Caruaru recebe Samba de Coco Cachoeira da Onça neste domingo, 14, com a turnê “Um Coco Arrochado”

O Samba de Coco Cachoeira da Onça, liderado por Mestra Joana Maria, 74 anos, chega a Caruaru para apresentar gratuitamente a turnê “Um Coco Arrochado”, projeto incentivado pela PNAB PE através da Secretaria de Cultura e Governo do Estado de Pernambuco, Ministério da Cultura e Governo Federal. Com 45 minutos de duração, o show passeia por canções tradicionais do Coco na região do Moxotó, como “Celina” e “Olha a Chuva”, além de apresentar canções próprias como “Vassoura” e “Com quem aprendi a tocar”.

Joana é irmã de Mestre Inácio Pedro, Patrimônio Vivo de PE pelo Coco Negras e Negros do Leitão, e até hoje vive no território de onde saíram muitos brincantes do Coco. “Pra mim é uma honra ser chamada de mestra e levar essa tradição a diante”, resume Joana. Ao lado das filhas e do filho, Márcio, além das netas e sobrinhos, ela canta e encanta plateias desde os primeiros shows oficiais, na Festa de São José, em Custódia, a partir de 2003.

“É um orgulho muito grande levar o legado de nossos parentes a outros lugares, fico honrada”, explica Josefa Maria da Silva, coquista e proponente do projeto aprovado pelo Governo do Estado. Além de Caruaru, o grupo ainda visitará Olinda com a turnê; Arcoverde e Custódia já receberam o show.

DE GRAÇA – o público interessado em ver o show deve se organizar: a Casa Rosa tem acessibilidade arquitetônica e bom espaço para acomodar os visitantes, mas haverá outras apresentações antes do grupo de Samba, sujeito a lotação. O show contará com intérprete de libras, para público surdo presente.

Nos últimos anos, o grupo já visitou palcos como o FIG, Lula Calixto e Xerém Cultural. No spotify acumula mais de 5 mil plays. Eles possuem clipes no youtube. Conheça mais no link linktr.ee/SambaDeCocoCachoeiraDaOnca

SERVIÇO
Turnê “Um Coco Arrochado” – show do Samba de Coco Cachoeira da Onça
Domingo, 14/12, às 12h na Casa Rosa
De Graça! Com interprete de libras

Neoenergia Pernambuco registra 10 colisões de veículos contra postes, por dia, durante o ano de 2025

De janeiro a novembro de 2025, a Neoenergia Pernambuco registrou 3,5 mil acidentes envolvendo colisões de veículos contra postes no Estado. O número equivale a uma média de pouco mais de 10 ocorrências por dia, reforçando a gravidade do problema e seus impactos na segurança viária e no fornecimento de energia.

As colisões provocam interrupções que atingem milhares de clientes e exigem longas horas de trabalho das equipes da concessionária. Os reparos incluem substituição de postes, reconstrução de trechos da rede de distribuição e restabelecimento da energia. Em muitos casos, os técnicos precisam aguardar a conclusão da perícia policial para iniciar o serviço, o que prolonga ainda mais o tempo de recomposição.

A Neoenergia reforça que, em caso de abalroamento, a principal orientação é permanecer dentro do veículo caso cabos tenham se rompido e caído ao solo. A recomendação é evitar qualquer contato com partes metálicas e aguardar a chegada das equipes especializadas. A aproximação de curiosos também deve ser evitada, já que o impacto pode energizar o solo ou o próprio veículo.

A empresa orienta que, diante de um acidente com poste, o Corpo de Bombeiros seja acionado pelo número 193, assim como a Neoenergia, pelo telefone 116. A concessionária lembra ainda que os responsáveis pelas colisões devem arcar com os prejuízos causados ao patrimônio, com custos médios em torno de R$ 3 mil por poste danificado, incluindo cabos, estruturas e equipamentos.

Para reduzir o número de ocorrências, a Neoenergia destaca a importância de práticas seguras no trânsito. Entre as recomendações estão manter a manutenção do veículo em dia, não utilizar celular ao dirigir, respeitar limites de velocidade, usar cinto de segurança e capacete, manter distância segura do veículo à frente e jamais conduzir sob efeito de álcool, medicamentos ou substâncias psicoativas.

