Prefeitura de Caruaru abre, nesta quinta (11), novo processo seletivo simplificado com mais 34 vagas para a Educação

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Administração, lançou um novo processo seletivo simplificado para professores. Desta vez, destinada para a atuação em escolas regulares. As inscrições serão abertas nesta quinta-feira (11), às 8h, pela internet. Estão sendo ofertadas 34 vagas para licenciados em diferentes áreas do conhecimento, incluindo Pedagogia, Letras e História, por exemplo. 

Também há vagas para profissionais graduados em cursos superiores como Matemática, Física, Ciências Sociais, Geografia, Ciências Biológicas, Artes Visuais, Teatro e Ciências da Religião. Em todos os casos, é preciso comprovar a graduação completa e, no caso da Licenciatura em Educação Física, ter registro no Conselho Regional de Educação Física (CREF).

Com exceção do cargo de Professor I, que tem carga horária de 150 horas/aula (h/a), para todos os outros as h/a mensais podem variar entre 150 e 200. O valor da hora/aula para Professor I é R$ 24,34; e para Professor II, R$ 24,33. 

O edital, na íntegra, com todos os detalhes, está disponível no Portal de Seleções (selecoes.caruaru.pe.gov.br) e também no Diário Oficial (diariooficial.caruaru.pe.gov.br), na edição do dia 8 de dezembro de 2025. 

As inscrições seguirão até às 23h59 do próximo dia 26, exclusivamente pelo Portal de Seleções da Prefeitura de Caruaru.

PROCESSOS SELETIVOS – Este é o segundo processo seletivo simplificado para professores lançado pela Prefeitura de Caruaru este mês. O primeiro, divulgado nos últimos dias, contempla vagas para atuação em Escolas de Tempo Integral (ETI) e, por isso, prevê a atuação em 300 h/a. No caso deste, cujas inscrições serão abertas nesta quinta-feira (11), as vagas são para a atuação em escolas regulares e a carga horária pode variar entre 150 e 200 h/a, a depender do cargo.

Setor produtivo critica cautela do BC e cobra início do corte de juros

Primeiro dia de competições da Olimpíada do Conhecimento, regional São Paulo. Na foto: Max Wendel Morais Pereira , competidor na área de soldagem .
São Paulo (SP) 16.08.2007 - Foto: José Paulo Lacerda

A manutenção da Taxa Selic – juros básicos da economia – em 15% ao ano recebeu críticas do setor produtivo. Apesar de a decisão ter sido amplamente esperada pelo mercado, entidades empresariais e sindicais veem na postura do Banco Central (BC) um entrave ao crescimento econômico num cenário de inflação em queda, desaceleração da economia e perda de fôlego do mercado de trabalho.

CNI: decisão ignora desaceleração

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o BC desconsiderou “evidências robustas” de que a economia já permitiria iniciar um ciclo de redução da Selic. O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que a manutenção dos juros “é excessiva e prejudicial”, intensificando a perda de ritmo da atividade, encarecendo o crédito e inibindo investimentos. Para ele, há espaço para um ajuste gradual sem comprometer a convergência da inflação para a meta.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) recebeu com preocupação a manutenção dos juros em níveis altos. Em comunicado, o presidente da CBIC, Renato Correia, afirma que a continuidade do crescimento do setor em 2026 depende da queda dos juros o mais rápido possível.

Comércio

O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, considerou que o BC mantém uma política desconectada da conjuntura nacional e internacional. Ele lembrou que países como os Estados Unidos iniciaram cortes enquanto o Brasil conserva uma das maiores taxas reais do mundo. Segundo Queiroz, a postura atual “prejudica investimentos, consumo e agrava entraves estruturais”, além de dificultar a condução da política fiscal.

Em tom mais moderado, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) avaliou que a manutenção era esperada e reflete um ambiente ainda delicado. Para o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, a inflação e as expectativas continuam acima da meta, e o contexto inclui expansão fiscal, resiliência do mercado de trabalho e incertezas internacionais. Ele afirmou que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) será decisivo para entender a sinalização dos próximos passos.

Centrais sindicais

Em nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a decisão como um “descumprimento das necessidades da população e do setor produtivo”. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, disse que a Selic elevada desvia recursos do investimento produtivo para o “rentismo”. Economistas ligados à central afirmam que a inflação está controlada e que o aperto monetário já provoca queda no consumo, desaceleração do PIB e perda de dinamismo no mercado de trabalho.

