No Recife, governadora Raquel Lyra vistoria limpeza do Rio Beberibe

Nos últimos sete dias, o Governo de Pernambuco intensificou as ações de prevenção, monitoramento e resposta aos impactos provocados pelas precipitações, incluindo o decreto de situação de emergência em 27 municípios. Acompanhando de perto as ações em campo, na tarde desta sexta-feira (8), a governadora Raquel Lyra realizou uma vistoria à força-tarefa de limpeza emergencial do Rio Beberibe, no Recife, iniciada pela manhã. A iniciativa integra aporte de R$ 19,4 milhões investidos pelo Estado desde 1º de maio em medidas que envolvem assistência social, infraestrutura e proteção da população, com foco na redução de riscos em áreas vulneráveis e na contenção dos danos causados pelas chuvas.

“O Governo de Pernambuco tem realizado um trabalho constante no enfrentamento aos danos causados pelas chuvas. Nossas equipes estão mobilizadas nas ruas, atuando no resgate, salvamento e na assistência humanitária às pessoas desabrigadas e desalojadas, garantindo todo o suporte necessário às famílias atingidas. Pernambuco segue fazendo a sua parte, independentemente de receber ajuda. Já investimos mais de R$ 19 milhões para minimizar os impactos das chuvas e, desde o início da nossa gestão, temos realizado obras fundamentais de prevenção. Seguimos firmes no diálogo com os municípios e com o Governo Federal, e continuamos trabalhando para garantir a rápida recuperação das áreas atingidas”, destacou Raquel Lyra.

A Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS) destinou R$ 1.297.000,00 para ações emergenciais. Desse total, R$ 1.224.000,00 foi repassado, por meio do Benefício Eventual Emergencial da Assistência Social, a 27 municípios atingidos pelas chuvas, garantindo suporte imediato às famílias afetadas. Outros R$ 73.000,00 foram investidos na aquisição de alimentos destinados às cozinhas solidárias e associações da sociedade civil, fortalecendo a rede de apoio humanitário nos municípios.

A Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (SEPDEC) aplicou R$ 840,4 mil no fornecimento de itens essenciais para atendimento emergencial da população, incluindo colchões, lençóis, kits de higiene pessoal e kits de limpeza. Os materiais estão sendo distribuídos para auxiliar famílias desalojadas e pessoas impactadas pelas fortes chuvas.

Já a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) destinou cerca de R$ 3 milhões para a atuação de máquinas e equipamentos em ações emergenciais, como desobstrução de vias, contenção de áreas de risco e apoio às operações de infraestrutura nos municípios atingidos. Ao todo, quase 250 máquinas já estão em operação nas cidades em situação de emergência, atuando principalmente na recuperação de estradas vicinais, passagens molhadas e limpeza de canais. Outros 30 equipamentos já estão sendo mobilizados para reforçar os trabalhos.

Além disso, a Compesa investiu R$ 680 mil, sendo R$ 530 mil destinados a custos com mão de obra, equipamentos e materiais utilizados nas ações de manutenção e recuperação dos sistemas de abastecimento de água e saneamento. Os outros R$ 150 mil foram aplicados na operação de carros-pipa para garantir o abastecimento emergencial em áreas afetadas.

Por fim, a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco (Semobi) já investiu cerca de R$ 13,66 milhões em obras relacionadas à recuperação de danos causados pelas chuvas, incluindo intervenções na Ponte Itaúna (PE-145) e ações de contenção de erosões em dez pontos do Estado. No total, o montante estimado para a execução das obras necessárias é de aproximadamente R$ 62,5 milhões, abrangendo também intervenções na Ponte de Tiúma (APE-408) e na Ponte PE-050. As ações incluem serviços de contenção de taludes, recomposição estrutural, proteção de corpos hídricos e recuperação de trechos afetados.

