Com foco em novos negócios e mais empregos, ministro Silvio Costa Filho assina decreto que regulamenta a cabotagem no Brasil

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, assinou, nesta quarta-feira (16), o decreto que regulamenta o programa BR do Mar, para estimular o uso da cabotagem no transporte de cargas entre portos nacionais. A regulamentação foi elaborada pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, do Ministério de Portos e Aeroportos, e prevê a redução do custo do frete e do impacto ambiental do transporte de cargas no país.

Com o programa, o governo pretende ampliar a oferta de embarcações para a navegação, criar novas rotas, reduzir custos logísticos e aumentar empregos no setor. O BR do Mar também estimula o desenvolvimento e inovação da indústria naval e implementa quesitos de sustentabilidade para permitir o aluguel de embarcações estrangeiras.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, lembrou que o BR do Mar foi apresentado em 2022, mas somente agora, dois anos depois, no governo do presidente Lula, ele saiu do papel e está sendo regulamentado. “Temos hoje o privilégio de assinar esse decreto, que foi construído ao lado do setor produtivo e da indústria naval brasileira e que terá um impacto importantíssimo no fortalecimento da cabotagem no Brasil. O Programa vai fazer com que utilizemos os 8 mil quilômetros do litoral brasileiro para ampliarmos a cabotagem”, disse o ministro.

Costa Filho afirmou ainda que o BR do Mar vai fazer o setor crescer, gerar empregos e fortalecer os portos públicos brasileiros. “E ele tem o papel de reduzir os custos logísticos no país, de 20% a 60%, potencializando, ainda mais, o setor portuário brasileiro. E vai fazer com que uma carga, por exemplo, possa sair de contêineres do porto de Suape, de Pernambuco, levando para o porto de Santos, em São Paulo, reduzindo o custo, ajudando na agenda de descarbonização e ajudando na agenda da sustentabilidade.”

Durante a cerimônia de assinatura no Palácio do Planalto, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que o Brasil precisa desenvolver o transporte intermodal para continuar a crescer e levar investimentos para todo o Brasil. “E aí entram os nossos mares, rios e a cabotagem. Essa cabotagem vai unir ainda mais o Brasil. Isso significa desenvolvimento, significa justiça social e nós vamos diminuir a desigualdade com desenvolvimento social, com portos, aeroportos, hidrovias e cabotagem”.

BR do Mar
Para o ministro da Casa Civil, Rui Costa, um país continental como o Brasil deve saber que os modais são complementares. “Estamos avançando nos investimentos em portos, nas TUPs, mas também nas vias expressas, rodovias duplicadas e estruturas capazes de suportar o aumento da produção e de cargas no país. O que nós estamos buscando aqui, portanto, é reduzir custos, tornar o Brasil mais competitivo, tornar a nossa produção, seja ela de minério, seja ela industrial, agrícola, de proteína, mais competitiva para que a gente consiga gerar emprego e atividades econômicas”, afirmou.

Empresas de navegação
Para as Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs), o programa incentiva a formação e capacitação de marítimos nacionais, operações para novas cargas, rotas e mercados, além de otimizar emprego dos recursos do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).

Um dos instrumentos estipulados no decreto do BR do Mar prevê ainda que a EBN poderá ampliar em até 50% a tonelagem de sua frota própria com afretamento de embarcação estrangeira. Ou seja, se hoje tem dois navios próprios, poderá alugar mais um semelhante em capacidade. Este percentual sobe para 100%, caso a embarcação afretada seja sustentável. Se a EBN tem embarcações sustentáveis, poderá afretar o dobro de navios tradicionais com a mesma capacidade. Caso contrate embarcações estrangeiras sustentáveis, poderá afretar até três navios.

De acordo com a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, há dois tipos básicos de contratação de embarcações previstas em lei: afretamento a casco nu, quando a empresa brasileira de navegação (EBN) aluga a embarcação sem tripulação, assumindo os custos de operação e manutenção; e o afretamento a tempo, quando o armador coloca a disposição do afretador o navio completo, com tripulação, por tempo determinado.

Cabotagem
Atualmente, a cabotagem representa 11% da carga total transportada por navios e o Plano Nacional de Logística (PNL) projeta um crescimento de 15% nos próximos 10 anos, devido à tendência de redução de custos. O valor médio do frete de uma tonelada transportada por cabotagem é 60% menor que o transporte rodoviário e 40% menor que o ferroviário.