A Força Sindical criticou de forma contundente a decisão, classificando-a como “vergonha nacional”. Para o presidente da entidade, Miguel Torres, o Copom favorece especuladores e estrangula a economia ao insistir em juros elevados. Ele afirma que a política atual prejudica campanhas salariais, limita o consumo e impõe obstáculos ao desenvolvimento. “Estamos vivendo a era dos juros extorsivos”, afirmou em comunicado.

Câmara decide suspender Glauber Braga por 6 meses

Brasília (DF) 28/08/2024 Reunião do Conselho de ética da Câmara. Relator Deputado, Paulo Magalhães, Leu seu relatório que pede a cassação do deputado Glauber Braga. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

O Plenário da Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira (10), suspender o mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) por seis meses. Foram 318 votos contra 141. Houve três abstenções.

Assim foi rejeitada a cassação do parlamentar e ele não perdeu os direitos políticos.

Glauber foi acusado, em abril do ano passado, de ter agredido o integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), Gabriel Costenaro.

Para aprovação da medida alternativa ou para a cassação, seriam necessários ao menos 257 votos dos parlamentares. Em uma primeira votação no Plenário, foi aprovada a preferência que substituiu a cassação que torna Glauber inelegível por uma suspensão de seis meses. Houve 226 votos para essa medida e 220 contra.

Diante do cenário, parlamentares que eram a favor de uma cassação entenderam que seria melhor uma conclusão do processo com punição do que uma eventual absolvição.

Suspensão

A suspensão, como punição alternativa, foi proposta pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

O destaque foi apoiado também por parlamentares de diferentes partidos, como PSD e MDB.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) reconheceu que Glauber cometeu um erro, violou o Código de Ética, mas que a punição com perda do mandato seria exagerada. “Isso não é motivo de cassação”, defendeu.

A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) disse que é oposição a Glauber, mas afirmou que reagiria também a provocações. “Glauber erra muito. Mas a mãe dele estava na UTI. Eu daria também um tapa [se estivesse na situação]”.

Fausto Pinato (PP-SP) também ponderou que Glauber errou, merecia punição, mas não a cassação de mandato.

Por outro lado, o relator da matéria, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), voltou a defender a cassação de Braga e disse que o tema foi exaustivamente debatido na Comissão de Constituição e Justiça e no Conselho de Ética.

“Acredito que nós temos que manter todos os conhecimentos que foram apresentados e debatidos”.

Pouco antes da votação, Magalhães rejeitou emendas propostas por Lindbergh Farias de uma punição alternativa de seis meses de suspensão do mandato e de evitar a inelegibilidade no caso de cassação.

“Uma violência”

Antes da votação, Glauber Braga, emocionado, protestou contra a possibilidade de ter o mandato cassado. O deputado disse que chutou o integrante do MBL após ele ter ofendido sua mãe, que estava em tratamento na UTI.

“Calar o mandato de quem não se corrompeu é sim uma violência”, afirmou.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) lembrou que Glauber não é alvo de nenhum outro processo. “Ele está nas comissões, nas causas e nas lutas”.

Jandira Feghali (PCdoB-RJ) defendeu que não havia base por uma cassação. “Os parlamentares devem colocar a mão na consciência. Não há como comparar o que ele fez para defender a honra da mãe doente com o caso da Carla Zambelli”.

Já o deputado Kim Kataguiri (União-SP) foi a favor da cassação e disse que as imagens não comprovam que Glauber teve a mãe ofendida. “Ele é incapaz de debater o tema no mérito”, disse o parlamentar.

Outra posição pela cassação foi de Nikolas Ferreira (PL-MG). Ele se posicionou que seria correta a reação em caso de ofensas à família. “Mas ele mentiu”. O parlamentar lembrou que Glauber foi favorável à cassação de Daniel Silveira.

Na terça-feira (9), Glauber Braga ocupou a cadeira da presidência da Câmara dos Deputados e foi arrancado à força por agentes da Polícia Legislativa Federal. A ocupação começou como protesto do parlamentar, após o presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciar que levaria ao plenário o pedido de cassação do deputado, juntamente com os processos de Carla Zambelli (PL-SP) e Delegado Ramagem (PL-RJ). Os casos não têm relação entre si.

“Que me arranquem desta cadeira e me tirem do plenário”, disse o deputado na ocasião.

Conselho de Ética

Em abril, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou por 13 votos a cinco o parecer pela cassação de Glauber Braga por quebra de decoro parlamentar.

Na ocasião, o partido Novo argumentou que Glauber agrediu Costenaro que participava de manifestação de apoio a motoristas de aplicativo durante o debate de proposta de regulamentação da profissão.

Glauber Braga afirmou, no conselho, que a agressão ocorreu após um histórico de provocações em sequência.

