Mesmo assim, o acompanhamento contínuo é essencial para prevenir complicações graves, como infarto, AVC, insuficiência renal e danos à visão.

Celebrado em 17 de maio, o Dia Mundial da Hipertensão Arterial alerta para uma das características da doença: a ausência de sintomas na maioria dos casos. O que muitos pacientes não sabem é que os vasos sanguíneos da retina (estrutura responsável por captar as imagens e enviá-las ao cérebro) também são afetados pelo aumento persistente da pressão arterial.

Segundo o oftalmologista Marcelo Valença, do Instituto de Olhos do Recife (IOR), o exame de fundo de olho é uma importante ferramenta para identificar essas alterações. “A gente costuma falar que o fundo do olho é o espelho do corpo humano. É por meio do exame de fundo de olho que enxergamos as alterações vasculares causadas pela Hipertensão arterial”, explica.

O que a Hipertensão, de fato, pode causar nos olhos?

Quando a pressão arterial permanece elevada por muito tempo, os vasos da retina podem sofrer estreitamento, endurecimento e alterações na circulação sanguínea. Entre as principais mudanças observadas, podem ocorrer aumento da tortuosidade vascular, constrição das arteríolas, cruzamentos arteriovenosos patológicos, hemorragias retinianas, exsudatos (depósitos de gordura e proteínas), edema da retina e inchaço do nervo óptico.

Nos casos mais graves, a chamada Retinopatia Hipertensiva severa pode provocar queda da visão. “Esses casos mais graves ocorrem em pacientes com Hipertensão severa e mal controlada clinicamente. Nesses casos, a visão cai muito e o paciente precisa ser tratado de perto pelo cardiologista e pelo retinólogo”, explica o médico.

Além da Retinopatia Hipertensiva, a pressão alta é um dos principais fatores de risco para as obstruções venosas da retina, condição em que ocorre o bloqueio de uma veia responsável pela drenagem do sangue dentro do olho.

Essa doença pode causar edema macular, hemorragias e perda significativa da visão, especialmente quando não é diagnosticada e tratada precocemente. “Outra patologia associada à Hipertensão Arterial são as obstruções venosas da retina, cujos principais fatores de risco são a Hipertensão e o Diabetes. São patologias mais graves que, se não tratadas e acompanhadas, podem levar à perda severa da visão”, afirma Marcelo.

Na maioria dos casos, a Retinopatia Hipertensiva não apresenta sintomas, o que reforça a importância das consultas oftalmológicas regulares. “A maioria das retinopatias hipertensivas são assintomáticas. Nós detectamos essas alterações no exame de rotina ou quando o cardiologista solicita a fundoscopia”, orienta o oftalmologista.

Quando há sintomas, eles costumam surgir em situações mais graves, como nas chamadas Hipertensões malignas. “Os casos que causam baixa de visão são aqueles de Retinopatia Hipertensiva severa, em que o paciente já apresenta hemorragias retinianas e edema de mácula e papila”, explica o especialista.

Prevenir a Hipertensão é também proteger a visão

A principal estratégia para evitar danos oculares é manter a pressão arterial rigorosamente controlada, com acompanhamento médico, uso correto das medicações, alimentação equilibrada, prática de atividade física e redução do consumo de sal.

O exame de fundo de olho também pode ajudar a detectar precocemente alterações causadas pela Hipertensão e indicar a necessidade de um tratamento mais intensivo. “A principal maneira de evitar os danos à visão causados pela Hipertensão é a prevenção, ou seja, o bom controle da pressão arterial. O exame de fundo de olho pode detectar alterações precoces, o que faz o cardiologista ficar atento e tratar esses pacientes com mais rigor”, destaca Marcelo Valença.

Quanto às consultas, pacientes hipertensos devem realizar acompanhamento oftalmológico periódico, mesmo na ausência de sintomas. A recomendação é ainda mais importante para quem também tem Diabetes, colesterol elevado ou histórico de doenças vasculares. Se houver visão embaçada, manchas escuras, distorção das imagens ou perda súbita da visão, a avaliação deve ser imediata.

Unidade Popular (UP) lança pré-candidatura ao Governo de Pernambuco

A Unidade Popular (UP) lançou Camila Falcão, conhecida como Professora Camila, como pré-candidata ao Governo de Pernambuco nas eleições de outubro. O anúncio foi feito durante o ato de abertura do congresso extraordinário do partido, no dia 26 de abril, no Recife. O evento contou com a presença de Samara Martins, pré-candidata do partido à presidência da República.