Segundo estudos da estatal Infra SA, as modificações vão estimular a concorrência, podendo reduzir o frete em até 15%, o que pode representar uma economia de até R$ 19 bilhões anuais nos custos logísticos. A navegação também reduz em 80% a emissão de gases de efeito estufa.

Em 2024, a cabotagem movimentou 213 milhões de toneladas no Brasil. Cerca de 77% da carga transportada foi em petróleo, especialmente das plataformas offshore até o porto na costa. O BR do Mar deve estimular o transporte de carga em contêiner e carga geral, que hoje respondem por 11% e 2% respectivamente do total transportado por cabotagem.

De acordo com estimativa da Infra SA, um eventual aumento de 60% no transporte por cabotagem de carga conteinerizada pode representar uma redução de mais de 530 mil toneladas de CO2 equivalente por ano, quando comparado com o modo de transporte rodoviário.

GRS Incorporadora é destaque em evento da Trinus sobre inovação arquitetônica no setor imobiliário

O arquiteto e empresário Rafael Souza, da GRS Incorporadora, será um dos principais palestrantes do evento promovido pela Trinus, na próxima quinta-feira, 17 de julho. O encontro, voltado à alta incorporação de Pernambuco, discutirá caminhos inovadores para a arquitetura no setor imobiliário. A participação de Rafael trará ao debate as soluções práticas da GRS para transformar empreendimentos em experiências únicas, aliando inovação técnica, sensorial e estratégias de posicionamento de marca.

Com o tema “Repensando Arquitetura: Criando Produtos que Trazem Uma Nova Experiência para o Cliente”, a palestra será conduzida por Rafael Souza e Silvia de Castro, executiva regional da Trinus. A proposta central é provocar uma reflexão sobre o papel da arquitetura na geração de valor, no fortalecimento da identidade dos empreendimentos e na diferenciação estratégica no mercado atual.

A programação abordará cinco eixos principais: a arquitetura como ativo emocional, a valorização da identidade local e regional, a integração de tecnologias inovadoras, práticas sustentáveis alinhadas aos princípios ESG e a construção de narrativas arquitetônicas que conectem propósito, memória e experiência.

O evento também marca um passo importante na trajetória de expansão da GRS Incorporadora, que passa a contar com o suporte estratégico da Trinus. Com foco em inovação, qualidade técnica e valorização do território, a GRS busca consolidar sua presença no Nordeste com projetos que aliam responsabilidade social e experiências marcantes para o cliente final.

“Mais do que prédios, queremos entregar produtos inesquecíveis. Com a Trinus ao nosso lado, o mercado vai perceber que estamos propondo uma nova forma de fazer e viver arquitetura”, afirma Rafael Souza.

A presença dos principais players da construção civil em Pernambuco reforça o caráter estratégico do encontro, que será realizado no Espaço XP Recife, localizado na Avenida Domingos Ferreira – 2589, em Boa Viagem, a partir das 18h30. Mais informações estão disponíveis no perfil oficial da incorporadora: @inc_grs.

Rock de Caruaru de Luto: Morre Arrilson Domingos da Banda Vela de Libra

A cena rock caruaruense está de luto com o falecimento de Arrilson Domingos. Vocalista e guitarrista da banda de rock, Vela de Libra, ele veio a óbito, nesta quarta-feira (16), em Caruaru, em decorrência de um problema cardíaco. A morte do músico foi anunciada pelo baixista da Vela de Libra na conta do Instagram, do grupo:

“Pessoal quem fala é Paulo o baixista da banda. Infelizmente venho informar que nesta madrugada o nosso vocalista/guitarrista @arrilsondomingos veio a falecer devido a um problema cardíaco. Em breve, informaremos a data do enterro e demais informações”.

Com a sua Vela de Libra, Arrilson fez várias apresentações em palcos espalhados por Caruaru. O grupo se apresentou no último dia 29, durante o São João de Caruaru 2025, no palco Barro Urbano, na praça Nova Euterpe, e havia lançado recentemente a música “A Carne de Sol”.

Arrilson deixa esposa e dois filhos. O Blog Capital se solidariza com os familiares e amigos de Arrilson neste momento de muita dor.