Copa do Brasil: Depay decide e Corinthians derrota Cruzeiro por 1 a 0

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Com um gol do atacante holandês Memphis Depay, o Corinthians se superou e derrotou o Cruzeiro por 1 a 0 no confronto de ida das semifinais da Copa do Brasil. Graças ao triunfo, alcançado na noite desta quarta-feira (10) no estádio do Mineirão, o Timão chega à partida de volta com uma boa vantagem.

No próximo domingo (14), a partir das 18h (horário de Brasília) em Itaquera, a equipe do Parque São Jorge garante a vaga na decisão da competição mesmo com um empate. Já a Raposa precisa vencer por dois de diferença para garantir a classificação no tempo regulamentar, já em caso de triunfo por diferença de apenas um gol a vaga será decidida nas penalidades máximas.

Timão copeiro

A equipe comandada pelo técnico Dorival Júnior ativou o modo copeiro e entrou no gramado do Mineirão em ritmo acelerado, assumindo o comando das ações. E a primeira boa oportunidade do confronto foi criada justamente pelo Corinthians, quando Memphis Depay cobrou escanteio fechado e obrigou Cássio a fazer uma difícil defesa aos cinco minutos.

Já o Cruzeiro teve a sua primeira boa oportunidade aos dez minutos, quando Matheus Pereira acertou chute forte da entrada da área que parou na defesa de Hugo Souza.

O Timão passou a apostas nas jogadas pela ponta direita, em especial com André Carrillo. E o gol da vitória surgiu justamente desta forma. Aos 21 minutos o peruano levantou a bola na área, Yuri Alberto escorou de cabeça para o meio da área, onde Memphis Depay teve que finalizar duas vezes para colocar a bola no fundo da rede.

A partir daí o jogo ficou muito picotado, com jogadores do Timão e da Raposa catimbando muito e criando pouco até a chegada do intervalo.

Após a pausa para o descanso, o Cruzeiro passou a pressionar mais, diante de um Corinthians que recuou e deixou a equipe mineira com a posse de bola. Porém, a equipe do técnico português Leonardo Jardim pouco conseguiu criar. As melhores oportunidades foram em jogadas pelos flancos, em tentativas de levantar a bola na área.

O jogador mais lúcido da Raposa foi o meio-campista Matheus Pereira, que, nas suas melhores jogadas, não conseguiu superar o goleiro Hugo Souza.

Defesa pede autorização para Bolsonaro deixar prisão e fazer cirurgia

Brazil's former President Jair Bolsonaro stands at his home while under house arrest, amid the final phase of his trial, accused of plotting a coup after his electoral defeat, in Brasilia, Brazil, September 3, 2025. REUTERS/Diego Herculano   REFILE - CORRECTING DATE FROM

A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o ex-presidente seja autorizado a deixar a prisão para se submeter a cirurgias indicadas por seus médicos. O pedido foi enviado ao ministro na noite desta terça-feira (9).

Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista.

Os advogados de Bolsonaro afirmam que o ex-presidente apresentou piora no seu estado de saúde e pedem que ele seja levado imediatamente ao Hospital DF Star, em Brasília. Segundo a defesa, a internação deve durar de cinco a sete dias.

“Conforme informado pelo médico responsável pelo tratamento do peticionário, o ex-presidente precisa passar por cirurgia tanto para tratamento do quadro de soluços, sequela das cirurgias já registradas nos autos, como em razão da piora do diagnóstico de hérnia inguinal unilateral, que também indica a necessidade de intervenção cirúrgica”, disse a defesa.

Os advogados também voltaram a pedir a Moraes que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar. Segundo a defesa, o ambiente prisional é incompatível com a condição de saúde do ex-presidente.

“A prisão domiciliar é modalidade de cumprimento de pena destinado àqueles cuja prisão em regime fechado pode colocar em risco sua integridade física por motivos médicos”, completou a defesa.

Não há prazo para Alexandre de Moraes decidir a questão.

Justiça suspende benefícios vitalícios durante prisão de Bolsonaro

Brasília (DF) 14/09/2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar por procedimentos.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Justiça Federal em Minas Gerais determinou nesta quarta-feira (10) a suspensão dos benefícios vitalícios concedidos a Jair Bolsonaro depois que ele deixou a presidência da República.

Com a decisão, assessores e veículos oficiais que foram colocados à disposição de Bolsonaro após ele deixar o cargo, em 2022, deverão ser suspensos pelo período em que o ex-presidente estiver cumprindo pena em regime fechado pela condenação na ação penal da trama que pretendia impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência..

Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão.

A decisão foi motivada por uma ação protocolada pelo vereador Pedro Rousseff (PT-MG). O parlamentar pediu a suspensão dos benefícios, que são custeados pela Presidência da República e concedidos a todos os ex-presidentes.

