STJ nega anulação de investigação contra jogador Bruno Henrique

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira (22) o pedido da defesa do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, para anular a investigação que apura a suposta participação do atleta em um esquema de manipulação de apostas na internet (bets).

A defesa do jogador defendeu a anulação da investigação por entender que o caso deve ser conduzido pela Justiça Federal, e não pela Justiça do Distrito Federal.

Em junho deste ano, Bruno Henrique foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Na decisão em que negou o habeas corpus protocolado pela defesa, o ministro Joel Ilan Paciornik disse que esse tipo de recurso não pode ser utilizado para avaliar a competência para julgamento do caso.

“O habeas corpus não é cabível para reexame de prova ou para questões que não afetam diretamente a liberdade de locomoção, como a definição de competência sem reflexo no direito de ir e vir”, decidiu o ministro.

O jogador é investigado por ter forçado um cartão amarelo no jogo contra o Santos, no Campeonato Brasileiro de 2023, em Brasília, para beneficiar parentes dele que faziam apostas. Além do atleta, amigos e familiares também foram denunciados pelo Ministério Público.

No ano passado, Bruno foi alvo de uma operação realizada pela Polícia Federal (PF) em conjunto Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e o MPDFT. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão.

STJ critica ingerência externa no Judiciário brasileiro

Brasília (DF), 03/11/2023, Prédio do STJ. Fachada do Superior Tribunal de Justiça.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou uma nota nesta terça-feira (22) na qual critica a ingerência externa no Poder Judiciário brasileiro.

Na manifestação, o presidente do STJ, Herman Benjamin, e outros ministros que compõem a cúpula do tribunal, defendem a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmam que são injustificáveis as tentativas de interferência política na atuação dos ministros da Suprema Corte brasileira.

“Como Corte Constitucional do Brasil, o Supremo Tribunal Federal exerce papel primordial na defesa do Estado Democrático de Direito, das liberdades fundamentais e dos direitos humanos. Por isso, são injustificáveis, sob qualquer ângulo, tentativas de interferência política, nacional ou internacional, no seu funcionamento e na atuação independente dos seus integrantes”, diz a nota.

O STJ também destacou que as relações diplomáticas brasileiras são pautadas pela solução pacífica de conflitos e que há diversas possibilidades de recursos contra as decisões do Judiciário.

“Pressionar ou ameaçar os julgadores (e seus familiares) na esperança de que mudem ou distorçam a aplicação do direito fragiliza e deslegitima a essência de um padrão de justiça baseado na máxima de que a lei vale e deve valer, com o mesmo peso, para todos, sem privilégio e sem perseguição”, completam os ministros.

Na semana passada, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou que determinou a revogação dos vistos do ministro Alexandre de Moraes, seus familiares e “aliados na Corte”.

A medida foi anunciada horas após o ex-presidente Jair Bolsonaro ser alvo de uma operação da Policia Federal (PF), que realizou buscas e apreensões e determinou a utilização de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno entre 19h e 6h.

As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o filho do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), é investigado por sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visando promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.

Morre Ozzy Osbourne, lenda do heavy metal, aos 76 anos

Brasília (DF), 22/07/2025 - Cantor Ozzy Osbourne. Foto: ozzyosbourne/Instagram

A lenda do rock, o ícone do heavy metal que a essa altura parecia imortal para muitos, finalmente fechou os olhos pela última vez. Ozzy Osbourne faleceu nesta terça-feira (22) aos 76 anos, vítima de Parkinson. Em comunicado, a família confirmou a morte do “Príncipe das Trevas”.

“É com mais tristeza do que meras palavras podem expressar que comunicamos que nosso amado Ozzy Osbourne faleceu esta manhã. Ele estava com sua família e cercado de amor”, afirmou a nota divulgada pela família.

No dia 5 de julho, há apenas duas semanas, o Black Sabbath se aposentava oficialmente, em um dia de música pesada de homenagens ao titã do heavy metal. Diversas bandas, como Metallica, Guns N’ Roses, Pantera, Slayer e Gojira, subiram ao palco para homenagear o Sabbath para uma plateia de 45 mil pessoas no estádio em Birmingham (Inglaterra) e para cerca de 150 mil pessoas que assistiam pela internet.

Ao final, o quarteto liderado por Ozzy subiu ao palco pela última vez.