RIO BEBERIBE – O Governo de Pernambuco iniciou uma força-tarefa de limpeza e desobstrução emergencial no Rio Beberibe, no Recife, com o objetivo de reduzir os riscos de inundação no período chuvoso. A ação faz parte das medidas estaduais de prevenção a novos danos causados por possíveis chuvas e prevê a retirada de cerca de 2 mil metros cúbicos de resíduos, incluindo lixo, entulhos e vegetação. Os trabalhos seguirão pelos próximos meses até a conclusão da limpeza em toda a área.

O prefeito em exercício de Olinda, Chiquinho, considera que a intervenção vai auxiliar também a população de nove bairros da cidade. “Essa obra beneficia diretamente bairros do município de Olinda principalmente neste período de quadra chuvoso. Obras como essa, fortalecem toda a questão de gestão urbana do nosso município, mas também no Recife, já que é um rio que corta toda a cidade e a gente andando de mãos dadas com o Governo do Estado, que dá esse suporte estrutural”, declarou.

BRASÍLIA – Na última terça-feira (5), a governadora Raquel Lyra cumpriu uma série de agendas em Brasília para solicitar apoio do Governo Federal às ações emergenciais e estruturadoras voltadas às cidades atingidas pelas chuvas neste mês. Durante reuniões com os ministérios das Cidades, da Integração e do Desenvolvimento Regional e dos Transportes, a gestora estadual solicitou um pacote de cerca de R$ 8 bilhões para obras de contenção de encostas, macrodrenagem e habitação de interesse social, além de detalhar pedidos para construção de barragens, recuperação de rodovias danificadas e execução de obras viárias estratégicas em diferentes regiões do Estado.

Dia das Mães: confira a programação especial nos cemitérios públicos de Caruaru

Os cemitérios públicos de Caruaru, São Roque e Dom Bosco, terão uma programação especial neste domingo (10), preparada pela Secretaria de Serviços Públicos em celebração ao Dia das Mães.

Nos dois locais a população contará com serviços gratuitos de saúde, como aferição de pressão arterial e teste de glicemia, oferecendo mais acolhimento e cuidado para a população durante a data.

A programação do dia terá ainda celebrações religiosas e eucarísticas. As missas serão realizadas às 16h em um momento de fé, oração e homenagem às mães. Todos os cemitérios públicos da cidade estarão abertos das 7h às 17h.

Procon Caruaru e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis realizam fiscalização em postos do município e coletam amostras para análise laboratorial

Uma ação inédita do Procon Caruaru e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aconteceu entre a última segunda-feira (04) e esta quinta-feira (07) em postos de combustíveis de Caruaru.

Durante a fiscalização integrada, foram coletadas amostras de combustíveis que serão encaminhadas para análise laboratorial, além da verificação da regularidade no fornecimento e armazenamento dos produtos, volumetria, funcionamento das bombas abastecedoras e cumprimento das normas de defesa do consumidor.

A operação também deu continuidade às fiscalizações relacionadas aos reajustes de preços dos combustíveis. Ao todo, 39 postos foram notificados e, até o momento, 19 não apresentaram justificativas plausíveis para os aumentos praticados, resultando na lavratura de autos de infração.

O órgão reforça que as ações seguem acontecendo de forma contínua, buscando garantir mais transparência, segurança e equilíbrio nas relações de consumo.

Marília e Humberto lideram para o Senado, aponta DataTrends

Marília e Humberto lideram para o Senado, aponta DataTrends

A pesquisa do Instituto DataTrends para o Senado Federal em Pernambuco, divulgada nesta sexta-feira (8), mostra a ex-deputada federal Marília Arraes em posição de destaque na corrida pelas duas vagas que estarão em disputa em 2026. O levantamento ouviu 4 mil eleitores em 75 municípios pernambucanos entre os dias 30 de abril e 3 de maio, com margem de erro de 1,6 ponto percentual para mais ou para menos. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números PE-05320/2026 e BR-08337/2026.