Conforme a Lei 7.474/1986, ex-presidentes têm direito a quatro servidores para atuarem na área de segurança, apoio pessoal e assessoramento, além de dois carros oficiais com motoristas.

Na ação, o vereador argumentou que os gastos com equipe de Bolsonaro no primeiro semestre deste ano foram de R$ 521 mil. Desde 2023, os gastos já somam R$ 4 milhões, segundo o político.

Ao analisar o caso, o juiz federal Pedro Pereira Pimenta entendeu que a continuidade dos benefícios pode provocar prejuízos aos cofres públicos.

“Registra-se que, se se mantém, com ônus para o erário, uma estrutura pessoal e logística desvinculada das finalidades que justificaram sua instituição, como dito, afronta aos princípios da legalidade, da moralidade administrativa”, disse o magistrado.

Cabe recurso contra a decisão.

BC mantém juros básicos em 15% ao ano pela quarta vez seguida

O recuo da inflação e a desaceleração da economia fizeram o Banco Central (BC) não mexer nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

Em comunicado, o Copom não deu pistas de quando deve começar a cortar os juros. Assim como na última reunião, repetiu que o cenário atual está marcado por grande incerteza, que exige cautela na política monetária, e que a estratégia do BC é manter a Selic por bastante tempo.

“O comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. O comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, destacou o comunicado.

Essa é a quarta reunião seguida em que o Copom mantém os juros básicos. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.

Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho, sendo mantida nesse nível desde então.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em novembro, o IPCA ficou em 0,18% , o menor nível para o mês desde 2018. Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,46% em 12 meses, voltando a ficar dentro do teto da meta contínua de inflação.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em dezembro de 2025, a inflação desde janeiro do mesmo ano é comparada com a meta e o intervalo de tolerância.

Em janeiro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de fevereiro de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 4,8% a previsão do IPCA para 2025, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de dezembro.

As previsões do mercado estão mais otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,4%, levemente acima acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,55%.

Crédito caro

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central diminuiu de 2,1% para 2% a projeção de crescimento para a economia em 2025.

O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,25% do PIB em 2025.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Iniciada obra de trecho final do Ramal da Arena, em Camaragibe


Obra teve início este mês e prevê intervenções em 30 mil m ², incluindo alargamento da via, assim como recuperação de calçadas e ciclofaixas

Entre as obras viárias prometidas para a Copa de 2014 e não finalizadas até a realização do campeonato, a do Eixo 5.000 do Ramal da Arena foi finalmente retomada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh).

O projeto do Eixo 5.000 contempla uma área de aproximadamente 30 mil m² e está sendo realizado com recursos estaduais, com prazo de execução de 12 meses, com investimento de R$ 15.399.979,48.

Trata-se da última fase do projeto de alargamento da via. O Eixo 5.000 possibilitará a implantação do acesso à primeira rotatória do viaduto que liga ao Terminal Integrado Cosme Damião. Estão previstas no projeto ainda a sinalização de todo o Ramal da Arena e da instalação de postes de iluminação pública.

A intervenção visa melhorar a mobilidade urbana, com faixa exclusiva para o BRT, facilitando o deslocamento entre os bairros e promovendo maior integração entre os municípios de São Lourenço e Camaragibe.

Além de servir de acesso viável à Arena de Pernambuco nos dias de grandes eventos, reduzindo o tempo gasto nas viagens dos torcedores/espectadores, e amenizando os engarrafamentos nas rodovias federais na saída do Recife.

Com a execução do Eixo 5.000, as obras do Ramal da Arena avançam para a conclusão. “Esta etapa inclui serviços de requalificação das calçadas e da ciclovia no trecho do Ramal Interno” detalha o secretário executivo de Desenvolvimento Urbano da Seduh, Francisco Sena. 

Resumo da obra:

– Requalificação de trechos de pavimentos deteriorados;
– Recuperação e requalificação de calçadas e ciclovias;
– Execução de pavimentação e sistemas de drenagem;
– Implantação de sinalização viária e iluminação pública;
– Construção de uma nova alça de acesso que ligará o Ramal da Arena ao Terminal Inte

grado de Cosme e Damião, ampliando a conectividade do sistema de transporte público. 

Além de resolver pendências de contratos anteriores, a intervenção atua para mitigar riscos à segurança da população, reduzindo pontos de alagamento, aumentando a visibilidade e melhorando as condições de circulação. 

O projeto também contribui para a valorização urbana e social das áreas beneficiadas. Como parte das melhorias, serão pavimentadas as vias de conexão entre o ramal e as ruas laterais, garantindo que toda a comunidade do entorno esteja plenamente integrada a esse importante equipamento de mobilidade urbana. 

