INSS altera regras para novos pedidos de benefícios previdenciários

Nova norma impede novos requerimentos durante análise de processos ou prazos de recurso; medida visa desafogar sistema que acumula 2,7 milhões de solicitações

A implementação da Instrução Normativa nº 203 pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) muda a forma como os pedidos de benefícios são feitos e analisados. A nova regra impede a abertura de novos requerimentos para o mesmo benefício enquanto houver um processo em análise ou dentro do prazo de recurso, encerrando a prática de reapresentações sucessivas no sistema. Na prática, o cidadão que identificar um erro após dar entrada no pedido não poderá iniciar outro para corrigi-lo e terá de aguardar a conclusão do processo em andamento.

A medida atinge diretamente benefícios como aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que exigem a apresentação de diversos documentos para comprovação do direito. O advogado previdenciário Wellington Fonseca observa que essa nova lógica desloca toda a carga de responsabilidade para o momento inicial da solicitação. Segundo ele, “o sistema deixa de absorver a correção sucessiva de erros e passa a exigir maior precisão já no primeiro pedido, o que altera sensivelmente a dinâmica de acesso ao benefício”. Na visão do especialista, o impacto de falhas iniciais torna-se muito mais severo, especialmente para segurados com menor familiaridade com as ferramentas digitais.

Para o INSS, a restrição é uma resposta ao volume de protocolos duplicados, que hoje representam uma parcela significativa da demanda. Dados do próprio instituto indicam que 41,41% dos pedidos são reapresentados pelo mesmo requerente entre um e 30 dias após a conclusão do primeiro processo, enquanto 22,47% voltam a ser protocolados entre 91 e 180 dias. Em algumas categorias, como o salário-maternidade urbano, a reincidência no mesmo dia chega a 8,45%. Segundo o órgão, esse movimento gera retrabalho e sobrecarrega a análise de novas solicitações. Wellington Fonseca explica que essa repetição frequentemente está associada a dificuldades práticas. “É comum que o cidadão identifique falhas depois de protocolar o pedido, seja por falta de documento, inconsistência de dados ou até pela escolha inadequada do tipo de benefício”.

Ao restringir a possibilidade de refazer pedidos, o INSS reorganiza seu fluxo interno com o objetivo de acelerar à fila, que atualmente acumula 2,7 milhões de protocolos. Contudo, essa centralização em um único processo por vez redefine a margem de erro permitida ao segurado. “Há um ganho operacional evidente, mas também uma transferência de responsabilidade. O acesso ao direito passa a depender ainda mais da qualidade do pedido inicial”, avalia Wellington Fonseca.

O cenário exige agora que a conferência documental seja absoluta antes do envio, sob o risco de o segurado ficar retido em um trâmite administrativo prolongado sem possibilidade de retificação imediata.

Guarda Municipal de Caruaru cumpre mandado de prisão durante patrulhamento no Centro

A Guarda Municipal de Caruaru cumpriu um mandado de prisão na noite do último sábado (2), durante ação de rotina na Avenida Rio Branco, área central da cidade.

A equipe da Patrulha Rural realizava ponto base nas proximidades do Grande Hotel, por volta das 22h30, quando identificou uma motocicleta suspeita. Após consulta da placa nos sistemas de segurança, foi constatado que o proprietário possuía um mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo expedido em janeiro deste ano.

Os agentes realizaram a abordagem e confirmaram a identidade do suspeito, que não apresentou resistência.

O homem foi conduzido à delegacia de plantão, onde ficou à disposição da Justiça para as medidas legais cabíveis. A ocorrência foi registrada pela equipe da Patrulha Rural da GM, que atua no reforço da segurança tanto na zona urbana quanto na área rural do município.

Bolsonaro segue internado com quadro estável após cirurgia

O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado com quadro estável após passar por uma cirurgia no ombro, no Hospital DF Star, em Brasília (DF). Em boletim médico divulgado neste domingo (03), o hospital informou que Bolsonaro “mantém boa evolução clínica e com bom controle da dor.”