Brasília (DF), 22/07/2025 - Cantor Ozzy Osbourne (c) acompanhado de vários músicos. Foto: ozzyosbourne/Instagram
Ozzy despediu-se dos palcos – e da vida – há duas semanas em um show antológico em Birmingham, na Inglaterra. Foto: ozzyosbourne/Instagram

Ozzy não tinha mais a vitalidade e energia que sempre apresentou aos fãs em cada show. Sentado em um belo trono preto colocado no centro do palco, ele cantou quatro clássicos da banda que, para muitos, inventou o heavy metal.

Agarrado ao pedestal do microfone enquanto buscava demonstrar uma firmeza que já lhe faltava, Ozzy disparou War Pigs, N.I.B, Iron Man e Paranoid. Essas foram as músicas escolhidas para encerrar um dos capítulos mais longevos e vitoriosos da história do rock. Dezessete dias depois, Ozzy faleceria.

Ícone do rock… e do pop

Ozzy surgiu para o mundo com o Black Sabbath no disco homônimo, de 1969. Trazendo uma estética soturna, a banda moldou o estilo que seria conhecido como heavy metal anos depois. Sua voz não era uma unanimidade, mas combinava com perfeição com o que traziam a guitarra de Tony Iommi, o baixo de Geezer Butler e a bateria de Bill Ward. Toneladas de bandas que viriam nas décadas seguintes seriam influenciadas diretamente por esse quarteto.

Após oito discos, Ozzy deixa a banda e se lança em carreira solo. E o mundo descobriu que existia vida após o Black Sabbath. Seu disco de estreia na empreitada solo, Blizzard Of Ozz, empilha clássicos um atrás do outro. Crazy Train, Mr. Crowley e Goodbye do Romance escancaram as portas da indústria para o ex-Sabbath. A partir daí, Ozzy se tornou eterno.

Brasília (DF), 22/07/2025 - Cantor Ozzy Osbourne com integrantes da primeira formação da banda Black Sabbath. Foto: ozzyosbourne/Instagram
Com o Black Sabbath, Ozzy ajudou a definir um gênero musical inteiro. Foto: ozzyosbourne/Instagram

Foram 13 discos na carreira solo. Ainda teve tempo, em 2013, de gravar um disco de músicas inéditas com o Black Sabbath, intitulado 13, e sair em turnê com os velhos parceiros.

Carregava fama de mau, de um sujeito mais próximo do inferno do que do céu. Mas após cada show, se despedia de sua plateia com um “Deus abençoe vocês todos!”.

Virou ícone pop, com um reality show que colocava o público dentro de sua casa, no sofá de sua sala com sua família. Virou astro de cinema, com participação em 11 filmes. Arrancou a cabeça de um morcego no palco achando que era de brinquedo. Tomou vacina contra raiva, tomou coisas que poucos teriam coragem.

Ozzy viveu cada minuto dos seus 76 anos como se fosse o último. Um dia, inevitavelmente, teria que ser.

Viajar com pets exige planejamento e atenção às regras de transporte

Viajar com animais de estimação pode ser uma experiência enriquecedora, mas exige preparo e responsabilidade. A médica veterinária Christiany de Oliveira Nunes, docente do curso de Medicina Veterinária da Wyden, alerta que o planejamento é essencial para garantir o bem-estar dos pets durante o deslocamento e a estadia fora de casa.

“O ideal é considerar o perfil do animal, o tempo e o meio de transporte da viagem. Nem todos os pets se adaptam bem a mudanças de ambiente e deslocamento”, explica a especialista.

Ao programar uma viagem, o tutor deve se atentar a aspectos como a aceitação de animais no destino, regras específicas das companhias de transporte e exigências para o embarque. No caso de viagens de carro, é recomendável o uso de caixas de transporte adequadas, realização de paradas regulares, além de levar ração, brinquedos e itens de higiene.

Para quem viaja de avião, cada companhia aérea possui normas próprias sobre o transporte de animais na cabine ou no porão. O peso, o tamanho do pet e o modelo da caixa de transporte são critérios determinantes. “É essencial consultar as exigências da empresa com antecedência, obter atestado de saúde, atualizar as vacinas e providenciar toda a documentação necessária para evitar contratempos no embarque”, orienta a veterinária.

Em viagens internacionais, o processo se torna mais complexo. Cães e gatos precisam de um documento emitido pela autoridade veterinária do país de origem que comprove o estado de saúde do animal e o cumprimento das exigências sanitárias do país de destino. Muitos destinos também exigem microchip de identificação, exames específicos e o Certificado Veterinário Internacional (CVI), além do Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos, emitido pelo Ministério da Agricultura. A recomendação é iniciar os trâmites com no mínimo três meses de antecedência.