A empresa reforça que a prevenção é a principal forma de evitar acidentes que colocam em risco motoristas, pedestres e equipes de atendimento, além de comprometer o fornecimento de energia para a população.

Psol denuncia a Meta ao MPF por reduzir alcance de perfis de esquerda

As deputadas Sâmia Bomfim (Psol-SP) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), em conjunto com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e outras três organizações da sociedade civil, protocolaram uma representação no Ministério Público Federal (MPF) pedindo investigação sobre a conduta da Meta após um episódio considerado atípico de shadowban — termo usado para descrever a redução ou ocultação do alcance de contas nas redes sociais sem aviso prévio aos usuários.

O caso ganhou contornos políticos depois que diversos perfis ligados ao campo progressista relataram, de maneira simultânea, queda abrupta de visualizações e interações nas plataformas da empresa — Instagram, Facebook e Threads — entre a tarde de terça-feira (9) e a manhã de quarta. Segundo o documento enviado ao MPF, o bloqueio teria ocorrido imediatamente após o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) ocupar a Mesa Diretora da Câmara em protesto contra a inclusão de seu processo de cassação na pauta. Glauber escapou da cassação e teve a punição convertida em suspensão do mandato por seis meses nessa quarta-feira (10).

Veja a representação.

De acordo com os relatos reunidos pelas deputadas e entidades, poucas horas depois da intervenção de Glauber Braga no Plenário, parlamentares, influenciadores, veículos independentes e páginas de movimentos sociais alinhados à esquerda passaram a notar comportamentos anômalos no funcionamento de suas contas.

Entre os episódios descritos estão:

Queda brusca no alcance orgânico, com publicações que normalmente alcançariam dezenas de milhares de pessoas chegando a poucas centenas;
Sumiço temporário de stories e vídeos, ou demora incomum para que fossem entregues ao público;
Bloqueio de notificações, impedindo que novas interações aparecessem para os administradores das páginas;
Perda de visibilidade em conteúdos políticos, mesmo em perfis sem histórico de infrações de regras da plataforma.
Um dos pontos mais sensíveis do caso é a menção de que até o perfil oficial do presidente Lula teria sido afetado, apresentando queda incomum de alcance no período. Para os autores da representação, isso configuraria indício de uma ação que ultrapassa a esfera individual e se assemelha a uma intervenção sistêmica.

A representação enviada ao MPF sustenta que a atuação da Meta, se confirmada, pode caracterizar violação à liberdade de expressão, à pluralidade política e ao direito à informação, já que a restrição de alcance teria afetado um segmento específico do espectro político durante um momento de intensa mobilização no Congresso.

As entidades alertam para dois riscos centrais:

1. Assimetria de informação e influência

Se plataformas privadas conseguem, de forma unilateral e sem transparência, restringir a circulação de conteúdos políticos, elas podem influenciar o debate público e afetar a formação da opinião dos usuários — algo especialmente grave em contextos de crise política, votações relevantes ou atos institucionais, como o que ocorreu no Plenário.

2. Precedente perigoso para futuras moderações

Para o grupo, o episódio pode abrir brecha para que decisões de moderação — técnicas ou intencionais — tenham efeito direto no ambiente democrático, sem mecanismos de auditoria independente ou prestação de contas à sociedade.

O que pedem as deputadas e as entidades ao MPF

No pedido de abertura de inquérito, as organizações solicitam que o Ministério Público Federal exija da Meta esclarecimentos detalhados sobre:

Os parâmetros utilizados para identificar e punir os perfis afetados;
A política interna de moderação que teria sido aplicada e se existe previsão de uso em situações semelhantes;
A existência de filtros automatizados acionados após eventos políticos específicos;
Quais foram os critérios de proporcionalidade e necessidade considerados para justificar o bloqueio;
Se haverá reparação — como restauração de alcance, compensação ou comunicação pública — para as contas prejudicadas.
As entidades também defendem que, se comprovada a irregularidade, o MPF avalie medidas que garantam maior transparência algorítmica e controle externo sobre decisões que possam influenciar o debate democrático.

O episódio ocorre em meio a discussões no Congresso sobre regulação das big techs, especialmente no que diz respeito à moderação de conteúdo e à responsabilidade das plataformas em períodos eleitorais ou de crise institucional.

