Pesquisa Quaest traz cenário acirrado em Pernambuco

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29) mostra como está o cenário da eleição estadual, a menos de uma semana do 1º turno — que acontecerá no domingo (4).

Veja os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 23 de setembro. As informações são do g1.

  • João Campos (PSB): 42% (eram 39% em 23 de setembro);
  • Raquel Lyra (PSD): 42% (eram 41%);
  • Ivan Moraes (PSOL): 1% (era 1)%;
  • Renan Hallais (Missão): 0% (era 1%);
  • Professora Camila (UP): 0% (era 0%);
  • Guilherme Fonseca (PSTU): 0% (era 0%);
  • Victor Assis (PCO): 0% (era 0%);
  • Indecisos: 10% (eram 12%);
  • Branco/nulo/não vai votar: 5% (eram 6%).

Contratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00324/2026.

Cenário de 2º turno

A pesquisa traz a simulação de 2º turno. Os dados estão abaixo:

  • João Campos (PSB): 44% (eram 41%);
  • Raquel Lyra (PSD): 44% (eram 43%);
  • Indecisos: 7% (eram 10%);
  • Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 6%).

Marília Arraes e Humberto Costa lideram pesquisa Quaest para Senado em Pernambuco

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29) mostra como está a disputa pelo Senado em Pernambuco. O levantamento foi encomendado pela Globo.

Em 2026, serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes. Não é possível escolher o mesmo nome duas vezes. A última pesquisa do instituto havia sido divulgada no dia 23 de setembro. As informações são do g1.

Na pesquisa espontânea da Quaest, em que os nomes não são mostrados aos eleitores entrevistados, 68% estão indecisos (eram 73%), porque não souberam citar um candidato.

Já na pesquisa estimulada, a lista de candidatos é mostrada, e cada entrevistado precisa responder duas vezes em quem pretende votar: para a primeira vaga e, depois, para a segunda vaga.

Os resultados da pesquisa para o Senado consideram as menções para a primeira e a segunda vagas em um total que soma 100% das intenções de voto e mantém a proporção entre candidatos, brancos/nulos e indecisos.

Veja os números abaixo:

Combinação – votos totais

  • Marília Arraes (PDT): 19% (eram 18% em 23 de setembro);
  • Humberto Costa (PT): 17% (eram 14%);
  • Mendonça Filho (PL): 10% (eram 10%);
  • Eduardo da Fonte (PP): 7% (eram 8%);
  • Túlio Gadêlha (PSD): 3% (eram 4%);
  • Carlos Sant’anna (Novo): 1% (era 1%);
  • Pastor Gilvan Costa (Democrata): 1% (era 1%);
  • Samuel Timoteo (UP): 0% (era 1%);
  • Gorett Bitu (UP): 0% (era 0%);
  • Mailson Neto (PCO): 0% (era 0%);
  • Mariano Macedo (PSTU): 0% (era 0%);
  • Paulo Rubem Santiago (Rede): 0% (era 1%);
  • Indecisos: 23% (eram 21%);
  • Branco/nulo/não vai votar: 19% (eram 21%).

Contratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00324/2026.

Agora, veja os resultados que consideram apenas as respostas para a primeira vaga e, depois, para a segunda.

Primeira vaga

  • Marília Arraes: 22% (eram 23%);
  • Humberto Costa: 20% (eram 15%);
  • Mendonça Filho: 14% (eram 14%);
  • Eduardo da Fonte: 7% (eram 8%);
  • Túlio Gadêlha: 3% (eram 4%);
  • Carlos Sant’anna: 0% (era 0%);
  • Pastor Gilvan Costa: 0% (era 1%);
  • Samuel Timoteo: 0% (era 0%);
  • Gorett Bitu: 0% (era 0%);
  • Mailson Neto: 0% (era 0%);
  • Mariano Macedo: 0% (era 0%);
  • Paulo Rubem Santiago: 0% (era 1%);
  • Indecisos: 19% (eram 17%);
  • Branco/nulo/não vai votar: 15% (eram 17%).

Segunda vaga

  • Marília Arraes: 16% (eram 13%);
  • Humberto Costa: 15% (eram 12%);
  • Mendonça Filho: 6% (eram 7%);
  • Eduardo da Fonte: 8% (eram 9%);
  • Túlio Gadêlha: 3% (eram 4%);
  • Carlos Sant’anna: 1% (era 1%);
  • Pastor Gilvan Costa: 1% (era 1%);
  • Samuel Timoteo: 0% (era 1%);
  • Gorett Bitu: 0% (era 1%);
  • Mailson Neto: 0% (era 0%);
  • Mariano Macedo: 0% (era 0%);
  • Paulo Rubem Santiago: 0% (era 1%);
  • Indecisos: 27% (eram 24%);
  • Branco/nulo/não vai votar: 23% (eram 26%).