Para os animais que se estressam facilmente, uma alternativa é deixá-los em hotéis para pets. Nestes casos, é importante visitar previamente o local e avaliar aspectos como segurança, higiene, recreação e supervisão. “Levar objetos com o cheiro da casa ajuda na adaptação do animal ao novo ambiente”, afirma Christiany.

Outra possibilidade é deixar o pet sob os cuidados de familiares, amigos ou um pet sitter. Nessa opção, o tutor deve fornecer orientações detalhadas sobre alimentação, rotina e contato do veterinário responsável, além de promover um encontro prévio para que o animal se familiarize com a pessoa que cuidará dele.

A veterinária reforça que, independentemente da escolha, os animais não devem permanecer sozinhos por longos períodos. “Mesmo os gatos, conhecidos por serem mais independentes, precisam de supervisão diária para garantir alimentação, água limpa, higiene e saúde”, conclui.

Espetáculo de dança e música abre programação do Palco Pernambuco Meu País

O 2° Festival Pernambuco Meu País tem início nesta sexta-feira (25/07) em Salgueiro, seguindo itinerância pelos municípios Buíque, Bezerros/Serra Negra, Pesqueira, Gravatá, Arcoverde e Caruaru, do Sertão ao Agreste do Estado. E um dos destaques desta edição é um espetáculo inédito de dança e música que abre a programação do palco Pernambuco Meu País em cada cidade-sede que recebe todas as linguagens artísticas do evento, sempre nas sextas-feiras. A dramaturgia, que leva o mesmo nome do festival, é cantada e tocada ao vivo, com direção coreográfica de Maria Paula Costa Rêgo, trilha sonora dirigida por Maciel Salu e projeção digital de Gabriel Furtado. No ano passado, o espetáculo também aconteceu nas aberturas das programações, e em 2025 ganha uma nova roupagem.

“O espetáculo ‘Pernambuco Meu País’ é uma celebração da nossa identidade cultural. Ele abre com força e beleza a programação do festival, reunindo linguagens que representam o nosso povo em sua essência e diversidade. É emocionante ver artistas de várias regiões do Estado juntos em cena, homenageando mestres e mestras da nossa tradição, e também apontando para o futuro da cultura pernambucana. Cada apresentação é um verdadeiro ato de pertencimento, arte e memória coletiva”, antecipa a secretária de Cultura de Pernambuco, Cacau de Paula.

O espetáculo “Pernambuco Meu País” desenrola como um portal que se abre para a riqueza e a diversidade da cultura pernambucana. Deste portal saem as veias culturais que nos compõem como povo pernambucano: as diversas tradições espalhadas pelo nosso Estado, como o aboio do vaqueiro e sua poesia singular, o cavalo marinho, os maracatus nação e rural, os caboclinhos, o trupé indígena, o frevo, o circo tradicional, mas também diversas colaborações artísticas simbólicas que nos constroem para além de Pernambuco, nos unindo como Nação. Músicas e poesias de compositores essenciais para tecer um Brasil único, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Reginaldo Rossi e Chico Science (Nação Zumbi).

“Ao optarmos que a nossa trilha sonora fosse tocada e cantada ao vivo pelos próprios músicos e cantores do espetáculo, ao mesmo tempo que atuam em cena, apontamos e homenageamos nossos mestres da tradição popular, que, ao saírem às ruas e terreiros, apresentavam com maestria seus saberes culturais com simplicidade, autenticidade e qualidade artística. Em Pernambuco, a potência é tecnológica, mas também simples e artesanal”, ressalta Maria Paula Costa Rêgo, coreógrafa do espetáculo.

Quem comanda a festa de cores, sentidos e pertencimento é o músico e cantor Maciel Salu, filho do Mestre Salu (em memória), um dos homenageados do Festival Pernambuco Meu País, edição 2025. Acompanhando Maciel Salu, temos uma nova geração de músicos e cantores, como Bella Kahun e Miguel Pandeirada, que vêm representando a musicalidade de regiões como o Agreste pernambucano e o Sertão do Pajeú. Em cena, 14 artistas, entre bailarinos, circenses, músicos e cantores brilham em cenas poéticas, líricas, românticas e cômicas. O espetáculo também celebra os demais homenageados: o ceramista caruaruense Mestre Manuel Eudócio (em memória) e a mestra de coco Severina Lopes (viva).