No primeiro cenário estimulado, Marília aparece com 49% das intenções de voto, seguida pelo senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa, que soma 24%. Na sequência aparecem Anderson Ferreira com 15%, Eduardo da Fonte com 11%, Túlio Gadelha com 7%, Paulo Rubem Santiago com 3%, Carlos Sant’Anna e Jô Cavalcanti, ambos com 1%. Brancos e nulos somam 50%, enquanto 39% disseram não saber ou preferiram não responder.

No segundo cenário, sem Marília Arraes, Humberto Costa lidera com 35%. Eduardo da Fonte e Mendonça Filho aparecem empatados com 16%, seguidos por Túlio Gadelha, com 9%. Paulo Rubem Santiago e Jô Cavalcanti registram 3% cada, enquanto Fernando Dueire tem 2%. Neste cenário, os brancos e nulos chegam a 65%, e os indecisos somam 49%.

Já no terceiro cenário, Marília Arraes mantém a liderança com 48%, seguida de Humberto Costa, que sobe para 29%. Anderson Ferreira registra 15%, enquanto Miguel Coelho aparece com 9%. Túlio Gadelha marca 6%, Paulo Rubem Santiago 4%, Jô Cavalcanti 2% e Carlos Sant’Anna 1%. Brancos e nulos representam 50%, enquanto os indecisos chegam a 36%.

No quarto cenário apresentado pelo instituto, Marília Arraes tem 45% das intenções de voto e Humberto Costa aparece com 31%. Mendonça Filho registra 12%, Miguel Coelho 9%, Túlio Gadelha 7%, Paulo Rubem Santiago 3%, Jô Cavalcanti 2% e Carlos Sant’Anna 1%. Brancos e nulos somam 52%, enquanto 38% dos entrevistados disseram ainda não ter decidido o voto.

Como a disputa para o Senado prevê a escolha de dois nomes por eleitor, os percentuais ultrapassam 100%, podendo atingir até 200% na soma total das intenções de voto.

30 anos da Urna Eletrônica: adoção do equipamento agilizou voto e eliminou fraudes

Série 30 anos da Urna Eletrônica  07.05.2026

Identidade visual da série “30 anos da Urna Eletrônica”

A série “30 anos da Urna Eletrônica”, produzida pela Secretaria de Comunicação e Multimídia (Secom) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai mostrar como o voto eletrônico gerou, ao eliminar os votos em cédulas de papel, uma grande revolução no processo eleitoral brasileiro que, por décadas, foi vulnerável a fraudes, extravios e erros humanos.

Em quatro matérias, que serão publicadas nos dias 7, 9, 11 e 13 de maio, a série contará a história do nascimento da urna eletrônica, como ela funciona, a importância do equipamento para a inclusão de segmentos sociais no direito cidadão ao exercício do voto e como o sistema de votação é transparente, seguro, ágil e auditável.

A série estreia nesta sexta-feira (7), trazendo o contexto histórico da criação da urna eletrônica.

A origem

A criação de um aparelho mecanizado para coletar votos era um desejo antigo no país. O primeiro Código Eleitoral, de 1932, previa em seu artigo 57 o “uso das máquinas de votar, regulado oportunamente pelo Tribunal Superior [Eleitoral]”, devendo ser assegurado o sigilo do voto.

O pontapé para a criação do sistema informatizado de votação foi dado com a consolidação do cadastro único e automatizado de eleitoras e eleitores. Isso começou em 1985 e foi finalizado em 1986, na gestão do ministro Néri da Silveira na Presidência do TSE, quando o Brasil contava com um eleitorado de cerca de 70 milhões. Antes, não havia um registro nacional, o que abria espaço para fraudes no cadastro.

O primeiro nome do equipamento foi Coletor Eletrônico de Votos (CEV). O projeto foi concebido a partir de algumas premissas básicas: o dispositivo teria de ser capaz de eliminar a intervenção humana nos procedimentos de apuração e totalização dos resultados, bem como de garantir maior segurança e transparência ao processo eleitoral. Além disso, deveria ser leve e compacto (para facilitar o transporte) e prático para se usar.