Camila Falcão é natural de Vitória de Santo Antão, no Agreste pernambucano, e é formada em História, área em que atua como professora da educação popular. Ela já atuou na organização do movimento estudantil da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e foi coordenadora geral do Diretório Central dos Estudantes Odijas Carvalho de Souza. Também integrou o Movimento Luta de Classes, onde participou de mobilizações de trabalhadores da limpeza urbana, professores e profissionais de enfermagem.

Atualmente, coordena o Movimento de Mulheres Olga Benário, voltado ao enfrentamento de feminicídios e outras formas de violência contra mulheres e crianças.

FIQUE ATENTO — Neoenergia lança campanha com condições especiais para clientes com contas em atraso em Pernambuco

Brasília – O consumo de energia elétrica no país fechou os primeiros três meses do ano com queda acumulada de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Neoenergia Pernambuco inicia, nesta quarta-feira (20), a Campanha de Negociação 2026, que oferece condições especiais para clientes com contas de energia em atraso. A ação segue até 31 de julho e permite a regularização de débitos com descontos que podem chegar a 90%, além de opções facilitadas de pagamento. A iniciativa reforça o compromisso da distribuidora com a ampliação do acesso aos serviços e o apoio aos clientes na regularização de suas faturas.

Outro destaque da campanha é a praticidade: as negociações poderão ser realizadas de forma 100% online, por meio do portal de negociação da distribuidora (https://neope.negocieonline.com.br/), ou presencialmente em qualquer loja de atendimento.

Além da redução de juros e multas, em alguns casos a campanha também prevê descontos sobre o valor principal da dívida, tornando a negociação ainda mais vantajosa. Podem participar clientes de baixa tensão das classes residencial, comercial, rural e baixa renda que possuam débitos vencidos há mais de um ano com a distribuidora.

“A Neoenergia Pernambuco está oferecendo mais uma oportunidade para seus clientes colocarem a vida financeira em ordem, com condições diferenciadas e parcelamento em até 21 vezes. É a campanha mais vantajosa já realizada pela Neoenergia Pernambuco, com descontos inéditos. Nosso time está preparado para orientar cada cliente e oferecer a melhor opção para que todos possam negociar”, afirma o gerente comercial da Neoenergia Pernambuco, Gustavo Santos.

Após a consulta das faturas elegíveis no portal, o cliente poderá verificar o desconto disponível para o seu caso. O pagamento pode ser realizado via PIX ou parcelado em até 21 vezes no cartão de crédito, conforme as condições da operadora.

“Todo o procedimento pode ser feito de forma simples, rápida e segura, diretamente pelo celular ou computador, sem necessidade de deslocamento. Estamos facilitando ao máximo para que ninguém fique de fora da campanha”, reforça Gustavo Santos.

Apesar de a campanha ser até 31 de julho de 2026, a orientação é não deixar para a última hora, haja vista o aumento do volume de negociações normalmente registrado quando se aproxima o próximo ao fim do prazo.

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Lula diz que Brasil pode se associar aos EUA na exploração de terras raras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (18) que o Brasil precisa acelerar o mapeamento e a exploração de terras raras e minerais críticos no país.

Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos amplamente utilizados na indústria de tecnologia devido a propriedades magnéticas e ópticas, por exemplo. Apesar do nome, os itens não são necessariamente raros, mas de difícil extração, pois aparecem dispersos e misturados a outros minerais. São componentes importantes para smartphones, turbinas, baterias e para a defesa militar. As informações são do g1.

O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo e enfrenta o desafio de evoluir para a etapa industrial (liderada pela China, que concentra 90% do processamento de terras raras no mundo).

Ao comentar a disputa comercial e tecnológica no cenário internacional, Lula disse esperar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixe de “brigar” com o líder chinês Xi Jinping e passe a se associar ao Brasil em projetos ligados ao setor.

O presidente, no entanto, ressaltou que o país “não abre mão da soberania” sobre suas riquezas minerais.

As declarações foram dadas durante cerimônia de entrega de novas linhas do acelerador de partículas Sirius, em Campinas (SP). Na ocasião, Lula reforçou que o Brasil está aberto a parcerias internacionais e citou diferentes países ao defender investimentos no setor.