Ipsos-Ipec: 40% dos eleitores avaliam governo como ruim ou péssimo, e 40% como ótimo ou bom

Dados da pesquisa Ipsos-Ipec, divulgados nesta terça-feira, mostram que 40% dos eleitores entrevistados classificam o governo Lula como ruim ou péssimo, enquanto 30% afirmam que a gestão federal é ótima ou boa. Outros 29% disseram que a administração é regular e 2% não souberam ou não quiseram responder.

O índice dos que avaliam o governo positivamente se manteve igual ao contabilizado na última rodada da pesquisa, realizada em setembro. Já os que veem negativamente o governo oscilaram de 38% para 40%, enquanto os que o enxergam como regular decaíram de 31% para 29%. As alterações aconteceram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. As informações são do jornal O GLOBO.

O levantamento também indica que a avaliação positiva do governo é melhor entre aqueles que declaram ter votado no petista em 2022 (62%) e em moradores da região Nordeste (41%), considerado reduto eleitoral do presidente, além de eleitores menos escolarizados (39%), de renda familiar de até um salário mínimo (40%) e católicos (35%). A visão negativa, por sua vez, prevaleceu entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (67%), moradores da região Sul (51%), de renda média (53%), evangélicos (47%) e brancos (46%).

A pesquisa também mostrou poucas oscilações tanto na aprovação atuação do presidente, que variou de 44% para 42% desde setembro, quanto na desaprovação, que mudou de 51% para 52%. Os que não souberam ou não responderam variaram de 5% para 6%. A confiança dos eleitores no chefe do Executivo também oscilou de 41% para 40%, enquanto a desconfiança permaneceu 56%.

Caixa libera contratação de mais de um financiamento imobiliário

Residencial Crixá, em São Sebastião

A partir desta terça-feira (9), os mutuários da Caixa Econômica Federal podem voltar a contratar mais de um financiamento imobiliário utilizando recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

A regra estava suspensa desde novembro de 2024 e foi retomada para atender à demanda do mercado e ampliar alternativas para famílias e investidores.

Com a mudança, quem já possui um financiamento habitacional ativo na Caixa, incluindo cônjuges, independentemente do regime de casamento, volta a ter autorização para solicitar um novo crédito imobiliário pelo SBPE.

As operações feitas com recursos do SBPE têm:

Atualização do saldo devedor pela TR;
Taxas de juros a partir de 10,99% ao ano;
Prazo de pagamento de até 420 meses.
Por que a regra mudou
Em nota, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, informou que a liberação da nova contratação foi possível após a flexibilização do compulsório da poupança, uma das mudanças do crédito imobiliário anunciadas em outubro.

Segundo Vieira, a mudança aumenta a liquidez do sistema financeiro e dá fôlego às operações de crédito imobiliário.

De acordo com o presidente do banco, a medida ajuda a manter o ritmo de concessões mesmo em um cenário de redução dos depósitos em poupança.

Outras medidas recentes

A reabertura para múltiplos financiamentos integra um conjunto de iniciativas anunciadas pelo banco para estimular o mercado imobiliário e ampliar o acesso à moradia.

Entre elas estão:

Aumento do teto do SFH

O limite do valor dos imóveis financiáveis subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, ampliando o acesso de famílias de renda média e alta ao crédito com condições mais vantajosas

Maior cota de financiamento

O banco voltou a financiar até 80% do valor do imóvel na modalidade de Sistema de Amortização Constante (SAC) e até 70% na Tabela Price (prestação constante), exigindo uma entrada menor.

Nova linha de crédito para reformas

Lançada em outubro de 2025 dentro do programa Reforma Casa Brasil, a linha oferece taxas atrativas. A Caixa também passa a operar:

R$ 30 bilhões do Fundo Social para o Minha Casa, Minha Vida (renda até R$ 9,6 mil);
R$ 10 bilhões em linha própria com recursos do SBPE para famílias com renda superior.
No site do banco, é possível verificar elegibilidade e simular as condições.

Otimização do compulsório da poupança
Mudanças regulatórias do Banco Central dão mais estabilidade ao setor e aumentam a previsão de orçamento do SBPE para 2026.

Participação no crédito

Principal banco no mercado imobiliário, a Caixa tem 67,1% de participação no setor. A carteira imobiliária do banco chegou a R$ 905 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Até setembro de 2025, as novas contratações somaram R$ 174,4 bilhões.

Mais detalhes sobre financiamentos e simulações estão disponíveis na página da Caixa na internet.