Números da pesquisa espontânea

Abaixo, veja os dados completos da pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos:

  • Humberto Costa: 8% (eram 6%);
  • Marília Arraes: 7% (eram 6%);
  • Mendonça Filho: 4% (eram 5%);
  • Eduardo da Fonte: 3% (era 3%);
  • Túlio Gadêlha: 1% (era 1%);
  • Carlos Sant’Anna: 1% (era 0%);
  • Samuel Timóteo: 0% (era 0%);
  • Gorett Bitu: 0% (era 0%);
  • Mailson Neto: 0% (era 0%);
  • Mariano Macedo: 0% (era 0%);
  • Pastor Gilvan Costa: 0% (era 0%);
  • Paulo Rubem Santiago: 0% (era 0%);
  • Outros: 1% (era 0%);
  • Indecisos: 68% (eram 73%);
  • Branco/nulo/não vai votar: 7% (eram 6%).

Rejeição dos candidatos

A Quaest perguntou também aos eleitores sobre cada um dos candidatos: se eles conhecem e votariam, se não conhecem ou se conhecem e não votariam. Os candidatos mais rejeitados (maiores índices de “conhece e não votaria”) são Marília Arraes e Mendonça Filho.

Marília Arraes

  • Conhece e votaria: 45% (eram 46%);
  • Não conhece: 19% (eram 19%);
  • Conhece e não votaria: 36% (eram 35%).

Humberto Costa

  • Conhece e votaria: 41% (eram 36%);
  • Não conhece: 30% (eram 29%);
  • Conhece e não votaria: 29% (eram 35%).

Mendonça Filho

  • Conhece e votaria: 30% (eram 31%);
  • Não conhece: 35% (eram 34%);
  • Conhece e não votaria: 35% (eram 35%).

Eduardo da Fonte

  • Conhece e votaria: 27% (eram 27%);
  • Não conhece: 42% (eram 46%);
  • Conhece e não votaria: 31% (eram 27%).

Túlio Gadêlha

  • Conhece e votaria: 13% (eram 15%);
  • Não conhece: 59% (eram 59%);
  • Conhece e não votaria: 28% (eram 26%).

Carlos Sant’Anna

  • Conhece e votaria: 5% (eram 6%);
  • Não conhece: 85% (eram 85%);
  • Conhece e não votaria: 10% (eram 9%).

Pastor Gilvan Costa

  • Conhece e votaria: 5% (eram 9%);
  • Não conhece: 77% (eram 77%);
  • Conhece e não votaria: 18% (eram 14%).

Paulo Rubem Santiago

  • Conhece e votaria: 4% (eram 5%);
  • Não conhece: 84% (eram 84%);
  • Conhece e não votaria: 12% (eram 11%).

Mailson da Silva Neto

  • Conhece e votaria: 2% (eram 2%);
  • Não conhece: 89% (eram 89%);
  • Conhece e não votaria: 9% (eram 9%).

Mariano Macedo

  • Conhece e votaria: 2% (era 2%);
  • Não conhece: 90% (eram 90%);
  • Conhece e não votaria: 8% (eram 8%).

Samuel Timoteo

  • Conhece e votaria: 2% (era 2%);
  • Não conhece: 89% (eram 89%);
  • Conhece e não votaria: 9% (eram 9%).

Gorett Bitu

  • Conhece e votaria: 1% (era 1%);
  • Não conhece: 94% (eram 94%);
  • Conhece e não votaria: 5% (eram 5%).

Quaest em PE: Lula tem 58% contra 20% de Flávio

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29) mostra como está a disputa pela Presidência da República no 1º turno entre os eleitores de Pernambuco. O levantamento foi encomendado pela Globo. As informações são do g1.

Veja, abaixo, os resultados da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra a lista de candidatos aos eleitores entrevistados:

  • Lula (PT): 58% (eram 54% em 23 de setembro)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 20% (eram 21%)
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 3% (era 5%)
  • Renan Santos (Missão): 2% (eram 2%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 1% (eram 1%)
  • Romeu Zema (Novo): 0% (eram 0%)
  • Edmilson Costa (PCB): 0% (era 0%)
  • Clariana Barão (DC): 0% (era 0%)
  • Hertz Dias (PSTU): 0% (era 0%)
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 0% (era 0%)
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0% (era 0%)
  • Samara Martins (UP): 0% (era 0%)
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0% (era 0%)
  • Indecisos: 11% (era 10%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 5% (era 7%)

Contratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números PE-00324/2026 e BR-08289/2026.