“Participar do espetáculo está sendo uma honra, assim como fazer parte da direção e da produção musical. Pernambuco é isso, essa diversidade cultural. E eu estou trazendo músicas minhas, que eu compus para dentro do espetáculo. Tem muita poesia também de Miguel Marinho. Bella, que é uma cantora belíssima de Garanhuns. Então é mais um projeto no meu currículo, na minha biografia”, expressa Maciel Salu, diretor musical do espetáculo Pernambuco Meu País.

Ficha Técnica – Espetáculo Pernambuco Meu País:
Concepção: Carla Pereira
Coreografia: Maria Paula Costa Rêgo
Diretor musical: Maciel Salu
Músicos cantores: Bella Kahun, Maciel Salu e Miguel Pandeirada
Intérpretes/músicos: Aldene Nascimento, Anne Costa, Emerson Dias, Gabi Carvalho, Inaê Silva, João Lira, Jonas Alves, Marcos Mercury, Maria Agrelli e Silas Samarki
Circense malabarista: Eron Palhaço Moleza
Figurinista: Alê Carvalho
Aderecista: Jaqson Gomes
Imagens Digitais: Gabriel Furtado

Governo de Pernambuco celebra 25ª Fenearte com recordes de circulação de pessoas e movimentação econômica

A 25ª Fenearte — Feira Nacional de Negócios do Artesanato superou os números recordes do ano passado, com 340 mil pessoas circulando durante os 12 dias da feira e uma movimentação econômica de R$ 163 milhões, o que notabiliza a edição como a Feira das Feiras. Realizada pelo Governo do Estado, através da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco — Adepe, entre os dias 9 e 20 de julho, no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda, a 25ª Fenearte consolida e renova a sua importância para o artesanato não somente pernambucano, mas também do Brasil e da América Latina. A 26ª edição já tem data marcada: será de 8 a 19 de julho de 2026.

Com corredores lotados, programações concorridas e vendas que superaram todas as expectativas, o sucesso da 25ª Fenearte pode ser medido, ainda, por pesquisa realizada pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) nos 12 dias de feira. Entre os visitantes ouvidos, 99,1% aprovaram a edição de 2025; 21,4% estiveram na feira pela primeira vez — destes, mais de 96% afirmaram que a experiência atendeu ou superou o que esperavam. No total, 95,86% do público manifestou intenção de retornar no próximo ano e 99,62% recomendariam o evento a outras pessoas. Já entre os expositores, 98,1% demonstraram interesse em participar novamente em 2026.

“Em uma edição histórica, encerramos esta Fenearte com números que nos alegram e nos impulsionam a realizar uma feira maior e melhor a cada ano. Esta edição celebrou uma política pública consolidada que valoriza o artesanato, a cultura e a economia criativa. Os grandes números de público e de vendas que compartilhamos hoje são prova de que estamos no caminho certo: promovendo oportunidades, fortalecendo identidades e movimentando a economia”, detalhou a diretora-presidente da Adepe, Ana Luiza Ferreira.

A Fenearte encerrou a sua edição física, mas parte dela poderá ainda ser visitada, digitalmente, graças ao projeto Patrimônio PE Digital, desenvolvido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti-PE). Pelo site Museus Digitais de Pernambuco – Visitação virtual dos museus de Pernambuco, é possível ver a fachada da 25ª edição e entrar na Alameda dos Mestres, numa experiência 360º, que passeia pelos estandes dos 63 mestres, mestras e famílias de mestres que já faleceram.

“A Fenearte é a mais importante política pública para o artesanato e para a economia criativa, pela dimensão que tomou ao longo desses 25 anos, e que continua a reafirmar. Mas, o Governo do Estado, através da Adepe, segue o ano todo realizando políticas de valorização e fomento ao artesanato e às artesãs e artesãos”, comenta Camila Bandeira, diretora-executiva da 25ª Fenearte e diretora-geral de Promoção da Economia Criativa da Adepe.

OS NÚMEROS DA 25ª FENEARTE
A Feira das Feiras contou com cerca de 5 mil artesãos e empreendedores em aproximadamente 700 espaços de comercialização. Além dos mestres e das mestras e das artesãs e artesãos pernambucanos, participaram expositores de 25 estados mais o Distrito Federal, graças ao Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), política pública da Secretaria Nacional do Artesanato e do Microempreendedor Individual, do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Oitenta e seis prefeituras de municípios pernambucanos também marcaram presença, além de representantes de 30 países, regiões ou cidades do exterior.