CCJ da Câmara aprova relatório da PEC da Segurança Pública

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nessa terça-feira (15) o relatório da PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. Foram 43 votos a favor e 23 contra. O texto segue agora para análise de uma comissão especial.

A proposta, principal aposta legislativa do governo Lula contra o crime organizado, busca integrar as ações das forças de segurança federais, estaduais e municipais. Também transforma a Polícia Rodoviária Federal em uma polícia viária multimodal e reforça a autonomia das guardas municipais.

Mudanças no relatório

O relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), fez duas alterações relevantes no texto original. A primeira foi a exclusão de um trecho que dava à União o poder exclusivo de legislar sobre segurança pública, defesa social e sistema penitenciário. “Ou a matéria é de competência privativa da União ou é de competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal. Não se pode ser as duas coisas ao mesmo tempo”, afirmou o parlamentar.

Na avaliação de Mendonça, a proposta como foi enviada ameaçava o pacto federativo. “A descentralização do poder, consolidada a partir da Constituição de 1988, representa uma inequívoca opção organizacional e, mais importante, um verdadeiro compromisso democrático”.

A segunda mudança foi a retirada do termo “exclusiva” ao tratar da apuração de infrações penais pelas polícias federal e civis. Segundo o relator, a redação original fragilizava a atuação do Ministério Público e das comissões parlamentares de inquérito. “A proposta tende a abolir o núcleo essencial da repartição de atribuições entre poderes salvaguardada pelo constituinte originário”.

Racha no União Brasil

A oposição, liderada pelo PL, votou em peso contra o parecer. No União Brasil, partido de Mendonça, houve dissidência: dos sete integrantes da legenda na comissão, quatro rejeitaram o relatório.

Apesar de contar com a relatoria, o União Brasil é a sigla do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, opositor ferrenho da proposta e entusiasta do modelo americano de segurança pública, na qual a maioria das competências é concentrada nos estados, inclusiva para legislar em matéria penal.

Próximos passos

Com a aprovação na CCJ, a proposta segue para uma comissão especial, que deverá ser criada pela Mesa Diretora da Câmara. O colegiado deve ser instalado em agosto e terá até 40 sessões para apresentar o parecer que será discutido em Plenário.

Ao lado de Alckmin e Motta, Alcolumbre diz que Congresso e governo atuarão juntos contra tarifaço

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou nesta quarta que o Congresso e o governo atuarão juntos na reação à “agressão” do governo americano, com o tarifaço de 50% imposto a produtos brasileiros. As informações são de o Globo.

A declaração em vídeo divulgado, aconteceu após reunião entre Alcolumbre, o presidente da Câmara, Hugo Motta, o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra Gleisi Hoffmann. Ao lado de Motta e Alckmin, Alcolumbre defendeu a união do Parlamento em torno da defesa dos interesses nacionais.

— O Parlamento brasileiro está unido em torno da defesa dos interesses nacionais, tenho conversado muito com o presidente Hugo Motta em relação a esses últimos acontecimentos e temos a compreensão, Câmara e Senado, que vamos defender a soberania nacional, os empregos dos brasileiros, os empresários brasileiros e tenho convicção que esse processo deve ser liderado pelo Poder Executivo — disse Alcolumbre.

Motta, por sua vez, disse que o parlamento está pronto para apoiar medidas do governo e reagir com rapidez.

— Aqui temos mais um momento de unidade nacional, em proteção à nossa indústria, nossos empregos e relações diplomáticas com os demais países — disse Motta.

O vice-presidente, que comanda a reação do governo brasileiro ao tarifaço, voltou a criticar a medida, que segundo ele, é inadequada e injusta.

Estamos unidos e empenhados em defender os interesses do Brasil por meio do diálogo e da negociação. Agradeço ao presidente @LulaOficial pela confiança e aos presidentes do Senado e da Câmara, @davialcolumbre e @HugoMottaPB, pelo trabalho conjunto. pic.twitter.com/O64ibItCSg

— Geraldo Alckmin (@geraldoalckmin) July 16, 2025
— Na questão comercial entendemos que há equívocos do governo dos Estados Unidos, porque tem superávit na balança comercial. É inadequado, injusto e vamos trabalhar juntos para reverter.

Nessa terça-feira foi publicado o decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade Econômica.