Segundo turno em Pernambuco

  • Lula: 61% (eram 58%);
  • Flávio Bolsonaro: 24% (eram 25%);
  • Branco/nulo/não vai votar: 10% (eram 12%);
  • Indecisos: 5% (eram 5%).

Tem e-Título antigo no celular? Saiba como atualizar o aplicativo para as Eleições 2026

Foto com fundo amarelo-canário em que aparecem o tórax e o pescoço de uma mulher ao fundo, vesti...

Arte do E-titulo. Crédito: Secom/TSE

Quem já possui o e-Título instalado no celular há algum tempo deve ficar atento à atualização do aplicativo para as Eleições 2026. A orientação da Justiça Eleitoral é reemitir o e-Título, baixando a versão atualizada da ferramenta.

A atualização permite que eleitoras e eleitores tenham acesso às novas funcionalidades e aos serviços disponíveis na versão mais recente do aplicativo. Por isso, mesmo quem já utiliza o e-Título deve verificar se está com a versão atualizada.

 Novas funcionalidades 

A nova versão do e-Título reúne diferentes serviços da Justiça Eleitoral em um único ambiente. Entre as funcionalidades, estão o acompanhamento de requerimentos feitos pelo Título Net, a emissão de certidão de filiação partidária e a geração de código de autenticação para acesso a sistemas parceiros da Justiça Eleitoral.

O aplicativo também permite o pagamento de débitos eleitorais por Pix ou cartão de crédito, por meio do PagTesouro. A ferramenta conta ainda com o módulo Boletim na Mão e com a possibilidade de validar a autenticidade de documentos por meio de QR Code.

 Atualização 

O e-Título é gratuito e está disponível nas lojas de aplicativos para celulares com sistemas Android e iOS. A recomendação é que a atualização seja feita com antecedência, antes dos dias de votação.

O e-Título permite consultar o local de votação, emitir certidões eleitorais, justificar a ausência às urnas e consultar débitos eleitorais, entre outros serviços da Justiça Eleitoral.

Nas Eleições 2026, o primeiro turno será realizado em 4 de outubro. O segundo turno, onde houver, ocorrerá em 25 de outubro.

Secretaria da Fazenda de Caruaru informa prorrogação do prazo para o Simples Nacional

O prazo para que os contribuintes estejam regulares com o município para efetivar a opção pelo Simples Nacional para 2027 foi prorrogado. O prazo, que terminaria nesta quarta-feira (30), passou para 30 de outubro de 2026.

A solicitação de opção pelo Simples Nacional também teve o prazo prorrogado e agora deve ser realizada até 15 de outubro, diretamente na plataforma nacional. Para efetivar a opção, o contribuinte precisa estar regular com o município. Por isso, eventuais pendências municipais devem ser verificadas e regularizadas até 30 de outubro. Os serviços de consulta, pagamento e regularização estão disponíveis nos canais digitais municipais.

A mudança é excepcional e faz parte da adequação do calendário à Reforma Tributária, conforme a Resolução CGSN nº 194/2026. A resolução também estabeleceu 30 de outubro de 2026 como prazo para opção pelo regime regular de IBS e CBS, com possibilidade de desistência até 20 de dezembro de 2026. A Secretaria da Fazenda de Caruaru orienta os contribuintes a anteciparem a verificação de sua situação e a regularização de eventuais pendências.

Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco

Rio de Janeiro (RJ), 14/09/2026 – A gestante Raissa Raiana de Oliveira fala sobre vacinação durante a gravidez. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Moradora da capital fluminense, Nataly Saldanha conquistou o título de gestante nota 10 na unidade de saúde onde faz seu pré-natal, no centro do Rio de Janeiro. Às 39 semanas de gestação, ela aguarda a chegada de Noely nos próximos dias e se orgulha de ter comparecido a todas as consultas e exames, de seguir à risca as orientações dos profissionais de saúde e de exibir a carteira de vacinação completa.

“Eu sempre tive o hábito de me vacinar, quando comecei o pré-natal já coloquei minha carteirinha em dia. Caso tenha alguma doença circulando, eu estou imune. E também me preocupo bastante com a minha bebê. Quero garantir que ela fique 100% saudável”, explica.

Rio de Janeiro (RJ), 14/09/2026 – A grávida Nataly Saldanha e a médica da família, Catarina Jatobá durante atendimento na Clínica da Família, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A grávida Nataly Saldanha e a médica da família Catarina Jatobá durante atendimento na Clínica da Família, na região central do Rio – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Esse também é o pensamento da analista de marketing Raissa Silva de Oliveira, que está com 34 semanas de gestação, à espera de Rafael.