PROGRAMAÇÃO
Foram ministradas 168 turmas de 14 práticas artesanais, ao longo da feira, atraindo 1,6 mil participantes. Na programação da Moda Fenearte, que se inspirou na Feira da Sulanca, o público assistiu a dez desfiles. Já na Cozinha Fenearte, que teve como tema “Casas de Farinha”, chefs e mestres farinheiros apresentaram 18 aulas de gastronomia, realizando preparos diante do público. As Conversas Instigantes, no Espaço Janete Costa, e os bate-papos do projeto Pernambuco Plural receberam um público ávido para ouvir e falar de artesanato e artes visuais, design e moda, arquitetura e decoração, sustentabilidade, música, literatura e tudo o que cabe no guarda-chuva do termo brasilidades.

A propósito, as aulas de gastronomia da Cozinha Fenearte e as Conversas Instigantes podem ser assistidas pelo canal da Fenearte no YouTube: youtube.com/@fenearte.

O Palco Pernambuco Meu País reuniu, a cada dia, atrações das mais diversas manifestações da nossa cultura popular, além de nomes da cena contemporânea da música pernambucana. Realizado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), da Secretaria de Cultura do Estado, foram 78 atrações. Além disso, as crianças e os adolescentes acolhidos pelo Fenearte Cidadania também contaram com programação durante os 12 dias. O projeto, executado em parceria com a Secretaria da Criança e Juventude do Estado, oferece atenção, recreação e alimentação aos filhos dos artesãos e profissionais ambulantes que trabalham na feira e em seu entorno.

O público pôde visitar seis exposições gratuitas, localizadas no Átrio Fenearte (à entrada da feira): o 20º Salão de Arte Popular Ana Holanda, o 18º Salão de Artes Sustentáveis (ex-Galeria de Reciclados), o 9º Salão de Arte Popular Religiosa e o 1º Salão Pernambuco Faz Design, realizados por meio de chamamentos públicos, que premiaram os mais bem avaliados por comissões julgadoras, conforme categorias e critérios estabelecidos para cada um. Além disso, foi realizada a mostra “Do Sertão ao Cais”, com trabalhos elaborados pelos artesãos que participaram das Jornadas Criativas do Programa Pernambuco Artesão, convênio do Governo do Estado, através da Adepe, com o Sebrae.

O Espaço Janete Costa, que há 23 anos conta com curadoria das arquitetas Bete Paes e Roberta Borsoi, mostrou novamente um projeto de interferência do artesanato na arquitetura. O público teve contato com convidados de diferentes parte do Brasil: as artesãs Dilma Terena e Ana Paula Polidorio, do povo Terena do Pantanal do Mato Grosso do Sul; o artesão Getúlio Damado, com seu filho Victor Damado, do Rio de Janeiro, e os abridores de letras Antônio Barata e Kekel, que integram o Instituto Letras Que Flutuam, dedicado à valorização da arte dos pintores de barcos ribeirinhos do Pará. Além de Dona Mariquinha, artesã de bonecas de pano conhecida na Feira de Caruaru.

ACESSIBILIDADE
Uma equipe composta por 22 audiodescritores e intérpretes de Libras atenderam, gratuitamente, 368 pessoas cegas, surdas ou neurodivergentes e seus acompanhantes em visitas guiadas durante a edição. A Fenearte também disponibilizou cadeiras de rodas para pessoas com mobilidade reduzida, falante de Libras na recepção e intérpretes nas Conversas Instigantes e aulas de gastronomia da Cozinha Fenearte.

SUSTENTABILIDADE
As ações de sustentabilidade implementadas pela Adepe e executadas pela Manifesto Ambiental e Verdiera pesaram 8,7 toneladas de resíduos recicláveis que foram triados pelas mulheres trabalhadoras da Cooperativa Ecovida Palha de Arroz. Com a renda obtida no trabalho durante a feira e com a posterior venda desse material, as cooperadas terão uma renda de mais de R$ 53 mil, concluindo um ciclo de sustentabilidade ambiental com real impacto social na geração de renda para mulheres. Além disso, 1,4 t de resíduo orgânico foi recolhido para compostagem e vai virar adubo. Com essas ações, a 25ª Fenearte deixou de emitir 28,9 t de CO², o que equivale à “atuação” de 202 árvores.