O vice-presidente Alckmin lidera a reação do governo à tarifa de 50% a produtos brasileiros anunciada pelo presidente Donald Trump.

Alckmin conduziu reuniões nesta terça com empresários do setor produtivo e agropecuário. Uma nova rodada de reuniões vai acontecer nesta quarta (16).

Sindloja Caruaru promove a 2ª Corrida do Comércio, no próximo domingo

O Sindicato dos Lojistas do Comércio de Caruaru (Sindloja) promoverá no próximo domingo (20), a partir das 6h30, a 2ª Corrida do Comércio, no bairro São Francisco, com largada em frente à sede da entidade. O evento esportivo reúne corrida de 5 km e caminhada de 3 km, abrangendo diferentes perfis: categorias gerais, pessoas com deficiência (PCD) e trabalhadores do comércio.

As inscrições seguem abertas no valor de R$ 124,90, com descontos especiais: R$ 20 para comerciários e associados do Sindloja, 50% para idosos e PCD, e 10% para grupos com dez ou mais atletas. Restando pouco kits ainda disponíveis, as inscrições são feitas no link https://www.ticketsports.com.br/e/2-corrida-do-comercio-72715. Os kits que serão entregues aos participantes incluirão camisa, número de peito, chip (somente para corrida), viseira, sacola, medalha e brindes de patrocinadores.

Com forte ênfase à saúde, solidariedade e sustentabilidade, a Corrida do Comércio exige a doação de um quilo de alimento não perecível na inscrição. Todo o alimento arrecadado será destinado a instituições filantrópicas de Caruaru, enquanto os resíduos coletados no evento seguirão para o Instituto do Meio Ambiente de Pernambuco (Imoa), reforçando o compromisso ambiental da iniciativa.

A competição visa não apenas promover bem-estar físico, mas também integrar trabalhadores do comércio ao espírito de equipe e prática esportiva. A premiação em dinheiro contempla os três primeiros lugares nas categorias geral, PCD e comércio para o percurso de 5 km. Troféus serão entregues aos vencedores por faixa etária, além das três equipes com maior número de participantes presentes. Ainda haverá sorteio de brindes para todos os inscritos.

Segundo o presidente do Sindloja, Augusto Costa, o evento é em comemoração ao aniversário do sindicato, celebrado em 21 de julho. “Eventos como este reforçam o vínculo comunitário por meio do esporte, demonstrando que o comércio pode assumir um papel ativo na melhoria da qualidade de vida da população caruaruense”, afirma Augusto Costa.

Sindloja Caruaru promove a 2ª Corrida do Comércio, no próximo domingo

O Sindicato dos Lojistas do Comércio de Caruaru (Sindloja) promoverá no próximo domingo (20), a partir das 6h30, a 2ª Corrida do Comércio, no bairro São Francisco, com largada em frente à sede da entidade. O evento esportivo reúne corrida de 5 km e caminhada de 3 km, abrangendo diferentes perfis: categorias gerais, pessoas com deficiência (PCD) e trabalhadores do comércio.

As inscrições seguem abertas no valor de R 124,90, com descontos especiais: R$ 20 para comerciários e associados do Sindloja, 50% para idosos e PCD, e 10% para grupos com dez ou mais atletas. Restando pouco kits ainda disponíveis, as inscrições são feitas no link https://www.ticketsports.com.br/e/2-corrida-do-comercio-72715. Os kits que serão entregues aos participantes incluirão camisa, número de peito, chip (somente para corrida), viseira, sacola, medalha e brindes de patrocinadores.

Com forte ênfase à saúde, solidariedade e sustentabilidade, a Corrida do Comércio exige a doação de um quilo de alimento não perecível na inscrição. Todo o alimento arrecadado será destinado a instituições filantrópicas de Caruaru, enquanto os resíduos coletados no evento seguirão para o Instituto do Meio Ambiente de Pernambuco (Imoa), reforçando o compromisso ambiental da iniciativa.

A competição visa não apenas promover bem-estar físico, mas também integrar trabalhadores do comércio ao espírito de equipe e prática esportiva. A premiação em dinheiro contempla os três primeiros lugares nas categorias geral, PCD e comércio para o percurso de 5 km. Troféus serão entregues aos vencedores por faixa etária, além das três equipes com maior número de participantes presentes. Ainda haverá sorteio de brindes para todos os inscritos.