“Eu sempre tomei tudo quanto é vacina, porque eu acredito na ciência. Desde o início do pré-natal, meu médico perguntou como estavam minhas vacinas, pediu para ver minha carteirinha e me orientou sobre as próximas que eu tinha que tomar”, conta.

Rio de Janeiro (RJ), 14/09/2026 – A gestante Raissa Raiana de Oliveira fala sobre vacinação durante a gravidez. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A gestante Raissa de Oliveira mantém a vacinação em dia durante a gravidez – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Infelizmente, nem todas as grávidas chegam ao parto protegidas como Nataly e Raissa. Os índices oficiais do Ministério da Saúde, para todo o Brasil, revelam uma discrepância de cobertura entre os imunizantes e alguns números preocupantes (veja no quadro abaixo).

Em 2025, apenas 55% das grávidas se vacinaram contra a covid-19, e 63% contra a influenza (considerando dados das regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste). Os dados preliminares deste ano mostram uma situação um pouco melhor no caso da vacina contra influenza, com cobertura de 76%, mas a vacinação contra a covid-19 continua no patamar de 55%. A meta para ambos os imunizantes é de 90% do público-alvo.

29/09/2026 - Coberturas Vacinais variam de acordo com o imunizante. Foto: Arte/EBC
Coberturas vacinais no Brasil variam de acordo com o imunizante – Foto: Arte/EBC

Os resultados da hesitação em se vacinar têm sido trágicos, em muitos casos. Dados levantados pelo Ministério da Saúde, a pedido da Agência Brasil, apontam que pelo menos 286 gestantes ou puérperas desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) após a infecção por algum subtipo do vírus Influenza, de 2023 até o início de agosto de 2026. Dessas, 25 morreram, sendo sete este ano.

Ao longo do mesmo período, a covid-19 provocou pelo menos 205 casos graves, com 21 mortes. Mas, durante os três principais anos da pandemia – 2020, 2021 e 2022 –, foram registrados 3.547 casos de SRAG comprovadamente causados pelo vírus em gestantes ou puérperas. Quase um quarto dessas mulheres morreu, totalizando 811 óbitos.

Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, dois fatores são centrais para entender esses índices: a acomodação, no caso da influenza, e a desinformação, quando se trata da covid-19.

“Em relação à gripe, as pessoas ainda pensam ‘será que essa vacina é tão importante assim?’. Há uma desvalorização da doença. Já sobre a covid-19 prevaleceu esse mito de que é uma vacina experimental, feita às pressas, o que é mentira. É uma tecnologia antiga, e conseguiu-se adaptá-la mais rápido para a covid-19 porque teve colaboração do mundo inteiro e muito investimento”, aponta.

Vacinas também ajudam a conter surgimento de bactérias resistentes. Flávia Bravo é diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações. Foto: Divulgação/SBIm
Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Flávia Bravo – Foto: Divulgação/SBIm

A vacinação foi determinante para a diminuição dessas taxas até os patamares atuais. Cientistas brasileiros compararam os registros de SRAG em gestantes e puérperas antes e após o início da vacinação nesse público e constataram que a taxa de casos mensais caiu para um terço do que era. A mortalidade passou a ser quase cinco vezes menor.

Ainda assim, a covid-19 e a influenza, juntas, respondem por quase 30% dos casos de SRAG em gestantes e puérperas registrados este ano no Brasil. Quando são analisadas as mortes, essa parcela sobe para mais de 50%.

Os vírus respiratórios são os principais causadores da síndrome, mas nem sempre é possível identificar qual tipo levou ao quadro, o que significa que essas proporções podem ser ainda maiores. “As gestantes são um dos maiores grupos de risco para essas duas doenças, tanto que essas duas vacinas são administradas em qualquer época da gestação”, enfatiza Flávia Bravo, diretora da SBIm.

Calendário das gestantes

O Ministério da Saúde oferece no Sistema Único de Saúde (SUS) mais quatro vacinas para gestantes, além de influenza e covid-19: hepatite B, dT, dTpa e VSR (veja no quadro abaixo). Além disso, a vacina de febre amarela pode ser indicada excepcionalmente às grávidas que vivem em áreas com circulação comprovada da doença, em situação de surto, emergência ou alto risco, ou que vão viajar para esses locais.

29/09/2026 - Vacina que devem ser tomadas na Gestação. Foto: Arte/EBC
Vacinas que devem ser tomadas na gestação – Foto: Arte/EBC

A ginecologista Giuliane Lajos orienta que todas essas vacinas devem constar no checklist básico das gestantes, em vez de serem encaradas como uma opção ou cuidado extra. “Eu até faço uma piada: ‘menos chá revelação e mais vacinação’. Porque, menina ou menino, o que você quer na verdade é um bebê saudável e estar saudável para cuidar dele.”