Histórico: Solidariedade Transforma bate recorde de público e se firma como um dos maiores eventos solidários do interior

Um dia inteiro com muita moda, música, brincadeiras e solidariedade, assim foi a realização do Solidariedade Transforma, no domingo (20), no espaço de eventos do Shopping Difusora, em Caruaru.

Com ingressos esgotados, quase duas mil pessoas puderam acompanhar de perto o projeto idealizado pelos atores Marcos Mendes e Paloma Bernardi em prol de ajudar instituições e descobrir novos talentos.

“O Solidariedade Transforma é um projeto que, além de seu caráter social, também visa dar oportunidade e visibilidade aos talentos da região, seja na área cultural, na área da moda, ou ainda no trabalho de filmagens e fotografias, fortalecendo o mercado local e revelando novos profissionais para todo o estado”, comentou o ator, influenciador e um dos idealizadores do Solidariedade Transforma, Marcos Mendes.

Foram quase 40 marcas parceiras, que puderam mostrar seus produtos e serviços através de ativações e desfiles de moda. Tudo em prol de ajudar, este ano, a APAE Caruaru (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Caruaru) e o IMOA (Instituto de Meio Ambiente de Pernambuco) – uma iniciativa social e sustentável que transforma a vida de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Além disso, o brega pernambucano se fez presente colocando todo mundo para cantar e dançar com os shows das cantoras Andrielly Souza e Tayara Andreza.

Além do grande público, o Solidariedade Transforma reuniu diversos influenciadores de Caruaru e cidades circunvizinhas e recebeu, mais uma vez, os padrinhos do eventos: a atriz, influenciadora e miss Brasil 2013, Jakeline Oliveira; e o ator e criador de conteúdo, que reúne mais de 1,2 milhões no Instagram, Luís Augusto Brito.

“Nosso evento é de coração para corações e vem para mostrar que sim, a solidariedade transforma vidas e também descobre talentos. Esta edição está sendo histórica e eu estou bastante emocionada e feliz com tudo isso”, revelou emocionada a atriz e idealizadora do projeto, Paloma Bernardi.

Nesta segunda-feira (21), os idealizadores do Solidariedade Transforma, juntamente com suas equipes, estiveram visitando a Apae Caruaru e o Imoa-PE para entregar as doações arrecadadas.

Finais da Copa Caruaru começam hoje (22) com entrada gratuita no Ginásio Municipal Poliesportivo Prof. Erlandsen Rodrigues da Silva

Foto: Elvis Edson

Após semanas de competição intensa e grandes jogos, a Copa Caruaru chega à sua reta final. As decisões das quatro modalidades participantes começam nesta terça-feira (22) e seguem até a sexta-feira (25), sempre no Ginásio Municipal Poliesportivo Prof. Erlandsen Rodrigues da Silva, localizado no Complexo Olímpico Rei Pelé, na Rua Visconde de Inhaúma, Maurício de Nassau. A entrada é gratuita para o público.

A competição, promovida pela Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria Executiva de Esportes, reuniu 786 atletas e dirigentes, distribuídos em 63 equipes de futsal, handebol, vôlei e basquete. Além do incentivo ao esporte, a Copa também gerou um importante legado social: cada equipe participante doou uma cesta básica no ato da inscrição, arrecadando mais de uma tonelada de alimentos para o São João Solidário, iniciativa do Transforma Caruaru.

“A Copa Caruaru é uma grande vitrine para nossos talentos esportivos e um estímulo à prática esportiva na cidade. Além disso, temos a alegria de unir o esporte à solidariedade, beneficiando quem mais precisa. Venham participar das grandes finais e torcer pelas equipes participantes”, destacou Adson Leonel, secretário executivo de Esportes de Caruaru.

Confira a programação das finais:

Terça-feira (22): Final de Futsal – 19h30/20h30

Quarta-feira (23): Final de Basquete – 19h30/20h30

Quinta-feira (24): Final de Handebol – 19h30/20h30

Sexta-feira (25): Final de Voleibol – 19h30/20h30

A revolução verde que não precisa de terra: Como Campos do Jordão pioneirou uma nova era ambiental

Por Marcelo Rodrigues

Imagine árvores que funcionam 24 horas por dia, independentemente do clima, ocupam pouco espaço e produzem oxigênio de forma mais eficiente que a natureza. Essa não é ficção científica, mas realidade em Campos do Jordão, onde foi instalada a primeira floresta líquida do Brasil no Parque Capivari. A tecnologia revolucionária chegou ao país em julho de 2025, transformando completamente nossa compreensão sobre purificação do ar urbano.