Até o momento, a Meta não se pronunciou oficialmente sobre a representação. O MPF deve analisar o pedido nas próximas semanas e decidir se abre investigação formal ou não.

Gestantes de Caruaru agora contam com vacinação inédita contra a bronquiolite

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), inicia, nesta quinta-feira (11), a vacinação contra a bronquiolite para gestantes a partir de 28 semanas de gestação, ampliando as ações de proteção à saúde materno-infantil no município.

A vacina oferece proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) dos tipos A e B, principal causador de infecções respiratórias graves em bebês, especialmente nos primeiros meses de vida. A imunização da gestante contribui diretamente para a proteção do recém-nascido, reduzindo riscos de complicações, internações e óbitos.

A primeira gestante a receber a nova vacina no município foi Aline Melo, que destacou a importância da iniciativa. “É um alívio saber que Caruaru está oferecendo essa proteção. Ser a primeira a me vacinar me deixa muito emocionada, porque sei que estou garantindo mais segurança para o meu filho desde já”, disse.

A distribuição das doses para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) começa nesta quinta-feira (11), de forma gradual. Ao longo dos próximos dias, todas as unidades do município estarão abastecidas para ofertar a imunização às gestantes.

O esquema vacinal é de dose única a cada gestação, e a aplicação deve ocorrer até 14 dias antes do parto, garantindo maior eficácia na transmissão de anticorpos para o bebê. Assim que a distribuição avançar, a vacinação estará disponível em todas as UBSs, nos seguintes horários: zona urbana, das 8h às 16h; zona rural, das 8h às 15h.

Câmara rejeita cassação da deputada Carla Zambelli

A Câmara dos Deputados rejeitou a perda de mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Foram 227 votos a favor da perda do mandato e 110 contra, com 10 abstenções.

Para aprovar a perda de mandato, seriam necessários 257 votos. Com isso, a representação da Mesa Diretora contra a deputada será arquivada.

Carla Zambelli foi condenada em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de reclusão por participar de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela está presa na Itália depois de fugir do Brasil em decorrência do trânsito em julgado do processo no STF. O Supremo aguarda a extradição.

Parecer da CCJ
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou nessa quarta-feira (10) parecer do deputado Claudio Cajado (PP-BA) que recomendava a perda do mandato da parlamentar pela incompatibilidade fática absoluta do encarceramento em regime fechado com o exercício do mandato.

“Como alguém pode exercer o mandato estando recluso em regime fechado? O mandato exige presença, comparecer ao plenário e participar das comissões”, disse.

Cajado citou jurisprudência do STF, baseada no julgamento de ação penal contra o então deputado Nelson Meurer em 2018.

A representação contra Carla Zambelli foi apresentada pela Mesa Diretora em razão de comunicado do Supremo, cuja interpretação da Constituição pela 1ª Turma definia a declaração de perda do mandato pela Mesa.

No entanto, a jurisprudência da interpretação da Câmara sobre processos envolvendo parlamentares condenados em definitivo amparam a análise pela comissão.

Documentos falsos
A 1ª Turma do STF condenou Zambelli também a multa e indenização de R$ 2 milhões por ter participado como “instigadora” das invasões dos sistemas por Walter Delgatti Neto e Thiago Eliezer, presos no âmbito da Operação Spoofing.

Segundo o Ministério Público, no começo de janeiro de 2023, houve 13 invasões dos sistemas do CNJ para inserir 16 documentos falsos, como mandatos de prisão, alvarás de soltura e ordem judicial de bloqueio de ativos bancários, além de um mandado de prisão contra o ministro Alexandre Moraes, do STF, emitido por ele próprio.

Parecer vencedor
A relatoria inicial do processo contra Zambelli coube ao deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que recomendava a manutenção do mandato, mas a CCJ o rejeitou.

Garcia argumentara que não havia provas da participação direta da deputada na autoria dos crimes e que os autos demonstrariam fragilidades de provas circunstanciais. Ele se baseou ainda em depoimento de testemunha da deputada, o perito Anderson de Jesus Anchieta Carvalho, que traçou um perfil de compulsão à mentira (mitômano) de Delgatti.