A especialista da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) explica que as gestantes precisam ter cuidado redobrado com infecções diversas, porque são naturalmente mais vulneráveis ao contágio e podem adoecer com mais gravidade.

“Quando você engravida, metade do bebê vem da sua genética e outra metade vem do parceiro. Para aceitar esse ‘implante’ dentro do útero, ocorrem várias alterações no sistema imunológico da mulher. Além disso, com a gravidez mais avançada, o espaço pulmonar diminui e algumas funções do corpo pioram.”

Por isso, é tão importante garantir todas as proteções vacinais disponíveis. “Se estiver vacinada, às vezes a mulher pode até ter uma infecção, mas não vai ser com gravidade”, acrescenta Giuliane.

29/09/2026 - Giuliane Lajos. Ginecologista e membro da Febrasgo. 
Giuliane Lajos/ Arquivo pessoal
Ginecologista Giuliane Lajos, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) – Foto: Giuliane Lajos/ Arquivo pessoal

A ginecologista alerta que, sem proteção, a gestante tem mais chance de sofrer uma série de complicações, e até vir a óbito. “Só a internação na UTI já aumenta muito umas substâncias chamadas prostaglandinas, que podem causar danos na placenta, afetando o desenvolvimento do bebê, e aumentar o risco de prematuridade.”

Uma análise feita com dados de mais de 1,2 milhão de gestantes em todo o mundo mostrou que mulheres vacinadas contra a covid-19, por exemplo, apresentaram menor risco de partos prematuros, morte fetal e anomalias congênitas no feto.

Benefícios para os bebês

Além disso, ao se vacinar, a gestante também está protegendo o bebê após o parto. O esquema de imunização contra a influenza e a covid-19 só começa aos 6 meses de idade, logo, o recém-nascido depende dos anticorpos transmitidos pela mãe pela placenta para combater essas doenças.

“Ensaios clínicos já publicados mostram que a vacinação contra a gripe, por exemplo, chega a diminuir em torno de 70% a ocorrência da doenças nos primeiros meses do bebê. Covid é a mesma uma coisa. Tem ensaios mostrando que a quantidade de anticorpos no cordão umbilical é maior do que no sangue da mãe. Ou seja, além de ter um transporte ativo, o bebê chega a nascer com mais anticorpos”, explica Flávia Bravo.

A falta de imunização de bebês também é uma preocupação. O Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe do Ministério da Saúde registrou apenas este ano, até o dia 19 de setembro, quase 4 mil casos de SRAG em crianças menores de 2 anos causados por influenza, com 55 mortes.

Já os casos graves comprovadamente causados por covid-19 nessa faixa etária somam 808, com 18 mortes. Desde 2023, ano em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou o fim da pandemia, pelo menos 9.725 crianças com menos de 2 anos adoeceram gravemente por covid-19, das quais 223 morreram.

As vacinas de RNA mensageiro aplicadas atualmente nas gestantes e crianças do Brasil já demonstraram eficácia de quase 100% contra mortes por covid-19. A vacinação contra a gripe reduz o risco de morte em até 75%.

De acordo com Giuliane Lajos e Flávia Bravo, a vacinação das gestantes, combinada com a imunização das próprias crianças a partir dos 6 meses, é imprescindível para a redução desses números. Um exemplo do potencial da vacinação com altas cobertura é a curva de casos de vírus sincicial respiratório.

Iniciada no ano passado, a vacinação já alcançou 1,7 milhão de gestantes, uma cobertura estimada em 86% do público-alvo. Combinada com a aplicação de anticorpo monoclonal em bebês prematuros ou com comorbidades, já está dando resultado.

No primeiro semestre de 2026, foram registrados 6.674 casos graves em bebês com até 6 meses de idade, menos da metade das 14.061 infecções ocorridas no mesmo período do ano passado.

Coqueluche

A história da vacinação no Brasil tem outros exemplos do poder dessa imunização secundária. A aplicação da vacina dT em mulheres e gestantes desde a década de 1960 ajudou o Brasil a erradicar o tétano neonatal, quando a doença é adquirida pelo bebê no parto ocasionando um quadro grave e potencialmente fatal. A difteria também já foi praticamente eliminada do país, com menos de 40 infecções confirmadas nos últimos dez anos.

Mas, diante dos surtos de coqueluche em recém-nascidos, a partir de 2014, o SUS também passou a oferecer a dTpa para as grávidas, adicionando a proteção contra a bactéria Bordetella pertussis, que causa tosse, febre e pode evoluir para dificuldade respiratória.