Em 1994, sob a Presidência do ministro Sepúlveda Pertence, o TSE realizou pela primeira vez o processamento eletrônico do resultado das eleições gerais daquele ano com recursos computacionais da própria Justiça Eleitoral.

Trajetória de sucesso

Entretanto, o projeto da urna eletrônica genuinamente brasileira só começou em 1995, quando o TSE formou uma comissão técnica liderada por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) para desenvolver o projeto da “máquina de votar”.

O resultado foi um sucesso. A urna eletrônica combinou tela, teclado e CPU em uma só máquina, com teclado similar ao de um telefone justamente para possibilitar que a pessoa analfabeta e a pessoa com deficiência visual pudessem interagir com o novo dispositivo sem dificuldade.

Em 1996, já foi possível coletar e totalizar os votos de mais de 32 milhões de brasileiros, um terço do eleitorado da época, por meio das mais de 70 mil urnas eletrônicas produzidas para aquelas eleições. Participaram dessa votação e apuração informatizada 57 cidades com mais de 200 mil eleitores, entre elas, as 26 capitais dos estados (o Distrito Federal não participou por não eleger prefeito).

Quatro anos depois, nas Eleições Municipais de 2000, as urnas eletrônicas chegavam a todos os cantos do país, na primeira eleição totalmente informatizada. Desde então, a Justiça Eleitoral vem ampliando o parque de urnas eletrônicas para atender ao crescimento do eleitorado brasileiro, garantindo a segurança, a confiabilidade, a agilidade e a auditabilidade do equipamento.

Resposta brasileira

A adoção da urna eletrônica foi a bem-sucedida resposta brasileira para retirar do sistema eleitoral as cédulas de papel, que, durante décadas, foram vulneráveis às fraudes. O equipamento reforçou a conscientização social de que uma democracia representativa se legitima pela vontade soberana do povo, por meio do voto devidamente coletado e apurado em eleições limpas, sem suspeitas.

Ao completar três décadas de atividade, a urna eletrônica registrou e apurou os votos de milhões de eleitoras e eleitores em diversas eleições gerais e municipais, com segurança e total transparência. No pleito municipal de 2024, mais de 153 milhões de eleitores votaram em mais de 570 mil urnas eletrônicas instaladas em 5.569 municípios, consolidando o Brasil como o país com a maior eleição informatizada do mundo.

“Nesses 30 anos, a urna acabou com a fraude eleitoral, acabou com a possibilidade de uma pessoa votar por outra. Acabou com a possibilidade, portanto, de a gente ter um resultado que não corresponde ao votado pelo povo”, enfatizou a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, no evento no TSE que celebrou a data.

Os modelos de urna

Ao longo da trajetória, a urna eletrônica passou por constantes aprimoramentos, tanto em seus componentes de software, quanto na modernização estética do equipamento (hardware). Esses aperfeiçoamentos seguiram a evolução tecnológica, sempre com o objetivo de fortalecer as barreiras de segurança e de entregar aos milhões de eleitoras e eleitores um equipamento intuitivo e de fácil uso no momento do voto.

Até as Eleições Municipais de 2024, 14 modelos de urnas eletrônicas já foram utilizados. Confira os principais avanços tecnológicos da urna eletrônica nestes 30 anos:

– Segurança: inclusão de uma arquitetura de segurança única no mundo, a qual permite que a urna apenas funcione com sistemas autênticos e que tais sistemas funcionem apenas na urna, além do uso de criptografias avançadas, lacres físicos mais resistentes, entre outros itens.

– Transparência: diversos mecanismos e possibilidades para avaliar a integridade e a idoneidade da votação e da apuração, bem como da totalização dos votos.

– Biometria: desde 2008, a biometria (identificação pelas impressões digitais) vem sendo ampliada gradualmente, auxiliando mesárias ou mesários a validarem a identidade de eleitoras e eleitores.

– Acessibilidade: foram introduzidos e aprimorados recursos para pessoas com deficiência visual e auditiva, como fones de ouvido, sintetizador de voz, teclado com sinalização em braile (desde a UE96 original), bem como o uso de intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) na tela da urna.