Segundo o presidente do Sindloja, Augusto Costa, o evento é em comemoração ao aniversário do sindicato, celebrado em 21 de julho. “Eventos como este reforçam o vínculo comunitário por meio do esporte, demonstrando que o comércio pode assumir um papel ativo na melhoria da qualidade de vida da população caruaruense”, afirma Augusto Costa.

A 2ª Corrida do Comércio conta com apoio da Rota Atletas, Clube Totchi Caruaru, Fecomércio-PE, Movie Comunicação e diversos patrocinadores locais.

Em artigo no NY Times, Jorge Messias defende STF e soberania do Brasil

Brasília (DF), 13/06/2025 - O ministro Jorge Messias, Advogado-Geral da União, participa do programa A Voz do Brasil. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, escreveu um artigo no jornal estadunidense New York Times rebatendo as justificativas do presidente norte-americano Donald Trump para aplicar tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros que chegam àquele país. Messias ainda afirmou que o Brasil não aceita interferências externas no Poder Judiciário.

“Como Advogado-Geral da União, devo enfatizar que o governo brasileiro rejeita categoricamente quaisquer esforços de partes externas para interferir em nossos processos judiciais. Os processos legais em andamento contra indivíduos acusados de tentar subverter nossa democracia em 8 de janeiro de 2023 são de domínio exclusivo do poder Judiciário do Brasil”, disse.

A declaração de Messias responde à alegação de Trump de que o Supremo Tribunal Federal (STF) está promovendo uma “caça às bruxas” por julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

“Nenhum governo estrangeiro tem o direito de ditar ou questionar a administração da justiça em nosso país. A defesa da legalidade e a autonomia de nossas instituições são pilares inegociáveis de nossa democracia”, acrescentou.

No artigo publicado no jornal novaiorquino, o Advogado-Geral da União citou também a atuação das big techs – as gigantes que controlam as plataformas digitais – na propagação de fake news e discursos de ódio, o que motivou a atuação do Supremo Tribunal Federal.

“No Brasil, o direito à liberdade de expressão é protegido, mas não deve ser confundido com o direito de incitar a violência, cometer fraudes ou minar o Estado de Direito, limitações amplamente reconhecidas nas sociedades democráticas”.

A corte brasileira tem fechado perfis em redes sociais no Brasil de radicais de direita e determinado a responsabilização dessas plataformas por conteúdo criminoso. Tais providências têm feito Trump, através de suas empresas, acionar o ministro Alexandre de Moraes na Justiça dos EUA.

Comércio

O Advogado-Geral da União reiterou os argumentos do governo brasileiro de que, comercialmente falando, as tarifas recém-anunciadas por Trump não encontram fundamento. Ele lembrou que os Estados Unidos têm acumulado superávit na relação com o Brasil nos últimos 15 anos. Além disso, afirmou que a tarifa anunciada pelo presidente norte-americano vai contra as regras do comércio justo.

“Tais medidas prejudicam a segurança jurídica para empresas e investidores, interrompem as cadeias de suprimentos globais e violam o espírito de cooperação que definiu nosso relacionamento”, disse.

“No Brasil, respondemos a esses desafios com respeito à lei, às normas internacionais e ao nosso mandato constitucional de defender o interesse nacional. Inclusive, se necessário, por meio de medidas recíprocas”, completou.

Câmaras de comércio nos EUA e no Brasil pedem suspensão de taxas

A U.S. Chamber of Commerce e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) divulgaram nota conjunta na qual pedem para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspensão das tarifas de 50% imposta aos produtos brasileiros.

A taxação às exportações brasileiras está prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto. A nota das entidades destaca que a medida unilateral do governante dos Estados Unidos vai afetar “produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos”.

As duas câmaras de comércio defenderam que Estados Unidos e Brasil “se engajem em negociações de alto nível a fim de evitar a implementação da tarifa de 50%”. Além disso, as entidades alertam que as taxações podem estabelecer um precedente “preocupante” nas relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos”.

As entidades apontam que mais de 6,5 mil pequenas empresas dos Estados Unidos dependem das importações brasileiras e outros 3,9 mil empreendimentos norte-americanos contam com investimentos no Brasil.

“O Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos”, destaca o comunicado.