O calendário vacinal dos bebês prevê a vacinação contra a coqueluche, mas a primeira dose é aplicada aos 2 meses, e o esquema só se completa aos 6 meses de idade. Isso significa que os recém-nascidos dependem da imunização materna para não adquirir a doença, ou não adoecer com gravidade caso sejam infectados.

De acordo com o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal da dTpa em grávidas subiu de 34% em 2016 para 94% em 2025. Os dados preliminares deste ano apontam alcance de 88%. Além disso, desde 2023, a vacinação dos bebês tem se mantido próxima de 90%.

Em consequência, os casos de coqueluche no Brasil vêm diminuindo, mas ainda são expressivos e reforçam a importância de se proteger especialmente os bebês. Em 2024, foram 7.747 infecções confirmadas, caindo para 2.744 em 2025 e 401 até de 10 de setembro deste ano.

Cerca de 20% dos infectados nesse período tinham menos de 1 ano, mas essa porcentagem sobe para mais de 90% quando são analisadas as mortes pela doença. Dos 11 óbitos registrados em 2026, nove foram de bebês com menos de 1 ano, sendo oito com menos de 6 meses de idade.

Profissionais de saúde

As duas especialistas entrevistadas pela Agência Brasil também ressaltam que todas as vacinas aplicadas durante a gravidez foram devidamente testadas e não representam risco para a gestante ou o bebê. “A vacina de covid-19, que tem maior resistência, se tornou o imunizante mais estudado do mundo. E não tem nenhum risco comprovado de malformação fetal, autismo, morte, nada”, reforça a ginecologista Giuliane Lajos.

Diretora da SBIm, Flavia Bravo cobra dos profissionais de saúde que sejam mais enfáticos em desfazer essas mentiras e orientar corretamente os pacientes.

“Imunização, na verdade, não é um tema muito íntimo da maioria dos médicos. Grande parte deles acaba bebendo das mesmas fontes que a população em geral e não faz o que deveria fazer, que é procurar as fontes de informação verdadeiras, olhar ensaios clínicos, dados de vigilância.”

A médica de saúde da família Catarina Jatobá de Souza, que atende Nataly Saldanha na Clínica da Família Ricardo Lucarelli, no centro do Rio de Janeiro, explica que o cartão de vacinação é conferido logo na primeira consulta e, sempre que é preciso tomar uma dose, a gestante já é encaminhada para a sala de vacina ao lado.

Rio de Janeiro (RJ), 14/09/2026 – A grávida Nataly Saldanha durante atendimento na Clínica da Família, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A médica da família Catarina Jatobá atende Nataly Saldanha na Clínica da Família, na região central do Rio de Janeiro –  Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

“Isso é muito oportuno porque a gestante já aproveita o dia da consulta para fazer as duas coisas, e a gente sabe que, se essa vacinação for marcada para outro dia, pode haver uma perda. Por isso, a gente também tenta marcar as consultas no dia em que a gestante tem que se vacinar”, explica.

Outros profissionais também se engajam para preencher a carteirinha das gestantes. “A visita domiciliar do agente comunitário é feita mensalmente durante a gravidez e eles também reforçam para as pacientes levarem a carteira de vacinação para a consulta, e informam para a gente se alguma gestante está com atraso”, conta a médica.

Raissa Silva de Oliveira, que também faz pré-natal na rede pública, mas em outra unidade, quase levou um puxão de orelha da sua agente de saúde. “Me ligaram do posto para lembrar da vacinação contra o VSR, porque eu não tinha ido lá tomar, mas eu tomei no supercentro de vacinação do shopping.  A moça não aceitou só eu dizer e pediu para eu mandar uma foto da carteirinha para ela conferir.”

Até os momentos de convivência, como as reuniões dos grupos de gestantes e de pais, ou de desconcentração, como o dia de pintura da barriga, viram espaço para a conscientização. “A gente aproveita para falar sobre a importância das vacinas com toda a família”, acrescenta Catarina Jatobá.

A médica argumenta que esses espaços são importantes também para que as gestantes conversem com outras mulheres que já tomaram as vacinas e continuam bem. “Eu sempre falo que nunca vi nenhum caso grave causado pela vacina, ao contrário das doenças. Mas assim elas comprovam por conta própria que não têm risco”, defende.

A gestante nota 10 Nataly Saldanha é um exemplo de como essa conduta faz diferença. “Quando eu tive a minha primeira filha, não tive acesso a nada disso. É muito bom poder conversar com as outras mães. Hoje tem muita coisa nova, incluindo novas vacinas, como a da covid e da bronquiolite. Eu estou redescobrindo tudo de novo.”