– Eficiência: a sucessão de novos modelos tornou o processo eleitoral mais ágil, reduzindo o tempo de habilitação para o voto de eleitoras e eleitores nas seções eleitorais.

– Sustentabilidade: os equipamentos passaram a consumir menos energia e foram projetados para serem mais duráveis e facilmente reciclados, contribuindo para a preservação do meio ambiente.

Prefeitura de Caruaru anuncia Cartão Ração para protetores de animais

Reafirmando o compromisso da gestão municipal com o avanço das políticas públicas de proteção animal, a Prefeitura de Caruaru lança o Cartão Ração, iniciativa anunciada pelo prefeito Rodrigo Pinheiro ao lado da Secretaria de Sustentabilidade e Bem-Estar Animal.

O Cartão Ração é um programa que tem como objetivo oferecer suporte alimentar para animais resgatados por protetores independentes, reconhecendo o trabalho essencial realizado por esses voluntários. A iniciativa busca fortalecer essa rede de apoio e garantir melhores condições para o cuidado dos animais em situação de abandono.

“Nosso compromisso é transformar a causa animal em política pública permanente. O Cartão Ração chega para apoiar quem está na linha de frente, cuidando dos animais resgatados e ajudando a combater o abandono. Essa é uma iniciativa construída com diálogo, escuta e responsabilidade social”, afirmou o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro.

A gestão municipal reforçou o compromisso com a causa animal, destacando que novas ações continuarão sendo desenvolvidas para ampliar a proteção e o bem-estar dos animais, consolidando avanços que não devem parar.

“Essa iniciativa nasce da escuta dos protetores. Queremos dar suporte real a quem cuida dos animais e avançar cada vez mais na causa animal em Caruaru. Reforçamos a importância para esses protetores em relação a castração e posteriormente adoção desses animais para que novas vagas possam surgir”, destacou Fagner dos Animais, Secretário de Sustentabilidade e Bem-Estar Animal.

Com tarifas, exportações para Estados Unidos caem 11,3% em abril

Ministério da Agricultura e Pecuária abre mais dois novos mercados na Austrália e Costa Rica. Navio Mercante; exportações; importações; comércio exterior, mercado externo; conteiner. Foto: MAPA/Divulgação

As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 11,3% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto as vendas para a China cresceram 32,5% no período. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

As vendas para os Estados Unidos somaram US$ 3,121 bilhões em abril deste ano, ante US$ 3,517 bilhões registrados em abril de 2025. As importações de produtos norte-americanos caíram 18,1%, passando de US$ 3,780 bilhões para US$ 3,097 bilhões.

Com esses números, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos fechou abril com superávit de US$ 20 milhões para o lado brasileiro.

Tarifas pesam
Esta foi a nona queda consecutiva nas exportações brasileiras ao mercado norte-americano desde a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em meados de 2025.

Apesar da retirada de parte dos produtos brasileiros da lista tarifária no fim do ano passado, o Mdic estima que 22% das exportações brasileiras continuem sujeitas às taxas impostas em julho de 2025. O grupo inclui itens submetidos apenas à tarifa adicional de 40% e também produtos que acumulam a alíquota extra com a taxa-base de 10%.

Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, os números indicam uma recuperação gradual do fluxo comercial.

“Ainda observamos redução da exportação, mas ele vem se recuperando ao longo dos meses. Neste ano, superamos US$ 3 bilhões após vários meses abaixo desse patamar”, afirmou.

Avanço chinês
Na direção oposta, as exportações brasileiras para a China cresceram 32,5% em abril, alcançando US$ 11,610 bilhões, contra US$ 8,763 bilhões no mesmo mês de 2025.

As importações vindas do país asiático também avançaram, com alta de 20,7%, passando de US$ 5,018 bilhões para US$ 6,054 bilhões.