Ainda de acordo com o boletim, o ex-presidente “segue internado em apartamento para analgesia, medidas de prevenção de trombose e para reabilitação”. A nota é assinada por cinco profissionais do hospital: o cirurgião de ombro Alexandre Firmino Paniago, o cirurgião geral Claudio Birolini, o cardiologista Leandro Echenique, o cardiologia Brasil Caiado e o diretor-geral Alisson Borges.

A cirurgia feita em Bolsonaro foi um reparo artroscópico do manguito rotador, para reparar lesões comprovadas por exames e por relatório fisioterápico. O procedimento foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, após manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Bolsonaro, que tem 71 anos, cumpre prisão domiciliar humanitária desde o dia 24 de março, por decisão de Moraes após uma internação por pneumonia bacteriana. O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão por seu papel de liderança na trama golpista.

Canetas emagrecedoras podem reforçar “economia moral da magreza”

Brasília (DF), 26/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Canetas emagrecedoras. Mounjaro. Tirzepatida. Foto: Receita Federal/Divulgação

A popularização dos medicamentos subcutâneos para o tratamento da obesidade, mais conhecidos como canetas emagrecedoras, tem sido acompanhada de intensos debates. Apesar de produzirem efeitos expressivos e de terem conquistado o endosso de diversas sociedades médicas, esses remédios também têm sido usados sem acompanhamento profissional, ou por pessoas que não apresentam obesidade.

Para a professora das faculdades de Saúde Pública e de Medicina Universidade de São Paulo (USP), Fernanda Scagluiza, o apelo das canetas nasce da “economia moral da magreza”.

Ela foi uma das entrevistadas do episódio O boom das canetas emagrecedoras, exibido pelo programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, na última segunda-feira (27).

Confira a entrevista para o Caminhos da Reportagem

Caminhos da Reportagem: O que é a economia moral da magreza? Como ela se reflete em violência contra as pessoas gordas?

Fernanda Scagluiza: A economia moral significa que se atribuem significados diferentes a determinados corpos. Então, um corpo magro, um corpo sarado é visto como virtuoso, de uma pessoa que se esforçou para chegar até lá, que tem um grande controle e, com essas ferramentas, ela conseguiu aquele corpo.

Enquanto que, socialmente, um corpo gordo é visto como o de alguém preguiçoso, relaxado, que não tem força de vontade, não tem disciplina e outros estereótipos também muito perigosos, como falta de competência, falta de higiene, que não têm nada a ver com a realidade das pessoas.

E aí é como se as pessoas, quando entram no jogo social, tivessem uma quantidade de fichas diferentes no bolso. A pessoa que tem um corpo sarado, um corpo magro, está com muitas fichas. Então, ela tem relações sociais melhores no trabalho, na educação, nas relações amorosas. As coisas ocorrem com privilégios, enquanto, para as pessoas gordas, é o contrário. Sempre que você tem privilégio de um lado, você tem perda de direitos e opressão do outro.

Caminhos da Reportagem: De onde vêm esses padrões?

Fernanda Scagluiza: Padrões de beleza geralmente existem desde muito tempo, e vão mudando conforme o período histórico. Mas o que eu acho mais interessante a gente pensar é que sempre que existir um padrão, a gente vai ter algo que é impeditivo à diversidade.

Se você olhar um lugar cheio de gente, você vai ver muita gente diversa. Então, se eu colocar um padrão, ou de extrema magreza, como está voltando agora, ou de uma magreza “saudável”, ou super musculoso, isso sempre vai deixar muita gente de fora.

E o objetivo é esse, deixar gente de fora para alimentar uma indústria que vai tentar vender soluções para isso.

Caminhos da Reportagem: Podemos dizer que, hoje, nunca se é magro o suficiente?

Fernanda Scagluiza: Eu acredito que sim. Eu costumo dizer que toda gordura será castigada. É claro que as pessoas que têm um peso mais alto, que têm um corpo de fato maior, estão dentro de um sistema de violência, uma estrutura que a gente chama de gordofobia.

Esse sistema vai fazer de tudo para que essa pessoa fique de fora da sociedade, para que se enraize dentro dela a humilhação, a opressão e a falta de dignidade.