Pernambuco lidera no Nordeste e é 3º do Brasil na geração de empregos, com 13,4 mil vagas em agosto

Todos os cinco grandes setores da economia tiveram saldo positivo, com destaque para serviços, indústria e agropecuária; Estado soma 36,9 mil vagas formais em 2026

Pernambuco gerou 13.428 novos postos formais de trabalho em agosto. Os dados do Novo Caged foram divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado coloca o Estado na primeira posição entre os estados do Nordeste e na terceira colocação do país, atrás apenas de São Paulo (42.533) e do Rio de Janeiro (20.886). O saldo pernambucano representou 22,6% das vagas formais criadas no Nordeste no mês.

“O resultado de agosto mostra uma economia pernambucana movimentada em diferentes frentes, com todos os grandes setores apresentando geração de empregos. É um dado que merece ser acompanhado com atenção, inclusive considerando os efeitos sazonais de atividades importantes para o Estado, como a cadeia sucroenergética. Nosso trabalho é justamente acompanhar essa dinâmica e criar condições para que Pernambuco continue atraindo investimentos, fortalecendo sua economia e ampliando as oportunidades para os pernambucanos”, afirma a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto.

Ao todo, foram 67.513 admissões em agosto, o maior volume de contratações para o mês no Estado. O resultado positivo foi distribuído entre os cinco grandes setores da economia. Os serviços lideraram a geração de empregos, com 4.393 postos, seguidos pela indústria (3.296), agropecuária (2.981), construção (1.824) e comércio (934), que voltou a apresentar saldo positivo após registrar resultado negativo em julho.

“Quando Pernambuco gera mais empregos, estamos falando de pessoas que voltam para casa com uma nova perspectiva, de famílias que ganham mais segurança e de trabalhadores que encontram a chance de recomeçar ou dar um novo passo na vida profissional. É para isso que a Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo trabalha todos os dias, aproximando quem procura emprego de quem precisa contratar e ampliando o acesso à qualificação e aos serviços de empregabilidade”, pontua o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre.

A safra da cana-de-açúcar teve participação relevante no desempenho de agosto. A cadeia sucroenergética gerou 5.050 postos, 37,6% do saldo estadual. Os destaques foram a fabricação de açúcar (2.790 vagas) e o cultivo de cana (1.413).

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, Pernambuco soma 36.874 novos postos formais de trabalho, sendo 26.769 nos serviços. Nos últimos 12 meses, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, foram criados 63.587 postos, levando o estoque de empregos formais do Estado a 1.550.518 vínculos, o maior volume da série.

Considerando o ajuste sazonal, que desconta movimentos que se repetem em determinados períodos do ano, como os do ciclo da cana-de-açúcar, Pernambuco apresentou saldo de 3.110 postos em agosto, contra 748 em julho. Na Região Metropolitana do Recife, foram gerados 5.690 postos formais em agosto, correspondentes a 42,4% do saldo estadual.

Os dados do Novo Caged são revisados quando as empresas apresentam declarações com atraso. Em Pernambuco, o saldo de julho passou de 1.883 para 2.039 postos.

VAGAS – No Brasil, foram criados 165.827 postos formais em agosto, 7,2% a mais que no mesmo mês de 2025. No ano, o saldo nacional é de 1.134.033 vagas. Em Pernambuco, homens ocuparam 10.055 dos postos criados em agosto, e mulheres, 3.373. A diferença está ligada ao peso de agropecuária, indústria, construção e cadeia sucroenergética no resultado do mês.

Raquel cobra João Campos sobre caso de candidato do PSB que agrediu a ex-companheira e recebeu R$ 1,5 milhão do partido

Na reta final do debate da Globo, realizado nesta terça-feira (29), a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), questionou João Campos (PSB), a respeito do candidato a deputado federal pelo PSB da Paraíba, Fábio Tyrone, condenado em 2023 por agredir a ex-companheira, Myriam Gadelha. O partido, presidido nacionalmente por Campos, destinou R$ 1,5 milhão a Tyrone, valor acima da média repassada aos demais postulantes ao mesmo cargo no estado vizinho.

“Ele (Tyrone) hoje é candidato a deputado federal pelo seu partido. O PSB Mulher pediu a expulsão dele. Ao invés disso, o senhor recebeu ele aqui no Recife, tirou foto, e deu R$ 1,5 milhão de fundo eleitoral, quatrocentas vezes mais do que os outros. “A pergunta que ela (Myriam) faz é: ‘Por que você protege um agressor de mulheres?’, questionou Raquel.”