O resultado garantiu ao Brasil um superávit comercial de US$ 5,56 bilhões com a China no quarto mês do ano.

De janeiro a abril, as exportações brasileiras para o mercado chinês cresceram 25,4%, totalizando US$ 35,61 bilhões. As importações tiveram leve queda de 0,4%, somando US$ 23,96 bilhões.

Com isso, o superávit brasileiro com a China no período atingiu US$ 11,65 bilhões.

Petróleo recua
O diretor da Secex também comentou a queda nas exportações brasileiras de petróleo bruto registrada no mês passado. Segundo Herlon Brandão, o movimento está relacionado à volatilidade do mercado internacional e não ao imposto de exportação criado pelo governo para financiar a redução do preço do diesel.

A medida foi adotada em meio à alta internacional do petróleo provocada pela guerra no Irã.

“É possível que observemos esse aumento de novo no mês seguinte. Então acredito que não seja possível atribuir uma questão do imposto de exportação de petróleo bruto”, disse.

Brandão afirmou ainda que o Brasil mantém competitividade no setor petrolífero devido ao baixo custo de produção e à forte demanda externa, o que pode favorecer uma retomada das exportações já em maio.

Em abril, as exportações de petróleo bruto subiram mais de 10% em relação a abril do ano passado, mas a alta tem a ver com o aumento de 23,7% dos preços médios, influenciados pela guerra no Oriente Médio. O volume exportado recuou 10,6% no último mês, segundo a Secex.

Bolsa cai mais de 2% e atinge menor nível desde o fim de março

São Paulo (SP), 19/05/2025 - Pregão da B3. Foto: B3/Divulgação

O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira (7) em clima de aversão ao risco, pressionado pela forte queda do petróleo no exterior, pela repercussão de balanços de empresas e pelas incertezas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã.

O Ibovespa recuou mais de 2%, atingindo o menor nível desde o fim de março, e o dólar fechou perto da estabilidade.

A perspectiva de um acordo temporário entre Washington e Teerã para interromper o conflito no Oriente Médio reduziu os temores sobre o abastecimento global do petróleo e derrubou os preços do produto, afetando ações de petroleiras e influenciando os mercados globais.

Principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 2,38%, aos 183.218 pontos, menor nível desde 30 de março. Na mínima do dia, o indicador chegou a 182.868 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 32,08 bilhões.

A queda foi intensificada pela queda nos lucros de grandes empresas do setor financeiro e de energia. O recuo do petróleo no mercado internacional também pressionou papéis da Petrobras, com o maior peso na composição do Ibovespa, e de outras petrolíferas.

Em Nova York, o índice S&P 500 fechou em queda de 0,38%.

Dólar oscila
O dólar comercial apresentou volatilidade moderada e encerrou o pregão praticamente estável diante da alternância de notícias sobre a guerra no Oriente Médio e as negociações diplomáticas envolvendo EUA e Irã.

A moeda estadunidense fechou com leve alta de 0,05%, cotada a R$ 4,923. No acumulado de 2026, porém, registra queda de 10,31% em relação ao real.

Durante a manhã, o mercado reagiu positivamente à possibilidade de um acordo temporário para interromper os combates entre iranianos e estadunidenses. Nesse cenário, o dólar perdeu força frente a diversas moedas emergentes.

No Brasil, a divisa chegou à mínima de R$ 4,89 pouco antes das 10h, mas voltou a oscilar perto da estabilidade ao longo do dia.

À tarde, novas informações envolvendo o Estreito de Ormuz aumentaram a cautela dos investidores. Reportagem do The Wall Street Journal indicou que o governo norte-americano pretende retomar operações de escolta a navios comerciais na região.

O movimento elevou dúvidas sobre a possibilidade de um acordo definitivo entre Washington e Teerã, levando o dólar a R$ 4,93 por volta das 14h30, antes de a cotação desacelerar novamente.

Investidores também acompanharam a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos e o encontro com Donald Trump. Segundo Trump, a reunião foi “muito boa” e incluiu discussões sobre comércio e tarifas.