Então, essa pessoa certamente é a mais prejudicada. Mas mesmo as pessoas que não são gordas sofrem a pressão estética pela magreza. E isso pode ser mais ou menos intenso dependendo do lugar, do gênero, da classe social. De maneira geral, mulheres são mais atingidas, mas as pesquisas não são refinadas o suficiente, por exemplo, para gente entender diferenças entre mulheres cis, trans e travestis.

Mas hoje o que a gente está vendo é que qualquer gordurinha é um problema e é um motivo para você adquirir uma solução, que agora se vende como uma magreza farmacológica.

Caminhos da Reportagem: Você acha que a gente estava começando a se desvencilhar da cultura da magreza extrema e que isso agora voltou forte com as canetas emagrecedoras?

Fernanda Scagluiza: Eu acho que sim. Mas eu acho que a gente não pode ser ingênuo. Acho que, a partir dos anos 2010, a gente começou a ter alguma mudança, com o movimento de positividade corporal, tentando passar a ideia de que a diversidade era importante. Mas por que eu falo que a gente não pode ser ingênuo? Esses espaços, na moda, por exemplo, foram conquistados muito a contragosto, e eles cederam uma cota para mulheres com um corpo um pouco maior, mas elas ainda tinham um formato de ampulheta, sem uma dobra de barriga, nada disso.

Agora, eu tenho uma impressão de que eles estão muito felizes, porque podem se livrar disso e voltar ao padrão da magreza extrema. Eu li outro dia uma reportagem dizendo que modelos de passarela, que normalmente já são supermagras, o que eles chamam de tamanho zero,  chegam para os desfiles de moda e as roupas têm que ser ajustadas, porque até as roupas tamanho zero estão muito largas nelas.

Isso é um cenário muito perigoso, especialmente para crianças e adolescentes, que são muito influenciáveis. Mas eu não acho que a gente estava no paraíso antes.

Caminhos da Reportagem: De que forma essa febre das canetas emagrecedoras tem afetado as conquistas das mulheres?

Fernanda Scagluiza: A gente está vivendo uma época temerosa como mulheres. Eu nunca senti tanto medo, e eu sou uma mulher privilegiada.

A gente vive num país que é campeão em feminicídio, a gente é atravessada não só pelo machismo, mas pelo cis-hétero patriarcado o tempo todo. E tem um movimento muito conservador na política e na sociedade, com essas coisas de redpill e de tradwife, que seriam as esposas tradicionais.

E o que nós, mulheres, estamos fazendo? Nos preocupando com o tamanho das nossas barrigas, que a roupa que a gente queria usar não serve. Sempre se diz que fazer dieta é o maior sedativo político para as mulheres. E esse cenário todo de busca pela magreza extrema, com as canetas, é muito conveniente para esse movimento agressivo, violento, retrógrado. A gente fica voltada para isso e não para a luta que a gente precisa ter.

Caminhos da Reportagem: Você tem dito que estamos vivendo a medicalização do corpo saudável por padrões estéticos. Poderia falar sobre isso? Quais os efeitos na saúde mental dessa medicalização?

Fernanda Scagluiza: Medicalização é o seguinte: é quando uma coisa que é da esfera social passa a se tornar algo médico. Então, a alimentação é um fenômeno sociocultural desde sempre. A nutrição é uma ciência que existe há pouquíssimo tempo, mas as pessoas sempre comeram e sempre desenvolveram rituais em torno da comida.

E a gente passou a viver um tempo em que a comida deixou de ser isso e passou a ser remédio. Você vê as pessoas falando, por exemplo, “vou comer proteína”. Não, gente! Ninguém come proteína. Proteína é um nutriente. Você come um alimento que vai ter proteína ali dentro. Mas as pessoas estão enxergando dessa forma. Como se comida não existisse. E quando a gente entra na onda das canetas emagrecedoras, isso aumenta ainda mais.

Em um estudo que a gente está submetendo para uma revista, a gente encontrou o seguinte: as mulheres que já tinham usado as canetas, elas usavam o termo “vacina contra fome”.