A seguir, a íntegra da nota das U.S. Chamber of Commerce e a AmCham:

“A U.S. Chamber e a Amcham Brasil solicitam aos governos dos Estados Unidos e do Brasil que se engajem em negociações de alto nível a fim de evitar a implementação da tarifa de 50%. A imposição dessa medida como resposta a questões políticas mais amplas tem o potencial de causar danos graves a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos, além de estabelecer um precedente preocupante.

A tarifa proposta de 50% afetaria produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos.

Mais de 6.500 pequenas empresas nos Estados Unidos dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas norte-americanas têm investimentos naquele país. O Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos.

Uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias das Américas beneficia consumidores, sustenta empregos e promove prosperidade em ambos os países. A U.S. Chamber e a Amcham Brasil seguem à disposição para apoiar iniciativas que favoreçam uma solução negociada, pragmática e construtiva — que evite a escalada da atual situação e garanta a continuidade de um comércio bilateral mutuamente vantajoso.”

Agronegócio teme perda de safras e apoia negociação do governo com EUA

Brasília (DF) 15/07/2025 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, tendo ao lado o ministro da Casa Civil, Rui Costa, participa de reunião com representantes do setor do agronegócio para discutir medidas à tarifa de 50% dos EUA. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Representantes do setor agropecuário reuniram-se nesta terça-feira (15) com ministros e secretários do governo federal para debater a decisão do Estados Unidos de taxar os produtos brasileiros em 50%. Durante o encontro, eles manifestaram apoio e confiança nos esforços do governo em reverter a decisão, mas apresentaram um panorama preocupante de perdas caso o tarifaço se consolide a partir do dia 1º de agosto.

A reunião em Brasília foi liderada pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e também contou com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Entre os setores produtivos presentes estavam a pesca, pecuária, frutas e café. Mais cedo, Alckmin esteve à frente da reunião com empresários do setor industrial.

Em coletiva de imprensa, o presidente da Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Perosa, garantiu que a taxa imposta pelos EUA tornaria inviável a exportação de carne bovina para o país. De acordo com ele, diversos frigoríficos já suspenderam a produção, mas cerca de 30 mil toneladas estão neste momento em portos ou embarcadas com destino ao território norte-americano.

“Nossa sugestão de imediato é a prorrogação do início da taxação. Existem contratos em andamento. Precisamos de prorrogação ou retorno à situação anterior. O setor já é taxado em cerca de 36%. Esse 50% seriam inviáveis para a exportação”, destacou Perosa.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho, relatou o clima de pânico entre os produtores de manga.

Segundo ele, a safra foi planejada há seis meses e já foram contratados 2,5 mil contêineres para o transporte das exportações encomendadas pelos Estados Unidos. Coelho defendeu que os alimentos sejam deixados de fora do tarifaço.

“Quero aqui parabenizar a iniciativa rápida do vice-presidente Geraldo Alckmin, do governo brasileiro, do ministro Fávaro. Uma hora dessa não podemos pegar essa manga e jogar na Europa. Não tem logística para isso”, explicou o presidente da Abrafrutas.

“Não podemos colocar essa manga no Brasil porque vai colapsar o mercado. Urge uma definição, urge o consenso, a flexibilidade, um pensamento global, para não ter que deixar a fruta no pé, o desemprego em massa.”

Laranja e café

Os produtores de laranja também apresentaram ao governo as preocupações do setor, que tem 40% das suas exportações com os EUA como destino. Pelos cálculos do presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Ibiapaba Netto, 70% do suco de laranja importado pelos norte-americanos são de origem brasileira.

“Ainda tem tempo para negociação. Temos confiança de que o governo vai alcançar um bom resultado. Precisamos de diálogo, negociação e pragmatismo”, ressaltou Netto.

As associações do setor de café também participaram da reunião com o governo federal. O presidente do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Marcio Ferreira, disse que 33% de todo o café consumido nos EUA é produzido no Brasil.

“O café brasileiro é o mais competitivo. Traz o corpo e a doçura que o café de outras origens não tem. O consumidor está satisfeito e feliz com o café do Brasil”, descreveu Ferreira. “Agradecemos ao governo por tudo que tem feito no Brasil e no exterior, inclusive para abertura de mercados. Vamos achar uma solução e ela será benéfica para todos.”