A floresta líquida representa uma solução engenhosa para problemas ambientais urbanos crescentes. Ao contrário das árvores tradicionais que dependem de solo, água e condições climáticas ideais, essas estruturas artificiais utilizam microalgas cultivadas em recipientes especiais para realizar a fotossíntese. O processo é surpreendentemente simples: as microalgas absorvem gás carbônico do ar e produzem oxigênio, exatamente como plantas convencionais, mas de forma muito mais controlada e eficiente.

O funcionamento interno dessas árvores tecnológicas baseia-se em câmaras transparentes preenchidas com água rica em nutrientes, onde bilhões de microalgas microscópicas trabalham continuamente. Luzes LED especiais fornecem energia luminosa necessária para a fotossíntese, enquanto sistemas de borbulhamento garantem circulação adequada dos gases. O resultado é impressionante: cada unidade consegue produzir oxigênio equivalente a duas árvores tradicionais de dez anos, ocupando apenas uma fração do espaço necessário.

A escolha de Campos do Jordão para receber essa tecnologia pioneira não foi acidental. A cidade serrana paulista recebe aproximadamente quatro milhões de turistas anualmente, gerando pressão considerável sobre o meio ambiente local. A alta circulação de pessoas e veículos compromete a qualidade do ar, especialmente durante períodos de pico turístico. A floresta líquida oferece solução imediata e eficaz para esses desafios, funcionando como um purificador atmosférico gigante.

Os benefícios dessa tecnologia estendem-se muito além da simples produção de oxigênio. As estruturas capturam partículas de poluição suspensas no ar, incluindo fumaça de veículos e materiais particulados prejudiciais à saúde humana. Diferentemente de jardins convencionais, não requerem irrigação constante, poda regular ou aplicação de pesticidas. A manutenção resume-se à reposição periódica de nutrientes e limpeza dos sistemas, reduzindo significativamente custos operacionais.

A eficiência energética constitui outro aspecto revolucionário. Enquanto árvores naturais produzem oxigênio apenas durante o dia, as florestas líquidas operam ininterruptamente. A iluminação LED consome energia mínima e pode ser alimentada por painéis solares, criando sistemas completamente autossustentáveis. Durante períodos noturnos, quando a demanda por oxigênio é menor, as unidades podem reduzir automaticamente sua atividade, otimizando consumo energético.

A implementação bem-sucedida na mencionada cidade demonstra viabilidade prática para outras cidades brasileiras. As metrópoles de nosso país enfrentam problemas graves de poluição atmosférica que poderiam ser mitigados por intermédio dessa tecnologia. A instalação modular permite adaptação a diferentes espaços urbanos, desde praças públicas até shopping centers e aeroportos.

O impacto econômico também se mostra promissor. Investimentos iniciais são compensados rapidamente pela redução de custos com saúde pública, considerando que ar mais limpo diminui incidência de doenças respiratórias. Empresas podem utilizar essas estruturas para demonstrar compromisso ambiental, atraindo consumidores conscientes e cumprindo regulamentações ambientais mais rigorosas.

A aceitação pública em Campos do Jordão superou expectativas. Turistas demonstram fascínio pela tecnologia, transformando as estruturas em atrações adicionais da cidade. Moradores locais relatam melhoria perceptível na qualidade do ar, especialmente em áreas de maior concentração das unidades. Essa receptividade positiva facilita expansão futura da tecnologia.

A floresta líquida representa o primeiro passo rumo a cidades mais sustentáveis e respiráveis. A experiência brasileira estabelece precedente mundial, demonstrando que soluções tecnológicas podem harmonizar-se com necessidades ambientais urgentes, criando futuro onde tecnologia e natureza trabalham juntas para melhorar qualidade de vida urbana.

Marcelo Rodrigues, é advogado especialista em direito ambiental e urbanístico, consultor técnico em sustentabilidade da Prefeitura Municipal de Caruaru, ex-Secretário de Meio Ambiente do Recife.