Petróleo recua
Os contratos internacionais de petróleo fecharam em queda após um pregão marcado por forte volatilidade.

O barril do tipo Brent, usado como referência pela Petrobras, recuou 1,19%, para US$ 100,06. O petróleo tipo WTI, do Texas, usado nas negociações nos Estados Unidos, caiu 0,28%, encerrando a US$ 94,81.

Os preços chegaram a cair menos após a reportagem do Wall Street Journal. Mais tarde, a emissora de televisão Al Jazeera, citando fontes militares estadunidenses, informou que a notícia da retomada das escoltas estava incorreta.

O governo iraniano afirmou que ainda avalia as propostas apresentadas pelos Estados Unidos para encerrar o conflito. Paralelamente, Teerã intensificou o controle sobre embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz, principal rota marítima para exportação global de petróleo.

Jogo do Flamengo na Libertadores é cancelado por atos de vandalismo

flamengo, Independiente Medellin, libertadores

A partida entre Flamengo e Independiente Medellín (Colômbia), pelo Grupo A da Copa Libertadores da América, foi cancelada, na noite desta quinta-feira (7), após torcedores da equipe colombiana realizarem atos de vandalismo no estádio Atanásio Girardot, em Medellín.

A bola rolou por pouco mais de três minutos no estádio colombiano, até que torcedores lançaram sinalizadores e bombas em direção ao campo de jogo, em especial perto do gol defendido pelo goleiro Rossi, do Flamengo. Além disso, alguns torcedores tentaram invadir o gramado, o que levou a Polícia a entrar em ação de forma imediata.

Diante deste panorama, por determinação da arbitragem da partida, os jogadores das duas equipes seguiram para os vestiários, onde permaneceram aguardando por 1 hora e 15 minutos até que a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) decidiu cancelar o jogo.

Após a decisão da Conmebol o diretor de futebol do Flamengo, José Boto, se pronunciou, em um vídeo publicado nas redes sociais, defendendo o cancelamento da partida e a atribuição dos pontos ao Rubro-Negro.

“[Estou aqui para] comunicar que a Conmebol decidiu suspender o jogo. O jogo está suspenso, será aberto um expediente. Como é óbvio, esperamos conquistar os três pontos, porque a responsabilidade não é nossa. Os regulamentos são claros, e a equipe mandante não conseguiu a segurança. O próprio presidente [do Independiente Medellín], que a princípio queria jogar com portões fechados, tirando todos os torcedores do estádio, reconheceu para nós que não havia condições de segurança nem dentro nem fora do estádio. Quero dizer que nós queríamos jogar, mas que queríamos que fossem oferecidas todas as condições de segurança para os nossos jogadores, para nossos torcedores, para nós fora do estádio quando fôssemos para o aeroporto. E essas condições de segurança não foram oferecidas e, por isto, veio a decisão da Conmebol, que parece a mais correta. Porque, acima de tudo, está a segurança e a integridade física das pessoas”, declarou.

Vitória do Mirassol

Outra equipe brasileira a entrar em campo pela competição continental nesta quinta foi o Mirassol, que, jogando no Maião, derrotou a LDU (Equador) pelo placar de 2 a 0 e assumiu a liderança do Grupo G.

Graças ao triunfo construindo com gols do zagueiro Lucas Oliveira e do zagueiro Reinaldo, a equipe do interior paulista chegou aos nove pontos. Já equipe equatoriana, com o revés, ficou empatada em número de pontos com o Lanús (Argentina), ambos com seis pont

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 45 milhões

Apostadores fazem fila em casa lotérica. A Caixa Econômica Federal sorteia hoje (08) as seis dezenas do concurso 2.149 da Mega-Sena acumulada, que deve pagar um prêmio de R$ 170 milhões.

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.005 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (7). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 45 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 17 – 23 – 29 – 30 – 48 – 50

25 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 70.003,53 cada
2.594 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.112,08 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de sábado-feira (9), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.