Então, a caneta fazia com que a fome se tornasse uma coisa opcional. Imagina, a fome, que está no nosso processo evolutivo desde sempre. Quais são os comportamentos que a gente vê a partir disso? Algumas pessoas passam a pensar assim: “eu não vou comer, mas eu preciso bater a meta de proteína, eu preciso beber água e eu preciso comer fibra, porque senão meu intestino não vai funcionar”. E isso é totalmente medicalizado.

Outro padrão que a gente encontrou é de algumas pessoas restringindo a alimentação o máximo possível. Por exemplo, se elas tinham um efeito colateral de náusea, ou vômito, elas meio que usavam esse efeito colateral para não comer. E aí eu lembro de uma frase em particular: “Foi esse o jeito que eu achei de fechar a boca num nível radical para conseguir emagrecer”.

Isso é perigosíssimo para a saúde das pessoas e é perigosíssimo para a nossa vida em sociedade. Como ficam todos esses rituais? Como fica o aspecto simbólico da alimentação?

A alimentação saudável é um direito humano, só isso já devia ser suficiente. A alimentação saudável está relacionada com o jeito que a gente pensa, que a gente vive a vida, com a vitalidade do nosso corpo e com a proteção contra uma série de doenças. Então, muitas coisas podem acabar se perdendo nesse processo.

Governo lança campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1

Rio de Janeiro, 01/05/2026 – Ato do 1º de maio no Rio de Janeiro na praia de Copacabana pede fim da escala 6x1, regulamentação dos trabalhadores de aplicativo, combate ao feminicídio e defesa da soberania. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O governo federal lançou neste domingo (3) uma campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1 sem redução de salário. O objetivo da proposta é “garantir mais tempo para a vida além do trabalho, tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso”.

Pelo menos 37 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados com a redução.

“Para fins de comparação, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil/mês beneficiou cerca de 10 milhões de pessoas. A garantia do descanso ainda tem potencial impacto positivo sobre a economia, estando alinhada com uma visão moderna de desenvolvimento, que combina produtividade, bem-estar e inclusão social “, esclareceu a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

A proposta do governo estabelece um novo limite de jornada em 40 horas semanais e mantém as oito horas diárias de trabalho (inclusive para trabalhadores em escalas especiais). Com isso, os trabalhadores terão assegurados dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos.

O modelo de cinco dias de trabalho para dois dias de descanso poderá ser definido em negociação coletiva, respeitando as peculiaridades de cada atividade.

Campanha
Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha pelo fim da escala 6×1 será veiculada em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional.

“A proposta é conscientizar empregados e empregadores que reduzir a escala é defender o convívio do trabalhador com sua família, é defender a família brasileira, é valorizar o trabalho, mas, também, a vida além do trabalho” apontou a Secom.

O governo defende que a mudança dialoga com transformações recentes na economia, como o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade. “Jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade”, diz a Secom.

No dia 14 de abril, o governo federal encaminhou ao Congresso um projeto de lei alterando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta, que tramita com urgência constitucional, reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial.

Na prática, o texto coloca fim à escala 6×1.A iniciativa tramita em conjunto com outras propostas no Congresso Nacional, que criou uma comissão especial para analisar uma proposta de Emenda à Constituição sobre o tema.

O colegiado foi instalado na quarta-feira (29). A comissão vai analisar a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que trata do mesmo tema. O colegiado tem como presidente o deputado Alencar Santana (PT-SP). A relatoria caberá ao deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

Comissão
Composta por 38 membros titulares e de igual número de suplentes, a comissão terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer. A partir de amanhã, tem início o prazo para a apresentação das emendas, que é de 10 sessões.

Santana afirmou que o tempo para a análise da proposta é apertado e que o colegiado deverá realizar, inicialmente duas reuniões semanais, às terças e quartas-feiras para debater a matéria.

O colegiado analisará duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Se aprovados na comissão especial irão depois para votação no plenário.

Mais de 2 milhões de pessoas assistem ao show de Shakira em Copacabana

People attend Shakira's open concert at Copacabana beach in Rio de Janeiro, Brazil, May 2, 2026. REUTERS/Pilar Oliver

O show da cantora colombiana Shakira, na praia de Copacabana, neste sábado (02) atraiu uma multidão de 2 milhões de pessoas, pelos cálculos da Prefeitura do Rio de Janeiro. A artista foi a terceira atração do projeto Todo Mundo do Rio, que, em 2024 e 2025, promoveu os shows de Madonna e Lady Gaga, também com público semelhante.   