Espetáculo de dança e música abre programação do Palco Pernambuco Meu País

Obra cênica tem direção coreográfica de Maria Paula Costa Rêgo, direção musical de Maciel Salu e projeção digital de Gabriel Furtado

O 2° Festival Pernambuco Meu País tem início nesta sexta-feira (25/07) em Salgueiro, seguindo itinerância pelos municípios Buíque, Bezerros/Serra Negra, Pesqueira, Gravatá, Arcoverde e Caruaru, do Sertão ao Agreste do Estado. E um dos destaques desta edição é um espetáculo inédito de dança e música que abre a programação do palco Pernambuco Meu País em cada cidade-sede que recebe todas as linguagens artísticas do evento, sempre nas sextas-feiras. A dramaturgia, que leva o mesmo nome do festival, é cantada e tocada ao vivo, com direção coreográfica de Maria Paula Costa Rêgo, trilha sonora dirigida por Maciel Salu e projeção digital de Gabriel Furtado. No ano passado, o espetáculo também aconteceu nas aberturas das programações, e em 2025 ganha uma nova roupagem.

“O espetáculo ‘Pernambuco Meu País’ é uma celebração da nossa identidade cultural. Ele abre com força e beleza a programação do festival, reunindo linguagens que representam o nosso povo em sua essência e diversidade. É emocionante ver artistas de várias regiões do Estado juntos em cena, homenageando mestres e mestras da nossa tradição, e também apontando para o futuro da cultura pernambucana. Cada apresentação é um verdadeiro ato de pertencimento, arte e memória coletiva”, antecipa a secretária de Cultura de Pernambuco, Cacau de Paula.

O espetáculo “Pernambuco Meu País” desenrola como um portal que se abre para a riqueza e a diversidade da cultura pernambucana. Deste portal saem as veias culturais que nos compõem como povo pernambucano: as diversas tradições espalhadas pelo nosso Estado, como o aboio do vaqueiro e sua poesia singular, o cavalo marinho, os maracatus nação e rural, os caboclinhos, o trupé indígena, o frevo, o circo tradicional, mas também diversas colaborações artísticas simbólicas que nos constroem para além de Pernambuco, nos unindo como Nação. Músicas e poesias de compositores essenciais para tecer um Brasil único, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Reginaldo Rossi e Chico Science (Nação Zumbi).

“Ao optarmos que a nossa trilha sonora fosse tocada e cantada ao vivo pelos próprios músicos e cantores do espetáculo, ao mesmo tempo que atuam em cena, apontamos e homenageamos nossos mestres da tradição popular, que, ao saírem às ruas e terreiros, apresentavam com maestria seus saberes culturais com simplicidade, autenticidade e qualidade artística. Em Pernambuco, a potência é tecnológica, mas também simples e artesanal”, ressalta Maria Paula Costa Rêgo, coreógrafa do espetáculo.

Quem comanda a festa de cores, sentidos e pertencimento é o músico e cantor Maciel Salu, filho do Mestre Salu (em memória), um dos homenageados do Festival Pernambuco Meu País, edição 2025. Acompanhando Maciel Salu, temos uma nova geração de músicos e cantores, como Bella Kahun e Miguel Pandeirada, que vêm representando a musicalidade de regiões como o Agreste pernambucano e o Sertão do Pajeú. Em cena, 14 artistas, entre bailarinos, circenses, músicos e cantores brilham em cenas poéticas, líricas, românticas e cômicas. O espetáculo também celebra os demais homenageados: o ceramista caruaruense Mestre Manuel Eudócio (em memória) e a mestra de coco Severina Lopes (viva).

“Participar do espetáculo está sendo uma honra, assim como fazer parte da direção e da produção musical. Pernambuco é isso, essa diversidade cultural. E eu estou trazendo músicas minhas, que eu compus para dentro do espetáculo. Tem muita poesia também de Miguel Marinho. Bella, que é uma cantora belíssima de Garanhuns. Então é mais um projeto no meu currículo, na minha biografia”, expressa Maciel Salu, diretor musical do espetáculo Pernambuco Meu País.

Ficha Técnica – Espetáculo Pernambuco Meu País:

Concepção: Carla Pereira

Coreografia: Maria Paula Costa Rêgo

Diretor musical: Maciel Salu

Músicos cantores: Bella Kahun, Maciel Salu e Miguel Pandeirada

Intérpretes/músicos: Aldene Nascimento, Anne Costa, Emerson Dias, Gabi Carvalho, Inaê Silva, João Lira, Jonas Alves, Marcos Mercury, Maria Agrelli e Silas Samarki

Circense malabarista: Eron Palhaço Moleza

Figurinista: Alê Carvalho

Aderecista: Jaqson Gomes

Imagens Digitais: Gabriel Furtado