Defesa

O advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, criticou a “fragilidade” das provas que incriminam a deputada e ressaltou que a condenação se baseou no depoimento questionável de Walter Delgatti, por ter alterado seis vezes o próprio testemunho, conforme perícia contratada pela defesa.

“Tudo o que a deputada mais quer é que não seja cassada, para ela ter dignidade onde está presa. Pois só mostrando à Justiça italiana que seus pares não a cassaram, ela vai ter uma chance de ficar livre”, disse.

Segundo Pagnozzi, Zambelli comentou que pediria renúncia caso tivesse seu mandato mantido para não incomodar os demais deputados. “A Carla Zambelli só quer dignidade.”

Carla Zambelli foi ouvida pela CCJ em setembro, por meio de videoconferência

O deputado Diego Garcia, relator de parecer vencido na CCJ, disse que produziu um relatório técnico, que só não foi aprovado por haver tido troca de membros da comissão antes da votação.

Segundo ele, não existem provas contra a deputada nos autos do processo judicial.

“Tudo o que a acusação afirma estar no relatório policial, não se encontra lá. Uma deputada da esquerda [que também acessou os autos] me disse que não poderia ir contra o voto por eu estar falando a verdade”, declarou.

Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), vice-líder do governo, a decisão judicial pela perda do mandato deveria ter sido colocada em prática por meio de decisão administrativa da Câmara, e não ser levada para análise do plenário. “Se não fosse uma deputada já condenada, haveria sentido esse debate. Não tem mais, ela está presa”, disse.

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu que o plenário não analisasse a cassação de Zambelli considerando que, em uma semana, a Mesa Diretora poderia declarar a perda de mandato por ela ter faltado a mais de um terço das sessões da Câmara neste ano, ultrapassando o limite de faltas permitido pela Constituição.

“Vamos respeitar o mandato da deputada e, daqui a uma semana, deixar que a Mesa resolva esse assunto e não trazer esse problema para todos nós deputados”, afirmou. O deputado Júlio Lopes, a partir de parecer dos técnicos da Câmara, afirmou que Zambelli só atingiria esse total de faltas no final de fevereiro de 2026.

Porém, a líder da Minoria, deputada Chris Tonietto (PL-RJ), ressaltou que cabe à Câmara decidir sobre a perda de mandato ou não. Segundo ela, a cassação perpetuaria a injustiça contra Zambelli.

*Com informações da Agência Câmara.

Após pedido de cirurgia, Moraes manda PF fazer perícia em Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (11) que o ex-presidente Jair Bolsonaro realize uma perícia médica, no prazo de 15 dias, para averiguar a necessidade de uma cirurgia solicitada pela defesa.

Na decisão, Moraes menciona que Bolsonaro passou por exames antes de ser preso em 22 de novembro, quando não foi verificada nenhuma necessidade de intervenção cirúrgica urgente. O ministro frisou ainda ter disponibilizado atendimento médico em tempo integral ao preso.

Desde a prisão, “não houve nenhuma notícia de situação médica emergencial ocorrida com Bolsonaro”, acrescentou Moraes.

No fim de novembro, Bolsonaro começou a cumprir pena de 27 anos e três meses, em regime inicial fechado, por ter liderado uma tentativa de golpe do Estado para se manter no poder após ser derrotado nas urnas em 2022.

O ex-presidente foi colocado numa sala especial instalada em um edifício da Polícia Federal (PF), em Brasília, e nas últimas semanas tem obtido autorização para receber visitas de familiares, além dos advogados.

Em despacho nesta quinta, por exemplo, Moraes autorizou as visitas da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro e do filho Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro que diz ter recebido do pai a missão de ser o candidato da família à Presidência da República nas eleições do ano que vem.

Internação
Na última terça (9), a defesa do ex-presidente afirmou ter havido piora em seu quadro de saúde. Os advogados pediram que ele seja liberado da prisão para realizar uma cirurgia de hérnia inguinal, que está relacionada a crises de soluços constantes.

Os advogados também voltaram a pedir a Moraes que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar. Segundo a defesa, o ambiente prisional é incompatível com a condição de saúde do ex-presidente. “A prisão domiciliar é modalidade de cumprimento de pena destinada àqueles cuja prisão em regime fechado pode colocar em risco sua integridade física por motivos médicos”, alega a defesa.