A apresentação foi aberta por um show de drones, que desenharam uma loba no céu carioca, já que o animal é o símbolo da cantora. Shakira abriu o show com uma roupa das cores do Brasil e falando em português, sobre a sua longa trajetória de passagens pelo nosso país.

Em diversos momentos, a cantora dedicou o show às mulheres, especialmente às mães que cuidam dos filhos sozinhas. Quatro artistas brasileiros dividiram o palco com Shakira: Anitta, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo.

Shakira performs during an open concert at the Copacabana beach in Rio de Janeiro, Brazil May 2, 2026. REUTERS/Ricardo Moraes TPX IMAGES OF THE DAY
Colombiana abriu o show com uma roupa das cores do Brasil – REUTERS/Ricardo Moraes

Balanço de serviços
Os três postos médicos instalados em Copacabana realizaram 400 atendimentos, sendo necessária a remoção de 64 pessoas para hospitais municipais no entorno. As principais causas dos atendimentos foram mal-estar, pequenos traumas e excesso de bebida alcoólica.

Na manhã antes do show, a Secretaria Municipal de Saúde também operou um posto de vacinação em local próximo ao show, oferecendo imunização contra influenza, sarampo, caxumba rubéola, difteria e tétano.

Os profissionais de limpeza urbana recolheram 362 toneladas de resíduos, durante e após o show. O serviço contou com cerca de 2 mil garis, desde a pré-limpeza, na sexta-feira (1º) até a conclusão do trabalho, já na madrugada deste domingo (03).

Balanço econômico
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico estima que o show deve movimentar cerca de R$ 800 milhões na economia carioca, graças à injeção extra de dinheiro em setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio.

O projeto Todo Mundo no Rio é realizado pela Prefeitura do Rio em parceria com a produtora Bonus Track, e patrocínio de diversas empresas privadas. Os shows com artistas de renome internacional estão previstos para, pelo menos, até 2028.

De acordo com a Prefeitura, as apresentações já levaram ao aumento no fluxo de turistas da cidade maravilhosa. Em 2024, o crescimento no feriado do Dia do Trabalho foi de 34,2% em relação ao ano anterior. Em 2025, o aumento foi de 90,5% na comparação com 2023.

A arrecadação da cidade com o Imposto sobre Serviços ligados a turismo, eventos, transporte e atividades associadas foi 23,2% maior em maio de 2025, na comparação com 2023. Para o poder municipal, os shows também aumentam a projeção internacional do Rio, impulsionando o turismo em outras épocas do ano.

Governo de Pernambuco fortalece ações de reconstrução em municípios atingidos pelas chuvas

Após dias de intensas chuvas na Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata, o Governo de Pernambuco continua realizando operações emergenciais para reconstrução de áreas em municípios atingidos. Neste domingo (3), a governadora Raquel Lyra vistoriou os serviços de recuperação das estradas de acesso aos Engenhos Novo e Folguedo, na cidade de Goiana, e conversou com a população no local. Mais cedo, a gestora comandou reunião no Recife com secretarias e órgãos do governo para dar continuidade às definições dos trabalhos. Na próxima terça-feira (5), a governadora cumpre agenda em Brasília para solicitar recursos ao governo federal para restabelecimento da normalidade. No sábado (2), o governo decretou situação de emergência em 27 municípios afetados pelas inundações, com prazo de 180 dias.

“Estamos aqui em uma estrada vicinal na cidade de Goiana, junto com as comunidades de Engenho Novo e Folguedo. Temos dezenas de famílias ilhadas após as chuvas que atingiram Pernambuco. Já estamos com as máquinas trabalhando para restabelecer o direito de ir e vir da população e só vamos sair daqui quando concluirmos todas essas reconexões. E estamos com muitos outros serviços para reconstruir perdas, como entregas de colchões e kits de limpeza. Vamos continuar trabalhando incansavelmente para restabelecimento da normalidade da vida das pessoas”, destacou a governadora Raquel Lyra.