“Estamos na era das terras raras, dos minerais críticos e não sei das quantas e o Brasil só tem 30% de conhecimento do que tem nesse seu território imenso. E vai ter que fazer um levantamento de 100% do Brasil. Eu estava pensando: o que o Sirius pode fazer pra gente? Porque, se a gente depender de fazer estudo cavando buraco, vai demorar muito”, disse Lula.

“A gente vai ter que contar com a inteligência e a ciência de vocês pra gente dar um salto e ver, se em um curto espaço de tempo, a gente faça com que o Trump deixe de brigar com o Xi Jinping e venha se associar a nós para que a gente possa explorar aqui”, afirmou.

“Não temos veto, preferência por ninguém, pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano, quem quiser, desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos, as terras raras são nossas e a gente quer explorar aqui dentro”, afirmou o presidente.

Recentemente, Lula visitou Trump na Casa Branca. O petista declarou que, na reunião de quase três horas, disse ao norte-americano que os EUA pararam de investir no Brasil e esse espaço foi ocupado pela China.

Neste ano, os Estados Unidos apresentaram, para diferentes países, uma proposta de cooperação voltada à exploração de terras raras e minerais críticos. O Brasil, porém, rejeitou o modelo por avaliar que ele feria princípios ligados à soberania nacional.

Lula tem defendido que eventuais parcerias na área preservem o controle nacional sobre os recursos minerais. O governo também quer que a exploração das terras raras siga um modelo diferente do adotado historicamente com commodities, como, por exemplo, o ouro e minério de ferro.

A ideia, segundo o presidente, é que o processamento e a industrialização desses minerais aconteçam dentro do Brasil, para gerar desenvolvimento tecnológico, agregar valor à produção e ampliar a riqueza produzida no país.

Profissionais de medicina
No mesmo evento em Campinas, Lula afirmou que muitos jovens escolhem cursos de graduação pensando apenas nas demandas do mercado de trabalho e citou a medicina como exemplo.

“Não podemos continuar deixando que o mercado determine o curso que o jovem faz. Muita gente que estuda medicina não é pra trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS), mas pra abrir uma clínica e ganhar muito dinheiro”, afirmou o presidente.

Ao defender investimentos em ciência e na educação, o presidente disse que cabe ao Estado identificar as necessidades do país e orientar a formação de profissionais em áreas estratégicas.

Enem terá inscrição automática para alunos do 3º ano da rede pública

São Paulo (SP), 09/11/2025 - Estudantes no primeiro dia de provas do ENEM na UNIP Vergueiro em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.

O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta segunda-feira (8) que os alunos concluintes do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A Portaria nº 422/2026, publicada hoje, prevê a inclusão do exame Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), visando aumentar a participação dos estudantes para uso do Enem no Saeb.

Inscrição automática
De acordo com o MEC, a inscrição automática já passa a valer para edição 2026 do Enem. O estudantes concluintes, do 3º ano, serão inscritos a partir de dados encaminhados pelas redes de ensino.

O aluno terá apenas que confirmar a participação no exame e escolher a prova de língua estrangeira que deseja fazer, além de solicitar recursos de acessibilidade se necessários.

Mais locais de prova
Com a novidade, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, irá aumentar o número de locais de aplicação das provas do Enem em cerca de 10 mil escolas. Estima-se, conforme o ministério, que 80% dos alunos da rede pública façam as provas na própria escola em que estudam.

O ministério informou que já estuda apoio de transporte e deslocamento para aqueles estudantes que precisarem fazer o exame em outras cidades.

Com essas medidas, o MEC espera, pelo menos, que 70% dos concluintes das escolas públicas participem do Enem em 2026, consolidando o exame como parte importante da avalição da educação básica.

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

Erilene (27 anos), Mauro (05 anos) Elias (06 meses) - Família Beneficiária do Programa Bolsa Família - CRAS de Sobradinho 1 - Brasília (DF). Na foto eles seguram o cartão do programa Bolsa Família.
Fotos: Lyon Santos/ MDS

A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (19) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,08 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,9 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos de idade e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Pagamento unificado

Os beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira (18), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades no Amazonas (3), Pará (1), Paraíba (31), Paraná (16), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (3), Roraima (6) e Sergipe (6).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em maio. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Em maio, 159.248 novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção.

Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2026
Arte EBC