Segundo os advogados, são necessários de cinco a sete dias de internação num hospital particular de Brasília para que Bolsonaro realize o procedimento cirúrgico.

Vendas no comércio voltam a ganhar fôlego e crescem 0,5% em outubro

As vendas no comércio cresceram 0,5% em outubro, na comparação com setembro. O resultado é a maior alta entre meses seguidos desde março de 2025, quando tinha crescido 0,7%.

Na comparação com outubro de 2024, o comércio brasileiro avançou 1,1%. No acumulado de 12 meses, o setor cresceu 1,7%, menor patamar desde dezembro de 2024, quando chegou a 4,1% de expansão.

Os dados fazem parte Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Veja o comportamento das vendas no comércio nos últimos meses:

Março: 0,7%
Abril: -0,3%
Maio: -0,4%
Junho: -0,1%
Julho: -0,2%
Agosto: 0,1%
Setembro: -0,2%
Outubro: 0,5%
Com os dados de outubro, o comércio está 0,5% abaixo do maior nível já registrado, em março de 2025. A série histórica do IBGE começa em 2000. O setor figura 9,6% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020).

Sete das oito atividades com alta
Na passagem de setembro para outubro, sete das oito atividades pesquisadas apresentaram avanço:

equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 3,2%
combustíveis e lubrificantes: 1,4%
móveis e eletrodomésticos: 1,0%
livros, jornais, revistas e papelaria: 0,6%
outros artigos de uso pessoal e doméstico: 0,4%
artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,3%
hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,1%
tecidos, vestuário e calçados: -0,3%
De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, a venda de computadores, celulares e eletrodomésticos foram importante motor das vendas no mês.

“As empresas aproveitaram a depreciação [desvalorização] do dólar e performaram melhor, também por conta de promoções”, cita. A queda do dólar ante o real faz com que produtos importados fiquem mais em conta no país.

Junção de fatores
O analista acrescenta que houve “coincidências de fatores” para estimular o consumo. “Dentre eles, a inflação cedeu”, cita Santos, ao lembrar que houve deflação, com queda de preço na alimentação no domicílio, móveis e eletrodomésticos.

Outros fatores foram o mercado de trabalho aquecido e o crédito à pessoa física, que cresceu 2,1% em outubro.

Santos destaca que o crédito à pessoa física não tem sentido tanto o impacto da taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, que tende a refletir no encarecimento em toda a cadeia de crédito.

A Selic está mantida neste nível como uma estratégia do Banco Central para conter a inflação, que chegou a ficar 13 meses acima da meta do governo.

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado ─ veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo ─ o indicador avançou 1,1% de setembro para outubro e apresenta estabilidade (0%) no acumulado de 12 meses.

De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o desempenho do varejo ampliado em outubro “foi bastante influenciado por veículos, motos, partes e peças, e pela atividade de atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo”.

Senado aprova PL Antifacção com penas que podem chegar a 120 anos

O plenário do Senado aprovou nessa quarta-feira (10), por unanimidade, o projeto que cria um novo marco legal para o enfrentamento ao crime organizado no país. O texto reformula a proposta aprovada pela Câmara, em novembro. A versão do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao PL 5.582/2025, do Poder Executivo, retorna para análise dos deputados.

Conhecido como PL Antifacção, o texto, que passou também nessa quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aumenta as penas para integrantes de grupos criminosos: líderes podem receber condenações de até 60 anos, com previsão de aumento de penas em casos específicos para até 120 anos, segundo o relator. O projeto também torna mais rígidas as regras de progressão de regime e determina que chefes de facções e milícias privadas cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima.

Alessandro explicou que seu parecer buscou aprimorar o modelo de combate a facções e milícias que exercem controle armado sobre territórios, intimidam comunidades e limitam a presença do Estado. O relator afirmou ter sido pressionado pelo lobby de diversos setores como o de corporações, da academia, dos tribunais e dos ministérios públicos:

O lobby que não teve acesso a esta Casa, sob o ponto de vista estruturado, foi o das vítimas, foi o da população que fica diuturnamente à mercê do domínio de facções e milícias. É em homenagem a essas, que não podem aqui acionar lobbies, que a gente faz o trabalho que faz aqui — disse.