Em uma estrada de Goiana, a atuação do Governo de Pernambuco foi intensificada após demandas apresentadas pela população ainda na manhã de hoje. Durante a vistoria, a chefe do Executivo estadual verificou o trabalho de equipes sendo realizado com cinco equipamentos, entre caminhões e retroescavadeiras, destinados à recuperação das estradas de acesso aos Engenhos Folguedo e Novo. Os danos foram provocados pelo transbordamento de um açude na Usina Maravilha, que comprometeu a infraestrutura viária e isolou comunidades.

“Goiana foi a cidade mais afetada pelas fortes chuvas que atingiram Pernambuco nos últimos dias. Hoje, estamos com máquinas trabalhando para recuperar os acessos aos povoados que estão isolados da sociedade. O Governo de Pernambuco está chegando na maior velocidade possível a esses locais para atender a quem mais precisa”, pontuou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Rodrigo Ribeiro.

Ajuda humanitária – Mais de 7,6 mil itens de ajuda humanitária já foram entregues pela gestão estadual como parte das ações emergenciais desde o dia 1º. As entregas contemplam itens essenciais, como colchões, itens de higiene e limpeza. As equipes técnicas seguem mobilizadas em todo o Estado, realizando o monitoramento das áreas de risco. “No depósito da Defesa Civil, o Governo de Pernambuco mantém um estoque permanente para atender pelo menos 6 mil pessoas em situação de emergência. No antigo galpão não cabiam nem 500 colchões. Com as ocorrências deste final de semana uma parte desse estoque já seguiu para os municípios que estão solicitando ajuda”, ressaltou a vice-governadora Priscila Krause.

Canal do Fragoso – O Governo de Pernambuco está realizando uma força-tarefa emergencial coordenada com a mobilização de 42 equipamentos – entre escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras e caçambas volantes – que aceleram a retirada de sedimentos e baronesas no Canal do Fragoso, em Olinda. O trabalho tem o objetivo de otimizar o escoamento das águas.

Até o momento, o Estado de Pernambuco contabilizou, através do Corpo de Bombeiros, o resgate de 814 pessoas, sendo 808 pessoas com vida e seis óbitos. Em paralelo, a Defesa Civil registrou 1.632 pessoas desabrigadas, além de 7.908 pessoas desalojadas.

Governador decreta estado de calamidade pública na Paraíba

Brasília (DF), 03/05/2026 - Defesa Civil Nacional envia equipe técnica à Paraíba para apoiar municípios atingidos pelas chuvas.
Foto: MIDR/Divulgação

As fortes chuvas que atingem a Paraíba desde a sexta-feira (1º) levaram o governador do estado, Lucas Ribeiro, a decretar estado de calamidade pública no estado. Técnicos da Defesa Civil Nacional passam a atuar no auxílio à reconstrução das áreas atingidas a partir deste domingo (3). Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, a Paraíba tem mais de 16 mil afetados pelas chuvas. Duas pessoas morreram.

Dos afetados, 624 pessoas estão desalojadas e cerca de 703 pessoas estão desabrigadas. Uma força-tarefa foi mobilizada pelo governo do estado para auxiliar na resposta emergencial.

Na Paraíba, os maiores impactos concentram-se nos municípios de Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá, João Pessoa e Cabedelo.

No final da tarde de ontem (2), o governo do estado informou que trabalha para retomar o abastecimento de água, com operações emergenciais em curso na Grande João Pessoa.

A Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (CAGEPA), informou que os sistemas Marés e Translitorânea permanecem funcionando, garantindo cerca de 50% do fornecimento para a Grande João Pessoa.

A previsão é que a operação da unidade afetada seja retomada até o fim deste domingo (3), com normalização gradual durante a segunda-feira (4).

“Enquanto isso, bairros da Capital estão sendo atendidos por meio de rodízio, entre eles Valentina, Manaíra, Jardim Oceania, Aeroclube e Bessa. Já no município de Conde, o abastecimento começou a ser restabelecido hoje, no início da noite”, disse o governo.