Após a resposta do adversário, a candidata à reeleição repetiu a pergunta e indagou por que João foi omisso sobre o agressor do PSB, só se posicionando a respeito do caso depois que o fato veio a público na mídia nacional. Raquel mencionou, ainda, que o socialista é seletivo ao criticar ou acolher mulheres.

TSE irá julgar decisão que barrou postagens sobre Nossa Senhora

16/07/2026 - Brasília - Tribunal Superior Eleitoral - TSE . Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, marcou para esta quarta-feira (30) o julgamento virtual da decisão da Corte que derrubou postagens nas redes sociais relacionadas à retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil.

A sessão virtual está prevista para começar às 10h.

Na semana passada, o ministro André Mendonça, do TSE, acolheu pedido do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e mandou retirar uma postagem do humorista Antonio Tabet e de conteúdos semelhantes. Flávio Bolsonaro alegou que o texto foi inserido no contexto de mensagens falsas que atribuem a ele a apresentação de um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, fato que ele nega.

Entenda
O caso envolvendo as postagens sobre Nossa Senhora começou no último final de semana.

Na quinta-feira (24), o humorista Antonio Tabet publicou na rede social X: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”

A pedido de Flávio Bolsonaro, André Mendonça ordenou a retirada da postagem e de conteúdos semelhantes, sob a justificativa de que a publicação teria disseminado notícia falsa a respeito do candidato.

Apesar de não ter sido citado na postagem, o candidato alegou que o texto foi inserido no contexto de mensagens falsas que atribuem a ele a apresentação de um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, fato que ele nega.

No domingo (27), o ministro Flávio Dino atendeu ao recurso do humorista e derrubou a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado a retirada da postagem. Em seguida, o candidato recorreu ao ministro Luiz Fux, que derrubou a decisão de Dino.

Mais cedo, o presidente do STF decidiu não pautar para a sessão desta quarta-feira (30) o julgamento sobre as duas decisões.

A decisão permitiu ao TSE marcar a sessão que será realizada amanhã.

Taxa de desemprego cai para 5,3%, a menor para o trimestre até agosto

Carteira de trabalho digital.

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto ficou em 5,3%, a menor já registrada para o período desde 2012, quando se inicia a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, o instituto registrou recorde no número de trabalhadores ocupados, carteira assinada, massa salarial e contribuição para a previdência.

O desempenho do desemprego no período de três meses até agosto representa recuo em relação ao trimestre móvel até maio (5,6%) e em comparação ao mesmo período de 2025 (5,6%). De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o resultado veio em linha com a expectativa de analistas do mercado.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29).

O levantamento mostra que no trimestre até agosto a população ocupada atingiu 103,5 milhões de pessoas, a maior já registrada. Esse contingente representa alta de 0,8% em relação ao trimestre até maio, isto é, mais 774 mil trabalhadores.

A pesquisa revela ainda que os grupamentos de atividade que puxaram a alta da ocupação foram a indústria geral (crescimento de 2%, ou mais 265 mil pessoas) e construção (4,1%, ou mais 306 mil pessoas).

Carteira assinada na máxima
O número de empregados do setor privado com carteira assinada atingiu 39,5 milhões, também recorde.

A população desocupada terminou o período em 5,8 milhões de pessoas, recuo de 4,6% (menos 281 mil) na comparação com o trimestre de março a maio.

A população desalentada, formada por aquelas pessoas que sequer procuram trabalho pois acreditam que não vão encontrar, somou 2,4 milhões até agosto – patamar estável em relação ao trimestre anterior e 11,9% menor (menos 317 mil) em relação ao mesmo período de 2025.

A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,5%, o que representa 38,8 milhões de pessoas. No trimestre anterior era 37,3%.

O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.

Massa salarial recorde
O rendimento mensal médio do trabalhador ficou em R$ 3.777. No trimestre até maio era R$ 3.752. O maior já registrado foi R$ 3.804, no primeiro trimestre de 2026.

A massa salarial, somatório dos salários de todos os trabalhadores, dinheiro que acaba sendo usado para consumo, pagamento de dívidas, investimentos e poupança, alcançou R$ 385,6 bilhões, a maior da série, com crescimento de 1,4% no trimestre (mais R$ 5,2 bilhões) e de 4,8% (mais R$ 17,5 bilhões) em um ano.

Recorde de contribuintes para a Previdência
De acordo com a Pnad, o Brasil atingiu o maior número já apurado de trabalhadores contribuintes para institutos de previdência, 68,5 milhões de pessoas. Isso representa que de cada 100 trabalhadores, 66,2 contribuem.

Ao contribuir para institutos de Previdência, o trabalhador adquire garantias como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de Previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.

Retrato do mercado de trabalho
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.