Terrorismo
O relator removeu do projeto a tipificação do crime de “domínio social estruturado”, incluída pela Câmara para integrantes de facções, milícias ou paramilitares que controlam territórios. Vieira considerou que o conceito era amplo e pouco preciso, abrindo margem para distorções.

Durante a votação em plenário, senadores da oposição defenderam que o projeto equiparasse as ações de facções e milícias ao crime de terrorismo. Uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) com esse objetivo, porém, foi rejeitada pela maioria dos senadores.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que esses grupos agem de forma a espalhar pânico e restringir o direito de ir e vir de toda a comunidade.

Bandidos e narcotraficantes que usam drones para jogar granadas a esmo, dentro de comunidades onde a polícia, está subindo. Esse ato é o quê? Bombas lançadas por drones, granadas. Isso é terrorismo puro, disse o senador, ao defender que facções e milícias que adotam esse tipo de conduta sejam enquadrados na legislação antiterrorismo.

O senador Jorge Seif (PL-SC) apoiou a mudança, dizendo que a intenção formal das organizações não muda o impacto de suas ações sobre a sociedade. “Mesmo que organizações criminosas não tenham esse objetivo, o efeito final é o mesmo”, declarou.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu que o Congresso reconheça explicitamente a gravidade desses crimes.

Terrorismo a gente tem que chamar pelo nome. O que está acontecendo no Brasil é terrorismo, disse.

Em resposta, Alessandro Vieira argumentou que a definição técnica de terrorismo não se aplica aos grupos que atuam no país, destacando que o terrorismo tem motivação política, ideológica ou religiosa. O relator afirmou que, apesar de produzir sensação de terror, a atuação dessas organizações visa apenas proteger atividades ilícitas e não pressionar governos ou populações por objetivos políticos. O senador lembrou que o enquadramento de um grupo como terrorista pode justificar ações militares e sanções externas contra o país.

Por mais que a sensação de terror seja uma consequência natural da ação das organizações criminosas, isso não as faz organizações terroristas. Não há nenhum benefício para o Brasil em reconhecer o Comando Vermelho, o PCC ou qualquer outra facção como terrorista, afirmou.

Atualização da lei existente
Uma das principais mudanças de Vieira foi a opção de atualizar a Lei das Organizações Criminosas, e não criar uma legislação paralela, abordagem que poderia gerar questionamentos e beneficiar condenados.

O relator também suprimiu dispositivos aprovados pelos deputados que, de acordo com sua avaliação técnica, violavam a Constituição, como: a extinção do auxílio-reclusão, a proibição de voto para presos provisórios, tipos penais considerados vagos e regras que enfraqueceriam garantias processuais.

Punições mais altas
O parecer endurece penas para integrantes, financiadores e líderes de facções e milícias. Homicídios cometidos por membros desses grupos passam a ter pena de 20 a 40 anos.

O projeto define como facção criminosa qualquer organização que dispute ou controle territórios ou atue em mais de um estado. Integrar ou financiar esses grupos passa a ser punido com 15 a 30 anos de prisão. Para quem ocupa posição de comando, a pena pode ser dobrada e chegar a 60 anos.

Além disso, o relator incluiu novas situações que permitem ampliar as punições, tanto para líderes quanto para membros de facções, milícias ou outras organizações criminosas, podendo elevar a condenação máxima para até 120 anos.

Progressão de regime mais rígida
O Senado estabeleceu critérios mais severos para progressão:

condenados por crimes hediondos devem cumprir o mínimo de 70% da pena no regime fechado;

integrantes de facções ou milícias precisam cumprir 75% a 85%, dependendo das circunstâncias;

reincidentes podem ter percentuais ainda maiores.

Inteligência e investigação: dados, infiltração e escutas
O texto atualiza instrumentos de investigação, permitindo: escutas ambientais e monitoramento por softwares especiais, com autorização judicial; acesso mais rápido a dados de investigados em hipóteses previstas em lei; pedidos emergenciais de informações, sem ordem judicial, quando houver risco à vida de alguém; interceptações telefônicas aceleradas, com autorização de até cinco dias e renovação possível.