O Corpo de Bombeiros informou que já fez 390 atendimentos, com 171 ocorrências e 219 ações assistenciais.

Também foram resgatadas 306 pessoas. No total, foram mobilizados 746 militares, além de viaturas, embarcações e aeronaves em diversas cidades paraibanas.

“O monitoramento sanitário também foi intensificado para prevenir doenças comuns após enchentes, como leptospirose e doenças diarreicas.”

Pernambuco e Paraíba sofrem com as fortes chuvas nos últimos dias. Em Pernambuco já foram registrados seis óbitos. A Defesa Civil Nacional emitiu um alerta laranja para o litoral dos dois estados, com alto risco de alagamentos e deslizamentos.

“São 45 alertas ativos e a atenção precisa ser redobrada, principalmente nas áreas de risco”, informou a Defesa Civil.

Os avisos abrangem a Região Metropolitana do Recife, o Agreste e a Zona da Mata pernambucana, além das regiões da Mata Paraibana, Agreste e Borborema, na Paraíba.

Pernambuco confirma sexta morte relacionada a temporais

Brasília (DF), 02/05/2026 - O Governo do Estado segue atuando sem pausa nas regiões mais afetadas pelas fortes chuvas que atingem boa parte de Pernambuco.
Foto: Defesa Civil-PE

Subiu para seis o número de mortos em Pernambuco por causa das fortes chuvas que atingem o estado. Nesta tarde, o Corpo de Bombeiros Militar informou ter encontrado o corpo de um homem de 34 anos desaparecido desde a noite de sexta-feira (1º).

A vítima foi localizada no bairro Capibaribe, em São Lourenço da Mata, na região metropolitana do Recife. Mais cedo, a Defesa Civil do estado havia confirmado a quinta morte no Recife, no bairro Dois Unidos.

O novo balanço das ocorrências aponta um total de 1.605 pessoas desabrigadas e 1.089 desalojadas em todo o estado.

Áreas mais afetadas

Os municípios afetados com maior gravidade em Pernambuco incluem:

  • Goiana, com 510 desabrigados e 994 desalojados;
  • Recife, com 671 desabrigados;
  • Olinda, com 170 desabrigados;
  • Jaboatão dos Guararapes, com 127 desabrigados;
  • Timbaúba com 42 desabrigados e 52 desalojados;
  • Igarassu com 27 desabrigados e 21 desalojados;
  • Paulista 32 desabrigados e 11 desalojados;
  • Camaragibe 5 desabrigados e 11 desalojados;
  • Limoeiro 9 desabrigados; e
  • Glória do Goitá 12 desabrigados.

Situação de emergência

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra decretou na tarde deste sábado (2) situação de emergência em Pernambuco e a medida será publicada em edição extra do Diário Oficial do estado.

Em entrevista coletiva, a governadora destacou que a decretação da situação de emergência vai acelerar ações e obras do Estado nos municípios atingidos e permitir buscar investimentos necessários do governo federal para reconstruir o que foi destruído pelas chuvas.

A medida foi adotada após reuniões no Centro Integrado de Operações de Defesa Social (CIODS), no Recife, com representantes da Defesa Civil Nacional, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), representantes das defesas civis municipais e demais órgãos estaduais envolvidos. Também foi realizada reunião online com os prefeitos dos municípios atingidos para alinhar estratégias e definir as próximas ações.

Ajuda humanitária

Ao todo, 29 abrigos foram ativados para acolhimento da população atingida.

Paralelamente, o Governo do Estado intensificou a distribuição de ajuda humanitária para as cidades atingidas. Em Goiana, foram entregues 150 colchões, 300 lençóis, 38 kits de limpeza e 38 kits de higiene.

Paraíba

Na Paraíba, também atingida pelos temporárias das últimas 48 horas, os impactos concentram-se principalmente nos municípios de Conde, João Pessoa, Bayeux, Campina Grande, Ingá, Itabaiana, Mogeiro, Patos, São José dos Ramos, Sousa, Cajazeiras, Pilar e Cabedelo.

De acordo com informações preliminares da Defesa Civil estadual, há registro de 1,5 mil famílias desalojadas, 300 pessoas desabrigadas, cerca de 9 mil afetados e dois óbitos.