O relator também restabeleceu a possibilidade de delatores atuarem como infiltrados — proposta original do governo que havia sido retirada no relatório da Câmara.

Integração institucional e banco de dados nacional
O projeto formaliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), que reúnem polícias e órgãos de investigação. Além da Polícia Federal (PF) e das polícias estaduais, poderão participar o Ministério Público, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal e o Banco Central.

A proposta também cria um cadastro nacional de integrantes e empresas ligadas a organizações criminosas, que deverá ser replicado pelos estados.

Monitoramento no sistema prisional e visitas
O texto prevê o monitoramento de conversas e visitas a presos ligados a facções, mas mantém a inviolabilidade entre advogados e clientes, salvo em decisão judicial específica.

Pessoas condenadas por crimes previstos na Lei de Organizações Criminosas não terão direito à visita íntima.

Financiamento: nova Cide para bets
O relator incluiu a criação de um tributo (Cide) sobre apostas online (bets), com alíquota de 15%, sobre transferências de pessoas físicas para as plataformas. Essa contribuição terá validade até a cobrança plena do Imposto Seletivo criado na reforma tributária e os recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. A arrecadação estimada é de R$ 30 bilhões por ano.

Alessandro também propõe uma regra temporária de regularização para bets que atuam sem licença, com previsão de arrecadação adicional de até R$ 7 bilhões.

O relator eliminou as alterações feitas na Câmara sobre a destinação de recursos apreendidos para fundos de segurança. Em lugar disso, ele determinou que o governo apresente e regulamente, em até 180 dias após a sanção da lei, todos os fundos federais ligados à área de segurança.

O texto também fecha espaço para as bets que operam na clandestinidade, usadas para crimes, lavagem de dinheiro e concorrência desleal. Alessandro Vieira incluiu uma emenda de redação alinhada com a Receita e o Ministério da Fazenda que prevê medidas como a responsabilidade solidária de empresas de pagamento e instituições financeiras.

Uma bet ilegal só funciona porque alguém patrocina sua publicidade e porque alguma instituição permite o pagamento, afirmou.

Proteção a testemunhas
A versão aprovada pelo Senado mantém o tribunal do júri para julgar homicídios ligados ao crime organizado e prevê medidas de segurança para jurados e testemunhas, como sigilo de dados e interrogatórios por videoconferência. O relator destacou que a proteção constitucional não pode ser retirada por lei comum.

Responsabilização de agentes públicos
Quem for condenado por integrar, apoiar ou liderar facções fica inelegível por oito anos, mesmo antes do trânsito em julgado. Servidores públicos que colaborarem com essas organizações ou se omitirem podem perder o cargo imediatamente.

Combustíveis
Em razão da incidência do crime organizado no mercado de combustíveis, o senador incluiu regras mais rígidas de controle de formulação e venda de combustíveis na versão aprovada na CCJ, mas, no plenário, acatou emenda da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para rever esse trecho da proposta. Ele também acatou parcialmente emenda do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) sobre o tema.

A formulação de combustíveis deve ser melhor debatida em outro momento e já se encontra na agenda regulatória da ANP, que tem enfrentado esse tema administrativamente, disse.

O projeto exige que os postos de combustíveis e empresas da área façam o registro de operações de venda, transporte e armazenamento de petróleo, gás, biocombustíveis e combustíveis sintéticos.

Outras mudanças incluídas pelo Senado
Crime específico para recrutar crianças e adolescentes, com penas de 5 a 30 anos.

Possibilidade de bloquear energia, internet e telefonia de investigados.

Prazo de 90 dias para conclusão de inquéritos com investigados presos (270 dias para soltos), com possibilidade de prorrogação.

*Com informações da Agência Senado

Crescimento digital impulsiona Raquel Lyra em disputa pela reeleição em 2026

Em linha sempre crescente nas pesquisas divulgadas por institutos sobre as intenções de votos dos eleitores pernambucanos sobre as Eleições 2026 para o Governo de Pernambuco, Raquel Lyra, que buscará a reeleição, também vem obtendo desempenhos expressivos em outros indicadores relacionados à sua gestão.

De acordo com o último levantamento divulgado pela Ativaweb DataLab , que é especializada em inteligência digital aplicada à política e vem desenvolvendo a série Ativaweb Governadores 2026, atualmente, Raquel Lyra possui o perfil digital que mais cresce em Pernambuco, combinando velocidade de expansão com forte aderência social.

Segundo a análise, a governadora protagonizou o maior avanço digital do Estado, entre maio e 10 de dezembro de 2025, alcançando crescimento de 24,4% no período, assumindo a dianteira em Tração, Engajamento e Sentimento Positivo — três dos principais indicadores de força e vitalidade no ambiente online.

Método

O estudo da Ativaweb DataLab emprega dados públicos, APIs técnicas, higienização algorítmica e modelos proprietários de IA semântica para identificar tendências e medir o potencial de mobilização dos principais pré-candidatos do país. Nele, referente ao período citado, Raquel Lyra obteve a nota final de 4,0/5 contra João Campos, com 2,05/5, que é prefeito do Recife e deverá ser o principal adversário nas urnas da governadora, no próximo ano.

No fator Tração, a pesquisa identificou que Raquel é o perfil com maior crescimento no Estado, mantendo ritmo consistente de expansão e consolidando presença em diferentes segmentos da população conectada. No Engajamento , a governadora registrou engajamento proporcional 2,3 vezes maior que o do prefeito João Campos, indicando maior capacidade de mobilizar e estimular interações orgânicas.

Já no fator Sentimento , Raquel também assumiu a liderança no sentimento positivo e emocional, enquanto João Campos manteve índice elevado de aprovação institucional. Por fim, no Território , o estudo mostrou que João continua dominante nas capitais e com projeção nacional expressiva, mas Raquel ampliou sua força no interior e avançou de forma contínua no Recife.

Os números da pesquisa foram analisados pelo Canal My News . Confira, acessando o link no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=zk3JutLow4g&t=11s

AGE lança linha de crédito voltada a alavancar o empreendedorismo de Fernando de Noronha

Visando alavancar o empreendedorismo e o desenvolvimento sustentável do Arquipélago de Fernando de Noronha, a Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE) lançará a linha de crédito Cred Noronha.

Por meio desta iniciativa, que será apresentada, no próximo dia 10, o Governo de Pernambuco busca apoiar, impulsionar e proporcionar um ambiente de negócios mais estável e com potencial de crescimento na Ilha, uma das principais rotas do turismo brasileiro. A Cred Noronha disponibilizará aos empreendedores formais e informais o incentivo financeiro adequado para o desenvolvimento ou expansão de seus negócios. Além disso, contribuirá para superar os desafios logísticos e ambientais da localidade.

A Cred Noronha vai oferecer crédito de até R$ 8 mil ao empreendedor informal (pessoa física) e de até R$ 21 mil à pessoa jurídica (formal). Para o Grupo Solidário, formado por três a cinco pessoas, o valor máximo também é de R$ 21 mil. Nas três modalidades, a taxa de juros é de 0,60% ao mês para os adimplentes.

Serão contemplados pela nova linha de crédito os empreendedores informais, desde que sejam moradores permanentes ou temporários devidamente regularizados junto à Administração da Ilha de Fernando de Noronha, e os formais que possuam alvará de funcionamento ou estejam legalmente dispensados de sua exigência.

“A Cred Noronha representa um marco histórico na política de desenvolvimento econômico e sustentável de Fernando de Noronha e reafirma o compromisso do Governo do Estado com a geração de oportunidades, a inclusão produtiva e o fortalecimento dos pequenos negócios. Ela foi cuidadosamente estruturada para atender às particularidades do Arquipélago e, com isso, a AGE busca, por meio do crédito orientado, impulsionar o empreendedorismo, promover o desenvolvimento sustentável e fomentar a economia local”, destacou a diretorapresidente da AGE, Carla Novaes.

Para facilitar a vida dos ilhéus, a AGE disponibilizará agentes de crédito no Arquipélago, que irão orientar os empreendedores, esclarecer dúvidas e ensinar o passo a passo para ter acesso à Cred Noronha.

Os interessados podem realizar o pré-cadastro no site www.age.pe.gov.br e obter mais informações pelo telefone 0800 081 8081 e pelo WhatsApp (81) 99912-1152.