Um comitê de crise foi instalado pelo governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, com os órgãos paraibanos envolvidos para tomar as providências necessárias nos municípios afetados pelas chuvas intensas.

Recursos

A Defesa Civil Nacional informou neste sábado que vem orientando os municípios afetados pelas chuvas em Pernambuco sobre como acessar recursos federais.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), estados e municípios que tiverem o reconhecimento de situação de emergência ou estado de calamidade pública podem solicitar recursos para ações de defesa civil.

Os pedidos devem ser feitos pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A partir dos planos de trabalho enviados, a equipe técnica da Defesa Civil avalia as metas e valores propostos. Após aprovação, os repasses são formalizados em portarias a serem publicadas no Diário Oficial da União, liberando os valores correspondentes.

Governadora Raquel Lyra decreta situação de emergência em 27 municípios atingidos pelas chuvas

A governadora Raquel Lyra decretou, neste sábado (2), situação de emergência em 27 municípios afetados pelas fortes chuvas. O documento está publicado em edição extra do Diário Oficial, com prazo de 180 dias. O decreto é importante para acelerar a execução de ações emergenciais e solicitação de apoio e investimentos ao governo federal. O anúncio também foi feito aos prefeitos dos municípios atingidos durante reunião virtual na tarde deste sábado. No encontro, com a participação do diretor do Departamento de Restabelecimento e Reconstrução da Defesa Civil Nacional, Paulo Falcão, também foram apresentadas pela governadora as ações estaduais na assistência às famílias impactadas. Participaram da reunião prefeitos da Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Norte.

“Conversamos com os prefeitos e prefeitas de cidades afetadas, o Estado está decretando situação de emergência para poder a gente continuar apoiando os municípios no restabelecimento da normalidade e buscar junto ao governo federal investimentos para as ações. Também debatemos com os prefeitos o passo seguinte. Primeiro era o resgate e salvamento das pessoas que estavam afetadas pelas chuvas, foram mais de 800 resgates feitos pelo Corpo de Bombeiros junto com a Defesa Civil e os municípios. Agora ajuda humanitária acontecendo, distribuição de colchões, mantimentos, apoio, abertura de escolas para colocar os desabrigados”, declarou a governadora Raquel Lyra.

O decreto de situação de emergência também considera que os habitantes dos municípios afetados não têm condições satisfatórias de superar os danos e prejuízos provocados pelas inundações. Outros municípios ainda podem ter estado de emergência reconhecido pelo Governo do Estado após novas avaliações.

Na reunião, também foram levantados pelos prefeitos alguns danos causados pelas chuvas em suas cidades para poder receberem apoios nas ações de reconstrução. “Gostaria de agradecer ao apoio do governo estadual a Timbaúba, incluindo envio de um helicóptero para resgatar pessoas isoladas na zona rural que precisaram de atendimento. Nossa maior preocupação agora é a zona rural e os distritos sem acesso à cidade”, contou o prefeito de Timbaúba, Marinaldo Rosendo.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros já realizou o resgate de 807 pessoas. A Defesa Civil do Estado já registrou 1601 pessoas desabrigadas e 1389 pessoas desalojadas. O Governo do Estado, por meio da Defesa Civil, já destinou a municípios afetados 1354 colchões, 2158 lençóis, 504 kits de limpeza e 404 kits de higiene.

Confira a lista dos municípios em situação de emergência:

1 – Abreu e Lima
2 – Aliança
3 – Araçoiaba
4 – Buenos Aires
5 – Camaragibe
6 – Goiana
7 – Glória do Goitá
8 – Igarassu
9 – Ilha de Itamaracá
10 – Ipojuca
11 – Itambé
12 – Itapissuma
13 – Jaboatão dos Guararapes
14 – Limoeiro
15 – Moreno
16 – Nazaré da Mata
17 – Olinda
18 – Passira
19 – Paudalho
20 – Paulista
21 – Pombos
22 – Recife
23 – São Lourenço da Mata
24 – São Vicente Férrer
25 – Timbaúba
26 – Vicência
27 – Vitória de Santo Antão